De San Diego a Los Angeles

Saímos de San Diego por volta da uma tarde com destino a Los Angeles. Dessa vez, ao invés de ir pelo litoral, utilizamos a I-5, que a partir de San Clemente, faz o trajeto pelo interior.


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Pegamos um trânsito bem chatinho na região de Anaheim e o que nos salvou foram as Carpool Lanes, já que estávamos em dois. Para quem não sabe, a Carpool Lane é uma faixa reservada só para quem está levando alguma carona, ou seja, está em dois ou mais no carro.  Deixamos bastante gente pra trás percorrendo a estrada por essas faixas.

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Chegando em Los Angeles também havia trânsito para entrar na cidade, apesar de ainda não ser hora do rush. Demoramos quase três horas para percorrer todo trajeto, que normalmente demora duas.

No próximo post: Nosso apartamento em Bervelly Hills (ou quase!)

O que faltou fazer em San Diego

Chegou a hora de escrever aquele post difícil, aonde fico tentando arrumar motivos para voltar. E não é que sempre encontro vários?

Balboa Park: Além do famoso Zoológico de San Diego – que é um dos melhores do mundo e um dos únicos a exibir espécies de urso panda na coleção – o parque é lindo e abriga quatorze museus, teatros, diversos jardins e mais um infinidade de coisas bacanas. É visita obrigatória para quem vai a cidade e nos arrependemos muito de ter pulado o passeio.

PageBalboaPark

Aonde? 1549 El Prado, San Diego, CA 92101
Quanto? O passaporte para visitar cinco dos quatorze museus no mesmo dia sai por $39. O ingresso do zoológico $41.
Mais informações: http://www.balboapark.org/ – http://www.sandiegozoo.org/

 

Sea World: O parque conhecido mundialmente tem sua unidade californiana. Além dos tradicionais shows com animais, você vai poder alimentar golfinhos e dar uma volta na Manta, a montanha russa do parque. Vale a pena para quem não conhece o parque da Disney ou está com crianças.

PageSeaWorld

Aonde? 500 SeaWorld Dr – San Diego, CA 92109
Quanto? O ingresso para adultos sai $88. Eles também tem combos para quem deseja ir a Disney e ao Universal.
Mais informações: http://seaworldparks.com/seaworld-sandiego/

 

Gaslamp Quarter: a área de San Diego, além de ser histórica, reúne a maior parte de lojas, restaurantes, bares e baladas da cidade. Depois de uma fase decadente, a prefeitura resolveu revitalizar o bairro na década de 80, preservando os prédios históricos que hoje funcionam como comércio. São cerca de 4 quarteirões aonde você pode caminhar, fazer compras e ainda se deliciar em algum dos muitos restaurantes. Se o foco da nossa estada em San Diego não fosse o surf, era por aqui que iríamos nos hospedar.


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PageGaslamp

Aonde? No centro de San Diego, entre as ruas Market e Brodway.
Mais informações: http://www.gaslamp.org/

 

Atravessar a fronteira: Para quem não sabe, San Diego é a cidade mais ao sul da Califórnia e faz fronteira com a cidade de Tijuana, no México. Queria muito ter atravessado e conhecido um pouco mais da cultura do país vizinho e ir a um dos clubes de salsa que ficam na redondeza. Dizem também que a cidade é ótima para fazer compras, o Outlet mais popular de San Diego fica bem próximo a linha que separa os dois países.  Porém, fiquei sabendo que Tijuana é uma cidade perigosa e que não era seguro – nem simples –  atravessar sozinho de carro. O melhor jeito é ir de excursão, por isso, acabamos deixando o passeio de lado. Alguém atravessou e pode contar a experiência pra gente?


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PageTijuana

Mais informações: http://viagem.uol.com.br/guia/cidade/san-diego—tijuana.jhtm

Conhecer Oceanside: a cidade fica ao norte do condado de San Diego e respira surf. O Califórnia Surf Museum exibe pranchas, fotos e objetos ligados a história do surfe, além de sediar eventos ligados ao esporte. Se você precisa de uma prancha, a cidade é famosa por ser o lar de muitos shapers talentosos que ocupam a área chamada de Shapers Alley. Veja uma lista aqui. Na hora de botar pra baixo, a praia tem três picos que oferecem ondas consistentes: o porto, o lado norte e o lado sul do píer. Agora, se o mar estiver flat, vale a pena ir conhecer o Skate Park Robb Fiels, conhecida como uma das melhores pistas do sul da Califórnia.

PageOceanSide

Wave House: Considerada a melhor piscina de ondas da California, oferece duas opções: a Flowrider se assemelha as piscinas de ondas que são vistas aqui no Brasil e a Flowbarrel recria uma onda tubular. Parece difícil, mas tem uma galera que manda bem no brinquedo, dando várias manobras como aéreos e 360°. Ano passado, Heitor Alves e Gabriel Medina deram uma passada por lá para ver o que conseguiam fazer.

Aonde? 3125 Ocean Front Walk – San Diego, CA 92109
Quanto? Você pode comprar de 5 a 20 sessões em cada uma das ondas e o valor varia entre $75 e $300.
Mais informações: http://www.wavehousesandiego.com/

 

Assistir a um jogo de baseball no Petco Park, o estádio do time local: Já ouvi muitas pessoas dizendo que o jogo de baseball é chato e monótono. Mas acho que ir a um evento como esse é vivenciar a cultura do país, e é isso que sempre buscamos nas nossas viagens. Além do mais, todos sabem que estádio é igual a cachorro quente, e eu amo cachorro quente. Portanto esse sempre será um programa interessante pra mim.

PagePetco

Aonde? 100 Park Boulevard – San Diego, CA 92101
Quanto? Os ingressos dos jogos custam em média $15.
Mais informações: http://sandiego.padres.mlb.com/sd/ballpark/index.jsp

 

Nos próximos post: De San Diego a Los Angeles

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

 

 

Roteiro Resumido San Diego

page Roteiro Resumido

 

Como combinado, segue abaixo nosso roteiro em San Diego. É só clicar nos links em vermelho para ser redirecionado ao post correspondente.

 

Dia 19 – 28/08 – Domingo.
Saída do O.C. e almoço na Estrada
Chegada em San Diego e check in no hotel.
Por do sol em Pacific Beach.

 

Dia 20 – 29/08 – Segunda-feira
Surf em La Jola Shores.
Almoço na Girard Gourmet.
Ida ao Monte Soledad.
Passeio e jantar na Old Town.

 

Dia 21 – 30/08 – Terça-feira
Visita ao Maritime Museum.
Almoço no Antony`s Fishette.
Visita ao Hotel Del Coronado.
Compras no Fashion Valley Mall e Walmart.

 

Dia 22 – 31/08 – Quarta-feira
Surf em Black’s Beach pela manhã.
Almoço na Girard Gourmet.
Surf na Marina Street Beach.
Balada no PB Shore Club.

 

Dia 23 – 01/09 – Quinta-feira
Surf em Windansea (Gui) e lavanderia (Caru).
Saída para LA.

 

No próximo post: O que faltou fazer em San Diego.

 

Nossa despedida do Pacífico

No nosso último dia em San Diego tivemos o primeiro atrito da viagem e o motivo foi o surf. Era dia de ir embora pra Los Angeles novamente, só que dessa vez para conhecer a parte mais urbana da cidade, sem praias no roteiro. O problema é que o tal do swell havia chegado no dia anterior e continuava a atingir a costa da Califórnia.

A idéia do Guilherme era tirar Los Angeles do roteiro, continuar em San Diego por mais três dias e de lá seguir direto para Vegas para finalizar a viagem.

Mas como assim eu vou pra California e não vou conhecer Los Angeles? E o Hollywood Sign, aonde fica?

Depois de muito argumentar chegamos ao seguinte acordo: ele teria direito a uma última session de surf no Pacífico. Enquanto ele fosse surfar, eu ficaria no hotel arrumando tudo, lavando as roupas e preparando a próxima parte da viagem.

De prancha em baixo do braço ele saiu com direção a Windansea, a praia que ficava a menos de dois quarteirões do nosso hotel.


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Não temos fotos do surf por motivos óbvios, mas segundo ele a argumentação valeu a pena.

Windansea é uma onda de dificuldade média, uma ótima alternativa para os difíceis pointbreaks ao seu redor. É uma onda clássica, point desde os anos 30 e que já foi surfada por muitas lendas do surfe. Recebe a maioria dos swells e funciona melhor sem vento. A praia, é linda, cheia de rochedos e cliffs, mas o crowd pode ser um problema, pois os locais tomam conta do lugar e não são muito amigavéis.

As ondas de Windansea.

As ondas de Windansea.

De cabeça feita, nos despedimos do mar agradecendo pelos últimos 23 maravilhosos dias proporcionados por ele.

Foram muitas fotos, vistas, momentos e sensações que não iremos esquecer nunca.

Sempre que penso na California é ele, o mar, que vem primeiro a minha cabeça.

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No próximo post: Roteiro Resumido San Diego

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

PB Shore Club

Depois de um dia inteiro de surf nós estávamos bem cansados. Mas queríamos muito dar tchau pra Aninha e de quebra ainda ir a nossa primeira balada na Califórnia. Vocês se lembram daquele bar no qual a Ana era doida pra ir e que não conseguimos entrar porque eu estava sem passaporte? Então, foi pra lá que nós fomos.

O PB Shore Club fica na beira da praia, na badalada Pacific Beach – sobre a qual nós já falamos aqui. O bar, que funciona no piso superior e tem uma vista quase constante para o Oceano Pacifico, vive lotado.


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Nós optamos por chegar cedo e comer alguma coisa por ali mesmo. Pedimos o clássico “Barbecue Ribs” – que por um acaso era a promoção do dia – para dividir em três. O prato saiu por apenas $19,90 e vinha acompanhado de fritas. O menu é bem bacana e tem pratos da comida mexicana, hambúrgueres e outros sanduíches. (Não tirei foto da costela, acho que estava morrendo de fome!)

Quando chegamos, o lugar estava ainda bem vazio, mas por volta das 22:30 começou a encher.

Caru e Ana. Gui e Lukas.

Caru e Ana. Gui e Lukas.

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Até que conseguímos juntar uma galera grande para quem estava fora do seu país!

João Paulo. Ana Banana.

João Paulo. Ana Banana.

O ponto alto da noite foi a ‘Corrida de peixes’, coisa de americano doido que você só vai ver por lá. Funcionava assim: você se increvia na competição comprando um peixinho beta por $5 dolares. Os inscritos eram dividos em chaves e competindo de dois em dois até a final – os peixes eram jogados em dois tanques separados, bem compridos, e o competidor tinha que ir assoprando a água com um canudo até o peixe chegar na outra extremidade. O campeão levava $200 dolares em bebidas.

Os tanques sendo preparados e o peixinho do nosso amigo!

Os tanques sendo preparados e o peixinho do nosso amigo!

Iuhuuuu... a competição foi animada!

Iuhuuuu… a competição foi animada!

Havia um cara sentado no mesmo balcão que a gente tentando fazer amizade, e não é que foi ele o campeão. Resultado: ele pagou bebida para todos nós – inclusive os meninos – em troca de uma foto!!rs Foi no mínimo muito divertido.

O campeão e seu prêmio!

O campeão e seu prêmio!

Saímos de lá por volta de duas da manhã e nos despedimos de todos – essa foi a última vez que eu vi a Ana Banana até hoje, eu não fui mais pra lá e ela não veio mais pra cá! Estou com saudades BANANA!!!

No dia seguinte iríamos seguir viagem com direção a Los Angeles, mas antes o Gui teve direito a mais uma – a última da viagem – session de surf no Oceano Pacifico. Mas isso fica pro próximo post.

Mais informações:

PB Shore Club
4343 Ocean Blvd., Pacific Beach
Segunda a sexta: 11am as 2am
Sábados e Domingos: 8am as 2am

Em busca de ondas por La Jolla, SD

Saímos de Black´s mortos de fome. Decidimos almoçar na mesma Deli que havíamos visitado no dia anterior e que eu contei nesse post aqui.

Estávamos acompanhados além do Lukinhas, por um amigo dele, brasileiro, mas morador de San Diego a muitos anos, o João Paulo. Como um bom local, o João levou a gente para dar um check nas praias de La Jolla e tentar achar a melhor opção de onda para a segunda queda do dia.


View Points Surf La Jolla in a larger map

Começamos pelos points de fundo de pedra que ficam ao sul da La Jolla Children’s Pool.

Existem vários points nessa região com nomes diferentes, sendo os mais famosos Hospitals – que quebra nos swells de oeste e noroeste – e Horseshoe – uma esquerda que quebra graças ao fundo em forma de ferradura. De onde estávamos conseguíamos ter uma visão dos dois picos e percebemos que enfim o swell tinha chegado. As ondas estavam grandes e ficamos mais de uma hora observando o mar. Ambas são difíceis e perigosas e até mesmo os locais exitam em cair por ali quando as condições não estão perfeitas. Haviam dois surfistas na água e eles remavam muito para fugir da correnteza e estavam com dificuldades em ficar no pico para conseguir dropar.


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View Points Surf La Jolla in a larger map

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquilos.

Enquanto as ondas rolavam dois esquilinhos tentavam se esconder da gaivota que queria roubar a comida deles.

Decidimos então descer mais um pouco e o João nos levou para a Marina Street Beach. A pequena praia fica meio escondida e por isso não é destino comum de turistas. O bairro é bem residencial e é possível estacionar o carro pelas ruas próximas. A onda, tubular e cavada, é famosa entre os bodyboards, e os meninos acharam que dava pra encarar de prancha.


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A praia.

Marina Street Beach.

Gui

Lukas Paris.

Gui

Gui Assis.

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Lá foi a primeira vez que vi Bodyboards praticando o Drop-Knee –   com um pé e um dos joelhos na prancha – e achei incrível.

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Praticamente todos bodyboards na água dropavam as ondas assim.

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E faziam coisas que eu nunca imaginei serem possíveis nesse tipo de prancha.

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É bom pra galera que tem preconceito contra o esporte mudar de opinião.

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As pranchinhas e funs também aproveitaram as ondas.

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Havia um certo crowd na água.

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Do lado de fora, eu estava adorando! Consegui algumas imagens bacanas!

Ficamos por ali até anoitecer, mas se você tiver a oportunidade check também os dois pointbreaks mais ao sul – Little Point e Rockpile – tão perigosos e difíceis quanto os do norte.

No próximo post: nossa despedida da Ana no PB Shore Club

Black’s Beach: a melhor praia de SD

Pra gente aqui do Destino California, não restam dúvidas! Black’s Beach é a melhor praia de San Diego!

Ela é linda! São mais de 7km de areias que se espremem entre as falésias e o mar.

As ondas estão entre as melhores do sul da California!

É super tranquila e relativamente vazia, já que o acesso não é dos mais fáceis.

E por último é permitido – na parte norte gerenciada pelo Torrey Pines State Beach – ficar peladão em meio a tudo isso! Uhuuuu!

Brincadeiras a parte, Black’s é sim uma praia incrível. A paisagem deslumbrante fica melhor ainda diante das ótimas ondas no mar e a tranquilidade que só uma praia de difícil acesso pode proporcionar. E não se preocupe, caso o nudismo não seja sua praia, fique restrito a parte sul e você não terá maiores surpresas.

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Nudistas em Black’s nos anos 70.

Esse paraíso californiano fica a cerca de três milhas ao norte de La Jolla e o acesso a ela pode ser feito por três pontos diferentes.


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O mais popular deles fica no meio da praia, próximo a um campo de saltos de asa deltas e paragliders e de um estacionamento público. Essa trilha é bem acidentada e íngreme – há inclusive um sinal dizendo para não utiliza-la em dias de chuva – e chega à praia na área de nudismo.

O mais popular acesso a Black's é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O mais popular acesso a Black’s é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O segundo ponto fica mais ao sul. A trilha asfaltada tem cerca de 3km e início na La Jolla Farms Road. Você pode estacionar o carro por ali mesmo, sempre ficando atento ao limite de horário nas placas.

A nossa opção de acesso.

A nossa opção de acesso.

O terceiro acesso é através de La Jolla Shores. É só seguir caminhando pela praia sentido norte e atravessar pelas pedras quando a maré estiver baixa. Se a maré subir o acesso é bloqueado, por isso, não acho uma boa opção pra quem quer ficar um tempo em Black’s.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

Nós utilizamos a segunda opção. Estacionamos o carro na La Jolla Farms Rd e seguimos pela trilha: para descer o trajeto é tranquilo, já na volta a subida íngreme complica um pouco a situação.

Black´s é considerado a melhor onda de San Diego e todos sabem disso. O que salva um pouco o pico do crowd é o tempo necessário para se chegar lá. Para uma terça feira o crowd estava razoável, mas acredito que nos fins de semana deve aumentar consideravelmente.  O swell estava marcado para entrar nesse dia, mas atrasou um pouco e as ondas ainda não estavam grandes, mesmo assim os meninos saíram do mar satisfeitos.

Guilherme Assis.

Guilherme Assis.

João Paulo.

João Paulo Oliveira.

Lukas Paris.

Lukas Paris.

Pegando onda juntos.

Pegando onda juntos.

Gui.

Gui.

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Haviam vários surfistas na água.

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E na terra também.

 

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O mar de Black´s tem uma corrente super forte e perigosa para banhistas. Por isso há sempre Salva Vidas na praia. Eles chegam de carro pela mesma trilha que utilizamos, mas tem a chave do cadeado do portão!!rsrsr

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Mesmo estando do lado aonde ficar pelado não é permitido, nos deparamos com um pessoal mais liberal!

Não há nenhum tipo de comércio na praia, por isso leve pelo menos uma água. Também não há banheiros (nem moitas), por isso, se a bexiga apertar se prepare para ter que entrar na água gelada!

Ah, e várias placas alertam: não coloque sua cadeira ou canga muito próximas aos paredões rochosos, existe risco de queda!

Se você quiser se encantar com o lugar, acesse a galeria de fotos do site Surfline: são as fotos mais lindas de Black’s – e de surf no geral – que eu já vi. Luz surreal, ângulos incríveis, ondas perfeitas e uma linda paisagem.

Fotos: Surfline

Fotos: Surfline

No próximo post: Em busca de ondas por La Jolla

Compras, compras, compras!

Depois de tantos passeios culturais, já estávamos sentindo um pouco de falta da atividade que o território americano oferece por excelência: compras!

O Lukinhas disse que precisava levar uns presentes para a namorada e essa foi desculpa perfeita para corrermos pro shopping mais próximo.

Não resisti, tive que tirar uma foto do meio de locomoção do Lukas!

Não resisti, tive que tirar uma foto do meio de locomoção do Lukas! No minímo fofo né?

Nossa primeira parada foi no Fashion Valley Mall, um dos melhores shoppings da cidade, que fica na região de Mission Valley.


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O shopping tem todas as melhores e mais populares lojas dos Estados Unidos – Nordstrom, Macys, Neiman Marcus, Forever XXI, Old Navy, Victoria’s Secret, Apple, Pottery Barn, Sephora, Mac, Loius Vuitton, Hermes, Nike, Abercombrie, Hollister, Lacoste, Bath and Body Works, só para citar algumas –  e é super agradável, já que as lojas ficam ao ar livre.

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A praça de alimentação tem algumas boas opções mas com certeza eu optaria – se eu soubesse da existência – pela The Cheesecake Factory – que já contei que é uma delicia nesse post aqui. Ela fica dentro da Bloomingsdale e por isso nós não a encontramos. Acabamos comendo uma comida chinesa no Panda Express! Estava bom, mas eu não troco uma refeição na ‘Cheesecake’ por nada nesse mundo!

Há muito o que ver – e comprar – por lá: as lojas de departamento são todas enormes e até se a gente tivesse ficado um dia inteiro ia ser pouco. Duas horas então não deram nem pra tirar casquinha. O shopping fecha as nove e por isso tivemos que ir embora.

Seguimos para o Walmart, que sempre é uma ótima opção para quem está com pouco tempo, pois fica aberto 24h. Existem vários em San Diego mas nós optamos pelo mais próximo do Fashion Valley, na Murphy Canion Rd.


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Lá você vai encontrar de tudo: maquiagens, itens de perfumaria, ferramentas, eletrônicos, artigos de papelaria, roupas, sapatos, remédios, jogos de vídeo game, livros, roupas de cama e banho, louças e talheres … Pense em alguma coisa e é lá que você vai achar. Além da área de departamento eu amo passear pelo supermercado e comprar temperos e outras coisas que você não encontra no Brasil: sal marinho que já vem no moedor, pimentas, favas de baunilha, Pringles de sabores diferentes, chocolates, dips, maioneses e ice crem sandwichs estão entre os itens que sempre estão na minha sacola.

Abastecidos, fomos cada um para sua casa. O swell chegaria no dia seguinte e a gente não via a hora de conhecer as ondas de Black’s Beach.

Mais informações:

Fashion Valley Mall 
7007, Friars Road – San Diego, CA

 

Panda Express 

Walmart 
3382 Murphy Canyon Rd
San Diego, CA 92123, United States

Antony’s Fishette: ao lado do Maritime Museum

Durante a nossa visita ao Maritime Museum bateu uma super fome e tivemos que fazer um intervalo para comer alguma coisa.

Tínhamos um pouco de pressa e a melhor opção foi descer alguns metros até o Anthony’s Fishette, algo como uma versão fast food do famoso restaurante de frutos do mar Anthony’s Fish Grotto, que fica ao lado.


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Maritime Museum, Anthony’s Fish Grotto e o Anthony’s Fishette abaixo.

Já ouvi falar maravilhas do Anthony’s, inclusive que ele é um dos melhores restaurantes de frutos do mar de toda a Califórnia. Sua versão “Quick Service” tem um ambiente  relativamente bacana, com mesas externas em cima do mar e uma linda vista da baía. O atendimento foi, como prometido, rápido e eficiente.  O menu conta com saladas, sanduíches, alguns combos com frutos do mar empanados, opções de tacos e burritos, caldos e duas opções de peixe grelhado com acompanhamentos como arroz, salada de repolho, feijão ou fritas. Eu não fui muito feliz no meu pedido – um combo de lulas, peixe e camarões – por que não entendi que eles viriam empanados e não era o que eu queria. Mas acho que se você olhar mais atentamente e pedir um caldinho de entrada e um salmão grelhado com saladinha de repolho – que eu amo! –  como prato principal, vai sair de lá mais satisfeito do que eu. Gastamos cerca de $12 cada um, com as bebidas.

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Mais informações:

Anthony’s Fishette
http://www.gofishanthonys.com/fishette.html
1360 North Harbor Drive
San Diego, CA 92101
(619) 232-5103
Menu: http://www.gofishanthonys.com/fishettemenu.pdf

 

Maritime Museum

Tiramos nosso terceiro dia em San Diego para conhecer a parte mais central da cidade. Havia uma previsão de swell para entrar nos próximos dias e enquanto ele não vinha deixamos as ondas de stand by. Encontramos o Lukas – a Ana não pode ir por que estava trabalhando – e saímos em direção ao Navy Pier.

Região central de SD:


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San Diego tem grande tradição e importância na história da marinha dos Estados Unidos, a maior e mais poderosa do mundo. É lá que fica a maior Base Naval da Costa Oeste, com 54 navios. A população total de 20 mil militares e seis mil civis ocupa uma área de 4 km² com 13 piers espalhados pelo território.

Existem alguns museus e atrações turísticas que abordam o tema pela cidade e nós decidimos começar nossa jornada conhecendo o Maritime Museum. O museu, fundado em 1948, tem uma das melhores coleções de embarcações históricas do mundo. Em exposições permanentes e temporárias o visitante é convidado a embaracar – literalmente – na história naval. São sete embarcações que ficam atracadas em um píer a beira da North Harbor Drive. Você pode entrar em todas elas e conhecer o interior das fragatas, submarinos e até da balsa que costumava fazer a travessia da baia de San Francisco no século 19.


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Chegamos por volta das nove e compramos nossos ingressos no guiche. Além de conhecer os navios atracados é possível também viver uma Sailing Adventure e velejar em uma das fragatas pela baía de San Diego por quarto horas – a partida acontece diariamente ao meio dia. Como tinhamos outros planos para tarde, decidimos pelo ingresso normal.

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Da entrada do museu você já consegue visualizar as embarcações.

Começamos nossa jornada pelo HSM Surprise, uma réplica da fragata da Royal Navy, Rose, do século XVIII, construído em 1970. Inicialmente usada para passeios e testes, em 1991 foi transformada em um veleiro escola. Em 2003 foi usada como cenário no filme Mestre dos Mares: O lado mais distante do mundo, antes de ser comprada em 2004 pelo Maritime Museum.

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O HSM Surprise, lindo do lado de fora.

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O interior funciona como museu e tem objetos e móveis ligados a história da navegação.

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É permitido tocar em quase tudo, dá até pra brincar de pirata!

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O timão, o bote salva vidas e a proa do navio.

Nosso segundo tour foi pelo submarino B-39. Constuído pela marinha soviética em 1970, foi utilizado por mais de 20 anos. Com trezentos pés de comprimento e pesando mais de 20 mil toneladas, está entre os maiores submarinos já construídos. Projetado para localizar navios de guerra dos Estados Unidos o submarino era letal: carregava 24 torpedos e uma tripulação de até 78 homens. Foi tomado pelos EUA após a Guerra fria e hoje ironicamente está atracado entre seus antigos adversarios. O filme Phanton, que conta a história dos submarinos soviéticos, acabou de ser lançado nos Eua e a maior parte dele foi gravada no interior do B-39.

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Antes de entrar no submarino você tem que fazer um teste para ver se vai passar pelas “portas”.

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Lá dentro, tudo é escrito em russo. Imaginem ter que dormir nessas camas a vários metros de profundidade??

Depois fomos pra a Ferry Berkeley, a balsa que de 1868 até 1958 fez a travessia da baía de San Francisco. Seu interior é tão grande que abriga uma completa bibblioteca sobre o assunto, o escritório do museu e ainda as exposições temporárias. No seu deck superior são realizados diversos eventos, inclusive casamentos. Imagine que charme casar numa balsa tão importante?

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Na balsa, é possível visitar a sala de máquinas.

Depois de uma pausa para o almoço – que eu vou contar no próximo post – continuamos a visita pelo museu no Uss Dolphin, mais um submarino. Construído em 1962 pelo governo americano, contrasta bastante com o B-39 em termos de tecnologia, começando pela profundidade que atinge, a maior do mundo até os dias de hoje.

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O Uss Dolphin, bem mais moderno do que o B-39. Tinha até máquina de gelo.

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As instalções eram limpas e confortáveis. Tinha até chuveiro.

Visitamos também o pequeno Yach Medea, de 1904. Construído na Europa originamelnte como uma embarcação para eventos sociais e viagens de pesca, foi usada pela marinha inglesa durante a segunda e a primeira guerra mundial.

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O Yach era luxuoso por dentro, com direito a sala de estar e jantar.

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Também é possivel percorrer todo o interior e visitar todos os comodos.

E finalmente chegamos a última e mais esperasa embarcação, o Star of India, o barco a vela mais antigo do mundo em funcionamento. A fragata foi construída em 1863 na Europa e ganhou esse nome pela quantidade de viagens que fez a India. Desde então já deu a volta ao mundo 21 vezes.

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Visto de fora, o Star of India já é lindo.

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Meu deus! Pra que tanto cabo? Imaginem a confusão.

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O navio também tem uma espécie de museu no interior. Em uma das alas é possível se vestir de imigrante e fingir estar atravessando o Atlântico em direção ao Novo Mundo.

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O Lukinhas foi um ótimo fotógrafo.

Depois de finalizarmos nossa visita ao Maritime Museum, a idéia era ir visitar o Uss Midway, o maior porta aviões aberto a visitação do mundo, uma das mais famosas e aclamadas atrações turisticas de San Diego.

Mas não dava, a gente já tinha visto muito barco para um dia e acabamos desistindo. Fomos até ele só para ter uma idéia do tamanho, do lado de fora mesmo.

Se você quiser saber mais sobre o porta aviões, acesse esse post do Mau Oscar Blog , super completo e cheio de fotos.

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A magnitude do porta aviões.

Ah! E não podia faltar a clássica foto na Uncondicional Surrender, a famosa escultura que retrata um marinheiro beijando cinematrograficamente uma enfermeira. A estátua, criada pelo artista Seward Johnson, foi baseda em uma foto e possui diversas versões ao redor do mundo.

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A clássica foto do beijo e depois, os meninos fazendo graça com a moça. Na última foto, a imagem que inspirou a escultura.

As três atrações ficam bem pertinho uma da outra, dá pra fazer tudo de uma vez!

A. Maritime Museum B. USS Midway C. Uncondicional Surrender


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Mais informações:

Maritime Museum – 1492, North Harbor Drive – San Diego, CA
Abre diariamente das 9am as 8pm
Ingressos: $16
Sailing Adventures: $60

 

USS Midway – 910, North Harbor Drive – San Diego, CA
Abre diariamente das 10am as 5pm
Ingressos: $19