Carta de Amor à Fernando de Noronha

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Recife, 04/11/14 – 17:02, hora local

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Após sete dias no paraíso estou nesse momento regressando a minha cidade natal, São Paulo.  A sensação é de um aperto no peito. Estou sem chão, sem ar e sinto como se não fosse mais conseguir viver sem estar ali. A ideia de não saber quando voltarei a vê-lo, senti-lo é devastadora e os pensamentos só giram em torno de um possível retorno.

Pois é, me apaixonei louca e compulsivamente por Fernando de Noronha!

Nunca vi tanta beleza em tão pequeno território, tão natural, tão selvagem e preservada. Para cada canto que se olha, cada lugar novo que se vai a sensação é de estar vivendo um devaneio. Conheci tantas paisagens e lugares surreias que a cada manhã a sensação era de que o dia anterior tinha sido um sonho dos bons.

Da suite mais cara no hotel mais luxuoso da ilha à simplicidade de uma pousada domiciliar; da barraca da Regina em um domingo no Porto ao lado dos Ilhéus ao farto festival gastronômico ao lado das celebridades; da superfície do oceano nas ondas tubulares da cacimba as profundezas da caverna da sapata em uma imensidão azul anil. Não houve um momento que não considero inesquecível.

Volto uma pessoa diferente. Primeiramente impressionada com a destreza do Criador. E em consequência muito decepcionada com o poder de destruição do homem. Levei menos de dois dias para entender e mudar dentro de mim algumas atitudes simples, mas essenciais para a preservação de lugares como esse. Essa consciência que já existia dentro de mim tomou forma e força em Noronha. Estar em uma joia lapidada no meio do oceano, com apenas 17 km quadrados me deu  ideia concreta de como a manutenção do Planeta está em nossas mãos. Lixo, poluição, escassez de reservas de água potável, urbanização e seus impactos: com pequenas ações podemos minimizar e muito esses problemas . Aprendi a tomar banhos mais rápidos, usar menos louça e lavar menos roupa para economizar água. Me doía toda vez que jogava algo no lixo e passei a apoiar a campanha para a extinção das garrafas Pets de água de 500 ml. Mas sobretudo entendi que precisamos de muito pouco para sermos felizes.

Obrigada Deus por ter criado Fernando de Noronha! Eu amo você!

Eu amo Noronha!

Como planejar sua viagem para a Califórnia em 10 passos

Uma das minhas partes preferidas em uma viagem começa muito antes da chegada ao aeroporto. O planejamento é o momento aonde descobrimos os lugares maravilhosos que iremos visitar e criamos o desejo e expectativa que irá permear todo o momento mágico e inesquecível que é viajar.

Se você está lendo esse blog é muito provável que você esteja vivendo essa fase. Começando pela escolha do destino, passando pela compra de passagens e reserva de hotéis, até a escolha dos passeios e lugares que você vai visitar, o planejamento é, ao menos para mim, fator determinante no sucesso e aproveitamento da viagem.

Não estou dizendo que isso precisa virar uma obsessão e que você deve planejar tudo hora a hora, mas o mínimo de programação e conhecimento sobre o lugar otmiza o tempo, evita gastos desnecessários, perrengues, estresses e decisões de última hora. Esse planejamento já foi motivo de muita discussão aqui em casa, mas depois da segunda vez, o Gui se convenceu que as viagens ficaram bem mais legais e proveitosas assim.

Segue abaixo minhas dicas para como planejar sua viagem para Califórnia em 10 passos, baseada nas perguntas mais freqüentes que recebo por aqui.

1. Decida quantos dias vai durar sua viagem

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Vamos partir do principio que quanto mais dias melhor, mas a realidade as vezes não condiz com a nossa vontade. Se você tem até 5 dias de viagem, se restrinja a uma região  – San Francisco, Los Angeles, San Diego ou Las Vegas. Se você tem de 7 a 10 dias dá para combinar duas regiões próximas  – San Francisco e litoral até o Big Sur, Los Angeles e Las Vegas, San Diego e O.C., Los Angeles e O.C., Los Angeles e San Diego. Entre 10 e 15 dias dá para fazer uma boa parte da costa, como o trajeto de San Francisco a Los Angeles, mas eu ainda acho que fica apertado descer até San Diego. Com mais dias que isso dá pra conhecer de tudo um pouco e o trabalho vai ser só decidir quantos dias passar em cada lugar.

2. Compre as passagens de avião pensando no seu roteiro

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A California é um estado grande e quando você decide fazer uma viagem para lá tem que ter uma coisa em mente: não é como ir para Nova Iorque que você chega e vai embora pelo mesmo aeroporto. Se você pretende ir para SF, LA e LV e comprar passagens de ida e volta para LA, vai gastar bastante tempo e dinheiro tendo que “voltar” a cidade de origem. O ideal é chegar numa ponta do seu trajeto e ir embora pela cidade final. Se você pretende percorrer a HWY 1, a minha dica é chegar pela cidade mais ao norte -normalmente SF – e ir embora pela cidade mais ao sul – que de maneira geral é San Diego, mas vai depender do seu roteiro. Isso porque se você descer a costa, vai ter o Oceano Pacifico do seu lado na estrada e isso além de proporcionar uma melhor visão, facilita bastante na hora das paradas. Se você pretende ir também para Las Vegas, precisa decidir se vai fazer isso no começo ou no fim da viagem – não é muito inteligente sair da California, ir para Vegas – que diga-se de passagem fica em outro estado – e voltar para California de novo.

3. Decida quais cidades vai visitar e quantos dias vai passar em cada uma delas

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Agora que você já sabe quantos dias tem para viajar e por onde vai chegar e partir falta decidir quais cidades vai conhecer. É nesse ponto que entra o SEU planejamento, extremamente pessoal e único. Recebo muitas perguntas referentes a esse tópico e sempre dou a mesma resposta: “Essa decisão só cabe a você.” Porém não é uma decisão fácil. Primeiro você precisa pesquisar quais são essas cidades e o que há de interessante para se fazer em cada uma delas – eu tinha um caderninho divido por regiões (San Francisco e arredores, Monterrey e Carmel, Big Sur, Santa Barbara, Los Angeles, OC, San Diego e Las Vegas) aonde eu anotava cada informação interessante que eu achava. De modo geral, recomendo entre 3 e 5 dias para as cidades maiores – SF, LA, SD e LV – e o restante vai do interesse de cada um.

4. Conheça o mapa da Califórnia

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Você precisa conhecer o mapa da California para planejar com excelência a viagem – no próximo post vou dar dicas de como usar o Google Maps. Não tem como planejar uma Road Trip se você não sabe a localização dos lugares que deseja parar, ou quanto tempo demora para ir de uma cidade para outra. Passe umas duas horas olhando para o mapa que você vai ver como fica mais fácil. San Francisco, Half Moon Bay, Santa Cruz, Monterrey, Carmel, Big Sur, San Simeon, San Luis Obispo, Santa Barbara, Ventura, Morro Bay, Los Angeles, O.C. (Anaheim (Disney), Huntington Beach, Newport Beach, Laguna Beach, San Clemente (Trestles)), San Diego: essa é a ordem das cidades de norte a sul. Mas você precisa saber mais do que isso para montar o roteiro.

5. Reserve os hotéis

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Muitas pessoas me perguntam se reservamos nossos hotéis com antecedência ou se deixamos para decidir lá e fazer uma viagem mais livre. Ficamos com essa dúvida também e acabamos optando pela primeira opção. Acho que reservar os hotéis com antecedência garante opções com melhor custo beneficio, além da economia de tempo durante a viagem. E tempo na viagem é o nosso bem mais precioso. Quem já ouviu alguém falar “Dormir? Não, dormir em dólar é muito caro!” ? O mesmo fale para tomar decisões e procurar hotéis. Atualmente existem centenas de opções para efetuar as reservas: agencias on-line, o Trip Advisor com centenas de reviews, o Air BNB aonde você pode alugar quartos e apartamentos inteiros, além dos sites dos próprios hotéis – a melhor opção para finalizar suas reservas sempre que possível, já que contam com mais flexibilidade nos preços, datas e escolha do quarto.

6. Pesquise por restaurantes

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Como disse em um dos tópicos acima, criei um caderno, dividido por regiões, aonde eu anotava todas as informações bacanas que conseguia, e isso incluía os restaurantes. Depois que você já sabe a região que irá se hospedar é legal pesquisar por restaurantes próximos. Seu hotel serve Café da manhã? Se não, procure opções pela região. Anote opções de almoço próximo aos pontos que você pretende visitar e também restaurantes bacanas para o jantar. É sempre bom já ter essas cartas na manga na hora de decidir aonde ir. Se quer visitar restaurantes concorridos, baixe o app do Open Table no celular e se programe para fazer a reserva com pelo menos um dia de antecedência, assim você não amarra sua programação.

 

7. Faça uma lista com os pontos de interesse e passeios

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Nessa fase do planejamento você já tem quase tudo decidido e chegou a hora de curtir. Pesquise os lugares que você gostaria de visitar e reserve os passeios mais concorridos – como shows em Las Vegas e o tour de Alcatraz em SF. Veja quais os possíveis Outlets a serem visitados e imprima os cupons de descontos disponíveis nos sites. Monte seu roteiro dia a dia e tenha em mente que não é preciso segui-lo minuciosamente durante a viagem, mas é muito bom acordar e já ter idéia do que fazer. Lembre-se de agrupar os passeios por região: se você vai para o bairro x, tente fazer o que há por lá de uma só vez.

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8. Decida como você vai se locomover por cada cidade

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Em San Francisco por exemplo, não vale a pena alugar um carro, pois o transporte público é excelente e os estacionamentos muito caros. Em Los Angeles, é praticamente impossível ficar sem carro. Depois de pesquisar e decidir quais serão suas opções reserve o carro e os shuttles.

9. Pesquise os itinerários e trajetos

Depois de decidir como se locomover em cada cidade é hora pesquisar os itinerários e trajetos. Se a opção for transporte público, pesquise se é melhor ir de ônibus, metro, taxi. Anote cada informação como o ponto, a linha e o tempo de viagem estimado. No caso de aluguel de carro, fique mais tranqüilo, já que o GPS vai fazer o trabalho. Porém, de uma olhada no trajeto, tempo de viagem e no caso das viagens mais longas, como a da costa, qual a melhor opção de trajeto. Se você quer ir de San Francisco direto pra Santa Barbara por exemplo e colocar isso no GPS, ele ira te mostrar o caminho pela I-5, e você vai perder todo o Big Sur e as paissagens lindas das praias. Você tem que armar uma estratégia para “enganar”seu GPS e fazer o trajeto que você quer e é mais interessante.


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10. Monte o seu próprio Guia

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Com todas as informações já coletadas, monte um livrinho com o seu roteiro final. Nele coloque informações dos vôos, reservas de hotéis e alugueis de carro. Monte o roteiro dia a dia, separe os pontos de interesse e restaurantes por cidade ou região. Anote as opções de itinerários do transporte público para cada lugar e dicas de como programar o GPS para cada trajeto. Imprima seu guia num formato reduzido, de maneira que fique fácil você carrega-lo pra cima e pra baixo, anexe os cupons de descontos e vouchers a ele.

BOA PLANEJAMENTO e BOA VIAGEM!

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O que faltou fazer em Las Vegas

Pra mim Las Vegas é uma daquelas cidades da qual você nunca se cansa, se tiver dinheiro e uma boa companhia.

Como já disse aqui, as opções de entretenimento – restaurantes, shows e etc – são infinitas e fazer a combinação de compras + relax na piscina ou cassino + jantar em restaurante estrelado + show incrível é possível por dias a fio.

Algumas dessas opções são essenciais e nós acabamos deixando muito coisa de lado por causa do casamento. Não quis comprar shows com antecedência, nem fazer passeios mais longos por exemplo. A lista do que faltou fazer é enorme, mas listei aqui o Top 10:

1. Assistir a um show do Cirque Di Soleil

São oito espetáculos em cartaz na cidade no total. O “O” – que dizem ser um dos mais bonitos e que acontece na água, o “Michael Jackson One” – uma homenagem ao rei do pop, o “Mystére” – criado especialmente para Las Vegas, “The Beatles Love” – que traz as famosas músicas da banda britânica, “Zumanity” – uma versão sensual e mais apimentada, “Criss Angel – Believe” – um espetáculo de ilusionismo com o famoso mágico, “Zarkana” – a mais recente das produções e “KÀ” – que mistura artes marciais, inclusive capoeira, as incríveis acrobacias.

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Difícil é escolher entre tantas opções.

Vale lembrar que mesmo sendo mais fácil conseguir ingressos do que em outros lugares, vale a pena comprar com uma certa antecedência. Nós não conseguimos comprar pra o “O”, por exemplo. Os ingressos variam de $59 a $180 dependendo do espetáculo e do setor.

Mais informações: http://www.cirquedusoleil.com/en/destinations/las-vegas/cirque-vegas-shows.aspx

 2. Ir ao Grand Canyon

Considerado umas das sete maravilhas do mundo, o canyon de 446km fica no estado do Arizona. Há muitas maneiras de se chegar até ele partindo de Las Vegas, mas sem dúvida a mais inesquecível – e também a mais cara – é de helicóptero. Existem vários pacotes que podem incluir pouso com direito a parada para um picnic com champanhe, ida a Sky Walk – uma passarela de vidro localizada dentro de uma reserve indígena, passeio de barco pelo Colorado River, traslado em limousine e até mesmo uma pernoite em uma típica cabana indígena. Os preços variam entre $250 e $650.

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Se o seu bolso não estiver cheio você pode ir de ônibus – o trajeto demora cerca de quarto horas – e passar o dia por lá por $70. Uma outra boa opção para quem tem mais tempo é ir com o próprio carro e passar a noite em uma das pousadas do parque. Essa opção permite que você conheça melhor o lugar e faça algumas das lindas trilhas.

Mais informações sobre os pacotes: http://www.alllasvegastours.com/grand-canyon-tours/c-952?sortBy=4

3. Conhecer Las Vegas Downtow e a Freemont Street

Eu sempre me interessei por Las Vegas e sua história – cheguei até a estudar como a arquitetura é usada para persuadir os visitantes – e por isso visitar o lugar onde tudo começou era primordial. Infelizmente não deu tempo. Mas se você é como eu e deseja conhecer um pouco da história da cidade não deixe de ir a Downtown.

Hotéis como o Golden Nugget, construído em 1946, se espalham pela Freemont Street, que abrigava os principais hotéis e casinos antes da Strip surgir. O lugar é um paraíso para quem gosta de neons e luzes ao estilo vintage.

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Em 2004 uma grande tela foi construída acima do boulevard e faz parte hoje do Freemont Street Experience, que une as imagens a músicas e sons.

Um pedacinho da cidade diferente do que a gente costuma ver por aí.

Mais informações:

Hotéis:http://www.lasvegas.com/hotels/downtown/

História: http://en.wikipedia.org/wiki/Downtown_Las_Vegas

Freemont Street Experience: http://www.vegasexperience.com/

4. Participar de uma Pool Party

De maio a setembro as piscinas de muitos hotéis de Las Vegas se transformam. Deixam de ser simples piscinas para abrigarem festas diurnas com muita gente bonita, pouca roupa e muita música. O conceito já é conhecido aqui no Brasil atualmente, mas Vegas é Vegas não é mesmo? Existem coisas que você só vai ver por lá e por isso acho o programa no minimo interessante, mesmo para casais! Só não vale ser ciumento(a), por que com tantos corpos sarados passando fica difícil não dar uma olhadinha!

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Mais informações: http://www.vegaspoolparties.co.uk/

5. Assistir a um dos Shows de Mágica

Atualmente a cidade possui mais de dez shows de mágica em cartaz e eles vão dos mais básicos aos mais surpreendentes. Mas o que importa é que alguns dos ilusionistas mais conhecidos do mundo, como Criss Angel e David Copperfield, estão sempre se apresentando por lá. Os valores dos ingressos vão de $20 a $90.

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Mais informações: http://www.vegas.com/mytrip/app/Products/show?5&searchCat=Genre:genre+-+Magic

6. Assistir ao Show de alguma Diva

Celine Dion, Sher, Shania Twain  e outras divas estão sempre se apresentando na cidade e sua visita é uma ótima oportunidade para assistir a um show incrível em um lugar pequeno e super confortável. Os preços podem ser bem bacanas e é sempre bom acompanhar a programação para as datas da sua viagem.

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Mais informações: http://www.ticketmaster.com/lasvegas

7. Perder – ou com sorte ganhar – alguns dólares no cassino

Gente, como alguém pode ir pra Las Vegas e não arriscar sequer $1 em algum cassino? Nós conseguimos realizar essa façanha e olha que eu amoooo um jogo. Por isso jogar na roleta, no Black Jack e nos caça níqueis – o pôquer acho que vai ficar pra próxima encarnação porque não conseguimos apreender ainda – está na nossa lista de motivos pra voltar! Imagine acontece como no filme “Jogo de amor em Las Vegas”?? Mas sem a parte da separação! rs

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8. Experimentar as iguarias de pelo menos um dos restaurantes de chefs consagrados

Las Vegas pode ser considerada a cidade com mais restaurantes de chefs consagrados do mundo. Lá é possível experimentar o tempero de Wolfgang Puck, Emeril Lagasse, Gordon Ramsay, Joel Robuchon, Alain Ducasse e muitos outros por preços até que não tão altos – dá pra gastar $150 por casal e comer muito bem. Eu que amo comer considero esse um motivo muito forte pra voltar.

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Mais informações: http://www.forbes.com/sites/larryolmsted/2013/06/07/vegas-celebrity-chefs-2-0-the-next-wave/

9. Ver Las Vegas de cima da torre do Stratosphere

Da altura de um prédio de mais de 100 andares, a torre do Stratosphere oferece uma das mais lindas e completas vistas da Strip. O ingresso custo $18 para os adultos, mas vai render uma foto linda – na minha opinião mais linda ainda durante a noite. Além disso lá em cima ainda existe um restaurante que gira 360° e um Bug Jump bem emocionante.

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Mais informações: http://www.stratospherehotel.com/Tower

10. Assistir ao famoso Show de águas do Bellaggio

Uma das coisas mais simples e fáceis de se ver foi ignorada por nós. Talvez por ser tão acessível, não tenhamos nos preocupado com o horário e acabamos perdendo um do clássicos de Vegas: o famosos show de águas do Bellaggio. O show acontece a cada meia hora durante o dia e de quinze em quinze minutos a noite e é de graça.

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Mais informações: http://www.bellagio.com/attractions/fountains-of-bellagio.aspx

No próximo post vocês vão ficar sabendo qual o destino do Destino Califórnia agora que nossa viagem acabou!

Roteiro Resumido Las Vegas

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A última parte do nosso roteiro segue abaixo. Depois que eu terminar todos os posts da viagem, prometo organizar um roteiro completo com todos os detalhes.

Dia 26 – 04/09 – domingo
Saída de LA.
Visita a Calico Ghost Town.
Check In no Hotel.
Dia 27 – 05/09 – segunda-feira
Compras no Premium Outlet North.
Almoço no Subway do Outlet.
Procura das Capelas.
Ida ao cartório para tirar a licença matrimonial.
Peepshow.
Jantar no Miracle Mile Shopping.
Dia 28 – 06/09 – Terça Feira
Caminhada pela Strip com paradas para compras.
Almoço na Cheesecake Factory do Forum Shops.
Preparativos para o casamento.
Cerimônia.
Fotos do casamento.
Ida a Koi lounge, no Planet Hollywood.
Dia 29 – 07/09 – Quarta Feira
Café da Manhã no Buffet do Paris.
Passeio pelos Hotéis.
Almoço no Planet Hollywood.
Passeio pelos Hotéis.
Jantar no Rio.
Dia 30 – 08/09 – Quinta Feira
Retorno para o Brasil.

 

No próximo post: O que faltou fazer em Las Vegas

 

Os shoppings de Las Vegas

Como nós já falamos aqui, Las Vegas é ótima para compras. Além dos outlets, a cidade conta com uma infinidade de shoppings centers que vão dos mais simples aos mais sofisticados. É quase impossível não visitar nenhum, já que inevitavelmente você vai passar por eles para chegar aos restaurantes e casinos. Nós passamos por quarto, mas não fizemos muitas compras – nesse fim da viagem as malas já estavam bem cheias e os bolsos já estavam bem vazios.

Miracle Mile Shops 

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O shopping do Planet Hollywood era nosso caminho de todo dia e possui cerca de 130 lojas.  Assim como muitos outros tem um céu que recria a luz do dia e o diferencial é que de hora em hora acontece uma tempestade chamada de Harbor Rain – nada de mais, mas surpreende quem está passando.

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Além das lojas mais tradicionais como Americam Apparel, Sephora, Victoria’s Secret, H&M, Gap, Guess, Lucky Brand e Bath and Body Works, há uma boa seleção de lojas de surfwear – Billabong, DC Shoes, Quicksilver e Volcon.

A Las Vegas Fight Shop faz a alegria dos fãs de MMA e Jiu Jitsu com camisetas e acessórios para práticas de luta, inclusive para meninas. Não vi nenhuma loja parecida durante toda nossa viagem e apesar do preço ser um pouco salgado para os padrões americanos, vale a visita.

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Entre os restaurantes destaca-se o Pampas Brazilian Steak House, com rodizio de churrasco brasileiro a $40 por pessoa. Não provamos, mas ficamos com vontade.

O V Theater exibe alguns shows bacanas, mas o que mais me chamou a atenção foi o Strip 101, uma aula de strip-tease para mulheres que acontece diariamente e parece ser bem divertida. O Stripper Bar ao lado, completa o clima de “Sin City” com uma stripper de 10m na porta.

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The Fashion Show

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Quase em frente ao Wynn, fica o The Fashion Show Mall. O maior shopping da Strip tem cerca de 250 lojas distribuídas por seus 185 mil metros quadrados. O grande diferencial está na variedade de lojas de departamento: Neiman Marcus, Nordstrom, Saks Fifth Avenue, Bloomiongsdale’s Home e Macy’s podem ocupar boas horas do seu tempo. Como se não bastasse há ainda as famosas Zara, Top Shop e Forever 21, que juntas podem também encher muitas malas. Para completer Abercombrie, Apple, Banana Republic, Bath and Body Works, The Body Shop, Build-a-bear, Gap, Hollister, Lacoste, Levis, Oakley e Puma citando só algumas.

O shopping promove desfiles em uma passarela de 25m que surge instantaneamente do chão – daí o nome Fashion Show – que acontecem todas as sextas, sábados e domingos, de hora em hora, do meio dia as seis da tarde.

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The Forum Shops 

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Localizado dentro do Caesars Palace, o The Forum Shops segue a temática do Hotel e a sensação é a de estar caminhando por Roma em pleno entardecer. Entre colunas e estátuas distribuem-se cerca de 160 lojas das mais sofisticadas – Balenciaga, Burberry, Cartier, Christian Dior, Louboutin, Diane Von Fustenberg, Pucci, Ermenegildo Zegna, Fendi, Jimmy Choo, Marc Jacobs, Tiffany, Valentino e Versace – as mais normais e possíveis para nós, meros mortais – Abercrombie, Apple, Banana Republic, Gap, Guess, Juicy Couture, UGG, Swatch, Sephora, a maior H&M do mundo entre outras.

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Christian Louboutin Forun Shops

O shopping conta também com algumas boas opções de restaurantes, entre eles o P.J. Clarks – famosa hamburgueria novaiorquina, um Planet Hollywood – franquia bem popular entre os brasileiros e na minha opinião o melhor de tudo, uma filial da The Cheesecake Factory, meu restaurante preferido nos EUA. Claro que não podíamos deixar passar e aproveitamos nossa ida ao shopping para almoçar por lá – já contei nosso jantar na filial de San Francisco aqui.

O Gui pediu o Four Cheese Pasta – penne com muzzarella, ricota, queijo parmesão e romano, molho branco e manjericão fresco que pode vir com frango e ele pediu para trocar por camarões. Eu fui de Salisbury Steak –  file acompanhado de gravy com cebolas e cogumelos, purê de batata e aspargos.

Como sempre a comida estava divina! Pedimos um Cheesecake tradicional de sobremesa para dividir e apesar de delicioso, foi dificil conseguir comer tudo – o prato principal é bem servido. Gastamos cerca de $60 com a gorjeta.

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The Shops At Crystals 

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No interior do Aria fica o shopping mais chique e exclusivo de Las Vegas. Para sair com uma sacola de alguma das 55 lojas só cometendo uma loucura ou estando com a carteira bem cheia. Vale ir só para dar uma olhada nas vitrines e passear pela atmosfera de luxo e glamour. Valencino, Gucci, Fendi, Louis Vuitton – a maior da América do Norte, com dois andares – Ballenciaga, Dolce & Gabanna, Emiliano Pucci, Porshe, Prada, Saint Laurent, Tiffany & Co, Tom Ford, Cartier, Bottega Veneta, Miu Miu, Jimmy Choo, Hermes, Roberto Cavalli, Ermenegildo Zegna, Versace, Stella Mccartney, H. Stern, Donna Karan, Christian Dior e Bvlgari fazem parte da lista de lojas do The Shops At Crystals.

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Entre os restaurantes, destaque para o Wolfgang Puck que possui mais seis restaurantes na cidade.

Mais informações:
The Miracle Mile Shops – http://www.miraclemileshopslv.com/
The Fashion Show – http://www.thefashionshow.com/
The Forum Shops – http://www.caesarspalace.com/things-to-do/forum-shops.html#.UgTshtLVCSo
The Shops at Crystals – http://www.crystalsatcitycenter.com/

 

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

Buffets All You Can Eat: a maratona gastronômica de Las Vegas

Em Las Vegas tudo é possível e essa afirmação é válida também em termos gastronômicos. Você pode ter uma experiência inesquecível em um dos restaurantes de chefs estrelados, comer um Hot Dog na esquina por $0.99 ou ainda fazer uma maratona de comilança pelos Buffets All You Can Eat. Nós ficamos com a última opção.

Os Buffets All You Can Eat, como você já deve ter percebido pelo nome, são buffets aonde você come a vontade pagando um valor único. Praticamente todos os hotéis de Las Vegas tem um e a qualidade e serviço de cada local varia bastante.

Você vai encontrar centenas de reviews na internet com relação aos buffets e diversos rankings e tops 10. Pesquisando, decidimos conhecer o Village Sea Food no Rio, especializado em frutos do mar e com uma bela estação de comida japonesa. Pesquisando mais descobrimos o Buffet of Buffets, um combo que dá direito a 24h continuas de acesso ilimitado a seis buffets pertencentes ao grupo do Caesars –  Le Village Buffet (Paris), Spice Market Buffet (Planet Hollywood), Paradise Garden Buffet (Flamingo), Flavors (Harrah’s), Emperor’s Buffet (The Quad Las Vegas) e Carnival World Buffet (Rio) – e por valores adicionais inclui também o Bacchanal at Caesars Palace – que figura entre diversos Tops 10 – e o Village Sea Food, nosso escolhido.

Embarcamos na maratona de comilança durante nosso ultimo dia em Vegas. O valor do passe é de $49,99 mais o upgrade para o Village por $15, totalizando $65 por pessoa – se você quiser o upgrade para o Bacchanals tem que pagar mais $15 e acho que só vale a pena se você optar por dois jantares dentro das 24h.

Falando nisso você tem que pensar bem como vai aproveitar suas 24h. Nós íamos embora no dia seguinte, por isso começamos pelo café da manhã. Chegamos por volta das 10:30am, o que nos deu direito a entrar nos buffets até a mesma hora do dia seguinte – fizemos um café da manhã, almoço, jantar e café da manhã do dia seguinte. Mas eu acho a melhor opção começar por um jantar tarde – por volta das nove e meia – e terminar com um jantar cedo – antes da nove e meia.

Antes de começar a relatar nossa experiência quero ressaltar que você não pode esquecer que por mais maravilhoso que seja o buffet, ele é um buffet. Não espere que a qualidade dos pratos seja similar a de restaurantes comuns. A comida foi feita em uma quantidade considerável e está lá exposta no balcão a algum tempo,  o que faz a qualidade cair inevitavelmente. Se você quer sabores maravilhosos esqueça, mas se a sua intenção é comer bastante, por um preço bom e uma comida ok, vá em frente.

Como já disse, começamos pelo café da manhã e o escolhido foi o Le Village, no Paris Las Vegas. Com certeza é a melhor opção para o café dentre os buffets participantes. Crepes, quiches, omeletes, ovos pouchets, queijos, croissants, crème brule e bolos todos fresquinhos e gostosos. O preço original durante a semana é de $21,99 e nos fins de semana $23,99. O café da manhã foi na nossa opinião a refeição que mais valeu a pena – o preço é similar ao que você gastaria em outros lugares, e tem mais opções pra quem não gosta de café da manhã americano.

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No almoço seguimos para o Spice Market, no Planet Hollywood. Foi nele também que tomamos o café da manhã, no dia seguinte. O Buffet é relativamente grande e tem estações de vários países. Acho que chegamos um pouco tarde para o almoço – por volta das duas da tarde – e a reposição dos pratos já estava bem lenta. A comida estava ok, as sobremesas estavam boas, mas não achamos que valeu a pena. O café da manhã no dia seguinte foi bom, haviam muitos sabores de cupcakes e vários tipos de bagels diferentes, além de ovos feitos na hora, pães e suco de laranja. Os preços originais são de $21,99 para o almoço e $19,99 no café da manhã.

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O jantar, no Villagge Sea Food Rio, foi um tanto quanto decepcionante. Os reviews falam maravilhas do lugar e nós esperávamos muito. A maioria dos pratos é servido frio, inclusive os camarões e lagostas. Isso é comum lá nos Eua, mas eu particularmente não gosto. O que mais valeu a pena foram as dezenas de patas de King Crab que estavam uma delícia, alguns dos sushis e a lagosta, apesar de ser fria, estava boa. O Buffet custa originalmente $40.99.

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Eu não repetiria a experiência do Buffet of Buffets. A comida não é deliciosa, o que contribui para que você não coma tanto. Sabe aquele ‘Resort All Inclusive’ que tem toda aquela comida que na primeira refeição você acha ótima e depois não consegue mais nem olhar pra ela? Foi meio assim que eu me senti. Acho que com o valor que gastamos em um dia de comilança conseguiríamos comer muito melhor o dia todo – talvez gastássemos um pouco mais pelo segundo café da manhã. Também não pagaria novamente $40,99 pelo jantar do Village no Rio, mas a experiência foi válida – quando eu iria comer tanta pata de caranguejo em um dia só?

Falam super bem do Buffet do Aria, do Bellagio e também do Wynn. Alguém já foi e teve experiências positivas?

No próximo post vou falar sobre os shoppings da Strip e sobre o nosso almoço no meu restaurante preferido e com ótimo custo beneficio, inclusive se comparado aos buffets.

Mais informações:
Buffet of Buffets
Le Village Buffet, Paris  
Spice Market Buffet, Planet Hollywood 
Village Sea Food Buffet, Rio 

Os Hotéis de Las Vegas

Las Vegas é conhecida mundialmente por seus mega Hotéis Resorts e Casinos com cenários e luzes incríveis que fazem qualquer um ficar de boca aberta. É bem difícil dizer qual deles é mais bacana e são tantos que fica quase impossível conhecer todos de uma tacada só. Uma boa maneira de fazer isso é ir jantar cada dia em um hotel diferente ou ir jogar em um casino por dia. Como não tínhamos muito tempo tiramos uma manhã só para ir parando nos hotéis, de carro. Você pode estacionar o carro no estacionamento – que é sempre grátis – e entrar em qualquer um deles sem problema nenhum.

Começamos pela área do Hotel anexo ao nosso, o Planet Hollywood. O casino é bem bacana e tem uma temática sexy, com meninas em roupas curtinhas  dançando em cima das mesas. O shopping também é bonito, e vou falar melhor sobre ele em um outro post.

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O Paris Las Vegas, logo ao lado, recria as ruas da capital da França. Há uma grande Torre Eiffel de 46 m de altura – aonde você pode subir para apreciar a vista, um mini arco do Triunfo e alguns outros monumentos recriados em pedaços na fachada. No interior há creperias, cafés e dois bons restaurantes – o do Gordon Ramsay e o que fica na Torre.

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De lá fomos para o Bellagio, que tem fama de ser um dos mais luxuosos da Strip. Eu sinceramente não achei nada de mais. O casino é bonito e a grande atração fica mesmo por conta do show das águas que você pode ver de diversos outros pontos e acontece de meia em meia hora durante a tarde e de quinze em quinze minutos de noite.

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A próxima parada foi o Flamingo. Apesar de ser um hotel mais simples e antigo, era um dos que eu mais queria conhecer por ser um clássico – e todo pink. Ele tem diárias bem baratas e fica localizado em um ponto ótimo da Strip.

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O Caesars Palace dispensa apresentações. Ficou famoso através do filme Se beber não case e por conta disso vive lotado. Tem uma das maiores casas de shows de Vegas, que imita o Coliseu e os shows são sempre bacanas. O Forum Shoppings, para mim é um dos melhores e mais bonitos, vou falar só dele em um post depois.

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Para finalizar fomos ao Venetian, sem dúvida o mais impactante de todos. A fachada é extraordinária e os canais adentram o hotel, que tem um teto que recria sempre a luz do dia. É possível passear nas Gondolas e até casar nelas, se você quiser!

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Queria muito ter conhecido ainda o Wynn e seus lindos mosaicos, o Luxor e a esfinge, O MGM e seu leões, o Mirage e seu Vulcão, o Treasure Island e o show das sereias, o Mandala Bay com sua atmosfera mais luxuosa, ter dado uma volta na montanha russa do New York New York e ainda ter visto Las Vegas da torre de 100m de altura do Stratosphere. Já comecei a achar motivos para voltar!!

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Esse post do Viaje na Viagem fala mais detalhadamente de cada um dos hotéis.

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

Passeio a pé pela Strip

Uma ótima opção para um primeiro passeio em Vegas é dar uma volta a pé pela Strip. Para quem não sabe, Strip é como a Las Vegas Boulevard – a principal avenida da cidade – é chamada. É lá que se concentram a maior parte dos hotéis, shoppings e restaurantes. As luzes durante a noite são surreais, mas durante o dia a Strip também tem sua beleza.


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Apesar de parecer, os hotéis não ficam tão próximos uns dos outros e se a ideia for adentrar cada um deles, o melhor é ir de carro ou pelo interior dos shoppings -principalmente se o calor estiver forte – pois quase todos os hotéis são ligados interiormente.

Já se a proposta é ver as fachadas e se divertir com performances na rua, uma caminhada pela calçada é um programa bem bacana e te leva a entender um pouco mais a localização dos lugares. Há algumas lojas pelo caminho e nós paramos em várias delas para fazer compras.

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Fomos desde o Planet Hollywood até o Wynn, uma caminhada longa de 5km no total, e quase que eu quis voltar de Monorail. Aliás, essa é uma ótima opção para se locomover pela Strip para quem não está de carro. O sistema de trens suspensos tem estações interligadas a quase todos os hotéis da região e é possível comprar passes com duração de 1 a 3 dias. Como nós não utilizamos o sistema indico esse post aqui e esse outro aqui para quem quiser saber mais detalhes. Já esse post do Viaje na Viagem aponta os prós de alugar um carro ou não.

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Depois de cerca de duas horas voltamos ao hotel para pegar ao carro e seguir para um dos outlets, mas isso fica pro próximo post.

De Los Angeles a Las Vegas

Saímos de Los Angeles por volta das três da tarde depois de um almoço rápido. Nosso próxima e última parada foi Las Vegas, já fora do estado da Califórnia, mas destino bem comum para quem visita o estado. Vale a pena desviar um pouco o trajeto e conhecer a “Disney para adultos”, como muitos costumam descrever a cidade.

O trecho até Las Vegas pode ser feito de avião, mas é uma experiência bem bacana adentrar o deserto de carro. Levamos cerca de cinco horas com paradas, da porta do nosso apartamento em Los Angeles até o hotel – o que eu não acho um trajeto tão longo. Há pessoas que vem direto de San Francisco – nove horas – e também de San Diego – seis horas – portanto, da onde quer que você esteja dentro no estado da Califórnia, é viável seguir para Vegas de carro.

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O mapa mostra o trajeto exato que fizemos. É importante prestar atenção para que sua chegada em LV seja pela Las Vegas Boulevard, e não pela Las Vegas Freeway – que é o trajeto que seu GPS vai indicar e que passa por traz dos hotéis . Chegar pela Strip e passar pelo famoso “Welcome to Fabulous Las Vegas Sign” e todos os hotéis faz toda a diferença. Por isso programe seu GPS como no mapa abaixo:

Estávamos na metade do caminho quando chegamos a Calico Ghost Town. Infelizmente não conseguimos pegar as atrações abertas – o parque funciona só até as cinco da tarde – mas conseguimos entrar sem problema nenhum – e sem pagar a taxa de $8.

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Calico Ghost Town, como o nome já diz, é uma cidade fantasma do condado de San Bernardino, ainda dentro da Califórnia. A pequena cidade, que fica no meio do deserto de Mojave e em cima das Calico Mountains, foi fundada em 1881 após a descoberta de minas de prata na região. Se tornou a maior produtora de prata da Califórnia do período e cresceu rapidamente: logo já contava com correio, um jornal próprio, três hotéis, cinco lojas, açougue, bares, bordeis e três restaurantes. Tinha xerife e cadeia, assim como médicos, advogados e um banco. Entre 1883 e 1885 Calico tinha mais de 500 minas e uma população de 1200 pessoas. Com o declínio do comércio da prata em 1896, o trabalho nas minas não era mais viável economicamente, e sem ter outro meio de arrecadar receita a cidade desapareceu. Os estabelecimentos foram fechando e na virada do século Calico já estava completamente abandonada. Depois de ser comprada e restaurada por Walter Knott – fundador do parque de diversões Knott’s Berry Farm –  em 1950, foi doada a San Bernardino em 1966. Tornou-se Parque Estadual, recebeu a California Historical Landmark #782 e foi proclama em 2005 pelo então atual governador da California, Arnold Schwarzenegger, como a Cidade Fantasma da Corrida da Prata na Califórnia.

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Haviam poucas pessoas no lugar, o que fazia o clima de cidade fantasma parecer mais real. Exploramos bem o espaço, conseguimos entrar em alguns dos museus e tirar várias fotos bacanas.

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Boa parte da cidade é apenas cenário e somente cinco dos prédios são originais: o Lil’s Sallon, o Town Office, o prédio onde está o museu principal (Lucy Lane House) que funcionava originalmente como o correio da cidade, o Smitty’s Gallery e o Joe’s Saloon. A escola é uma replica e fica no exato lugar da original.

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Mesmo assim é bem legal andar pelas ruas e parece mesmo que você está lá na época do Velho Oeste. O entorno e o clima do deserto contribuem bastante e as formações rochosas próximas as minas são lindas.

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Se você conseguir saia mais cedo e pare aqui pra almoçar – existem três restaurantes na cidade – e curta um pouco das atrações – tem passeio pelo interior das minas, volta de cavalo e até um tour mal assombrado durante a noite. É possível ainda acampar por ali ou alugar um das cabanas – $100 por dia. Eu acho esse passeio – com o acampamento – incrível para crianças, especialmente para aquelas que curtem filmes de Velho Oeste.

No clima do deserto, seguimos viagem. Você terá certeza que saiu da Califórnia e chegou a Nevada – aonde o jogo é legalizado – quando começar a ver os hotéis cassinos, que já começam a aparecer imediatamente na fronteira dos estados. Pessoas que vão em busca apenas da jogatina não se dão nem ao trabalho de ir até Las Vegas, e param por ali mesmo. Mas não se engane, a magnitude de Vegas é incomparável e chegar lá a noite depois de tantas horas no deserto e ver todas aquelas luzes é indescritível. Hipnotizante acho que seria uma palavra adequada também.

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É muito difícil tirar uma foto que capte a beleza das luzes! Essa eu achei pelo Google e consegue passar um pouco do que você vai ver.

É muito difícil tirar uma foto que capte a beleza das luzes! Essa eu achei pelo Google e consegue passar um pouco do que você vai ver.

A dica do Destino Califórnia é: vá de carro para Vegas, vale a pena!

Mais informações:
Calico Ghost Town
36600 Ghost Town Road
Yermo, CA  92398
I-15 na Saída da Ghost Town Road
Abre diariamente das  9:00 a.m. – 5:00 p.m. exceto no dia de Natal
Sobre o parque – http://cms.sbcounty.gov/parks/Parks/CalicoGhostTown.aspx
Sobre as atrações – https://calicoattractions.com/
Sobre a História – http://en.wikipedia.org/wiki/Calico,_San_Bernardino_County,_California

 

O que faltou fazer em Los Angeles

O Gui não gostou de Los Angeles. Eu amei. Queria muito voltar e vivenciar um pouco mais da cidade, por que acho que foi isso que faltou durante nossa estadia. Dos quatro dias que ficamos lá, dois nós passamos em parques e, apesar de eu achar divertido, não acho que esse tipo de passeio contribua muito para fazer uma viagem inesquecível e passar aquela sensação deliciosa de amor por um lugar. O parque não tem cultura, não tem sentimento, e o bacana quando você vai para um lugar tão longe, é sentir exatamente isso.

Talvez não seja tão fácil achar esse sentimento em LA, ela não é uma cidade que encanta os turistas. Mas a partir do momento que você achar, vai querer voltar muitas vezes. Eu sinto Los Angeles: pra mim a cidade reúne toda energia cultural e criativa que se expande pelo resto do estado. A Califórnia não seria a mesma sem ela.

Faltou fazer muita coisa e eu acho que quanto mais dos programas de turista você fugir, mais vai se apaixonar pelo coração da Califórnia. Da próxima vez que formos a LA não vamos deixar de:

– Conhecer a cena musical de West Hollywood

A Sunset Strip – faixa de 4 km da Sunset Blvd – reúne algumas das mais importantes e notórias casas de shows de rock. O histórico Whisky a GoGo – aberto em 1964, teve The Doors como uma das bandas da casa, o The Roxy – palco de gravações de DVDs e CDs ao vivo de bandas como Bob Marley e NOFX, o The Viper Room – que tem entre os frequentadores assíduos Angelina Jolie e Leonardo Di Caprio, e o House Of Blues – palco da última performance ao vivo de Tupac, estão entre os principais. Nesse site você encontra a programação completa do bairro. Com certeza vale a pena reservar um ou dois dias da sua estada em LA para assistir a shows por aqui. E se você estiver por lá em agosto, aproveite para conferir o Sunset Strip Music Festival, que rola anualmente e traz milhares de expectadores para as ruas.

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– Ir ao Coachella Valley Music and Arts Festival

O festival acontece anualmente nos dois últimos fins de semana de abril e dura três dias. Os palcos e tendas se instalam em meio ao deserto, na cidade de Indio, a cerca de duas horas de Los Angeles. O que faz dele especial, além das bandas e músicos bacanas, é o conceito. Atualmente não há nada mais hype do que ir ao Coachella e os gramados ficam cheios de celebridades em looks hippies e bohos. Dá pra acampar ou ficar em hotéis próximos, vai do gosto de cada um. Além dos palcos a edição passada contou com um mercado orgânico, tendas de massagem e arenas para jogos como queimada.

Esse post aqui tem informações e impressões mais detalhadas.

– Fazer uma tatuagem no Hight Voltage Tattoo 

O Hight Voltage Tatto é propriedade da diva da tatuagem Kat Von D, conhecida mundialmente através do seriado La Ink. É no estúdio localizado em West Hollywood, na esquina da Fountain com a La Brea Ave., que ela e seus companheiros de trabalho rabiscam corpos com tatuagens old schools da melhor qualidade.Se o seu sonho é ter uma tatuagem nesse estilo aqui é o lugar. Só não se esqueça de reservar um horário com antecedência através do site – aonde você encontra uma lista dos artistas que trabalham lá, assim como seus portifólios – e de ter bastante dinheiro guardado para isso – o valor mínimo é de $200. Se você não quiser radicalizar tanto será muito bem recebido para conhecer o espaço e levar um souvenir de lembrança.

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– Se deliciar com os sabores do Farm’s Market

O mercado fundado em 1934 reúne entre suas bancas de frutas e outros alimentos vários pequenos restaurantes com comidas deliciosas. Frequentado pelos locais é um daqueles passeios que fazem a gente se sentir um pouco parte da cidade. É imperdível para quem curte gastronomia e gosta de experimentar vários sabores. Vale a pena conferir o The Gumbo Pot, que oferece comida cajun, típica da cidade de New Orleans e que agrada somente aqueles com apreço pela comida forte e apimentada – como eu. Se você estiver hospedado em um lugar com cozinha, dá pra levar alguns ingredientes pra casa. Anexo ao mercado fica o shopping a céu aberto The Grove, que reúne algumas das mais tradicionais lojas americanas. É um programa para o dia todo  que pode, e deve, ser repetido.

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– Conhecer os bons restaurantes da cidade

Se você gosta de restaurantes descolados e/ou estrelados, LA é sem dúvida um paraíso. Lá estão reunidos alguns dos melhores restaurantes do mundo que ditam tendência para muito do que vemos aqui. É claro que para conhecer vários o seu bolso precisa estar recheado, mas escolher pelo menos um é obrigação de quem está visitando a cidade. A Paulete, do blog Viagens da Paulate, traz uma boa seleção aqui.

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– Garimpar no Melrose Trading Post

Ótima opção para quem busca achados originais com preços razoáveis, a feirinha é hotspot para designers, estilistas e celebridades. Mais conhecida pelos locais como Fairfax Flea Market, tem música ao vivo, comidas típicas, antiguidades, quinquilharias  roupas, sapatos, móveis, artesanatos, bijuterias e o que mais você imaginar. Acontece todo domingo, das 9 as 5pm, na esquina da Melrose com a Fairfaix Ave, mais precisamente no estacionamento da Fairfax High School – que para quem interessar foi aonde Anthony Kiedis e Flea, do Red Hot Chilli Peppers, se conheceram . A entrada custa $2 e o estacionamento é grátis. Vale lembrar que dinheiro vivo é sempre melhor para conseguir descontos.

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 – Aprender um pouco mais sobre astronomia, no Griffith Observatory 

O lugar já vale a visita pela paisagem: fica no topo do Griffith Park, entre as montanhas de LA, com uma vista maravilhosa da cidade e do Hollywood Sign. Mas se isso não é o suficiente pra fazer você ir até lá, o museu de astronomia o planetário com certeza serão.  Além disso é um programa super em conta: o estacionamento é grátis e a sessão no planetário custa só $7 por pessoa. Eu iria lá pra assistir o por do sol e fazer um picnic romântico.

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– Visitar os museus da cidade

Deixamos de conhecer dois dos principais museus da Califórnia, o que eu lamento muito. Realmente não tínhamos tempo, mas dizem que o Getty Center é imperdível, que a arquitetura é linda, os jardins maravilhosos e a vista de tirar o fôlego (posts bacanas aqui, aqui e aqui). Já o LACMA não agrada a tantos, mas como uma artista plástica, não podia ter pulado essa (post com mais detalhes aqui).

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Essas são só algumas das opções, podia citar mais pelo menos dez. Depois dessa, se alguém vier aqui e dizer que não tem o que fazer em Los Angeles vai levar bronca hem?

E eu, como sempre, não vejo a hora de voltar – e podia passar um mês inteiro por lá.

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.