Como evitar um ataque de tubarão na Califórnia

Domingo, 19 de junho, manhã no Brasil. Ao vivo na TV, a final de uma das etapas mais consistentes do tour mundial de surfe. Na água, dois dos principais surfistas da atualidade. Sentei com o Gui no sofá para assistir o que prometia ser um espetáculo. Julian Wilson deu inicio ao show, deslizando por uma onda onde completou mais de quatro manobras . A câmera então foca no quatro vezes campeão mundial Mick Fanning, sentado no outside, esperando pela série que vinha adiante. A partir daí, o espetáculo se transforma em um dos mais adrenalizantes, assustadores e históricos momentos da história do surfe. Por longos segundos, o atleta luta contra um tubarão enorme e sai ileso resgatado pelos jetskys.

O acontecimento mobilizou toda a comunidade do surfe e boa parte do mundo.

Vai ser difícil sentar no outside e não pensar na cena surreal. Ainda mais se esse outside pertencer a uma das praias da Califa, onde diversos casos de ataques já foram relatos.

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Segundo o pesquisador Ralph S. Collier, presidente da Shark Research Committee as estatísticas estão aí pára nos ajudar e evitar as praias onde os ataques são freqüentes, ajuda e muito. Vamos à elas então:

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– 114 ataques de tubarão ocorreram na Califórnia de 1926 a 2014, 10 sendo fatais;
– Das vítimas, 46% eram mergulhadores, 38%surfistas, 11% nadadores e 5% estavam em kayaks;
– A maioria dos ataques ocorreu entre os meses de agosto a outubro;
– O grande vilão da Califórnia é o Tubarão Branco, responsável por 87% dos ataques;
– As cidades com casos de ataques são: San Diego (17), Humboldt (15), Monterey (11), Santa Barbara (11, incluindo o mais recente em 2012), Marin (10), San Luis Obispo (10), San Mateo (9), Sonoma (8), Santa Cruz (7), Los Angeles (6), San Francisco (5), Del Norte (2), Mendoncino (1), Alameda (1), Orange (1).

 

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Mas se cair na  na água for inevitável, aí vão algumas dicas sobre como evitar um ataque:

Surf Beach, em Santa Barbara.

Surf Beach, em Santa Barbara.

– Evite roupas com cores fortes ou contrastantes, que são facilmente vistas pelos tubarões em baixo da água.  Lycras ou wetsuits amarelos, brancos ou vermelhos são os mais visíveis, sendo cinza e azul escuro as melhores opções de cores.
– Joias, relógios e qualquer material que reflita luz também devem ser evitados;
– Se você avistar um tubarão na água, primeiramente, fique calmo (como se fosse possível);
– Caso o tubarão não tenha te visto, não nade ou reme rapidamente, para não chamar ainda mais a atenção (como se isso fosse possível também);
– Acompanhe e tente entender se o animal está nadando ao seu redor e preparando um ataque (alguém aí tem essa habilidade?)
– Tente chegar à obstáculos, cantos, encostas, pedras, barcos ou águas rasas pra se proteger (mas lembre-se, sem nadar rápido);
– Se estiver mergulhando de cilindro, faça bolhas de ar. Tubarões não gostam de bolhas; (?)
– Se o tubarão atacar defenda-se atingindo o animal na aérea dos olhos e nariz. Eles são fortes, mas podem ser derrotados, como no caso de Mick Fannig (aprendemos que usar as quilhas da prancha é uma ótima ideia);
– Se mesmo assim o tubarão conseguir te pegar, nade até a praia e estanque os sangramentos com roupas e tecidos até que a ajuda chegue.

 

Seja responsável e consciente, mas não paranoico. A chance de um surfista ser atacado é de uma em 11 milhões. Estaticamente é muito mais perigoso andar de carro, se afogar, morrer devido a um desastre natural, ser atingido por um raio ou ainda andando de bicicleta.

 

O surfe vale o risco, sem dúvida!

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

Fonte: http://www.flmnh.ufl.edu/fish/sharks/statistics/gattack/mapca.htm
http://news.nationalgeographic.com/2015/07/shark-attacks-in-the-us/
http://www.sharkresearchcommittee.com/

 

 

I <3 Cali por… Victor Bernardo, surfista profissional e promessa do surf mundial

NOVIDADE NO DESTINO CALIFORNIA!

I Cali por…  traz dicas e perspectivas  de outras pessoas, que assim como nós, tem a Califórnia  como um dos seus lugares preferidos no mundo. Surfistas profissionais, viajantes inveterados, skatistas e até nossos mais fiéis leitores respondem à um Bate-volta com tudo que você precisa saber para planejar sua viagem!

Na estréia o surfista profissional Victor Bernardo. Espero que gostem!

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Se você ainda não ouviu falar do surfista Victor Bernardo, não se preocupe! É só uma questão de tempo pra esse nome lhe soar tão familiar quando o de Gabriel Medina ou Felipe Toledo. Integrante da tão falada Brazilian Storm, Victor é considerado por publicações de peso, como a Surfing Magazine,o melhor surfista do globo com menos de 19 anos.

Surfing Magazine, 2015

Surfing Magazine, 2015

Quando conheci o Victor ele não tinha nem 10 anos e já arrasava nos aéreos. Naquela época Victor batia cartão na praia de Taguaíba no Guarujá, sempre acompanhado do seu pai que observava atentamente o desempenho do filho da areia.

O trabalho sério e focado fez de Victor o que muitos previam: um surfista completo, que quebra nas manobras aéreas e também manda muito bem no surf de linha.

Além disso, Victor tem como trunfo uma alegria contagiante, que leva estampada em um sorriso lindo e que fez dele querido pela grande maioria da comunidade do surf. Em uma de suas viagens pelo mundo – Tahiti, França, Indonésia, Austrália e México estão entres os países visitados por ele – conquistou o coração da família Marshall. Após morar por três meses com eles em Encinitas – San Diego em 2013, Victor ganhou de presente – além do primeiro lugar no Volcom VQS – uma segunda casa na Califórnia.

“Temos uma relação muito boa! Eles cuidaram e cuidam muito bem de mim no tempo que fiquei e sempre que venho pra Califa.”

Fazem parte da família os surfistas Jake (16), Nick (13) e Connor (11), grommets que tem mandado bem nos campeonatos e prometem dar trabalho para o próprio Victor no futuro.

 “Eles são super gente boa e estão sempre felizes e sorrindo. São o tipo de pessoa que gosto de ter por perto.”

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Foto: Instagram

A relação com a família faz de Victor praticamente um local “Acho que vou morar aqui um dia, (tenho vontade)!”, ele me confessou dias após ter perdido nas quartas do Volcom TCT 2015, em Trestles. Sobre o campeonato e o privilégio de surfar em Trestles com apenas mais alguns surfistas ele disse:

“Competir em Trestles foi muito irado! Pena que não consegui fazer mais baterias. Tive 2 baterias de 20 minutos e já consegui me divertir. É engraçado por que você já está tão acostumado com o crowd, que acaba ficando meio perdido no pico quando surfa praticamente sozinho.”

Sem problemas Victor! Nós, meros mortais, nunca vamos passar esse “perrengue”rs.

Victor Bernardo lost in the Quarters, but he forgot to stop being happy PhotoPeter Taras

Foto: Peter Taras

Confira nosso Bate-Volta e as dicas do Victor sobre a Califa:

Uma música que represente a Califórnia pra vc: All about U   – dê play no vídeo e curta o resto da entrevista ao som de 2pac.

Se fosse morar na Califórnia, moraria em: Encinitas, San Diego (clique aqui pra ver o mapa)
Se você for pra Califórnia não deixe de: Se for no inverno, levar umas roupas de frio. E se for no verão, leve umas roupas que usamos no Brasil.
Melhor surfista Californiano: Pergunta difícil!  Posso dizer que o Dane Reynolds é bem completo, mas têm vários que gosto muito de assistir surfando.
O que você leva no seu quiver: Pranchas maroleiras e prancha do dia-dia.
Perfect Wetsuit: No inverno, long 4.3. No verão, long 2.2.
Aonde você leva sua prancha pra arrumar: Ding King, em Encinitas (clique aqui para ver o site)
Melhor onda: Trestles, San Clemente (clique aqui para saber mais)
Melhor onda sem crowd: Seaside (clique aqui para ver o mapa)
A pista de skate mais irada é: Venice Skate Park, Venice Beach (clique aqui para saber mais)
Melhor praia pra ir com a galera: Cardiff (clique para ver o mapa)
Uma balada: Nunca fui.
California Girls are unforgettable? For sure!!!
Comida inesquecível: BURRITO!
O melhor da Califórnia é: Como você é recebido!
O pior da Califórnia é: O crowd  e o trânsito.

 

Siga o Victor nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/victor.bernardo.9?ref=ts&fref=ts

Instagram: https://instagram.com/victorbernard0

Twiiter: https://twitter.com/victorbernardo_

 

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Recebendo o prêmio no campeonato que o levou para a Califa. Foto: Instagram

Trestles, 2015.

Trestles, 2015. Foto: Gabriel Andre

Trestles in action, 2015

Trestles in action, 2015. Foto: Jon Phill Potts

Black's Beach, 2015.

Black’s Beach, 2015. Foto: Canavarro Photography

San Clemente, 2015

San Clemente, 2015. Foto: Canavarro Photography

 

 

Hurley Pro At Trestles e as reais chances de Gabriel Medina trazer o primeiro Titulo Mundial de Surf para o Brasil

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Começa amanhã a próxima etapa do WCT que será realizada na nossa onda preferida da Califórnia, Trestles. O pico fica em San Clemente, cidade ao sul de Los Angeles e norte de San Diego. Já fizemos um post sobre o lugar aqui.

A etapa será super importante e decisiva para o futuro do surfista Gabriel Medina no tour. Após derrotar o veterano e onze vezes campeão mundial Kelly Slater durante uma final emocionante em Teahupoo, Gabriel – que já estava em primeiro colocado na classificação geral – passou a ter chances reais de conquistar o título mundial, inédito para o esporte no Brasil.

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Restam apenas quatro etapas para o fim do circuito: Trestles, na Califórnia; Hossegor, na França; Peniche, em Portugal e Pipeline, no Havaí. Gabriel tem um bom histórico nas ondas  desde que entrou para o WCT em 2011, com 17 anos.

Hurley Pró At Trestles – San Clemente, Califórnia, USA
2011 – 13° lugar – Derrotado no round 3 por Josh Kerr. (Kelly Slater venceu a etapa)
2012 – 9° lugar – Desclassificado no round 4, em uma disputa contra Joel Parkinson e Josh Kerr.(Kelly Slater foi campeão novamente).
2013 – 13° lugar – Perdeu no round 3 para C.J. Hobgood.

 

Quicksilver Pró France – Hossegor, França
2011 – 1° lugar – Venceu após uma final polêmica contra o australiano Julian Wilson.
2012 – 5° lugar – Foi derrotado nas quartas de final por Joel Parkinson.
2013 – 2° lugar – Perdeu o primeiro lugar para Mick Fanning.

 

Moche Rip Curl Pro Portugal – Peniche, Portugal
2011 – 13° lugar – Derrotado no round 3 por Chris Davidson.
2012 – 2° lugar – Em mais uma final polêmica, Gabriel foi derrotado por Julian Wilson.
2013 – 25° lugar – Perdeu para o também brasileiro Alejo Muniz no round 2.

 

Billabong Pipe Masters – Haleiwa, Hawai, USA
2011 – 5° lugar – Derrotado na quartas de final por Kierren Perrow, vencedor da etapa.
2012 – 9° lugar – Eliminado no round 5 por Yadin Nicol.
2013 – 13° lugar – Derrotado no round 3 por John John Florence, que enfrentou Kelly Slater na final, perdendo para o veterano.

 

Apesar de não ter sido nas etapas principais, Gabriel já venceu em Trestles. A conquista aconteceu em 2012, durante o Nike Lowers Pro, uma etapa complementar do tour. Em contrapartida, Kelly Slater – a maior ameaça ao título de Medina –  tem no currículo sete vitórias na onda que ele chama de “casa”.

Na semana da vitória de Gabril em Teahuppo, Kelly publicou no seu Instagram: “(…)Ele é o cara mais perigoso no mundo do surf. Por que? Só esse ano ele ganhou em Snapper, uma onda dominada por Regulares a mais de 10 anos. Ele ganhou em Fiji, uma das ondas clássicas do tour. E agora ele ganhou o Billabong Pro Tahiti em ondas gigantes. (…)Mesmo que eu vá fazer de tudo para para-lo esse ano, sou grande fã do seu surf e ele é realmente um ótimo cara.(…)”.

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Pois é Kelly, mas a missão de pará-lo não está das mais fáceis. Matematicamente falando as chances de Medina alcançar seu objetivo são enormes.

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Para ultrapassar Gabriel nessa próxima etapa, Kelly precisa ficar em primeiro – o que somará 10 mil pontos a seu placar – e Medina precisa deixar a competição no máximo no Round 3 – ficando em 13° lugar e somando apenas 1750 pontos. Se Kelly ficar em segundo –  mesmo que Gabriel não participe da prova por ter se machucado – pé de pato, mangalô, 3 vezes – o fenômeno do surf brasileiro mantém seu lugar no topo. O mesmo acontece caso Joel Parkinson – 3° colocado e atual Campeão Mundial –fique em 1° lugar.

Logo, a possibilidade de Gabriel Medina se manter no topo até a próxima etapa é praticamente certa.

O ideal é que ele pontue bem nas próximas três etapas e chegue ao Pipe Masters – uma das ondas mais temidas do circuito – com folga suficiente para se permitir não ir tão bem. É muito cedo ainda para fazermos todas as previsões, mas é claro que se Slater e Parko não forem tão bem nessas mesmas etapas, a gente fica ainda mais pertinho do título.

Vamos torcer, vibrar e enviar muita energia positiva! As baterias serão transmitidas ao vivo no site a partir do dia 09/09/14. Acompanhe nossa página no Facebook para atualizações.

Vai com tudo Gabriel! O Brasil está com você!

SoCal SS Swell “Hurricane Marie”– August, 2014

Os últimos dias foram intensos no sul da Califórnia em termos de surf. Tubos enormes. Caldos gigantes. Centenas de espectadores entusiasmados em um calor de trinta graus.

O fenômeno climático chamado de “Hurricane Marie” começou como um furacão de categoria 5 no meio do Oceano Pacífico gerando previsões de ondulações  gigantes e expectativa do que viria a ser o melhor swell do verão californiano. As previões estavam certas.

Picos como The Wedge, Newport e Malibu apresentaram condições épicas na última terça e quarta feira. Outros picos menos expostos também tiveram seus momentos e nós, do Destino Califórnia, reunimos as melhores fotos e vídeos que circularam pela rede nas últimas horas.

E fiquem atentos, as previsões indicam que vem mais por aí. Santa Barbara e Ventura são apontadas como as próximas paradas do sweel. Ta de bobeira? Ainda dá tempo de pegar o avião.

The Wedge, Newport - Pic: Charmaine Rosa

The Wedge, Newport – Pic: Charmaine Rosa

Zuma Beach, Malibu - Pic: Peter de Simone

Zuma Beach, Malibu – Pic: Peter de Simone

The Wedge, Newport - Pic: Unknown

The Wedge, Newport – Pic: Unknown

The Wedge, Newport - Pic: RS Peer

The Wedge, Newport – Pic: RS Peer

The Wedge, Newport - Pic: Duglass Duqette

The Wedge, Newport – Pic: Duglass Duqette

The Wedge, Newport - Pic: Jin Kruse

The Wedge, Newport – Pic: Jin Kruse

The Wedge, Newport - Pic: RJ Fenwick

The Wedge, Newport – Pic: RJ Fenwick

Somewhere btw 15th and 56th St, Newport - Pic: Tad Collister

Somewhere btw 15th and 56th St, Newport – Pic: Tad Collister

Pier SS, Malibu - Pic: Unknown

Pier SS, Malibu – Pic: Unknown

Sandbar, Pismo Beach - Pic: Zack Brown

Sandbar, Pismo Beach – Pic: Zack Brown

Oceanside Pier SS, San Diego- PIc: Fred Tracey

Oceanside Pier SS, San Diego- PIc: Fred Tracey

15th Street, Newport Beach - Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach – Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach - Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach – Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach - Pic: Sea Laca

15th Street, Newport Beach – Pic: Sea Laca

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach - Pic: Unknown

15th Street, Newport Beach – Pic: Unknown

North San Diego - Pic: Cat Gregory

North San Diego – Pic: Cat Gregory

Malibu Pier NS, Malibu- Pic: Blake Richards

Malibu Pier NS, Malibu- Pic: Blake Richards

Lower Trestles, San Clemente -Pic: Dan Jensen

Lower Trestles, San Clemente -Pic: Dan Jensen

Lower Trestles, San Clemente - Pic: Steven Dillon

Lower Trestles, San Clemente – Pic: Steven Dillon

The Wedge, Newport - Pic: Linda Wood

The Wedge, Newport – Pic: Linda Wood

Malibu Pier NS, Malibu - Pic: Unknown

Malibu Pier NS, Malibu – Pic: Unknown

15th Street, Newport Beach - Pic: Unknown

15th Street, Newport Beach – Pic: Unknown

The Wedge, Newport - Pic: Unknown

The Wedge, Newport – Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach - Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach – Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach - Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach – Pic: Unknown

Cottons, San Clemente - Pic: Dan Jensen

Cottons, San Clemente – Pic: Dan Jensen

Corona Del Mar,  Newport - Pic: RJ Fenwick

Corona Del Mar, Newport – Pic: RJ Fenwick

15th Street, Newport Beach - Pic: RJ Fenwick

15th Street, Newport Beach – Pic: RJ Fenwick

 

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Tem alguma foto do swell provocado pelo Hurricane Marie na costa da Califórnia? Envie para nós  que adicionamos a nossa galeria.

Deu sorte e estava lá durante o swell? Conta como foi nos comentários.

 

Chasing Mavericks (Tudo por um sonho), USA, 2013, 1h56min

Dias frios fazem a gente querer ficar em casa. E não tem coisa melhor para fazer do que assistir um bom filme acompanhado de um cobertor quentinho e de um balde de pipoca.

Essa semana, em um dia como esse, zapeando a TV em busca de algo interessante, o Gui se deparou com o titulo Chasing Mavericks. Como tudo que diz respeito a Califórnia nos interessa, ele leu a sipnopse e decidimos assistir, sem muita expectativa.

E é tão bom quando somos positivamente surpreendidos, não é?

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Chasing Mavericks – com o título em português Tudo por um Sonho (?) – conta a história verídica do surfista Jay Moriarity que no final dos anos 80, aos 15 anos, descobre Mavericks, uma onda gigante que fica a poucos minutos da sua casa em Santa Cruz. Com a ajuda do vizinho e veterano Frosty Hesson – interpretado por Gerard ButlerJay vai atrás do sonho de encarar e surfar o pico, que na época não passava de uma lenda.

A história é envolvente, Jay é carismático e logo já estamos torcendo para que ele consquiste seu objetivo.  A relação dele com Frosty cresce durante a trama e se trasforma em uma linda amizade, que toca o espectador. Há ainda a relação de sintonia do surfista com o mar – que para mim, uma surfista, é algo indescritivel e mágico – e que consegue ser passada de uma maneira real e significativa.

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As cenas de paisagem e surf são lindas e mostram além de Mavericks outros picos da area, como Steamer’s Lane.

Cenas dos bastidores.

Cenas dos bastidores.

O verdadeiro Frosty, acompanhou de perto as gravações.

O verdadeiro Frosty acompanhou de perto as gravações.

Tudo por um Sonho está disponivel nas locadoras, no Telecine Play e na programação do Telecine Pipoca desse mês.

Se você ama a Califórnia ou curte surf ou ainda está atrás de boas emoções, aproveite o feriado para conhecer essa história. Nós adoramos e ficamos ainda mais apaixonados por Santa Cruz, pelo oceano e pelo  #LiveLikeJay – que você vai entender melhor depois que assistir o filme.

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Curiosidades:

– Gerard Butler quase se afogou durante as filmagens, quando uma onda de 20 pés quebrou em cima dele, em Mavericks.

– Durante as filmagens em Mavericks, seis cameras do modelo Red Epics  – que custam cerca de R$35 mil cada – foram perdidas.

– Há uma versão literária da história. O livro Chasing Mavericks, escrito por Christine Peymani, está disponível na Amazon e custa $10.

 

 

O.C. SSW Swell – April, 2014

Essa semana a combinação de um swell de sudoeste com ventos noroeste que atingiram a costa da Califórnia, geraram ótimas ondas em praias do Orange County como Newport, Huntington, Santa Ana e San Clemente.

Fizemos uma seleção das melhores fotos que circularam pela internet. Se você estiver por lá nesse feriado do dia do trabalho, aproveite! Ainda tem uma raspinha do swell rolando.

The Wedge, Newport Beach - Foto: Richard Fenwick

The Wedge, Newport Beach – Foto: Richard Fenwick

 

River Jetties, Santa Ana - Foto: Craig Larson

River Jetties, Santa Ana – Foto: Craig Larson

River Jetties, 72 Street, Newport Beach - Foto: Thiago Portes

River Jetties, 72 Street, Newport Beach – Foto: Thiago Portes

River Jetties, 72 Street, Newport Beach - Foto: Tad Collister

River Jetties, 72 Street, Newport Beach – Foto: Tad Collister

Pier South Side, Huntington Beach - Foto:

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach - Foto:

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Tad Collister

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Tad

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Tad Collister

 

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Tad

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Tad Collister

 

Kite Surf: a gente quer velejar também – Hospedagem na Taíba

Apesar de ser uma cidade pequena a praia é bem extensa e é legal ficar atento a localização na hora de escolher a hospedagem. Como nosso foco principal era o Kite, nossa intenção era ficar o mais próximo da lagoa possível. Porém, após um pouco de pesquisa percebi – e confirmei pessoalmente depois –  que não há nada realmente perto da lagoa. De nenhuma pousada você vai conseguir ir a pé até ela, portanto, optamos por ficar de frente para o pico de surf,o Morro do Chapéu, que fica exatamente na ponta oposta da praia.


Visualizar Sem título em um mapa maior

Estávamos em dúvida entre alugar uma casa e ficar em uma pousada – já que estávamos em sete pessoas. Por fim achamos um lugar que unia os pontos positivos de cada uma dessas opções.

O Taíba Beach Resort é um condomínio de casas e pequenos apartamentos. De frente para a praia conta com uma ótima estrutura – tem segurança, estacionamento, wi-fi, restaurante que serve aperitivos e refeições e uma piscina linda. A maioria das propriedades pertencem a holandeses e talvez por isso, nós eramos praticamente os únicos por ali.

page recepção page piscina page externas

Ficamos em um apartamento que eu achei pelo site Alugue Temporada com uma diária super justa. (O apartamento que nós ficamos não está mais disponível no site. Tentei contato com os proprietários e não obtive retorno. Porém outras unidades do mesmo resort estão disponíveis no site e também através de contato direto com o condomínio.)

Os proprietários, foram bem atenciosos com a gente. Nos deram várias dicas e levaram os meninos para dar uma volta pela cidade, mostrando como fazíamos para chegar até a lagoa, os principais restaurantes e comércio.

Os dois quartos – com ar condicionado e Tv –  e o mezanino,  acomodaram-nos muito bem. O único inconveniente é que os banheiros – são dois no total – ficam no interior dos quartos e se alguém for dormir no mezanino vai ter que de qualquer jeito, entrar nos quartos para usa-los. Democraticamente nos dividimos e combinamos que iríamos sempre dormir de porta aberta, pra ninguém ficar constrangido de entrar.

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A cozinha tem todos os utensílios: cafeteria, bebedouro quente e frio, maquina de lavar louça e até uma máquina de lavar roupa que nós usamos bastante. A sala é grande e tem uma Tv com vários canais. As duas varandas  com rede, super gostosas, foram o lugar que ficávamos a maior parte do tempo.

page cozinha page varandas

A escolha de ficar lá não podia ter sido mais assertiva. Taíba possui poucos restaurantes e foi ótimo poder fazer algumas refeições em casa. Além disso a área comum do apartamento nos permitiu uma socialização maior com nossos companheiros de viagem.

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Fora a área do condomínio que é incrível e o restaurante com preço justo e comida gostosa. Se soubéssemos dele antes, teríamos nos programado para cozinhar menos.

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Além da diária você paga uma taxa de limpeza, que acontece no dia do check out. Nós contratamos a faxineira mais um dia, no meio da nossa estadia, para dar uma ajeitadinha em tudo.

Para quem vai em menos pessoas, ou simplesmente prefere ficar numa pousada, há algumas opções. Nós conhecemos duas delas.

A Pousada Taiba Blauset – onde os amigos que vieram só passar o fim de semana ficaram – é ok e tem bom preço, mas as fotos do site valorizam bastante a realidade.

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A Vila Marola é um pouco mais cara, mas mais bonita e bem mantida, além de ser de frente pra praia e possuir uma escola de kite própria.

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Mais informações:

Pousada Taiba Blauset
http://www.pousada-taiba-blauset.com/en/index.html
Rua Barra Mar, nº1
pousadablauset@gmail.com
Telefone:  55 (85) 87087512
Diárias a partir de R$85,00

 

Pousada Vila Marola
http://www.vilamarola.com.br/
+55 85 33156392
+55 85 33156357
+55 85 91817734
Diárias a partir de R$200,00

 

Taiba Beach Resort
http://taibabeachresort.com/

Nossa despedida do Pacífico

No nosso último dia em San Diego tivemos o primeiro atrito da viagem e o motivo foi o surf. Era dia de ir embora pra Los Angeles novamente, só que dessa vez para conhecer a parte mais urbana da cidade, sem praias no roteiro. O problema é que o tal do swell havia chegado no dia anterior e continuava a atingir a costa da Califórnia.

A idéia do Guilherme era tirar Los Angeles do roteiro, continuar em San Diego por mais três dias e de lá seguir direto para Vegas para finalizar a viagem.

Mas como assim eu vou pra California e não vou conhecer Los Angeles? E o Hollywood Sign, aonde fica?

Depois de muito argumentar chegamos ao seguinte acordo: ele teria direito a uma última session de surf no Pacífico. Enquanto ele fosse surfar, eu ficaria no hotel arrumando tudo, lavando as roupas e preparando a próxima parte da viagem.

De prancha em baixo do braço ele saiu com direção a Windansea, a praia que ficava a menos de dois quarteirões do nosso hotel.


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Não temos fotos do surf por motivos óbvios, mas segundo ele a argumentação valeu a pena.

Windansea é uma onda de dificuldade média, uma ótima alternativa para os difíceis pointbreaks ao seu redor. É uma onda clássica, point desde os anos 30 e que já foi surfada por muitas lendas do surfe. Recebe a maioria dos swells e funciona melhor sem vento. A praia, é linda, cheia de rochedos e cliffs, mas o crowd pode ser um problema, pois os locais tomam conta do lugar e não são muito amigavéis.

As ondas de Windansea.

As ondas de Windansea.

De cabeça feita, nos despedimos do mar agradecendo pelos últimos 23 maravilhosos dias proporcionados por ele.

Foram muitas fotos, vistas, momentos e sensações que não iremos esquecer nunca.

Sempre que penso na California é ele, o mar, que vem primeiro a minha cabeça.

can still hear

No próximo post: Roteiro Resumido San Diego

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

Em busca de ondas por La Jolla, SD

Saímos de Black´s mortos de fome. Decidimos almoçar na mesma Deli que havíamos visitado no dia anterior e que eu contei nesse post aqui.

Estávamos acompanhados além do Lukinhas, por um amigo dele, brasileiro, mas morador de San Diego a muitos anos, o João Paulo. Como um bom local, o João levou a gente para dar um check nas praias de La Jolla e tentar achar a melhor opção de onda para a segunda queda do dia.


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Começamos pelos points de fundo de pedra que ficam ao sul da La Jolla Children’s Pool.

Existem vários points nessa região com nomes diferentes, sendo os mais famosos Hospitals – que quebra nos swells de oeste e noroeste – e Horseshoe – uma esquerda que quebra graças ao fundo em forma de ferradura. De onde estávamos conseguíamos ter uma visão dos dois picos e percebemos que enfim o swell tinha chegado. As ondas estavam grandes e ficamos mais de uma hora observando o mar. Ambas são difíceis e perigosas e até mesmo os locais exitam em cair por ali quando as condições não estão perfeitas. Haviam dois surfistas na água e eles remavam muito para fugir da correnteza e estavam com dificuldades em ficar no pico para conseguir dropar.


View Points Surf La Jolla in a larger map


View Points Surf La Jolla in a larger map

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquilos.

Enquanto as ondas rolavam dois esquilinhos tentavam se esconder da gaivota que queria roubar a comida deles.

Decidimos então descer mais um pouco e o João nos levou para a Marina Street Beach. A pequena praia fica meio escondida e por isso não é destino comum de turistas. O bairro é bem residencial e é possível estacionar o carro pelas ruas próximas. A onda, tubular e cavada, é famosa entre os bodyboards, e os meninos acharam que dava pra encarar de prancha.


View Points Surf La Jolla in a larger map

A praia.

Marina Street Beach.

Gui

Lukas Paris.

Gui

Gui Assis.

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Lá foi a primeira vez que vi Bodyboards praticando o Drop-Knee –   com um pé e um dos joelhos na prancha – e achei incrível.

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Praticamente todos bodyboards na água dropavam as ondas assim.

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E faziam coisas que eu nunca imaginei serem possíveis nesse tipo de prancha.

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É bom pra galera que tem preconceito contra o esporte mudar de opinião.

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As pranchinhas e funs também aproveitaram as ondas.

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Havia um certo crowd na água.

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Do lado de fora, eu estava adorando! Consegui algumas imagens bacanas!

Ficamos por ali até anoitecer, mas se você tiver a oportunidade check também os dois pointbreaks mais ao sul – Little Point e Rockpile – tão perigosos e difíceis quanto os do norte.

No próximo post: nossa despedida da Ana no PB Shore Club

Black’s Beach: a melhor praia de SD

Pra gente aqui do Destino California, não restam dúvidas! Black’s Beach é a melhor praia de San Diego!

Ela é linda! São mais de 7km de areias que se espremem entre as falésias e o mar.

As ondas estão entre as melhores do sul da California!

É super tranquila e relativamente vazia, já que o acesso não é dos mais fáceis.

E por último é permitido – na parte norte gerenciada pelo Torrey Pines State Beach – ficar peladão em meio a tudo isso! Uhuuuu!

Brincadeiras a parte, Black’s é sim uma praia incrível. A paisagem deslumbrante fica melhor ainda diante das ótimas ondas no mar e a tranquilidade que só uma praia de difícil acesso pode proporcionar. E não se preocupe, caso o nudismo não seja sua praia, fique restrito a parte sul e você não terá maiores surpresas.

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Nudistas em Black’s nos anos 70.

Esse paraíso californiano fica a cerca de três milhas ao norte de La Jolla e o acesso a ela pode ser feito por três pontos diferentes.


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O mais popular deles fica no meio da praia, próximo a um campo de saltos de asa deltas e paragliders e de um estacionamento público. Essa trilha é bem acidentada e íngreme – há inclusive um sinal dizendo para não utiliza-la em dias de chuva – e chega à praia na área de nudismo.

O mais popular acesso a Black's é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O mais popular acesso a Black’s é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O segundo ponto fica mais ao sul. A trilha asfaltada tem cerca de 3km e início na La Jolla Farms Road. Você pode estacionar o carro por ali mesmo, sempre ficando atento ao limite de horário nas placas.

A nossa opção de acesso.

A nossa opção de acesso.

O terceiro acesso é através de La Jolla Shores. É só seguir caminhando pela praia sentido norte e atravessar pelas pedras quando a maré estiver baixa. Se a maré subir o acesso é bloqueado, por isso, não acho uma boa opção pra quem quer ficar um tempo em Black’s.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

Nós utilizamos a segunda opção. Estacionamos o carro na La Jolla Farms Rd e seguimos pela trilha: para descer o trajeto é tranquilo, já na volta a subida íngreme complica um pouco a situação.

Black´s é considerado a melhor onda de San Diego e todos sabem disso. O que salva um pouco o pico do crowd é o tempo necessário para se chegar lá. Para uma terça feira o crowd estava razoável, mas acredito que nos fins de semana deve aumentar consideravelmente.  O swell estava marcado para entrar nesse dia, mas atrasou um pouco e as ondas ainda não estavam grandes, mesmo assim os meninos saíram do mar satisfeitos.

Guilherme Assis.

Guilherme Assis.

João Paulo.

João Paulo Oliveira.

Lukas Paris.

Lukas Paris.

Pegando onda juntos.

Pegando onda juntos.

Gui.

Gui.

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Haviam vários surfistas na água.

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E na terra também.

 

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O mar de Black´s tem uma corrente super forte e perigosa para banhistas. Por isso há sempre Salva Vidas na praia. Eles chegam de carro pela mesma trilha que utilizamos, mas tem a chave do cadeado do portão!!rsrsr

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Mesmo estando do lado aonde ficar pelado não é permitido, nos deparamos com um pessoal mais liberal!

Não há nenhum tipo de comércio na praia, por isso leve pelo menos uma água. Também não há banheiros (nem moitas), por isso, se a bexiga apertar se prepare para ter que entrar na água gelada!

Ah, e várias placas alertam: não coloque sua cadeira ou canga muito próximas aos paredões rochosos, existe risco de queda!

Se você quiser se encantar com o lugar, acesse a galeria de fotos do site Surfline: são as fotos mais lindas de Black’s – e de surf no geral – que eu já vi. Luz surreal, ângulos incríveis, ondas perfeitas e uma linda paisagem.

Fotos: Surfline

Fotos: Surfline

No próximo post: Em busca de ondas por La Jolla