La Jolla Shores

Tiramos o nosso primeiro dia em San Diego para explorar o bairro em que estávamos hospedados. La Jolla é conhecido por suas mansões e restaurantes requintados que trazem ao lugar um ar de balneário elegante. Considerada a comunidade mais rica de San Diego, possui o metro quadrado mais caro da cidade. Tudo isso tem um motivo e sem dúvida foi a natureza quem trouxe toda a atenção inicial para o bairro.

Os 11 km de costa são permeados por rochedos e falésias que juntos ao oceano Pacífico deixam a paissagem arrebatadora e única. As construções se aproveitam desses atributos e se encaixam entre as formações do relevo, tendo o azul do mar como plano de fundo. Nenhum dos lugares que visitamos na viagem se parecem com o litoral de La Jolla – talvez Laguna Beach se aproxime um pouco por também ter praias pequenas e protegida. Nós ficamos realmente impressionados com a beleza das praias e concluímos que nome La Jolla, que significa ‘A Jóia’ em português, foi uma escolha muito apropriada para batizar o bairro.

Percorra o mapa para observar a vista aérea das casas construídas a beira das falésias e rochedos:


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As principais praias do bairro são Windansea – onde ficava nosso hotel, La Jolla Children’s Pool – mais conhecida como a praia das focas, La Jolla Cove – a mais linda e protegida de todas, La Jolla Shores – a maior e mais freqüentada e Black’s Beach – a que tem as melhores ondas.

Mapa das praias

Decidimos começar conhecendo a praia de La Jolla Shores, a mais freqüentada da região.  A praia é longa – para os padrões do lugar – e possui uma areia branca e macia. As ondas são pequenas e com boa formação, ótimas para iniciantes.  Estacionamos no espaçoso Parking Lot e fomos curtir o sol.


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A praia é relativamente longa e tem clima família.

A praia é relativamente longa e tem clima família.

As ondas são ótimas para iniciantes.

As ondas são ótimas para iniciantes.

Diferente das praias do Brasil, não é permitido consumir bebidas alcólicas nas praias americanas. Você também não vai encontrar nenhum tipo de quiosque ou barraquinha e muito menos ambulantes vendendo qualquer produto. Por isso é importante levar pelo menos uma garrafinha de água.

A praia estava relativamente cheia – mesmo sendo uma segunda feira – e o clima era bem família. A água, como não podia ser diferente, estava bem gelada, apesar do sol e do clima quente.

Passamos cerca de três horas por ali e saímos em busca de um lugar pra almoçar. Mas isso fica pro próximo post.

Compras em San Clemente: Outlet Rip Curl

Saímos de Trestles e almoçamos em um Subway que tinha por ali – uma boa sessão se surf sempre vem acompanhada de uma baita fome.

Depois de matar o que estava nos matando, seguimos para o Rip Curl – Trestles Surf Outlet e se você é surfista não pode deixar de visitar a loja.  Ela fica na S El Camino Real, a mesma rua da entrada da trilha pra a praia.


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A menos de um quarteirão do estacionamento você vai encontrar uma loja da Rip Curl. Tome cuidado para não confundi-la com o outlet.


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Esse sim é o lugar certo:


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Apesar de ter uma boa seleção de roupas e acessórios da marca, o forte do outlet são os equipamentos. Você vai achar wetsuits, lycras, botinhas de neoprene, straps, quilhas e até pranchas com preços bem atrativos. Nós passamos pelo menos duas horas “fuçando” e saímos de lá com bons achados.

Mesmo que você não vá ficar no O.C. e só estiver passando por aqui no seu trajeto entre Los Angeles e San Diego vale a pena dar uma paradinha para conferir.

Mais informações: Rip Curl Surf Center -Trestles Surf Outlet

3011 S. El Camino Real, San Clemente, CA 92672 – (949) 498-7474

No próximo post: Laguna Beach

The Wedge – as bombas do O.C.

Depois do nosso almoço em Crystal Cove, pegamos o carro e fomos voltando em direção a Balboa Island. Entramos no bairro de Corona Del Mar e fomos conhecendo um pouco da vida de Newport. As casas são lindas, as ruas limpas e organizadas. Tudo como nos filmes e seriados da TV.

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As lindas ruas de Newport.

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Corona del mar: uma das praias mais populares da região.

Optamos por seguir um pouco mais pra frente e chegamos até o The Wedge – um dos mais famosos picos de bodysurfing do mundo – que fica no final da península de Balboa, quase em frente a balsa que atravessa para a Ilha, no Jetty View Park.


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O lugar tem ondas impressionantes, que rendem muitas vacas e diversão garantida, pelo menos para a platéia. Funciona assim: a primeira onda da série vem e se choca com o paredão de pedras artificiais do lado esquerdo da praia e volta como uma nova onda que se junta com a próxima da série formando um estilingue com força suficiente para mandar muita coisa pelos ares. Para que isso aconteça é necessário um bom swell de sul e o período certo para que o time do encontro das ondas seja perfeito – um período maior ou menor causa um desencontro.

Apesar da aonda ser tradicionalmente para bodyboards, nos últimos anos prós como Strider Wasilewski, os gêmeos Hobgood, Jamie O’brien  e mais uma longa lista de corajosos tem desbravado o pico. Os skinboads também são presença constante e para eles o melhor é pegar a onda que bate no paredão antes dela se encontrar com a próxima, o que resulta em aéreos insanos, tubos mostruosos e caldos inacreditáveis.

Mas o pico não é pra qualquer um. Todo verão alguém é noticia por ter sido lançado contra as areias e se machucado feio. Por isso, é bom lembrar que apesar da onda ser possível para pranchas, ela é bem mais adequada para bodyboards.

Segundo o surfline “se você está se sentindo suicida ou só quer presenciar surfistas e bodyboars se jogando em dos espetáculos mai  deslumbrantes do sul da Califórnia, esse é o melhor lugar para visitar.”

Como nenhum de nós dois estávamos com intenção suicida, nos limitamos a sentar na areia e ficar observando os surfistas. O swell não estava dos maiores, mas já deu pra imaginar as belas vacas que podem ser precensiadas no pico.

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Assim que chegamos não haviam ondas e aproveitamos para dar um mergulho no mar.

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Mas logo alguns bodyboards entraram na água e garantiram nossa diversão.

Foi um final de tarde super gostoso, a galera na praia era bem bacana e o por do sol estava lindo.

Alguns dias depois o swell entrou um pouco maior e Linda – nossa anfitriã – tirou algumas boas fotos das ondas. Pelas fotos dela, fiquei impressionada com a quantidade de espectadores e imprensa que vão até lá para registrar o que sem dúvida é um espetáculo que vale a pena ser visto.

Por isso achei que o lugar merece uma galeria de fotos e vídeos.

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A onda é perfeita para bodyboards que gostam de fortes emoções.

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alguns surfistas se arriscam nos caixotes.

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As vacas são a grande atração, pelo menos para quem está fora da água.

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Que pode também não ser tão segura assim.

Saímos da praia e seguimos para Huntington para fazer umas comprinhas e jantar. Voltamos cedo, por que no dia seguinte o surf ia ser em uma das ondas mais esperadas da viagem. E é sobre Trestels que eu vou falar no próximo post.

Mais informações e previsão das ondas: http://www.surfline.com/surf-report/the-wedge-southern-california_4232/travel/

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

Ruby’s Diner, nosso almoço em cima das ondas de HB

Depois do surf nada melhor do que um almoço caprichado. E nada mais apropriado do que matarmos nossa fome no cartão postal de Huntington, o Ruby’s Diner, que fica em cima do píer.

A vista da praia de cima do pier.

A vista da praia de cima do pier.

A lanchonete lá no fim.

A lanchonete lá no fim.

O cartão postal.

O cartão postal.

A lanchonete recria o ambiente dos anos 40, e em cada uma das suas unidades – são 48 no total – traz elementos que aludam ao local. No caso de Huntington são pranchas que fazem parte da decoração.

A decoração e a vista do Ruby's de Huntington.

A decoração e a vista do Ruby’s de Huntington.

Nós fomos de clássicos e pedimos o milkshake de Oreo, um x-salada e um hamburguer com shitaques. Gastamos menos de $30. A comida estava boa, mas nada de espetacular. Valeu mesmo pela diversão de almoçar em cima das ondas tão famosas.

Milkshake, hamburguer e batata frita!

Milkshake, hamburguer e batata frita!

Continuamos nosso passeio pela Main Street, onde ficam muitas lojas e restaurantes além da Surfing Walk Of Fame, uma espécie de calçada da fama do mundo do surf.


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A estátua em homenagem a Duke e a calçada da fama do surf ao fundo.

Estátua em homenagem ao Duke, que trouxe o surf para cidade e a calçada da fama do surf ao fundo.

A Main Street é cheia de barzinhos e tem uma vida noturna agitada. Nós voltamos no dia seguinte a noite para curtir um pouco e ainda passar na Jack’s Surf Boards, uma das maiores surf shops da California que também tem filiais em Newport, Corona Del Mar, Hermosa Beach e Dana Beach. Além da loja principal, há um espaço ao lado dedicado só para as mulheres.


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Por volta das quatro da tarde decidimos que era hora de pegar a estrada de novo. Seguimos com direção a Newport e no próximo post vou falar sobre a melhor hospedagem da viagem: a casa da Linda, em Balboa Island.

Huntington Beach – a Surf City, USA

Antes de chegar ao local que escolhemos como base no OC, decidimos fazer uma parada em Huntington Beach, a Surf City USA.  O local disputa com Santa Cruz esse título, mas ganhou oficialmente  em 2008 o direito de usar a marca.

Vista aérea da Surf City.

Vista aérea da Surf City.

Assim como na maior parte do sul da Califórnia, foi Duke Kahanamoku que trouxe o esporte para cidade em 1925 – nós já contamos a história dele aqui.  Em 1959 o primeiro U.S. Surfing Championship foi cediado na praia.  Hoje, esse campeonato, o U.S. Open of Surfing, é o maior do mundo e acontece anualmente durante verão. A cidade recebe mais de 500 mil visitantes durante o evento que além de surf, promove competições de Skate.

A multidão que domina a praia durante o U.S. Open.

O cartaz do evento do ano passado e a multidão que domina a praia durante o U.S. Open.

Se você quiser saber mais sobre a história do surf na cidade vale a pena visitar o Internacional Surfing Museum que fica na esquina da 5th com a Olive Street. Nós infelizmente, não tivemos tempo de ir.


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Chegando lá, estacionamos o carro no estacionamento público no lado sul do píer, fomos pegar um sol e fazer um surf na tão famosa praia.

Chegando na praia, o lado sul do pier, sem ondas.

Chegando na praia, o lado sul do pier, sem ondas.

Os locais.

Os locais.

O lugar tem três picos de surf: a 17th Street, o HB Pier North Side e o HB Pier South side, aonde normalmente acontece o U.S Open. As ondas estavam melhores no lado norte.

Os tres picos da praias:  17th St, HB Pier North Side e HB Pier South Side.

Os tres picos da praias: 17th St, HB Pier North Side e HB Pier South Side. Fotos: Surfline

O Gui caiu e eu fiquei tirando fotos da areia. O dia estava quente e ensolarado, mas mesmo assim a água é muito gelada. O Gui disse que perto do píer tinham vários leões marinhos que ficavam boiando e brincando nas ondas.

Se preparando pra enfretar a água gelada.

Se preparando pra enfretar a água gelada.

Foto clássica.

Foto clássica.

Apesar do mar poequeno, deu pra se divertir.

Apesar do mar pequeno, deu pra se divertir.

Depois de quase duas horas na água, a fome já estava grande. No próximo post vou contar sobre nosso almoço no Ruby’s Diner, em cima do píer.

Points de Surf em Santa Bárbara

Santa Bárbara tem um grande potencial pro Surf e da cidade saíram vários surfistas talentosos como Tom Curren. Há diversas praias em que rolam umas ondinhas, mas achamos que quatro delas valem a pena.

Jalama Beach: fizemos um post só sobre o lugar – confira aqui. A praia fica afastada, ao norte de SB, e tem um campground para quem quiser pernoitar.

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As ondas de Jalama Beach.

El Capitan: É muito raro quebrar ondas aqui. Mas quando quebram – e para isso é preciso um swell bem grande, o vento e a maré certos –  são bem boas. O acesso é fácil, feito através da Hwy 101.

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As ondas não aparecem sempre no El Capitan, mas quando aparecem são boas e tubulares.

 O vídeo mostra melhor:

http://www.youtube.com/watch?v=tSu23RxXUZ4&w=560&h=315

Sandspit: A onda do pico é bem tubuluar e cavada, graças a um breakwater construído por causa do porto de Santa Barbara, que cria um backwash e dá mais força a ondulação. É um dos picos mais constantes da região, o crowd é grande quando o mar está bom e os locais não são dos mais amigáveis. O acesso é feito Hwy 101, mais especificadamente pela Castillo St.

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O Backwash assusta.

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Mas o efeito é lindo.

No vídeo dá pra sentir ainda mais a força da água.

http://www.youtube.com/watch?v=Ln9cmTRwVSU&w=560&h=315

Rincon: O pico mais clássico e conhecido de Santa Barbara teve um post só pra ele. Confira aqui.

O sonho de ver Rincon quebrando assim continua!

O sonho de ver Rincon quebrando assim continua!

 Selecionamos um vídeo que mostra bem a vibe de Rincon.

http://www.youtube.com/watch?v=VmvGd0XWr4M&w=560&h=315

Ventura: Ao sul de Santa Barbara fica Ventura,  uma cidade que também tem uma cultura de surf forte e alguns picos bacanas. Infelizmente não conseguimos conhecer nada dela e seguimos direto pra LA. Alguém aí conhece a cidade? Surfou por lá?

 

No próximo post: Deixamos Sta Barbara e seguimos com direção a maior e mais famosa cidade da Califórnia: Los Angeles.

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

Rincon e suas direitas perfeitas: só faltou o swell entrar

Todo surfista conhece Rincon e sonha com as direitas perfeitamente longas do pico. A gente não é diferente, e apesar de já ter pisado nas areias da praia, continuamos com o mesmo sonho. Quem acompanha o blog sabe que não demos sorte e pegamos a grande maioria dos picos bem flats.  Em Rincon não foi diferente.

Apesar de sabermos de falta de swell acordamos na segunda e decidimos ir até lá só para dar uma espiadinha.

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E quer saber? Deu mais vontade ainda de um dia ver a perfeição das ondas se formando alinhadas na água e quebrando quase que sincronizadamente em direção a areia. Quem sabe um dia…

O sonho de ver Rincon quebrando assim continua!

A perfeição das direitas é impressionante.

Pra quem tem interesse em saber mais sobre o pico, traduzi as informações do Surfline sobre Rincon.

Sobre Rincon Texto original http://www.surfline.com/surf-report/rincon-southern-california_4197/travel/.

Alguns picos servem como prova inquestionável que o nosso Criador era surfista. Rincon, o famoso pointbreak em formato de meia lua próximo a fronteira ao norte de Ventura, é um deles. Enquanto os points próximos de Santa Barbara são continuamente atingidos por Channel Island e por Point Conception, Rincon recebe apenas o fim da maioria dos swells de inverno.

Só demora uma onda completa para perceber por que Rincon é considerado o melhor pointbreak de direita da Califórnia. Se você conseguir entrar na onda no “Indicator”, correr até a seção que corre pela boca de “Rincon Creek”, conectar até a enseada e cavar até a Freeway (uma distância total de 300m), você terá completado o “Iditarod” do surf em pointbreak.

A localização de Rincon – no meio do caminho entre Santa Barbara e Ventura – e o seu acesso – uma pequena caminhada do estacionamento e um ótimo lugar para dar um check enquanto você passa pela freeway -ajuda ele a ser um dos picos mais crowds no inverno do sul da Califórnia  Não é incomum ver mais de 150 maniacos vindos de longe – de Lompoc ao norte, a Valencia no sul – buscando por algum swell em uma manhã cheia.

Deixando o crowd de lado, Rincon é longo, às vezes uma onda com várias seções que tende a distribuir a fartura.  Ao menos que Tom Curren esteja na água Rincon é democrático. Quando todas as seções estão funcionando – o que acontece com qualquer sweel de inverno de 3 pés – existem 3 picos principais:

THE COVE: A jóia da coroa da rainha na costa. Quanto mais de oeste estiver o sweel, melhor. Quanto mais areado, melhor. Uma seção perfeita que começa na metade do caminho  das pedras alinhadas na Hwy 101. Foi aqui que Curren evoluiu de Menino-maravilha a Super-Homem alguns invernos atrás. Todos querem um pedaço do The Cove, que, é claro, faz dele frustrantemente crowdeado.  A não ser que você esteja lá em julho, durante um vento de sul ou na patrulha da lua cheia, você nunca terá o The Cove só pra você.

THE INDICATOR: Aonde os Big Boys surfam. The Indicator é aonde os homens pegam seus longboards, sentam lá fora no pico e tentam ir longe. Uma área popular e mais livre quando o The Cove está lotado de longs. Apesar de ser uma onda de extrema qualidade, é a mais lenta do trio.

THE RIVERMOUTH: Uma imprevisível, as vezes poluída, as vezes ultra-cavada seção que liga o Indicator ao The Cove. Durante um swell típico, um pouco mais da metade das ondas que quebram aqui acabam fechando. Mas é um bom lugar para tentar se achar quando as outras opções já estão tomadas por 200 de seus amigos mais próximos.  A área teve problemas crônicos com poluição durante anos, mas organizações como a Clean Up Ricon Effluent (CURE) tiveram progresso em achar os culpados – os tanques sépticos conectados a 72 casas do lugar – e limparam a bagunça de uma vez por todas.

Mais Detalhes:

Melhor Maré: Baixa
Melhor direção do swell: Oeste, Sudoeste, e Noroeste com períodos menores do que 15 segundos
Melhor tamanho: 1 a 2 metros
Melhor Vento: Nordeste
Tamanho perfeito:10 (1=Lake Erie; 10=Jeffreys Bay)
Fundo: Paralelepipedos
Nível de habilidade: Intermediário a avançado
Traga seu: Pranchinha, longboard
Melhor época: Outono, inverno
Acesso: Fácil, estacione no sul ou no norte de graça
Fator Crowd: Pesado
Vibe Local: Normalmente tranquilo, as vezes moderado
Queimação do Bíceps: 7 (1=1ft Waikiki; 10=15ft Ocean Beach)
Patrulha do Esgoto: 6 ou pior (1=limpo; 10=cocos boiando)
Perigos: O crowd, drops e longboards

 

 

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

 

 

SB Surfing Museum

O Surfing Museum de Santa Barbára é pequenininho, mas cheio de relíquias bacanas. Imagine você ficar frente a frente com uma prancha usada em 1933 ou um legitimo skate Hobie Vita Pak? Tem tudo isso lá.

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A entrada  é grátis.

O museu foi fundado em 1992 por James O’Mahoney, surfista nascido em Long Beach em 1945. James promoveu a maior parte das competições de skate na Califórnia até 79 e publicou a primeira revista de Skate da época, com uma única edição.

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Capa da primeira e última revista publicada por O’Mahoney.

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Todos os tipos de prancha.

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Prancha de madeira maciça, com acabamento em madre pérola. Reynolds Yater e Kevin Ancell.

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Cartaz dos anos 50, anunciando os primeiros voos para o Hawaii.

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Itens e ornamentos da terra do Ula Ula.

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Guitarras havaianas.

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Violão com acabamento em madre pérola.

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Festa em Venice Beach.

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Além do surfe, o museu conta com um acervo bacana de skate.

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Muitos shapes antigos estão expostos.

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Além de fotos e cartazes.

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“A foto de skate mais publicada da história. A primeira foto que mostra que você pode ficar  parcialmente vertical.” Tirada por James O’Mahoney em 1975.

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Cartaz de 1976: Professional Skateboard Championship promovido pela Free Former.

Ao lado do Museu do Surf James havia recém inaugurado outro museu com o restante de seu acervo que tem de tudo um pouco. Mas principalmente objetos que ajudam a contar a história da Califórnia, principalmente de SB. O próprio estava lá, convidando as pessoas para entrar e distribuindo adesivos para quem assinava o livro de visitas.

A fachada dos museus.

A fachada dos dois museus: um ao lado do outro.

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O sino faz parte da história da Califórnia: haviam vários pelo El Camino Real. Esse ficava em Rincon.

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Artesanatos, vestuário e objetos indígenas.

Mocassim todo bordado com miçangas

Mocassim todo bordado com miçangas.

Caveiras.

Kapala Skulls: canecas feitas de caveiras humanas e usadas em rituais budistas no Tibet.

O Santa Barbara Surfing Museum fica próximo a State Street, é grátis e só abre aos domingos do meio dia as 5pm.

Mais informações:

SB Surfing Museum

16 1/2 Helena Avenue: #C
Santa Barbara, California 93101
Phone: 805-962-9048

 

 

 

E se a prancha quebrar?

Eu já contei aqui que apesar das merrequinhas de Jalama, o Gui voltou de lá com um prejuízo. Enfiou a quilha da prancha na areia, ficou sem ela e ainda arrancou fora o copinho.

A prancha precisava urgente de um conserto e graças a Deus estávamos com o Thiago, que nos indicou um lugar para arrumar. O Green Room Surfboard Repair fica nos fundos de uma casa na Goleta, bairro ao norte de SB. O concerto ficou em $20, demorou um dia e ficou perfeito.

Agora se a sua prancha quebrar em Santa Barbara você já sabe aonde ir!

Mas isso me levou a pensar na possibilidade da prancha ter quebrado aonde não tinha o Thiago, por isso, resolvi pesquisar aonde nas principais cidades de surf da Califórnia você pode reparar a sua prancha caso ela sofra um acidente. Imprima a lista a baixo e leve com você.

Aonde concertar a prancha em:

San Francisco – Alex Martins Surf Board Repair– A loja do recifence Alex é uma das mais bem cotadas no Yelp. Além do que, falar português um pouquinho, ainda mais nessas horas, não é nada mal.

3653 Lawton Street @ 43rd Ave, Ocean Beach
San Francisco, CA 94122

Phone:415-699-2380

Santa Cruz – Be Sanding

1336 Brommer Street STE A2
Santa Cruz, CA 95062

Phone: 831-331-8507

Santa Barbara – Green Room Surf Board Repair

286 S Fairview (In the back) – Goleta 93117

Phone: 805 284 7254

2248 w 26th Place, Los Angeles, CA.

Phone: 323-952-0669

Huntington Beach: Ding Doctor

311 5th Street – Huntington Beach, CA 92648

Phone: 714 721-3767

San Diego: Joe Ropers Surfboard Repair

1460 Morena Blvd. – San Diego, CA

Phone: 619 275 – 0447

Dia 2 em SB: Jalama Camp Ground

Era um sábado e acordamos cedo para irmos a um dos lugares preferidos pra surfar do Thiago na região: o Jalama Camp Ground. É ali que quando Rincon está flat ele vai com os amigos em busca de ondas.  O lugar fica a cerca de uma hora e quinze minutos ao norte de Santa Barbara, na cidade de Lompoc.

De SB a Jalama: 62 milhas de viagem.

Na Hwy One há placas que indicam a entrada para a Jalama Road, estrada que dá acesso ao Campground. A estradinha é bonita e segundo o Thiago ele sempre encontra animais silvestres pelo caminho.

Nós demos sorte e encontramos esse veadinho na Jalama Road.

Antes de chegar na praia você vai se deparar com uma portaria e lá você paga um Day Use de $8. Isso porque a praia fica dentro de um Campground aonde há áreas para churrasco, duchas e lanchonete. Se você quiser também pode acampar, passar a noite no seu motor home ou alugar um dos chalés com vista para a praia.

Essa foi a primeira praia em que vimos uma das estações de trem da linha Amtrak Pacific Surfline, que pecorre a costa da Califórnia e com certeza vai ter um post, que estou muito ansiosa para escrever, aqui.

Acima os chalés, a área para camping e alguns Motorhomes. Na foto de baixo o trem passando por dentro do campground.

As ondas não estavam das melhores, mas deu pra brincar. Vimos golfinhos, leões marinhos e lontras. A água é cheia de algas e a beira do mar cheia de pedaços de petróleo que grudam no pé e não saem nunca mais – aviso do Thiago e experiência própria do Gui que não olhou pro chão.

As ondas estavam pequenas, mas valeu a brincadeira.

Pássaros e golfinhos completam a paisagem.

Indo em direção as ondas.

O mar é repleto de algas (argh!).

Mas a paisagem é linda.

Essas ondas costumam rolar em Jalama, mas pra variar o swell não estava com a gente.

Depois do surf a melhor coisa é sempre comer. E muito! Por isso a “Jalama Beach Store and Grill” foi a nossa próxima parada. Comemos o  “Famous Jalama Burger” acompanhado de fritas.

A Jalama Store e seu famoso hamburguer. O Thiago é esse da esquerda!

O mural na loja.

Voltamos pra casa satisfeitos. O dia foi incrível! Valeu Thi!

Apesar das merrequinhas de Jalama, o Gui voltou de lá com um prejuízo. Enfiou a quilha da prancha na areia, ficou sem ela e ainda arrancou fora o copinho. No próximo post a gente vai contar aonde levar a sua prancha se isso acontecer!

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.