Carta de Amor à Fernando de Noronha

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Recife, 04/11/14 – 17:02, hora local

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Após sete dias no paraíso estou nesse momento regressando a minha cidade natal, São Paulo.  A sensação é de um aperto no peito. Estou sem chão, sem ar e sinto como se não fosse mais conseguir viver sem estar ali. A ideia de não saber quando voltarei a vê-lo, senti-lo é devastadora e os pensamentos só giram em torno de um possível retorno.

Pois é, me apaixonei louca e compulsivamente por Fernando de Noronha!

Nunca vi tanta beleza em tão pequeno território, tão natural, tão selvagem e preservada. Para cada canto que se olha, cada lugar novo que se vai a sensação é de estar vivendo um devaneio. Conheci tantas paisagens e lugares surreias que a cada manhã a sensação era de que o dia anterior tinha sido um sonho dos bons.

Da suite mais cara no hotel mais luxuoso da ilha à simplicidade de uma pousada domiciliar; da barraca da Regina em um domingo no Porto ao lado dos Ilhéus ao farto festival gastronômico ao lado das celebridades; da superfície do oceano nas ondas tubulares da cacimba as profundezas da caverna da sapata em uma imensidão azul anil. Não houve um momento que não considero inesquecível.

Volto uma pessoa diferente. Primeiramente impressionada com a destreza do Criador. E em consequência muito decepcionada com o poder de destruição do homem. Levei menos de dois dias para entender e mudar dentro de mim algumas atitudes simples, mas essenciais para a preservação de lugares como esse. Essa consciência que já existia dentro de mim tomou forma e força em Noronha. Estar em uma joia lapidada no meio do oceano, com apenas 17 km quadrados me deu  ideia concreta de como a manutenção do Planeta está em nossas mãos. Lixo, poluição, escassez de reservas de água potável, urbanização e seus impactos: com pequenas ações podemos minimizar e muito esses problemas . Aprendi a tomar banhos mais rápidos, usar menos louça e lavar menos roupa para economizar água. Me doía toda vez que jogava algo no lixo e passei a apoiar a campanha para a extinção das garrafas Pets de água de 500 ml. Mas sobretudo entendi que precisamos de muito pouco para sermos felizes.

Obrigada Deus por ter criado Fernando de Noronha! Eu amo você!

Eu amo Noronha!

Como planejar sua viagem para a Califórnia em 10 passos

Uma das minhas partes preferidas em uma viagem começa muito antes da chegada ao aeroporto. O planejamento é o momento aonde descobrimos os lugares maravilhosos que iremos visitar e criamos o desejo e expectativa que irá permear todo o momento mágico e inesquecível que é viajar.

Se você está lendo esse blog é muito provável que você esteja vivendo essa fase. Começando pela escolha do destino, passando pela compra de passagens e reserva de hotéis, até a escolha dos passeios e lugares que você vai visitar, o planejamento é, ao menos para mim, fator determinante no sucesso e aproveitamento da viagem.

Não estou dizendo que isso precisa virar uma obsessão e que você deve planejar tudo hora a hora, mas o mínimo de programação e conhecimento sobre o lugar otmiza o tempo, evita gastos desnecessários, perrengues, estresses e decisões de última hora. Esse planejamento já foi motivo de muita discussão aqui em casa, mas depois da segunda vez, o Gui se convenceu que as viagens ficaram bem mais legais e proveitosas assim.

Segue abaixo minhas dicas para como planejar sua viagem para Califórnia em 10 passos, baseada nas perguntas mais freqüentes que recebo por aqui.

1. Decida quantos dias vai durar sua viagem

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Vamos partir do principio que quanto mais dias melhor, mas a realidade as vezes não condiz com a nossa vontade. Se você tem até 5 dias de viagem, se restrinja a uma região  – San Francisco, Los Angeles, San Diego ou Las Vegas. Se você tem de 7 a 10 dias dá para combinar duas regiões próximas  – San Francisco e litoral até o Big Sur, Los Angeles e Las Vegas, San Diego e O.C., Los Angeles e O.C., Los Angeles e San Diego. Entre 10 e 15 dias dá para fazer uma boa parte da costa, como o trajeto de San Francisco a Los Angeles, mas eu ainda acho que fica apertado descer até San Diego. Com mais dias que isso dá pra conhecer de tudo um pouco e o trabalho vai ser só decidir quantos dias passar em cada lugar.

2. Compre as passagens de avião pensando no seu roteiro

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A California é um estado grande e quando você decide fazer uma viagem para lá tem que ter uma coisa em mente: não é como ir para Nova Iorque que você chega e vai embora pelo mesmo aeroporto. Se você pretende ir para SF, LA e LV e comprar passagens de ida e volta para LA, vai gastar bastante tempo e dinheiro tendo que “voltar” a cidade de origem. O ideal é chegar numa ponta do seu trajeto e ir embora pela cidade final. Se você pretende percorrer a HWY 1, a minha dica é chegar pela cidade mais ao norte -normalmente SF – e ir embora pela cidade mais ao sul – que de maneira geral é San Diego, mas vai depender do seu roteiro. Isso porque se você descer a costa, vai ter o Oceano Pacifico do seu lado na estrada e isso além de proporcionar uma melhor visão, facilita bastante na hora das paradas. Se você pretende ir também para Las Vegas, precisa decidir se vai fazer isso no começo ou no fim da viagem – não é muito inteligente sair da California, ir para Vegas – que diga-se de passagem fica em outro estado – e voltar para California de novo.

3. Decida quais cidades vai visitar e quantos dias vai passar em cada uma delas

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Agora que você já sabe quantos dias tem para viajar e por onde vai chegar e partir falta decidir quais cidades vai conhecer. É nesse ponto que entra o SEU planejamento, extremamente pessoal e único. Recebo muitas perguntas referentes a esse tópico e sempre dou a mesma resposta: “Essa decisão só cabe a você.” Porém não é uma decisão fácil. Primeiro você precisa pesquisar quais são essas cidades e o que há de interessante para se fazer em cada uma delas – eu tinha um caderninho divido por regiões (San Francisco e arredores, Monterrey e Carmel, Big Sur, Santa Barbara, Los Angeles, OC, San Diego e Las Vegas) aonde eu anotava cada informação interessante que eu achava. De modo geral, recomendo entre 3 e 5 dias para as cidades maiores – SF, LA, SD e LV – e o restante vai do interesse de cada um.

4. Conheça o mapa da Califórnia

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Você precisa conhecer o mapa da California para planejar com excelência a viagem – no próximo post vou dar dicas de como usar o Google Maps. Não tem como planejar uma Road Trip se você não sabe a localização dos lugares que deseja parar, ou quanto tempo demora para ir de uma cidade para outra. Passe umas duas horas olhando para o mapa que você vai ver como fica mais fácil. San Francisco, Half Moon Bay, Santa Cruz, Monterrey, Carmel, Big Sur, San Simeon, San Luis Obispo, Santa Barbara, Ventura, Morro Bay, Los Angeles, O.C. (Anaheim (Disney), Huntington Beach, Newport Beach, Laguna Beach, San Clemente (Trestles)), San Diego: essa é a ordem das cidades de norte a sul. Mas você precisa saber mais do que isso para montar o roteiro.

5. Reserve os hotéis

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Muitas pessoas me perguntam se reservamos nossos hotéis com antecedência ou se deixamos para decidir lá e fazer uma viagem mais livre. Ficamos com essa dúvida também e acabamos optando pela primeira opção. Acho que reservar os hotéis com antecedência garante opções com melhor custo beneficio, além da economia de tempo durante a viagem. E tempo na viagem é o nosso bem mais precioso. Quem já ouviu alguém falar “Dormir? Não, dormir em dólar é muito caro!” ? O mesmo fale para tomar decisões e procurar hotéis. Atualmente existem centenas de opções para efetuar as reservas: agencias on-line, o Trip Advisor com centenas de reviews, o Air BNB aonde você pode alugar quartos e apartamentos inteiros, além dos sites dos próprios hotéis – a melhor opção para finalizar suas reservas sempre que possível, já que contam com mais flexibilidade nos preços, datas e escolha do quarto.

6. Pesquise por restaurantes

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Como disse em um dos tópicos acima, criei um caderno, dividido por regiões, aonde eu anotava todas as informações bacanas que conseguia, e isso incluía os restaurantes. Depois que você já sabe a região que irá se hospedar é legal pesquisar por restaurantes próximos. Seu hotel serve Café da manhã? Se não, procure opções pela região. Anote opções de almoço próximo aos pontos que você pretende visitar e também restaurantes bacanas para o jantar. É sempre bom já ter essas cartas na manga na hora de decidir aonde ir. Se quer visitar restaurantes concorridos, baixe o app do Open Table no celular e se programe para fazer a reserva com pelo menos um dia de antecedência, assim você não amarra sua programação.

 

7. Faça uma lista com os pontos de interesse e passeios

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Nessa fase do planejamento você já tem quase tudo decidido e chegou a hora de curtir. Pesquise os lugares que você gostaria de visitar e reserve os passeios mais concorridos – como shows em Las Vegas e o tour de Alcatraz em SF. Veja quais os possíveis Outlets a serem visitados e imprima os cupons de descontos disponíveis nos sites. Monte seu roteiro dia a dia e tenha em mente que não é preciso segui-lo minuciosamente durante a viagem, mas é muito bom acordar e já ter idéia do que fazer. Lembre-se de agrupar os passeios por região: se você vai para o bairro x, tente fazer o que há por lá de uma só vez.

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8. Decida como você vai se locomover por cada cidade

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Em San Francisco por exemplo, não vale a pena alugar um carro, pois o transporte público é excelente e os estacionamentos muito caros. Em Los Angeles, é praticamente impossível ficar sem carro. Depois de pesquisar e decidir quais serão suas opções reserve o carro e os shuttles.

9. Pesquise os itinerários e trajetos

Depois de decidir como se locomover em cada cidade é hora pesquisar os itinerários e trajetos. Se a opção for transporte público, pesquise se é melhor ir de ônibus, metro, taxi. Anote cada informação como o ponto, a linha e o tempo de viagem estimado. No caso de aluguel de carro, fique mais tranqüilo, já que o GPS vai fazer o trabalho. Porém, de uma olhada no trajeto, tempo de viagem e no caso das viagens mais longas, como a da costa, qual a melhor opção de trajeto. Se você quer ir de San Francisco direto pra Santa Barbara por exemplo e colocar isso no GPS, ele ira te mostrar o caminho pela I-5, e você vai perder todo o Big Sur e as paissagens lindas das praias. Você tem que armar uma estratégia para “enganar”seu GPS e fazer o trajeto que você quer e é mais interessante.


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10. Monte o seu próprio Guia

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Com todas as informações já coletadas, monte um livrinho com o seu roteiro final. Nele coloque informações dos vôos, reservas de hotéis e alugueis de carro. Monte o roteiro dia a dia, separe os pontos de interesse e restaurantes por cidade ou região. Anote as opções de itinerários do transporte público para cada lugar e dicas de como programar o GPS para cada trajeto. Imprima seu guia num formato reduzido, de maneira que fique fácil você carrega-lo pra cima e pra baixo, anexe os cupons de descontos e vouchers a ele.

BOA PLANEJAMENTO e BOA VIAGEM!

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Kitesurf: a gente quer velejar também – Surf na Taíba

O objetivo principal da viagem era o Kitesurf, mas se o pico tivesse umas ondinhas não seria nada mal. E na Taíba tem. Se você der sorte pode se deparar com ótimas condições – o que eu já adianto, não foi o nosso caso – e pegar ondas realmente boas.  Os  dois picos principais – Morro do Chapéu e Taibinha – costumam ser palco de competições amadoras e profissionais e deixam os cearences orgulhosos da sua terra.

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Taíba tem potencial para o surf e é palco de diversos campeonatos.

O Morro do Chapéu fica no canto direito, bem em frente ao Taíba Beach Resort, onde estávamos hospedado.

As ondas quebram em cima de uma bancada de corais – é bom tomar cuidado na hora da vaca –  e ficam melhores na maré baixa. Se estiver ventando – o que acontce 99% do tempo – a melhor opção é surfar bem cedo ou no fim da tarde quando o vento está mais fraco, pois apesar de ser terral pode dar uma segurada nas ondas.  Nós não pegamos um bom swell, e as ondas estavam bem pequenas, mas o pico tem potencial para receber ondulações de até um metro e meio e proporcionar um bom surf para quem der sorte.

O Waves tem uma câmera ao vivo que mostra as condições do mar.

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Lívia e Mau: primeiro em ondas separadas e depois quase trombando e atropelando a Janine.

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Caru e Gui Saindo do mar. Janine em uma das muitas ondas do dia.

Taibinha fica no meio da praia. As ondas também quebram numa bancada de corais e funcionam melhor do que o Morro do Chapéu na maré cheia. O pico é ótimo para prática de Kitewave pois além das boas ondas, a direção do vento em relação à praia é excelente.

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Os meninos até tentaram fazer um Kitewave, mas as condições realmente não ajudaram.

Nossa rotina durante a semana que passamos lá era surf de manhã e kitesurf depois do meio dia. Quando a gente volta pra lá mesmo?

*** Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos autorais de alguma das imagens e deseja que ela seja creditada ou retirada por favor contate-nos.

Fim?

resumo

752 dias se passaram desde que nós embarcamos com destino a um sonho. Houveram outras viagens antes, vieram outras muitas depois.Todas com ínicio, meio e fim. Fim esse, com certeza, indesejado por qualquer viajante que gostaria de ter o poder de prorroga-lo ao máximo.

A partir do dia que criamos esse blog, conquistamos esse poder. Sentimos que desde daquele dia 8 de agosto de 2011 nunca mais fomos embora da Califórnia. Escrever cada relato, escolher cada foto, pesquisar por mais informações, relembrar os momentos, ler os comentários de vocês e compartilhar das suas viagens. Tudo isso nos proporcionou uma viagem sem fim.

O blog hoje finaliza uma etapa muito importante e nos sentimos muito vitoriosos por termos chegado até aqui. Quando iniciamos esse projeto, não sabíamos até onde iríamos, qual seria o retorno e a aceitação dos leitores – ou mesmo se teríamos algum. Somos eternamente gratos a cada um de vocês por esse presente.

Poderíamos parar por aqui, mas quem disse que queremos voltar?

Por isso, informo a vocês que apesar de termos concluído nosso grande objetivo – relatar nossa viagem – o blog  e nossa ‘viagem’ vão continuar. Claro que de uma forma diferente, pelo menos até que a gente vá até lá de novo.

Nós amamos a Califórnia e temos muito para compartilhar com vocês ainda.

Vamos tirar “férias” até o início do ano que vem para que possamos preparar essa nova etapa e voltar com força total e cheios de novidades.

Enquanto isso continuaremos a responder aos comentários.

31 dias de viagem.
1 casamento.
Muitos momentos inesquecíveis.
2 anos de blog.
167 post.
65.130 palavras.
200.000 acessos.
392 comentários.
Um amor sem igual por um lugar.
Uma viagem infinita.

 

Obrigada a cada um de vocês. Nos vemos em breve,

Caru e Gui

O que faltou fazer em Las Vegas

Pra mim Las Vegas é uma daquelas cidades da qual você nunca se cansa, se tiver dinheiro e uma boa companhia.

Como já disse aqui, as opções de entretenimento – restaurantes, shows e etc – são infinitas e fazer a combinação de compras + relax na piscina ou cassino + jantar em restaurante estrelado + show incrível é possível por dias a fio.

Algumas dessas opções são essenciais e nós acabamos deixando muito coisa de lado por causa do casamento. Não quis comprar shows com antecedência, nem fazer passeios mais longos por exemplo. A lista do que faltou fazer é enorme, mas listei aqui o Top 10:

1. Assistir a um show do Cirque Di Soleil

São oito espetáculos em cartaz na cidade no total. O “O” – que dizem ser um dos mais bonitos e que acontece na água, o “Michael Jackson One” – uma homenagem ao rei do pop, o “Mystére” – criado especialmente para Las Vegas, “The Beatles Love” – que traz as famosas músicas da banda britânica, “Zumanity” – uma versão sensual e mais apimentada, “Criss Angel – Believe” – um espetáculo de ilusionismo com o famoso mágico, “Zarkana” – a mais recente das produções e “KÀ” – que mistura artes marciais, inclusive capoeira, as incríveis acrobacias.

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Difícil é escolher entre tantas opções.

Vale lembrar que mesmo sendo mais fácil conseguir ingressos do que em outros lugares, vale a pena comprar com uma certa antecedência. Nós não conseguimos comprar pra o “O”, por exemplo. Os ingressos variam de $59 a $180 dependendo do espetáculo e do setor.

Mais informações: http://www.cirquedusoleil.com/en/destinations/las-vegas/cirque-vegas-shows.aspx

 2. Ir ao Grand Canyon

Considerado umas das sete maravilhas do mundo, o canyon de 446km fica no estado do Arizona. Há muitas maneiras de se chegar até ele partindo de Las Vegas, mas sem dúvida a mais inesquecível – e também a mais cara – é de helicóptero. Existem vários pacotes que podem incluir pouso com direito a parada para um picnic com champanhe, ida a Sky Walk – uma passarela de vidro localizada dentro de uma reserve indígena, passeio de barco pelo Colorado River, traslado em limousine e até mesmo uma pernoite em uma típica cabana indígena. Os preços variam entre $250 e $650.

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Se o seu bolso não estiver cheio você pode ir de ônibus – o trajeto demora cerca de quarto horas – e passar o dia por lá por $70. Uma outra boa opção para quem tem mais tempo é ir com o próprio carro e passar a noite em uma das pousadas do parque. Essa opção permite que você conheça melhor o lugar e faça algumas das lindas trilhas.

Mais informações sobre os pacotes: http://www.alllasvegastours.com/grand-canyon-tours/c-952?sortBy=4

3. Conhecer Las Vegas Downtow e a Freemont Street

Eu sempre me interessei por Las Vegas e sua história – cheguei até a estudar como a arquitetura é usada para persuadir os visitantes – e por isso visitar o lugar onde tudo começou era primordial. Infelizmente não deu tempo. Mas se você é como eu e deseja conhecer um pouco da história da cidade não deixe de ir a Downtown.

Hotéis como o Golden Nugget, construído em 1946, se espalham pela Freemont Street, que abrigava os principais hotéis e casinos antes da Strip surgir. O lugar é um paraíso para quem gosta de neons e luzes ao estilo vintage.

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Em 2004 uma grande tela foi construída acima do boulevard e faz parte hoje do Freemont Street Experience, que une as imagens a músicas e sons.

Um pedacinho da cidade diferente do que a gente costuma ver por aí.

Mais informações:

Hotéis:http://www.lasvegas.com/hotels/downtown/

História: http://en.wikipedia.org/wiki/Downtown_Las_Vegas

Freemont Street Experience: http://www.vegasexperience.com/

4. Participar de uma Pool Party

De maio a setembro as piscinas de muitos hotéis de Las Vegas se transformam. Deixam de ser simples piscinas para abrigarem festas diurnas com muita gente bonita, pouca roupa e muita música. O conceito já é conhecido aqui no Brasil atualmente, mas Vegas é Vegas não é mesmo? Existem coisas que você só vai ver por lá e por isso acho o programa no minimo interessante, mesmo para casais! Só não vale ser ciumento(a), por que com tantos corpos sarados passando fica difícil não dar uma olhadinha!

pool party vegas

Mais informações: http://www.vegaspoolparties.co.uk/

5. Assistir a um dos Shows de Mágica

Atualmente a cidade possui mais de dez shows de mágica em cartaz e eles vão dos mais básicos aos mais surpreendentes. Mas o que importa é que alguns dos ilusionistas mais conhecidos do mundo, como Criss Angel e David Copperfield, estão sempre se apresentando por lá. Os valores dos ingressos vão de $20 a $90.

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Mais informações: http://www.vegas.com/mytrip/app/Products/show?5&searchCat=Genre:genre+-+Magic

6. Assistir ao Show de alguma Diva

Celine Dion, Sher, Shania Twain  e outras divas estão sempre se apresentando na cidade e sua visita é uma ótima oportunidade para assistir a um show incrível em um lugar pequeno e super confortável. Os preços podem ser bem bacanas e é sempre bom acompanhar a programação para as datas da sua viagem.

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Mais informações: http://www.ticketmaster.com/lasvegas

7. Perder – ou com sorte ganhar – alguns dólares no cassino

Gente, como alguém pode ir pra Las Vegas e não arriscar sequer $1 em algum cassino? Nós conseguimos realizar essa façanha e olha que eu amoooo um jogo. Por isso jogar na roleta, no Black Jack e nos caça níqueis – o pôquer acho que vai ficar pra próxima encarnação porque não conseguimos apreender ainda – está na nossa lista de motivos pra voltar! Imagine acontece como no filme “Jogo de amor em Las Vegas”?? Mas sem a parte da separação! rs

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8. Experimentar as iguarias de pelo menos um dos restaurantes de chefs consagrados

Las Vegas pode ser considerada a cidade com mais restaurantes de chefs consagrados do mundo. Lá é possível experimentar o tempero de Wolfgang Puck, Emeril Lagasse, Gordon Ramsay, Joel Robuchon, Alain Ducasse e muitos outros por preços até que não tão altos – dá pra gastar $150 por casal e comer muito bem. Eu que amo comer considero esse um motivo muito forte pra voltar.

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Mais informações: http://www.forbes.com/sites/larryolmsted/2013/06/07/vegas-celebrity-chefs-2-0-the-next-wave/

9. Ver Las Vegas de cima da torre do Stratosphere

Da altura de um prédio de mais de 100 andares, a torre do Stratosphere oferece uma das mais lindas e completas vistas da Strip. O ingresso custo $18 para os adultos, mas vai render uma foto linda – na minha opinião mais linda ainda durante a noite. Além disso lá em cima ainda existe um restaurante que gira 360° e um Bug Jump bem emocionante.

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Mais informações: http://www.stratospherehotel.com/Tower

10. Assistir ao famoso Show de águas do Bellaggio

Uma das coisas mais simples e fáceis de se ver foi ignorada por nós. Talvez por ser tão acessível, não tenhamos nos preocupado com o horário e acabamos perdendo um do clássicos de Vegas: o famosos show de águas do Bellaggio. O show acontece a cada meia hora durante o dia e de quinze em quinze minutos a noite e é de graça.

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Mais informações: http://www.bellagio.com/attractions/fountains-of-bellagio.aspx

No próximo post vocês vão ficar sabendo qual o destino do Destino Califórnia agora que nossa viagem acabou!

O retorno ao Brasil

No dia seguinte após o casamento, nós ficamos bem tranquilos e acabamos fazendo a maratona nos Buffets All you Can Eat, que eu contei aqui. Era o último dia da nossa viagem e no dia seguinte, as dez horas da manhã tínhamos que estar no aeroporto para retornar ao Brasil.

Devolvemos nosso carro na Avis do aeroporto, que na verdade fica um pouco distante do mesmo.  Por isso um dos funcionários nos levou até o embarque com as bagagens no próprio carro. Nós não tivemos que fazer nenhum pagamento a parte por isso – mas uma gorjeta é sempre vinda.


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O McCarran Internacional Airport tem um boa estrutura e não deixa você esquecer que está na terra dos casinos.

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Fizemos o Check In, despachamos as bagagens – 3 malas gigantes e um sarcófago com as pranchas – sem ter que pagar nenhum excesso. Aproveitamos o tempo restante para comprar algumas lembrancinhas Vegas Style – imãs de geladeira em formato de fichas de casino, cartas de baralho, camisetas do filme “Se beber não case” e por aí vai.

Nosso vôo foi bem tranqüilo e com menos escalas do que o da ida – fizemos Las Vegas, Whashington, São Paulo – e chegamos ao Brasil com muitos sonhos realizados na bagagem.

Mas ainda não acabou! Nos próximos posts vou passar o nosso Roteiro Resumido e O que faltou fazer em Las Vegas.

Mais informações:

Avis Rent a Car McCarran Internacional Airport 
7135 Gilespie Street
Las Vegas, NV, 89119, U S A
(1) 702-531-1500
Aberta 24 horas

 

McCarran Internacional Airport 
5757 Wayne Newton Boulevard
Las Vegas, NV 89119, United States
+1 702-261-5211

Nosso casamento em Las Vegas: sessão de fotos e presentes

Após a cerimônia, a fotógrafa nos levou para o exterior da capela para tirarmos mais fotos. Essas fotos não estavam inclusas no pacote e teríamos que comprá-las depois se quiséssemos. Ela foi bem bacana, nos orientou bem e conseguiu ângulos bem diferentes.

Essa é a pior parte do casamento em Las Vegas. Eles são extremamente mercenários quando se trata das fotos – desculpe a palavra forte mas não consigo pensar em outra. Tínhamos direito a 14  fotos impressas tiradas durante a cerimônia. Fora isso cada foto custava $4. Para comprar o CD com as fotos digitalizadas eles nos cobraram $899. Isso mesmo, você não leu errado. O CD com as fotos iria custar mais do que todo o casamento. Nós só descobrimos isso no dia seguinte, quando fomos buscar a certidão provisória e escolher as fotos inclusas no pacote. Para ser bem sincera, ficamos bem na dúvida com relação ao Cd, afinal é o dia do seu casamento, nunca mais você vai passar pela mesma experiência e o que você mais quer é ter fotos desse dia. Depois de cerca de um mês do casamento eles nos enviaram um e-mail abaixando o preço para $699, mas mesmo assim, não compramos. Por fim, optamos por só comprar aquelas que tínhamos gostado mais e acabamos escaneando-as aqui no Brasil.

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Depois da sessão de fotos eles nos levaram para uma sala para receber os presentes. Mas aí a gente se perguntou: que presentes? Presentes de quem?

Eles colocam um link durante a cerimônia que permite a quem está assistindo, comprar lembrancinhas para os noivos. Tem garrafa de champanhe, velas, pétalas de rosas, vale fotos…. Foi um momento super bacana, e receber esses presentes com as mensagens dos nossos familiares e amigos fez com que nós sentissem os todos um pouco mais perto de nós.

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Retornamos ao hotel de limousine e fomos para o quarto abrir nosso champanhe. Ligamos para nossas famílias pelo Skype e comemoramos junto com eles. Nossas páginas do Facebook estavam repletas de mensagens de carinho e aproveitamos para ler algumas.

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De lá, saímos, de noivo e noiva, para tirar algumas fotos pela cidade. Você pode contratar esse pacote com o fotógrafo, mas o preço é bem alto. Como nós tínhamos um tripé decidimos fazer por conta própria.

Nossa primeira parada foi o icônico “Welcome to fabolous Las Vegas” sign. As fotos ficaram bem legais, mas a parte mais divertida foi ver como os outros turistas ficam felizes de encontrar um noivo e uma noiva por ali. Tiramos fotos com vários grupos diferentes e demos bastante risada.

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Depois fomos até a capela tirar mais fotos pelos ambientes. Não sei se isso era permitido, mas ninguém nos viu nem vieram reclamar.

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Pra finalizar a noite, nos trocamos – os olhares curiosos das pessoas já estavam começando a nos incomodar – e seguimos para a balada do hotel. O Koi Ultra Lounge é pequenininho e não tem nada de mais, mas tinha bastante gente, boa música e open bar de vodca para as mulheres.

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Impagável e inesquecível foi a sensação de acordar no dia seguinte meio sem saber onde estávamos, olhar pela enorme janela, ver a vista de Strip e pensar: ontem eu me casei em Las Vegas e nesse caso, vai ser pra sempre!

Nosso casamento em Las Vegas: o grande dia

Depois de almoçarmos e passearmos um pouco pela cidade voltamos ao hotel para iniciarmos os preparativos para o grande dia.

Nós já havíamos levado nossas roupas aqui do Brasil, mas é possível alugar vestidos lindíssimos por lá. Eu não quis fazer isso por que fiquei com um pouco de meso de não encontrar nada que me agradace. O Gui usou um terno e só deixou para comprar lá a gravata e o sapato.

Também não contratei cabelereiros nem maquiadores. Fiz tudo sozinha. E por isso precisávamos de uma logística eficiente para que nada desse errado.Como tínhamos só um quarto para os dois, o Gui se arrumou primeiro e desceu para o bar do hotel, aonde ia me esperar.

Fiz tudo sozinha com muita calma e sem maiores problemas. Até a hora de fechar o vestido! Liguei para o serviço de quarto e solicitei que eles enviassem alguém para me ajudar. Esperei meia hora e nada! Não tive outra opção a não ser ligar para o Guilherme e pedir para que ele subisse para me ajudar.

Claro que ele tinha que ficar de olhos fechados para não me ver de noiva!

Ele chegou já meio alto, tinha tomado muitos drinks no bar, e não conseguia de jeito nenhum. Nessa hora eu já estava desesperada e chorando, enquanto o motorista da limousine ligava no quarto pedindo para que descêssemos. Ele saiu então pelo corredor e pegou a primeira pessoa que viu – graças a Deus um funcionário do Hotel-que meio desconfiada veio nos ajudar. Nunca vou esquecer a cara de alivio do homem quando eu abri a porta e ele viu que tinha mesmo uma noiva lá. Fechou em segundos. Que alivio!

O Gui desceu, eu dei os últimos retoques e desci em seguida. O caminho até ele foi bem divertido, todo mundo olhando, desejando-nos boa sorte e nos comprimentando.

Nos vimos pela primeira vez no lobby do hotel e de limousine seguimos com direção a capela.

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A cerimônia fica pro próximo post.

Nosso casamento em Las Vegas: a licença matrimonial

Muita gente acha que para se casar em Las Vegas é só chegar em uma capela – muitas vezes bêbado e no meio da madrugada – e se casar. Afinal, é assim que vemos nos filmes não é? Mas na vida real é um pouco diferente. Os tramitês para um casamento são realmente mais simples, mas também não é assim.

Todo cidadão, estrangeiro ou não, que deseja se casar em Las Vegas precisa antes ir ao Cartório Matrimonial e tirar o que eles chamam de Marriege Licence, ou Licença Matrimonial.


Exibir mapa ampliado

Para a obtenção do documento é necessário que ambas as partes compareçam munidas de seus passaportes ao Clark Count Marriege Boureau, sejam maiores de dezoito anos, não sejam parentes, sejam de sexos opostos e não tenham um marido ou uma esposa vivos. É cobrada uma taxa de $60 – que pode ser paga com cartão de cédito mediante um acréscimo de $5 –  e o documento sai na hora.

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A plaquinha no cartório comprova a fama da cidade, avisando que não serão espedidas licenças para aqueles que estiverem aparentando estar sob a influencia de drogas.

Para facilitar o processo, você pode entrar no site e já preencher o formulário daqui e na hora que você chegar lá só precisará apresentar o número e aguardar a impressão da licença. Vale lembrar que o formulário fica no sistema por 60 dias – portanto não preencha com antecedencia superior a essa. O formulário se encontra nesse link  na aba Marriege Application.

Com tudo isso feito e nenhuma fila no cartório, não demoramos nem cinco minutos para ter nossa licença em mãos. Saímos do cartório e fomos até a capela deixar a licença com nossa Wedding Planner.

O cartório funciona sete dias por semana das 8h da manhã a meia noite.

Mais informações:
Clark Count Marriage Bureau
201 E Clark Ave, Las Vegas, NV

Nosso casamento em Las Vegas: a escolha da capela

Decisão de casar tomada, família informada, começaram os preparativos. Levamos nosso trajes e alianças daqui e deixamos todo o resto para ser resolvido por lá.

Antes de irmos chequei quase todos os sites de capelas matrimonias e listei as que mais gostei. Existem mais de 50 capelas na cidade que podem ser pinks, cheias de neon e outros adornos ao melhor estilos Vegas ou mais tradicionais e sofisticadas, que em sua maioria ficam no interior dos hotéis . Deixamos para fechar e marcar a data lá, já que ficamos receosos em não ver o lugar pessoalmente.

Com a lista em mãos saímos por Vegas e começamos nossa busca. Nossos pré requisitos eram que houvesse a possibilidade de transmissão ao vivo pela internet e que a capela tivesse um estilo mais tradicional. Não visitamos também as capelas dentro de hotéis, que normalmente são maiores e abrigam cerimônias com convidados.

Começamos por uma das mais famosas: A Little White Chapel. Apesar de sabermos que ela não se enquadrava no perfil que buscávamos, como não visitar o lugar que Britney Spears, Michael Jordan, Bruce Willians e Demi Morre, Frank Sinatra e Mia Farrow entre outros famosos escolheram para casar?

little white chapel

Se você estiver em busca de uma cerimônia mais divertida, com direito a Elvis e muitos elementos bregas e kitschs, aqui é o seu lugar.

Como esse não era o nosso caso, continuamos a nossa busca. Passamos pela Special Memory Wedding Chapel – que tem uma fachada linda, mas não gostamos muito do carpete vermelho no interior –  pela Graceland Chapel – que é uma graça, pequenininha e acolhedora –  pela Chapel Of The Bells  – bem famosa também e com um estilo neon, que não era o que estávamos buscando – pela Las Vegas Wedding -que foi uma das que mais nos agradou e possui uma variedade bem grande de cenários para a cerimônia – e ainda pela Little Church of the West – uma graça e local do primeiro casamento de Angelina Jolie.

A Specila Memory Wedding Chapel

A Special Memory Wedding Chapel

Graceland Chapel

Graceland Chapel

Chapel Off the Bells

Chapel Off the Bells

Las Vegas Wedding

Las Vegas Wedding

The Little Church of the West

The Little Church of the West

Até que chegamos a Chapel of the Flowers. A fachada é uma graça, pequena, acolhedora e sem neons. O atendimento da Wedding Planner foi perfeito e nos deixou muito seguros com relação aos preparativos. A capela em si era também pequena, tradicional e ideal para nosso casamento a dois. Havia possibilidade de transmissão ao vivo pela internet. E além disso a Linda, nossa querida amiga de New Port, havia se casado lá a muitos anos atrás e indicado o local. Estávamos achando o caminho

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A grande maioria das capelas trabalha com pacotes a preços fechados que incluem uma série de itens e serviços. Na Chapel of the Flowers eles vão de $195 – para as cerimônias mais simples – a $15.000 – com coquetel incluso para até 75 pessoas.

Nós ficamos com uma das opções mais simples, já que estávamos só nós dois. Nosso pacote incluía o meu buque de rosas, a flor da lapela do Gui, 14 fotos impressas da cerimônia, um DVD, a transmissão ao vivo pela internet com mais oito horas de disponibilidade das imagens, a música e uma limousine que nos levaria e traria de volta ao hotel.

O pacote saiu por $395 mais taxas e gorjetas, totalizando $550 – a questão da gorjeta é um pouco estranha para nós brasileiros, mas você é obrigado a dar $60 para o ministro, $40 para o fotógrafo e $30 para o motorista, portanto, já coloque esses valores no custo final.

Escolhemos as músicas, a cor das flores e marcamos a cerimônia para o dia seguinte as 18:30h.

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Dali fomos para o cartório tirar a licença matrimonial – vou contar no próximo post – e  convidamos todos para assistir a cerimônia on-line pela internet.

Pronto! Tudo preparado para o grande dia em menos de quatro horas. Dá para acreditar???

Mais informações:
Chapel of the Flowers
http://www.littlechapel.com/
1717 Las Vegas Blvd. So.
Las Vegas, NV 89104 USA
1-702-735-43311-800-843-2410
info@littlechapel.com
Segunda  a Quinta: 7:00 am – 8:00 pm
Sextas e Sábados: 7:00 am – 9:00 pm
Fecha aos domingos.