As outras possibilidades do Big Sur: Trilhas e Point Sur Light Station

Além das praias, o Big Sur é repleto de trilhas que levam a elas e também a cachoeiras e a lugares com vistas deslumbrantes. Tudo é muito organizado, já que a maioria delas está dentro de reservas ambientais, geridas pela Califórnia State Parks – vamos fazer um post depois sobre o departamento.

São quase 20 e pra gente, que não fez nenhuma delas, listar todas, ou mesmo escolher algumas não seria uma tarefa fácil.

Por isso vamos indicar aqui um site super bacana, porém em inglês – nada que um Google Translate não resolva. O “Hiking In Big Sur” dá detalhes sobre cada trilha como distância, tempo do percurso, nível de inclinação, como chegar e mostra mapas e fotos. Pesquise um pouco no Google Maps e você vai virar quase um expert.

As trilhas do Big Sur são lindas!

Outra dica bacana é conhecer  o “Point Sur Light House” a 19 milhas de Carmel. O farol foi construído em 1889 e fica 361 pés acima do nível do mar em uma pedra vulcânica. Há tours guiados pelo lugar que duram cerca de 3 horas e percorrem cerca de meia milha.

A pedra aonde fica o farol; a vista de cima e o edificio visto mais de perto.

Alem de tudo que a gente contou aqui, o Big Sur ainda tem restaurantes, galerias de arte e vários eventos como shows que ocorrem em datas especificas. Agora deu pra entender por que ficamos com essa sensação de só ter passado por lá?

Acima foto do Big Sur fashion Show, em 2010, que mostrava roupas feitas de materias reciclaveis e feitas a mão. Em baixo, show surpresa do Red Hot Chili Peppers ano passado em uma livraria local.

Chegou a hora de seguir em frente e a nossa visita ao Hearst Castle é o que eu vou contar nos próximos posts.

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

Santa Cruz Surf City: Steamer Lane

Nosso segundo dia em Santa Cruz começou bem cedinho, afinal estávamos ávidos para conhecer os picos de surf do lugar aonde tudo começou na Califórnia. Disputando o título Surf City, USA  com Huntington Beach – que legalmente detém os direitos do nome – a cidade respira a história do surf.

As primeiras ondas surfadas no continente americano foram percorridas em Santa Cruz pelos irmãos Jonah, David, e Edward Kawananakoa em 1885, príncipes havaianos que estavam passando férias na costa do pacifico. Desde então a cidade tomou o esporte e o modo de vida dos surfistas como um estilo e nunca mais foi a mesma.

Homenagem a família havaiana que levou o surf a Santa Cruz.

Em 2009 a cidade foi eleita pela Surfer magazine como a melhor Surf Town dos Estados Unidos e um artigo bem legal conta o porque disso: http://www.surfermag.com/features/best-surf-towns-no-1/.

Steamer Lane é o pico mais clássico e foi lá que escolhemos como nossa primeira parada. As ondas rolam  próximas aos cliffs que servem quase de arquibancada para expectadores. Infelizmente – e para variar – estava bem flat.

Mapa de localização.

O mar de manhã estava bem flat, só um corajoso encarou a água gelada pra ficar lá boiando.

Não tinha lugar melhor para se instalar o Surfing Museum – um farol bem acima do pico – mas que infelizmente também estava fechado – não estávamos com sorte nesse dia rsrsrs. Restou-nos então ir embora e tentar voltar mais tarde pra ver se rolava alguma coisa.

Surfing Museum.

No meio da tarde as ondas estavam um pouquinho maiores e alguns surfistas com Longboards e Sups se divertiam. O pico é mesmo bem interessante e quando o swell entra deve ser um ótimo lugar para conseguir boas fotos e filmagens. As direitas parecem ser relativamente fáceis, meio gordinhas e longas. O único porém é que a água é congelante, além é claro do local estar dentro do Red Triangle, zona repleta de tubarões brancos. Mas pela quantidade de pessoas que entram na água, acredito que a cadeia alimentar deva ser bem regulada e que eles não atacam humanos normalmente.

No meio da tarde as ondas aumentaram um pouquinho.

Alguns dias depois da nossa passagem um pequeno swell entrou e eu achei esse vídeo no You tube que mostra um pouco do potencial do pico.

http://youtu.be/Q9HzCz6KHWA

Esse outro vídeo, filmado com uma Go Pro dá uma noção de como é estar lá dentro.

http://youtu.be/op17x6SxqWU

Já esse dá uma idéia do que pode rolar quando o swell entra de verdade. Quem encara?

http://youtu.be/mhUOv5Pd1yc

Independente do tamanho das ondas – lembrando que no inverno os swells são mais constantes e a probabilidade de você ver o pico funcionando é maior – Steamer Lane vale a visita pela história. Se você é surfista e vai pra Califa tem que visitar o lugar onde tudo começou né?

A história está por toda a parte: homenagem a alguns surfistas que já se foram e as regras no mar.

Estatua em homenagem aos surfistas havaianos.

De preferência não vá as terças-feiras, para conseguir visitar o Museu que de fora já é uma graça.

Você encontra a previsão das ondas aqui: http://www.surfline.com/surf-report/steamer-lane_4188/

No próximo post: Mission santa cruz – mais um pedacinho da história da Califórnia

De Half Moon Bay a Santa Cruz

O caminho entre Half Moon Bay e Santa Cruz é lindo. A partir desse trecho começamos a nos deparar com paisagens maravilhosas e o Oceano Pacifico com seu azul sem igual passou a ser nosso companheiro inseparável.

Além do oceano, as plantações também estão por toda parte e dão um ar diferente a paisagem.

Levamos cerca de 1 hora e meia – com as paradas – para percorrer o trecho. Direto acredito que leve cerca de 1 hora. Mas venhamos e convenhamos, uma “Road trip” é feita desses momentos que na nossa opinião devem ser curtidos ao máximo.

Nossa primeira parada foi no Pigeon Point Lighthouse, o farol mais alto da costa oeste, construído em 1871.

O  Pigeon Point Lighthouse é lindo de morrer e funciona como um parque estadual.

Adoramos!

Ventando pouco!

Placa indicando perigo de Tsunami!! / Barril fofo / Na casinha do farol funciona um museu que conta toda a sua história.

No local funciona um hostel e ficamos com muita vontade de se hospedar por ali. Deve ser muito legal passar a noite no farol ao som das ondas.

Que delícia passar a noite no farol!

Dica: se você estiver por aqui e bater aquela fome de uma passadinha em Pescadero – 8km ao norte do farol –  para se deliciar na Duarte’s Tavern – 202 Stage Road. Dizem que o caldo de alcachofras do lugar é incrível,  me dá água na boca só de pensar!!

Quase chegando em Santa Cruz resolvemos fazer mais uma parada: vários Kitesurfs no céu chamaram nossa atenção.

A praia se chama Waddell Creek, fica 12 milhas ao norte de Santa Cruz e é um dos principais points de Kite wave da região. Os ventos rolam o ano todo, mas é de abril a outubro que a prática é mais comum. Se você topar encarar a água congelante fique sabendo que o pico fica dentro do Red Triangle, a área da Califórnia com mais concentração de mamíferos como leões marinhos e lontras. Com alimentação abundante é aqui que os tubarões brancos se concentram também. Vai encarar?

Kites Bombando!

No próximo Post: Nossa CASA em Santa Cruz! Sim, CASA!