Chasing Mavericks (Tudo por um sonho), USA, 2013, 1h56min

Dias frios fazem a gente querer ficar em casa. E não tem coisa melhor para fazer do que assistir um bom filme acompanhado de um cobertor quentinho e de um balde de pipoca.

Essa semana, em um dia como esse, zapeando a TV em busca de algo interessante, o Gui se deparou com o titulo Chasing Mavericks. Como tudo que diz respeito a Califórnia nos interessa, ele leu a sipnopse e decidimos assistir, sem muita expectativa.

E é tão bom quando somos positivamente surpreendidos, não é?

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Chasing Mavericks – com o título em português Tudo por um Sonho (?) – conta a história verídica do surfista Jay Moriarity que no final dos anos 80, aos 15 anos, descobre Mavericks, uma onda gigante que fica a poucos minutos da sua casa em Santa Cruz. Com a ajuda do vizinho e veterano Frosty Hesson – interpretado por Gerard ButlerJay vai atrás do sonho de encarar e surfar o pico, que na época não passava de uma lenda.

A história é envolvente, Jay é carismático e logo já estamos torcendo para que ele consquiste seu objetivo.  A relação dele com Frosty cresce durante a trama e se trasforma em uma linda amizade, que toca o espectador. Há ainda a relação de sintonia do surfista com o mar – que para mim, uma surfista, é algo indescritivel e mágico – e que consegue ser passada de uma maneira real e significativa.

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As cenas de paisagem e surf são lindas e mostram além de Mavericks outros picos da area, como Steamer’s Lane.

Cenas dos bastidores.

Cenas dos bastidores.

O verdadeiro Frosty, acompanhou de perto as gravações.

O verdadeiro Frosty acompanhou de perto as gravações.

Tudo por um Sonho está disponivel nas locadoras, no Telecine Play e na programação do Telecine Pipoca desse mês.

Se você ama a Califórnia ou curte surf ou ainda está atrás de boas emoções, aproveite o feriado para conhecer essa história. Nós adoramos e ficamos ainda mais apaixonados por Santa Cruz, pelo oceano e pelo  #LiveLikeJay – que você vai entender melhor depois que assistir o filme.

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Curiosidades:

– Gerard Butler quase se afogou durante as filmagens, quando uma onda de 20 pés quebrou em cima dele, em Mavericks.

– Durante as filmagens em Mavericks, seis cameras do modelo Red Epics  – que custam cerca de R$35 mil cada – foram perdidas.

– Há uma versão literária da história. O livro Chasing Mavericks, escrito por Christine Peymani, está disponível na Amazon e custa $10.

 

 

O que faltou fazer em Half Moon Bay

Sempre ao deixar uma cidade tiveram coisas que a gente gostaria de ter feito e não fez. Se foi por falta de tempo ou por que as condições não eram as mais favoráveis não importa. O importante é ter um motivo para voltar.

Por isso pra toda cidade que a gente passar vai ter um post sobre o que faltou fazer.

Half Moon Bay foi incrivelmente bacana e a gente voltaria pra lá com certeza. Mas voltaríamos no inverno, por que como eu já falei aqui inúmeras vezes é nessa estação do ano que alguém aperta o botãozinho “Mavericks ON” e Mavericks era o nosso principal objetivo na cidade.

Vamos a nossa lista de “o que faltou fazer em HMB” então:

1.Mavericks: estou até parecendo redundante, mas ver Mavericks funcionando é o sonho de qualquer surfista. Pode ser para surfar – para os corajosos – ou só para olhar – para os não tão experientes assim.

Jeff Clark desafia as ondas gigantes de Mavericks desde 1975.

2. Whale Watching: do Pillar Point Harbor partem vários passeios que levam os turistas para uma volta pelo Pacífico com direito a conhecer as baleias que habitam a região. Mas isso só de novembro a março. Com certeza é um motivo para voltar.

Baleia vista na região de Half Moon Bay no mês de março.

Mais informações: Rip Tide – http://www.riptide.net/

3. Creekside Smokehouse: A casa é especializada em defumados e falam que o salmão defumado daqui é coisa de outro mundo. Além disso, tem também outros frutos do mar, queijos e manteigas. O lugar fecha as segundas feiras e a gente se esqueceu desse detalhe, portanto ficou pra próxima.

Salada de Salmão defumado: dizem ser inesquecível.

Mais informações: http://www.creeksidesmokehouse.com/

280 Ave. Alhambra – Fecha as segundas.

E então? Acho que mais um fim de semana pela cidade não seria nada mal né?

No próximo post: O roteiro resumido de HMB

Half Moon Bay Kayak Co.

A Half Moon Bay Kayak Co. fica dentro do Pillar Point Harbor em uma prainha abrigada.

Eles oferecem aulas e tours bem bacanas de Kayak pela região, incluindo tours no pôr do sol e noturnos (eu quero!), tours até a Golden Gate (quero também) e até aulas de como surfar de Kayak.

Optamos pelo tour mais simples – pelo Pillar Point Harbor mesmo – que saiu as 11 da manhã. O tour durou cerca de três horas, incluia o aluguel do Kayak, roupa de borracha e jaquetas impermeáveis e custou $65,00 por pessoa. Valeu cada centavo.

Infelizmente não levamos a camera junto, por que as chances do kayak virar existiam e ninguém queria afundar com a camera novinha em mãos né?

O tour começou com um treinamento de como dirigir o Kayak e como agir caso ele virasse. O nosso guia Scott, era super simpático  assim como o outro casal que saiu com a gente, o que com certeza contribui para o passeio ser super bacana.

Nosso trajeto.

Primeiramente passamos por dentro da Marina, podendo ver mais de perto as embarcações e ouvindo histórias sobre algumas delas do Scott, que nasceu e cresceu na cidade. Saímos da região abrigada e passamos por algumas praias. Avistamos um cardume gigante de arraias e aí que eu não queria nem pensar mesmo na possibilidade do Kayak virar. Paramos na praia mais próxima de Mavericks, descemos um pouco do Kayak para esticar as pernas e Scott contou pra gente um pouco das histórias das ondas e infelizmente  da morte recente do surfista havaino que havia acontecido a apenas tres meses. Existe uma espécie de monumento de pedras, erguido em homenagem aos surfistas mortos nas ondas nesse local.

De volta aos Kayaks seguimos em direção a praia de Miramar e como estavamos seguros Scott levou a gente até bem perto da praia aonde a ondulação entrava com um pouco mais de força e deu até pra dar uma surfadinha. Fomos voltando contornando o paredão e estávamos de volta a marina.

Miamar Beach.

A lojinha da HMB Kayak CO.

O simpático Milk, labrador do nosso Guia e que nos recepcionou.

Famintos e felizes saimos com direção ao porto, para almoçar! Conto tudo no próximo post!

Where’s Sancho – Mavericks

Pietro L.França, gaúcho de nascimento e do mundo por vocação, é um dos destaques da atualidade quando o  assunto são os Film Makers de surf brasileiros. Aos 19 anos, deixou a praia do Santinho em Floripa e foi se aventurar pelas ondas da Austrália e Indonésia. Se apaixonou pelas ondas tubulares o que o levou a Hossegor, na França, lugar que escolheu para morar a alguns anos.

Pietro já lançou vários curtas e atualmente se dedica a um projeto intitulado “Where’s Sancho?” em parceria com o surfista francês Benjamin Sanchis. Os filmes trazem subjetividade e beleza que só mesmo um surfista de alma poderia transmitir. As imagens em câmera lenta e as músicas escolhidas a dedo passam aquela sensação de paz que só quem já pegou uma onda pode explicar. A série já passou por Mônaco, Teahopu, Bali, Portugal e pela Califórnia.

E é aí que ele entra na nossa história: Pietro produziu um dos mais comentados vídeos de Mavericks da última temporada em parceria com surfistas de peso que incluíam além de Benjamin, o “protagonista” da série, Dane Reynolds, Shane Dorien e Greg Long.

http://vimeo.com/39566939

Isaaaaa, como ele mesmo diria! Para ver e rever!

E já que estamos falando de Pietro vou aproveitar pra postar um filme dele em que os destaques não são surfistas famosos nem ondas perfeitas e sim meu afilhado lindo com seu irmão e primos. Não tem jeito, esse vai ser eternamente meu filme preferido.  Valeu Pietro!

http://vimeo.com/43897050

Para ver mais vídeos acesse o perfil dele no vimeo!

Curta a página de Pietro l.França no Facebook: https://www.facebook.com/Pietrol.franca

MAVERICKS: o nosso sonho não realizado em Half Moon Bay

Quando escolhemos HMB para fazer parte da nossa viagem, o motivo principal foi o de a cidade abrigar um dos melhores e maiores picos de surf do mundo: Mavericks. Infelizmente e principalmente por estarmos no meio do verão não vimos Mavericks funcionando e meio que já esperávamos por isso. Ok, a cidade é incrível e nós fizemos outras coisas bem bacanas, mas o post de hoje vai ser sobre esse lugar icônico e com o qual ainda sonhamos.

Localização: Mavericks está precisamente localizado a duas milhas da costa no Pillar Point Harbor, ao norte de Half Moon Bay, no vilarejo de Princenton-by-the-Sea.

Mavericks, ao norte de HMB.

História: Em março de 1958 Alex Matienzo, Jim Thompson, and Dick Notmeyer – humanos e surfistas – e Maverick – cachorro e pastor alemão – decidiram testar as grandes e distantes ondas de Pillar Point Harbor. Maverick, o cão, foi o único que conseguiu cumprir o desafio, fazendo com que os três pioneiros do surf batizassem o pico – que eles concluíram ser muito perigoso para meros mortais – com esse nome. Até que em 1975 o local Jeff Clark olhou para as ondas e pensou “Por que não?”. As ondas gigantes foram pelos próximos 15 anos o parque de diversões privado de Jeff e ninguém parecia acreditar que uma onda gigante, do tamanho daquelas do Havaí, poderia residir na costa norte da Califórnia. Até que em 1990 a Surfer Magazine publicou uma foto do pico. Logo, o que não passava de um mero boato, virou destino obrigatório para qualquer surfista.

Desde 1975 até hoje Jeff Clark desafia as ondas gigantes.

Em Pillar Point tem uma surf shop com o nome dele, cheia de camisetas bacanas.

O que faz essa onda tão única, intimidante e gigante: A resposta está abaixo da superfície. Devido a topografia acidentada do recife rochoso em Mavericks a energia das ondas que vem do oeste interage com o fundo e rapidamente se converge em altura. Cientistas americanos já estudaram bastante o local e apresentam mapas bem detalhados do fundo. Se você quiser saber mais acesse http://maverickssurf.com/wave/geog.php. Lá tem até uma animação que mostra o porquê do tamanho monumental. (Atualizando: infelizmente o site saiu do ar).

Mavericks está dentro do retângulo preto.As áreas vermelhas representam os lugares mais rasos, enquanto as azuis, os mais profundos.

O Concurso: Em 1999, aconteceu a primeira competição em Mavericks, sob a direção da Quicksilver. A vitória de Darryl “Flea” Virostko, de Santa Cruz, representou a transformação de Mavericks, um point conhecido por poucos em Mavericks, um fenômeno internacional. O Mavericks Surf Contest® é agora um evento anual – sempre que as condições permitem – e serve como tributo para todos aqueles que desafiaram os limites do potencial humano, como Mark Foo, que desapareceu em 1994, após dropar uma onda de 18 pés. Em março de 2011, apenas 4 meses antes da nossa visita, outro surfista havaiano, Sion Milosky também morreu surfando por lá.

Quando ir: Nos meses de inverno, entre novembro e março. Mas é bem imprevisível, portanto acompanhe o swell se você quer ter mesmo certeza de presenciar esse espetáculo.

Como surfar: De tow in, somente com quem conhece muito bem o lugar e se você for um surfista muito experiente e cheio de coragem.

Quem encara?

Como assistir o espetáculo: Há alguns pontos em terra aonde dá pra enxergar o que acontece lá e durante o concurso, alguns telões são espalhados pela cidade. Mas se você veio até aqui, faça direito, e pegue um dos tours que levam de barco até o pico. Em dias de concurso, as vagas são bem concorridas e dá para fazer a reserva com bastante antecedência, mesmo sem saber a data exata, com a promessa de que você será avisado com um dia de antecedência – só para quem mora lá né! Mas em dias normais, há tours de duas horas que combinam a visita ao pico com observação de baleias a partir de $75.

Mais informações:

http://www.mavericksboatcharters.com/

http://www.riptide.net/

http://maverickssurf.com/