O que faltou fazer: Monterey, Carmel, Big Sur e região

Ao final de cada cidade ou região, sempre falamos sobre o que faltou fazer por ali. Por que nosso lema é sempre ter bons motivos para voltar!

Monterey: pra nós foi suficiente conhecer o aquário e dar uma voltinha pela Cannery Row. Alguém aí sabe alguma outra coisa imperdível para fazer aqui?

Carmel: em compensação, em Carmel fizemos tão pouca coisa que fica impossível listar aqui tudo que faltou fazer. Vou indicar um post do Uol Viagens que dá várias dicas bacanas. Quem tiver mais dicas e quiser deixar nos comentários vamos adorar!

Big Sur: Aqui também passamos correndo. Por isso fizemos uma série de Posts só sobre as outras possibilidades dessa região.

San Luis Obispo: Em SLO ficou faltando conhecer a missão, que dizem ser maravilhosa. A Mission San Luis Obispo de Tolosa foi construída em 1772 e foi a quinta da Califórnia.

Mission San Luis Obispo de Tolosa

Queríamos também ter ficado mais na cidade que se mostrou tão bacana nas horinhas que passamos por ali.

Morro Bay: A cidade fica entre San Simeon e San Luis Obispo e não tem como não ver a Morro Rock da estrada, que parece estar dentro do mar. A pedra é a última de uma linha de nove vulcões extintos a mais de 20 milhões de anos atrás que vem de San Luis Obispo até aqui. A paisagem é linda e o vilarejo de pescadores parece ser bem simpático e acolhedor, estilo Half Moon Bay.

A Morro Rock vista de vários ângulos diferentes.

Além disso, costumam rolar umas ondinhas no pico – mais informações aqui. Com certeza vai estar no nosso próximo roteiro.

Boas ondas rolam ao pé da pedra vulcânica.

Solvang: A cidadezinha, que mais parece um pedaço da Dinamarca na Califórnia, não entrou no nosso roteiro. Ela fica entre San Simeon e Santa Barbara e a gente podia ter visitado-a com uma pequena mudança no trajeto. Na próxima, vai entrar na nossa lista também.

Você não vai mais saber se está na Europa ou na Califórnia.

Como sempre, motivos é que não faltam pra voltar né?

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

As outras possibilidades do Big Sur: Trilhas e Point Sur Light Station

Além das praias, o Big Sur é repleto de trilhas que levam a elas e também a cachoeiras e a lugares com vistas deslumbrantes. Tudo é muito organizado, já que a maioria delas está dentro de reservas ambientais, geridas pela Califórnia State Parks – vamos fazer um post depois sobre o departamento.

São quase 20 e pra gente, que não fez nenhuma delas, listar todas, ou mesmo escolher algumas não seria uma tarefa fácil.

Por isso vamos indicar aqui um site super bacana, porém em inglês – nada que um Google Translate não resolva. O “Hiking In Big Sur” dá detalhes sobre cada trilha como distância, tempo do percurso, nível de inclinação, como chegar e mostra mapas e fotos. Pesquise um pouco no Google Maps e você vai virar quase um expert.

As trilhas do Big Sur são lindas!

Outra dica bacana é conhecer  o “Point Sur Light House” a 19 milhas de Carmel. O farol foi construído em 1889 e fica 361 pés acima do nível do mar em uma pedra vulcânica. Há tours guiados pelo lugar que duram cerca de 3 horas e percorrem cerca de meia milha.

A pedra aonde fica o farol; a vista de cima e o edificio visto mais de perto.

Alem de tudo que a gente contou aqui, o Big Sur ainda tem restaurantes, galerias de arte e vários eventos como shows que ocorrem em datas especificas. Agora deu pra entender por que ficamos com essa sensação de só ter passado por lá?

Acima foto do Big Sur fashion Show, em 2010, que mostrava roupas feitas de materias reciclaveis e feitas a mão. Em baixo, show surpresa do Red Hot Chili Peppers ano passado em uma livraria local.

Chegou a hora de seguir em frente e a nossa visita ao Hearst Castle é o que eu vou contar nos próximos posts.

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

As outras possibilidades do Big Sur: Praias – Parte II

Continuando na direção sul pelo Big Sur vindo de Carmel, temos mais TRÊS praias que podem valer a visita:

Sand Dollar Beach – o acesso é fácil e da estrada você consegue ver o estacionamento. A placa “Los Padres NaTional Forecast – Picnic and Beach Area – Sand Dollar” indica a entrada.


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O estacionamento custa $5 e a área conta com banheiros e lugares para fazer picnic, alguns inclusive com churrasqueira e vista pro mar. Todas as trilhas saem do lado oeste da área de estacionamento. A trilha até a praia é curta e termina em uma escada que na ida não deve ser grande coisa, mas deve cansar na volta depois de um dia de Surf. Isso por que rolam umas ondinhas na praia mais longa do Big Sur. Do lado norte, direitas rápidas e cavadas e do lado sul esquerdas mais longas e gordas. Mas como em toda a região, a correnteza é forte e tubarões são vistos de tempos em tempos.

A praia é linda e tem esse nome por causa das bolachas do mar que estão sempre pela areia.

Jade Cove: Há duas opções de trilha para chegar a enseada. A primeira e mais longa fica ao norte e vai proporcionar lindas vistas da Plaskett Rock. A segunda e mais curta, a uma milha pro lado sul,  te leva direto até a praia.


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Qualquer que seja sua escolha, antes de pensar em descer até lá tenha certeza que tem um bom tênis para a empreitada. A descida é tranqüila, mas pode ficar perigosa se você escorregar. Leve só o que você realmente vai precisar, para poder ajudar com as mãos. Chegando lá, a brincadeira é de Caça ao Tesouro, e ganha quem achar a maior jade. Esse site tem dicas – em inglês – de como achar a pedra: Jade Hunt. (Atualizando: está fora do ar)

A entrada e as vistas da trilha mais longa.

A praia e as instruções para coletar a pedra.

Willow Creek: O acesso a praia é fácil e não tem como não ver as placas e o vista point.

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As ondas de Willow Creek.

É um dos melhores picos do Big Sur para o Surf e por isso o mais crowd e aonde os locais vão pegar mais no seu pé. O vídeo mostra o que pode rolar por ali.

O próximo post vai ser o último sobre o Big Sur e vamos falar das trilhas e do Point Sur Light Station.

As outras possibilidades do Big Sur: Praias – Parte I

Quando você passa pelo Big Sur de carro vê um monte de praias lindas e desertas ao pé das montanhas. Dá uma vontade imensa de pisar naquela areia branquinha, sentir o vento  no rosto e até de dar um mergulho no mar gelado. Mas a dúvida, pelo menos pra nós foi: “Como a gente faz pra chegar lá?”

E essa dúvida não foi a toa. Muitas das praias não tem acesso público seja por que estão cercadas por propriedades privadas ou por conta do terreno ingrime que as cerca. Mas há outras que escondem suas entradas entre a mata e garantem paisagens deslumbrantes e até boas ondas.

Vindo de Carmel, a cerca de 23 milhas ao sul fica o primeiro pico com acesso livre, o Andrew Molera State Park.  Para chegar a praia você deve entrar no parque pela Hwy 1  nas placas que indicam o local.


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Pague a entrada de $8, pare o carro no estacionamento e siga a pé pela trilha, que demora cerca de 2 horas.

Estacionamento e inicio da trilha.

A trilha margeia, e por muitas vezes cruza, o Big Sur River, que deságua no Pacifico.  A praia é um ótimo lugar para encontrar lontras e observar baleias durante a temporada de migração.

Molera’s Beach

O Big Sur River desaguando no mar.

Fim de tarde.

Se você der sorte pode encontrar também algumas ondas, lembrando que apesar do pico parecer inofensivo, a correnteza é forte.

Direita próxima ao rio.

No video dá pra ver melhor as ondinhas!

No Surfline, você encontra mais informações sobre o mar e a previsão das ondas.

Além da praias, o parque tem um monte de trilhas e também um lugar para acampar – mas infelizmente não é permitido a entrada de motorhomes.

Há também trilhas a cavalo que levam a praia. O tour de duas horas sai $60.

O segundo lugar com acesso é Pfeiffer Beach, com certeza a praia mais famosa do Big Sur, mas que apesar disso, tem a entrada um pouco escondida. Para chegar a ela você tem que pegar a  Scycamore Canyon Road a direita se vc vem do norte – para ser bem sincera mesmo estudando detalhadamente no Google Maps como entrar nessa rua, eu continuei confusa. Dizem que tem uma placa “Caution, Narrow Road”e é aí que vc tem que virar.


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Depois que você conseguir achar a entrada fica fácil: siga por mais duas milhas  até a avenida acabar. Você vai chegar a um estacionamento – $5 por carro – e então seguir por um pequeno caminho até a praia.

Estacionamento da Pfeffeir Beach e a pequena trilha até a praia.

A praia é linda, tem um arco nas pedras que proporciona fotos incríveis, além da areia roxa que eu não sei se é mesmo tudo isso que dizem por aí. Na dúvida, leve um garrafinha para trazer a tal areia de suvenir!

Vista panorâmica da praia.

O tão famoso arco.

E a areia roxa ou “purple sand”

As próximas praias ficam para outro post! É muita beleza para um dia só!

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

As outras possibilidades do Big Sur: Hospedagem

Hoje vamos começar uma série de posts sobre o Big Sur baseada em informações que surgiram a nós através das pesquisas que fizemos antes da viagem. Coisas que a gente gostaria de ter feito e não fez.

Como dissemos no post anterior, a gente PASSOU pelo Big Sur. Apreciamos a paisagem, sentimos a brisa do pacífico e dirigimos pelas suas curvas sinuosas. Mas ficamos morrendo de vontade de CONHECER o Big Sur de verdade e explorar as outras possibilidades da região que é linda!

Você pode apenas prolongar essa passagem, fazer mais paradas, um picnic ou uma trilha. Mas para realmente conhecer o Big Sur o ideal é se hospedar por lá por pelo menos um dia.

De todos os lugares possíveis, três me chamaram a atenção.

O primeiro foi o Big Sur Camp. Lá você pode tudo: passar a noite em uma suíte confortável com lareira, estacionar um motor home na beira do rio ou acampar.

Essa, claro, é a opção mais bacana em nossa opinião. E não se preocupe se você não vai ter uma barraca em mãos porque há tendas dispostas ao lado do Big Sur River no meio da floresta de Redwoods que contam com camas Queen sizes, roupas de cama e banho e amenites. Do lado de fora há mesas para picnics, firepits e uma casa de banho com chuveiros quentes. Antes de chegar aqui, passe no Bruno’s Market em Carmel, abasteça a mochila com lenha, gelo,queijos, salames, pães, vinhos e o que mais delicioso você encontrar que com certeza você terá uma noite incrível.

O interior das suítes, o rio e os “sites” – espaços demarcados – onde você pode instalar a sua barraca.

As tendas já montadas que possuem cama queen size no interior.

Principalmente se for alta temporada e você quiser ficar próximo ao rio, faça reserva para o camping. Lá não é que nem no Brasil que você chega e vai montando sua barraquinha aonde bem entende! Os espaços são delimitados e numerados e pelo que eu li no Trip Advisor vale a pena entrar para ler os reviews e pegar algumas dicas mais especificas se você estiver mesmo pensando em ficar aqui – o lugar fica bastante cheio e os “sites” são bem próximos uns dos outros. Isso pode ser um inconveniente se você estiver lá em pleno verão e quiser sossego. As tendas custam de $45 a $60 dependendo da época do ano.

Mas se a sua praia não for acampar não se preocupe. Há também inúmeras pousadas ao longo do Big Sur – veja lista aqui.

Gostamos muito do Lucia Lodge e o motivo disparado foi a localização. Os dez chalezinhos charmosos se debruçam no Oceano Pacífico. As vistas são maravilhosas e ter o privilégio de olhar para elas todo o tempo vale o preço. O hotel é um ótimo lugar para avistar baleias, portanto não esqueça seu binóculo.

Um charme passar noite assim no Big sur não é?

As diárias variam de $150 a $275 mais taxa, dependendo do tipo de suíte e da época.

Agora se você quiser arrasar vá para o Post Ranch Inn. Não é a toa que ele é o #1 do Big Sur. Escolha entre ficar em uma casa na árvore, em uma suíte linda com piscina privativa em cima do pacifico, ou em uma das suítes ultra românticas com lareira e vista para as montanhas. Faça uma aula de Yoga pela manhã, saia para uma caminhada guiada a tarde e a noite vá observar as estrelas no telescópio do hotel. As tarifas começam em $675, e eu que não sou muito de gostar de hotéis luxuosos morri de vontade de ficar aqui!

Acima a área comum do Hotel. Abaixo, a casa da árvore.

As suítes são um sonho: espaçosas e lindas por dentro contrastam com a beleza e infinitude da vista!

Mais informações e mapa de localização

A. Big Sur Campground: www.bigsurcamp.com – 47000 Highway 1, Big Sur, CA

B Post Ranch Inn – www.postranchinn.com – 47900 Highway 1, Big Sur, California

C. Lucia Lodge: www.lucialodge.com – 62400 Highway 1, Big Sur, CA,


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Agora que a gente já sabe onde ficar, falta saber aonde ir. No próximo post vamos falar sobre as praias do Big Sur.

Big Sur, a cereja do bolo da Highway 1

Acho que boa parte da fama da Highway One como uma das mais lindas rotas para se percorrer de carro do planeta se deve a esse trecho da estrada. O Big Sur é lindo.

Pra quem é de São Paulo e está acostumado a percorrer a Rio Santos no trecho entre Maresias e Paraty  fica impossível não fazer uma comparação. As praias lindas ao pé das montanhas vistas lá de cima através de uma estrada sinuosa.

A diferença pra mim está na cor da água: o Pacífico pode ser gelado e ter muitos tubarões, mas a cor não se compara com a do Atlântico que banha esse trecho da costa brasileira. As formações rochosas e a mata também são bem diferentes. E o número de mirantes que te possibilitam apreciar a vista faz com que você perceba mais a beleza do lugar.

O Big Sur foi um dos motivos de termos escolhido começar a nossa Road trip por San Francisco e terminar em San Diego. Vindo do Norte com direção ao Sul as praias e o oceano vão ficar do seu lado. Estacionar fica mais fácil, assim como apreciar a vista durante o trajeto.

Já no comecinho da estrada você consegue ter uma noção do que vem pela frente. O dia estava meio nublado, mas foi abrindo conforme a tarde foi chegando.

A famosa Rocky Creeke Brigde, uma das pontes mais fotografadas do mundo. Primeiro vista de pertinho e depois mais de longe, em um outro trecho da estrada.

A maior parte do Big Sur, principalmente mais ao norte,é inabitada. Mas no meio de tanta natureza, achamos uma casa escondida entre as árvores.

As nuances de azul do Pacífico são lindas! Dá vontade de pular lá dentro. Até você lembrar que a água é gelada.

Essa foi uma das vistas mais lindas na nossa opinião  Fica um pouco a frente da Rocky Creek Bridge, mas não consegui descobrir o nome da praia,nem se há acesso até ela.

Mais pro final do trecho, a mata vai ficando mais fechada, o número de restaurantes campings e logdes vai aumentando, mas as vistas continuam lindas!

Demoramos cerca de quatro horas para percorrer as 90 milhas -140 km – parando sempre que tínhamos vontade. Chegamos em San Simeon – nosso próximo destino – por volta das 7 da noite e ainda estava claro.


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A nossa experiência foi uma passagem pelo Big Sur. Mas o lugar é repleto de trilhas, campings, cachoeiras, lugares bacanas para fazer piqueniques e praias paradisíacas. Nos arrependemos de não ficar mais. E no próximo post eu vou falar sobre as outras possibilidades do Big Sur.

Hi everyoneeee!

Quem somos nós:

Guilherme Assis – Gui
Idade: 27 anos
Profissão: Hoteleiro
Esportes preferidos: Surf, mergulho, skate e jiu jitsu.
 
Anna Carolina Valverde – Caru
Idade: 25 anos
Profissão: Artista Plástica
Esportes preferidos: Bike, corrida, surf e jiu jitsu.
 
 

Objetivo da Viagem: Uma viagem de carro pela costa da Califórnia sempre foi um sonho nosso. Em busca de boas ondas e da história do surf, percorrer lugares tão emblemáticos como Mavericks, Santa Cruz, Rincon, Venice Beach, Trestles e San Diego. Além disso, poder conhecer cidades onde qualquer um gostaria de morar, museus únicos, paraísos de compras e pontos turísticos de tirar o fôlego. De quebra ainda dar uma passadinha em Las Vegas, a cidade do entretenimento. Tudo isso em um mês, em ótima companhia, um carro e muita disposição!

Objetivo do Blog: O objetivo principal do blog é que nossos familiares e amigos possam ter idéia de como foi a nossa viagem. Moramos longe de muitos e nos dias de hoje, é difícil ter tempo, mesmo com os que estão perto, para contar tanta coisa. Vamos tentar fazer um post por semana e contar tudo pra vocês!!!

Mas aproveitando que estamos aqui, resolvemos fazer algo que pudesse também ajudar outras pessoas. Para planejar a nossa viagem, nós usamos vários blogs e isso foi essencial para que tudo desse tão certo como deu. Chegou então a nossa vez de contar a nossa experiência e quem sabe ajudar alguém!

Roteiro da viagem: Saímos de São Paulo com direção a San Francisco no dia 8 de agosto de 2011. Ficamos 4 dias por lá e então alugamos um carro e percorremos a costa em direção ao sul pela Hwy 1. No percurso paramos para surfar e conhecer Half Moon Bay, Santa Cruz, Monterey e Carmel, Santa Barbara, Malibu, Santa Mônica e Venice Beach, Orange County e San Diego. De San Diego seguimos para LA, onde passamos três dias, e depois seguimos para Las Vegas, aonde finalizamos com grande estilo nossa viagem no dia 8 de setembro de 2011.

Incrivelmente inesquecível! Esperamos que vocês possam sentir um gostinho do que foi!

Caru

Gui