Mount Soledad, a vista 360° de San Diego

Depois do almoço decidimos fazer um passeio mais tranqüilo e relaxante: subir o Mount Soledad para ver a vista 360° de San Diego.

Chegar lá de carro é fácil e rápido – demoramos cerca de 10 minutos e não tivemos problemas em encontrar o caminho.


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O monte fica dentro do Soledad Park e de cima dos seus 250 metros de altura é possível ver boa parte da costa de San Diego e dependendo da visibilidade enxergar até a fronteira com o México. Acho que é legal consultar um mapa para tentar entender os 360° de vista.

Vista 360° de San Diego. É nessa direção que fica a fronteira.

Vista 360° de San Diego. É nessa direção que fica a fronteira.

No alto do monte fica a Soledad Cross, uma cruz construída pela primeira vez em 1913 e reconstruída duas vezes desde então. A cruz representa um memorial de guerra e por isso foi motivo de muita controvérsia, já que ligar religião a questões do estado é ilegal nos Eua.

Soledad Cross.

Soledad Cross.

Sentamos nos banquinhos que ficam ao redor da cruz e relaxamos curtindo a vista e o sol. Vale a pena subir até lá em um dia aberto e sem fog, já se estiver nublado é melhor optar por outro passeio.

O dia estava perfeito.

O dia estava perfeito.

A vista a noite também deve ser bem bacana.

A vista a noite também deve ser bem bacana.

No próximo post: Old Town, um pedacinho do México na Califórnia.

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

Crystal Cove Historic District

Acordamos cedo depois de uma deliciosa noite e fomos surpreendidos com o café da manhã da Linda. Sei que já postei fotos, mas foi tão gostoso, que acho que merece um replay.

O café da manhã que linda preparou para nós no primeiro dia.

O café da manhã que Linda preparou para nós.

Saímos de carro meio sem rumo com o intuito de conhecer algumas das praias de Newport e Laguna.

(Vale ressaltar que a primeira parte da viagem, até Santa Barbara, foi minuciosamente planejada. O blog Hotel California nos ajudou muito nessa missão e a partir dali ficamos meio sem ter a quem recorrer. Por isso a segunda etapa não teve tanto planejamento e foi mais na “cara e na coragem”.)

Fomos parar na “Crystal Cove”,  10 minutos ao sul de Balboa.


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O lugar é na verdade um State Park com 3,2 milhas de praias. Além de atividades como surf, pesca e mergulho, também são bem populares pelas terras trilhas e escaladas.

Das três praias – Reef Point, Pellican Point e Los Trancos – decidimos conhecer a última. É nela que fica a parte mais interessante do parque, o Historic District.

Paramos o carro no estacionamento do parque – $15 a diária – e seguimos caminhando até a praia.


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A trilha que leva a praia.

A trilha que leva do estacionamento a praia.

Para chegar até o outro lado da estrada, você passa por um túnel em baixo dela.

Para chegar até o outro lado da estrada você passa por um túnel cheio de pinturas.

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A entrada da praia.

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O Historic Distric é um bairro a beira mar construído entre os anos 20 e 30. São 48 cottages – esse termo é usado para casas com estilo mais rústico – contruídas nessa época que foram restauradas e são mantidas pela Crystal Cove Alliance. Boa parte dessas casas funciona hoje como um hotel e você pode alugar a casa toda – diárias entre $160 e $230 – ou apenas uma suíte e compartilhar as áreas comuns como a cozinha e a sala com outros hóspedes – entre  $83 e $123. Com certeza quero me hospedar aqui na nossa próxima visita ao OC.

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As casas restauradas que funcionam como hotel.

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Casas ainda em processo de restauração.

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A paisagem é linda.

 

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Vista da praia.

A praia é bem bonita e pegamos um dia maravilhoso. Decidi então que esse seria um ótimo momento para o meu primeiro mergulho nas águas do Pacífico.

Primeiro banho nas águas congelantes do Pacífico.

Primeiro banho nas águas geladas do Pacífico.

A água é congelante e não consegui dar um mergulho por mais de 2 segundos. Tudo bem, eu não gosto de água gelada, mas é torturante. Estava um super calor e mesmo assim eu fiquei tremendo por alguns minutos.

Los Trancos tem mais um diferencial além do Historic District. Foi a única praia em que encontramos um restaurante a beira mar, gostoso, pra ir descalço mesmo. O The BeachComber Café fica na ponta esquerda, bem na entrada da praia.

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O restaurante visto de cima.

A espera estava enorme, mas pudemos ficar curtindo a praia e o sol enquanto esperavamos –o restaurante possui aquele sistema de espera eletrônico. Sentamos em uma mesa do lado de fora com uma vista deliciosa e pedimos o clássico Fish and Chips. Estava ótimo, mas o que eu amei mesmo foi o Coleslaw – aquela saladinha de repolho com maionese – que veio acompanhando o prato. Sonho com ela até hoje.  Gastamos cerca de $60.

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O ambiente do restaurante. Na entrada do banheiro uma escovinha para tirar a areia dos pés.

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Nossa mesa do lado de fora e o “Fish and Chips” acompanhado de saladinha de repolho e molho tartaro.

O BeachComber serve também café da manhã e jantar, e vale a visita. Não se preocupe em fazer reserva. Chegue um pouco mais cedo e aproveite para conhecer e curtir a praia.

Mais informações:

Crystal Cove Beach Cottageshttp://www.crystalcovebeachcottages.com/html/

5 Crystal Cove  – Newport Coast, CA 92657

The BeachComber Caféwww.thebeachcombercafe.com

15 Crystal Cove  Newport Beach, CA 92657

No próximo post: The Wedge – as bombas do O.C.

 

Venice Beach – Nossa experiência

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Venice Beach fica cerca de 5 minutos de carro ao sul de Santa Monica. O bairro é  uma das partes mais loucas e curiosas de Los Angeles e tem grande importância na história do Surf e principalmente do Skate – vou fazer um post sobre isso depois.

Venice: ao sul de Santa Mônica.

Venice: ao sul de Santa Mônica.

Palmeiras em Venice!

Palmeiras em Venice!

Por do sol....

Por do sol….

Tivemos bastante dificuldade para estacionar o carro por lá: a maioria dos parkimetros permite estacionar por no máximo uma hora e não achávamos lugar para ficar mais que isso. O jeito foi parar em uma dessas vagas mesmo – na Windward Ave, a pricipal entrada da praia – e se programar pra trocar o carro de lugar dali uma hora! 


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Começamos nosso passeio por um dos meus maiores desejos: patinar pela orla de Venice. Vi isso em tantos filmes e seriados que não ia ser feliz se passasse pela Califórnia sem essa.

Alugamos meus patins em uma lojinha na esquina da Windward Ave, um quarteirão antes da praia. Eles tinham também bicicletas, skates, bodyboarsd, sups e pranchas. O aluguel do patins por uma hora saiu $6.

Patins, skates, sups e pranchas!

Patins, bikes, skates, sups e pranchas!

 
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Eu de patins e o Gui de skate – que ele comprou em Sta Cruz – seguimos sentido sul pela ciclovia até o píer. Voltamos, devolvemos os patins e trocamos o carro de lugar.

A ciclovia vista de cima:


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Patins

O inicio do trajeto, bem cheio!

Patins

Chegando no pier tudo fica mais tranquilo.

Descobrimos que o barato de Venice está em circular e ir se surpeendendo com as coisas que vão aparecendo na sua frente. Existe todo tipo de gente, todo mesmo: são hare krishnas, mexicanos, musculosos, tatuados, rappers, rasta faris, skatistas, surfistas, hippies… Até um tal de Doctor Marijuana encontramos.

Crazy people

A diversidade do povo de Venice!

crazy peolpe

Hare Krishnas, roqueiros e até um Papai Noel.

Marijuana

A maconha é legalizada para uso medicinal na Califórnia e pela orla encontramos vários “médicos” querendo nos examinar para verificar se tinhamos problemas como insônia, ansiedade, ou qualquer outra coisa que nos desse um atestado para comprar a droga legalmente!rs

Fazendo um alerta: andando pela orla passamos por uma situação desagradável. Um cara parou a gente e começou a falar sobre o seu trabalho, disse que era jogador de basquete e rapper e que estava promovendo seu CD. Pergunto o nome do Guilherme e da onde ele era, sacou um Cd do bolso, autografou colocando o nome do Gui e do país e disse que custava $15. O Gui disse que não queria o Cd e que não havia pedido para ele autografar. O cara começou a fingir estar muito bravo, queria nos obrigar a comprar e ficou nos ameaçando. Veio atrás de nós por um bom tempo e começou a gritar dizendo que ia juntar uma galera para bater na gente. Percebemos que era um golpe e que essa prática não agradava muito os outros comerciantes, visto que ninguém dava bola pra ele. Eu morri de medo e serviu para aprendermos a não falar com estranhos! É sempre bom estar atento.

Há também muitos artistas fazendo performances das mais variadas – procure no YouTube e você vai ver.

Gostamos muito da apresentação que vimos do Style proz Crew, seis caras de Chicago que dançam, cantam e fazem piadas com o público – eles participaram da quinta temporada do reality show America’s Got Talent em 2010.

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Style Proz Crew: super divertidos.

Você também vai encontrar muitos graffitis por toda a área que traduzem o espírito underground e urbano da praia.

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Grafittis de Venice.

Mas, pelo menos para nós, o ponto alto da praia é o Venice Beach Skate Park, uma das pistas de skate mais legais do mundo – vou fazer um post só sobre ela depois. Perdemos mais de uma hora só olhando a galera andar.

Venice Skate Park.

Venice Skate Park.

 

Venice tem também um shopping a céu aberto, aonde vc pode encontar presentes ecléticos e cools. O Abbot Kinney Boulevard  fica atrás da rua da praia, mas nós não tivemos pique pra ir até ele. 


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Pra fechar o post, esse clipe do Red Hot Chilli Peppers foi gravado de surpresa na praia – alguns dias antes da nossa passagem (droga!). Os caras simplesmente começaram a tocar no alto de um dos prédios e surpreenderam a galera que estava por ali.

http://youtu.be/RtBbinpK5XI 

No próximo post vamos contar um pouco da história de Venice e da importância do lugar para o Skate e o Surf.

Depois ainda tem mais um post pra falar só sobre o Venice Beach Skate Park

Rincon e suas direitas perfeitas: só faltou o swell entrar

Todo surfista conhece Rincon e sonha com as direitas perfeitamente longas do pico. A gente não é diferente, e apesar de já ter pisado nas areias da praia, continuamos com o mesmo sonho. Quem acompanha o blog sabe que não demos sorte e pegamos a grande maioria dos picos bem flats.  Em Rincon não foi diferente.

Apesar de sabermos de falta de swell acordamos na segunda e decidimos ir até lá só para dar uma espiadinha.

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E quer saber? Deu mais vontade ainda de um dia ver a perfeição das ondas se formando alinhadas na água e quebrando quase que sincronizadamente em direção a areia. Quem sabe um dia…

O sonho de ver Rincon quebrando assim continua!

A perfeição das direitas é impressionante.

Pra quem tem interesse em saber mais sobre o pico, traduzi as informações do Surfline sobre Rincon.

Sobre Rincon Texto original http://www.surfline.com/surf-report/rincon-southern-california_4197/travel/.

Alguns picos servem como prova inquestionável que o nosso Criador era surfista. Rincon, o famoso pointbreak em formato de meia lua próximo a fronteira ao norte de Ventura, é um deles. Enquanto os points próximos de Santa Barbara são continuamente atingidos por Channel Island e por Point Conception, Rincon recebe apenas o fim da maioria dos swells de inverno.

Só demora uma onda completa para perceber por que Rincon é considerado o melhor pointbreak de direita da Califórnia. Se você conseguir entrar na onda no “Indicator”, correr até a seção que corre pela boca de “Rincon Creek”, conectar até a enseada e cavar até a Freeway (uma distância total de 300m), você terá completado o “Iditarod” do surf em pointbreak.

A localização de Rincon – no meio do caminho entre Santa Barbara e Ventura – e o seu acesso – uma pequena caminhada do estacionamento e um ótimo lugar para dar um check enquanto você passa pela freeway -ajuda ele a ser um dos picos mais crowds no inverno do sul da Califórnia  Não é incomum ver mais de 150 maniacos vindos de longe – de Lompoc ao norte, a Valencia no sul – buscando por algum swell em uma manhã cheia.

Deixando o crowd de lado, Rincon é longo, às vezes uma onda com várias seções que tende a distribuir a fartura.  Ao menos que Tom Curren esteja na água Rincon é democrático. Quando todas as seções estão funcionando – o que acontece com qualquer sweel de inverno de 3 pés – existem 3 picos principais:

THE COVE: A jóia da coroa da rainha na costa. Quanto mais de oeste estiver o sweel, melhor. Quanto mais areado, melhor. Uma seção perfeita que começa na metade do caminho  das pedras alinhadas na Hwy 101. Foi aqui que Curren evoluiu de Menino-maravilha a Super-Homem alguns invernos atrás. Todos querem um pedaço do The Cove, que, é claro, faz dele frustrantemente crowdeado.  A não ser que você esteja lá em julho, durante um vento de sul ou na patrulha da lua cheia, você nunca terá o The Cove só pra você.

THE INDICATOR: Aonde os Big Boys surfam. The Indicator é aonde os homens pegam seus longboards, sentam lá fora no pico e tentam ir longe. Uma área popular e mais livre quando o The Cove está lotado de longs. Apesar de ser uma onda de extrema qualidade, é a mais lenta do trio.

THE RIVERMOUTH: Uma imprevisível, as vezes poluída, as vezes ultra-cavada seção que liga o Indicator ao The Cove. Durante um swell típico, um pouco mais da metade das ondas que quebram aqui acabam fechando. Mas é um bom lugar para tentar se achar quando as outras opções já estão tomadas por 200 de seus amigos mais próximos.  A área teve problemas crônicos com poluição durante anos, mas organizações como a Clean Up Ricon Effluent (CURE) tiveram progresso em achar os culpados – os tanques sépticos conectados a 72 casas do lugar – e limparam a bagunça de uma vez por todas.

Mais Detalhes:

Melhor Maré: Baixa
Melhor direção do swell: Oeste, Sudoeste, e Noroeste com períodos menores do que 15 segundos
Melhor tamanho: 1 a 2 metros
Melhor Vento: Nordeste
Tamanho perfeito:10 (1=Lake Erie; 10=Jeffreys Bay)
Fundo: Paralelepipedos
Nível de habilidade: Intermediário a avançado
Traga seu: Pranchinha, longboard
Melhor época: Outono, inverno
Acesso: Fácil, estacione no sul ou no norte de graça
Fator Crowd: Pesado
Vibe Local: Normalmente tranquilo, as vezes moderado
Queimação do Bíceps: 7 (1=1ft Waikiki; 10=15ft Ocean Beach)
Patrulha do Esgoto: 6 ou pior (1=limpo; 10=cocos boiando)
Perigos: O crowd, drops e longboards

 

 

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.