Chasing Mavericks (Tudo por um sonho), USA, 2013, 1h56min

Dias frios fazem a gente querer ficar em casa. E não tem coisa melhor para fazer do que assistir um bom filme acompanhado de um cobertor quentinho e de um balde de pipoca.

Essa semana, em um dia como esse, zapeando a TV em busca de algo interessante, o Gui se deparou com o titulo Chasing Mavericks. Como tudo que diz respeito a Califórnia nos interessa, ele leu a sipnopse e decidimos assistir, sem muita expectativa.

E é tão bom quando somos positivamente surpreendidos, não é?

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Chasing Mavericks – com o título em português Tudo por um Sonho (?) – conta a história verídica do surfista Jay Moriarity que no final dos anos 80, aos 15 anos, descobre Mavericks, uma onda gigante que fica a poucos minutos da sua casa em Santa Cruz. Com a ajuda do vizinho e veterano Frosty Hesson – interpretado por Gerard ButlerJay vai atrás do sonho de encarar e surfar o pico, que na época não passava de uma lenda.

A história é envolvente, Jay é carismático e logo já estamos torcendo para que ele consquiste seu objetivo.  A relação dele com Frosty cresce durante a trama e se trasforma em uma linda amizade, que toca o espectador. Há ainda a relação de sintonia do surfista com o mar – que para mim, uma surfista, é algo indescritivel e mágico – e que consegue ser passada de uma maneira real e significativa.

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As cenas de paisagem e surf são lindas e mostram além de Mavericks outros picos da area, como Steamer’s Lane.

Cenas dos bastidores.

Cenas dos bastidores.

O verdadeiro Frosty, acompanhou de perto as gravações.

O verdadeiro Frosty acompanhou de perto as gravações.

Tudo por um Sonho está disponivel nas locadoras, no Telecine Play e na programação do Telecine Pipoca desse mês.

Se você ama a Califórnia ou curte surf ou ainda está atrás de boas emoções, aproveite o feriado para conhecer essa história. Nós adoramos e ficamos ainda mais apaixonados por Santa Cruz, pelo oceano e pelo  #LiveLikeJay – que você vai entender melhor depois que assistir o filme.

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Curiosidades:

– Gerard Butler quase se afogou durante as filmagens, quando uma onda de 20 pés quebrou em cima dele, em Mavericks.

– Durante as filmagens em Mavericks, seis cameras do modelo Red Epics  – que custam cerca de R$35 mil cada – foram perdidas.

– Há uma versão literária da história. O livro Chasing Mavericks, escrito por Christine Peymani, está disponível na Amazon e custa $10.

 

 

O.C. SSW Swell – April, 2014

Essa semana a combinação de um swell de sudoeste com ventos noroeste que atingiram a costa da Califórnia, geraram ótimas ondas em praias do Orange County como Newport, Huntington, Santa Ana e San Clemente.

Fizemos uma seleção das melhores fotos que circularam pela internet. Se você estiver por lá nesse feriado do dia do trabalho, aproveite! Ainda tem uma raspinha do swell rolando.

The Wedge, Newport Beach - Foto: Richard Fenwick

The Wedge, Newport Beach – Foto: Richard Fenwick

 

River Jetties, Santa Ana - Foto: Craig Larson

River Jetties, Santa Ana – Foto: Craig Larson

River Jetties, 72 Street, Newport Beach - Foto: Thiago Portes

River Jetties, 72 Street, Newport Beach – Foto: Thiago Portes

River Jetties, 72 Street, Newport Beach - Foto: Tad Collister

River Jetties, 72 Street, Newport Beach – Foto: Tad Collister

Pier South Side, Huntington Beach - Foto:

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach - Foto:

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Tad Collister

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Tad

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Tad Collister

 

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Diane Edmonds

Pier South Side, Huntington Beach - Foto: Tad

Pier South Side, Huntington Beach – Foto: Tad Collister

 

Nossa despedida do Pacífico

No nosso último dia em San Diego tivemos o primeiro atrito da viagem e o motivo foi o surf. Era dia de ir embora pra Los Angeles novamente, só que dessa vez para conhecer a parte mais urbana da cidade, sem praias no roteiro. O problema é que o tal do swell havia chegado no dia anterior e continuava a atingir a costa da Califórnia.

A idéia do Guilherme era tirar Los Angeles do roteiro, continuar em San Diego por mais três dias e de lá seguir direto para Vegas para finalizar a viagem.

Mas como assim eu vou pra California e não vou conhecer Los Angeles? E o Hollywood Sign, aonde fica?

Depois de muito argumentar chegamos ao seguinte acordo: ele teria direito a uma última session de surf no Pacífico. Enquanto ele fosse surfar, eu ficaria no hotel arrumando tudo, lavando as roupas e preparando a próxima parte da viagem.

De prancha em baixo do braço ele saiu com direção a Windansea, a praia que ficava a menos de dois quarteirões do nosso hotel.


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Não temos fotos do surf por motivos óbvios, mas segundo ele a argumentação valeu a pena.

Windansea é uma onda de dificuldade média, uma ótima alternativa para os difíceis pointbreaks ao seu redor. É uma onda clássica, point desde os anos 30 e que já foi surfada por muitas lendas do surfe. Recebe a maioria dos swells e funciona melhor sem vento. A praia, é linda, cheia de rochedos e cliffs, mas o crowd pode ser um problema, pois os locais tomam conta do lugar e não são muito amigavéis.

As ondas de Windansea.

As ondas de Windansea.

De cabeça feita, nos despedimos do mar agradecendo pelos últimos 23 maravilhosos dias proporcionados por ele.

Foram muitas fotos, vistas, momentos e sensações que não iremos esquecer nunca.

Sempre que penso na California é ele, o mar, que vem primeiro a minha cabeça.

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No próximo post: Roteiro Resumido San Diego

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

Em busca de ondas por La Jolla, SD

Saímos de Black´s mortos de fome. Decidimos almoçar na mesma Deli que havíamos visitado no dia anterior e que eu contei nesse post aqui.

Estávamos acompanhados além do Lukinhas, por um amigo dele, brasileiro, mas morador de San Diego a muitos anos, o João Paulo. Como um bom local, o João levou a gente para dar um check nas praias de La Jolla e tentar achar a melhor opção de onda para a segunda queda do dia.


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Começamos pelos points de fundo de pedra que ficam ao sul da La Jolla Children’s Pool.

Existem vários points nessa região com nomes diferentes, sendo os mais famosos Hospitals – que quebra nos swells de oeste e noroeste – e Horseshoe – uma esquerda que quebra graças ao fundo em forma de ferradura. De onde estávamos conseguíamos ter uma visão dos dois picos e percebemos que enfim o swell tinha chegado. As ondas estavam grandes e ficamos mais de uma hora observando o mar. Ambas são difíceis e perigosas e até mesmo os locais exitam em cair por ali quando as condições não estão perfeitas. Haviam dois surfistas na água e eles remavam muito para fugir da correnteza e estavam com dificuldades em ficar no pico para conseguir dropar.


View Points Surf La Jolla in a larger map


View Points Surf La Jolla in a larger map

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquilos.

Enquanto as ondas rolavam dois esquilinhos tentavam se esconder da gaivota que queria roubar a comida deles.

Decidimos então descer mais um pouco e o João nos levou para a Marina Street Beach. A pequena praia fica meio escondida e por isso não é destino comum de turistas. O bairro é bem residencial e é possível estacionar o carro pelas ruas próximas. A onda, tubular e cavada, é famosa entre os bodyboards, e os meninos acharam que dava pra encarar de prancha.


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A praia.

Marina Street Beach.

Gui

Lukas Paris.

Gui

Gui Assis.

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Lá foi a primeira vez que vi Bodyboards praticando o Drop-Knee –   com um pé e um dos joelhos na prancha – e achei incrível.

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Praticamente todos bodyboards na água dropavam as ondas assim.

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E faziam coisas que eu nunca imaginei serem possíveis nesse tipo de prancha.

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É bom pra galera que tem preconceito contra o esporte mudar de opinião.

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As pranchinhas e funs também aproveitaram as ondas.

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Havia um certo crowd na água.

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Do lado de fora, eu estava adorando! Consegui algumas imagens bacanas!

Ficamos por ali até anoitecer, mas se você tiver a oportunidade check também os dois pointbreaks mais ao sul – Little Point e Rockpile – tão perigosos e difíceis quanto os do norte.

No próximo post: nossa despedida da Ana no PB Shore Club

Black’s Beach: a melhor praia de SD

Pra gente aqui do Destino California, não restam dúvidas! Black’s Beach é a melhor praia de San Diego!

Ela é linda! São mais de 7km de areias que se espremem entre as falésias e o mar.

As ondas estão entre as melhores do sul da California!

É super tranquila e relativamente vazia, já que o acesso não é dos mais fáceis.

E por último é permitido – na parte norte gerenciada pelo Torrey Pines State Beach – ficar peladão em meio a tudo isso! Uhuuuu!

Brincadeiras a parte, Black’s é sim uma praia incrível. A paisagem deslumbrante fica melhor ainda diante das ótimas ondas no mar e a tranquilidade que só uma praia de difícil acesso pode proporcionar. E não se preocupe, caso o nudismo não seja sua praia, fique restrito a parte sul e você não terá maiores surpresas.

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Nudistas em Black’s nos anos 70.

Esse paraíso californiano fica a cerca de três milhas ao norte de La Jolla e o acesso a ela pode ser feito por três pontos diferentes.


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O mais popular deles fica no meio da praia, próximo a um campo de saltos de asa deltas e paragliders e de um estacionamento público. Essa trilha é bem acidentada e íngreme – há inclusive um sinal dizendo para não utiliza-la em dias de chuva – e chega à praia na área de nudismo.

O mais popular acesso a Black's é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O mais popular acesso a Black’s é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O segundo ponto fica mais ao sul. A trilha asfaltada tem cerca de 3km e início na La Jolla Farms Road. Você pode estacionar o carro por ali mesmo, sempre ficando atento ao limite de horário nas placas.

A nossa opção de acesso.

A nossa opção de acesso.

O terceiro acesso é através de La Jolla Shores. É só seguir caminhando pela praia sentido norte e atravessar pelas pedras quando a maré estiver baixa. Se a maré subir o acesso é bloqueado, por isso, não acho uma boa opção pra quem quer ficar um tempo em Black’s.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

Nós utilizamos a segunda opção. Estacionamos o carro na La Jolla Farms Rd e seguimos pela trilha: para descer o trajeto é tranquilo, já na volta a subida íngreme complica um pouco a situação.

Black´s é considerado a melhor onda de San Diego e todos sabem disso. O que salva um pouco o pico do crowd é o tempo necessário para se chegar lá. Para uma terça feira o crowd estava razoável, mas acredito que nos fins de semana deve aumentar consideravelmente.  O swell estava marcado para entrar nesse dia, mas atrasou um pouco e as ondas ainda não estavam grandes, mesmo assim os meninos saíram do mar satisfeitos.

Guilherme Assis.

Guilherme Assis.

João Paulo.

João Paulo Oliveira.

Lukas Paris.

Lukas Paris.

Pegando onda juntos.

Pegando onda juntos.

Gui.

Gui.

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Haviam vários surfistas na água.

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E na terra também.

 

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O mar de Black´s tem uma corrente super forte e perigosa para banhistas. Por isso há sempre Salva Vidas na praia. Eles chegam de carro pela mesma trilha que utilizamos, mas tem a chave do cadeado do portão!!rsrsr

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Mesmo estando do lado aonde ficar pelado não é permitido, nos deparamos com um pessoal mais liberal!

Não há nenhum tipo de comércio na praia, por isso leve pelo menos uma água. Também não há banheiros (nem moitas), por isso, se a bexiga apertar se prepare para ter que entrar na água gelada!

Ah, e várias placas alertam: não coloque sua cadeira ou canga muito próximas aos paredões rochosos, existe risco de queda!

Se você quiser se encantar com o lugar, acesse a galeria de fotos do site Surfline: são as fotos mais lindas de Black’s – e de surf no geral – que eu já vi. Luz surreal, ângulos incríveis, ondas perfeitas e uma linda paisagem.

Fotos: Surfline

Fotos: Surfline

No próximo post: Em busca de ondas por La Jolla

La Jolla Shores

Tiramos o nosso primeiro dia em San Diego para explorar o bairro em que estávamos hospedados. La Jolla é conhecido por suas mansões e restaurantes requintados que trazem ao lugar um ar de balneário elegante. Considerada a comunidade mais rica de San Diego, possui o metro quadrado mais caro da cidade. Tudo isso tem um motivo e sem dúvida foi a natureza quem trouxe toda a atenção inicial para o bairro.

Os 11 km de costa são permeados por rochedos e falésias que juntos ao oceano Pacífico deixam a paissagem arrebatadora e única. As construções se aproveitam desses atributos e se encaixam entre as formações do relevo, tendo o azul do mar como plano de fundo. Nenhum dos lugares que visitamos na viagem se parecem com o litoral de La Jolla – talvez Laguna Beach se aproxime um pouco por também ter praias pequenas e protegida. Nós ficamos realmente impressionados com a beleza das praias e concluímos que nome La Jolla, que significa ‘A Jóia’ em português, foi uma escolha muito apropriada para batizar o bairro.

Percorra o mapa para observar a vista aérea das casas construídas a beira das falésias e rochedos:


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As principais praias do bairro são Windansea – onde ficava nosso hotel, La Jolla Children’s Pool – mais conhecida como a praia das focas, La Jolla Cove – a mais linda e protegida de todas, La Jolla Shores – a maior e mais freqüentada e Black’s Beach – a que tem as melhores ondas.

Mapa das praias

Decidimos começar conhecendo a praia de La Jolla Shores, a mais freqüentada da região.  A praia é longa – para os padrões do lugar – e possui uma areia branca e macia. As ondas são pequenas e com boa formação, ótimas para iniciantes.  Estacionamos no espaçoso Parking Lot e fomos curtir o sol.


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A praia é relativamente longa e tem clima família.

A praia é relativamente longa e tem clima família.

As ondas são ótimas para iniciantes.

As ondas são ótimas para iniciantes.

Diferente das praias do Brasil, não é permitido consumir bebidas alcólicas nas praias americanas. Você também não vai encontrar nenhum tipo de quiosque ou barraquinha e muito menos ambulantes vendendo qualquer produto. Por isso é importante levar pelo menos uma garrafinha de água.

A praia estava relativamente cheia – mesmo sendo uma segunda feira – e o clima era bem família. A água, como não podia ser diferente, estava bem gelada, apesar do sol e do clima quente.

Passamos cerca de três horas por ali e saímos em busca de um lugar pra almoçar. Mas isso fica pro próximo post.

Compras em San Clemente: Outlet Rip Curl

Saímos de Trestles e almoçamos em um Subway que tinha por ali – uma boa sessão se surf sempre vem acompanhada de uma baita fome.

Depois de matar o que estava nos matando, seguimos para o Rip Curl – Trestles Surf Outlet e se você é surfista não pode deixar de visitar a loja.  Ela fica na S El Camino Real, a mesma rua da entrada da trilha pra a praia.


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A menos de um quarteirão do estacionamento você vai encontrar uma loja da Rip Curl. Tome cuidado para não confundi-la com o outlet.


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Esse sim é o lugar certo:


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Apesar de ter uma boa seleção de roupas e acessórios da marca, o forte do outlet são os equipamentos. Você vai achar wetsuits, lycras, botinhas de neoprene, straps, quilhas e até pranchas com preços bem atrativos. Nós passamos pelo menos duas horas “fuçando” e saímos de lá com bons achados.

Mesmo que você não vá ficar no O.C. e só estiver passando por aqui no seu trajeto entre Los Angeles e San Diego vale a pena dar uma paradinha para conferir.

Mais informações: Rip Curl Surf Center -Trestles Surf Outlet

3011 S. El Camino Real, San Clemente, CA 92672 – (949) 498-7474

No próximo post: Laguna Beach

Trestles: a melhor e mais constante onda da California

Localizado na praia de San Onofre na cidade de São Clemente, Trestles fica a cerca de 40 minutos de Newport, na divisa do Orange County com San Diego.


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Chegar até lá não é das tarefas mais fáceis para um turista. Não existe nenhum tipo de sinalização ou placa que indique a entrada para a praia, na qual você só chega depois de enfrentar uma pequena caminhada.

Graças ao Thiago, nosso amigo de Santa Barbara, conseguimos encontrar a trilha que leva a um dos melhores picos de surf da Califórnia. Quando você chegar à intersecção da Cristianitos Road com a S El Camino Real vai perceber que alguma coisa diferente acontece ali: o estacionamento público e as ruas em volta estão sempre cheias de carros.

O estacionamento:


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A entrada da trilha:


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A trilha é longa – o ideal seria ir de bicicleta – e a pé, demora cerca de 20 minutos. Não parece muita coisa, mas quando você está carrendo cadeiras, tripé, câmera e prancha o cenário muda um pouco.


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As ondas quebram em quatro picos diferentes conhecidos como Cottons (bom para iniciantes e longboards), Upper Trestles (onde quebram mais direitas), Lower Trestles (que é aonde a gente surfou e normalmente o que apresenta melhores condições) e Middles (que parece tão bom quanto Lowers, mas não é).

Mapa picos

A trilha chega na praia entre Cottons e Uppers – quase na frente do último. Olhando pro mar nós seguimos para a esquerda em direção a Lowers.

Finalmente, depois de quase vinte dias viajando, achamos uma onda que valia a pena. Apesar do swell ainda estar pequeno, a brincadeira parecia estar boa.  Isso por que Trestles – e especialmente Lowers – recebe muito bem todas as direções e forças de swell e é um dos picos mais constantes de toda Califórnia. Além disso, a onda é super manobrável e abre para os dois lados, graças ao fundo de pedra. O maior incoveniente é o crowd, que começa cedo – no dia seguinte, o Gui chegou lá às seis da manhã, achando que seria o único na praia e já havia mais de 20 carros no estacionamento – e dura o dia todo.

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Não há nada na praia – leve sua própria bebida e lanchinho e pode esquecer ir ao banheiro – e, a não ser que você surfe, não vale à pena ir até lá.

Lowers cedia uma das etapas do WT e é uma das ondas preferidas de muitos prós, que conseguem mostrar muitas das suas habilidades com manobras para os juízes durante a competição. Nos últimos dois anos tivemos brasileiros vencendo por lá – Miguel Pupo em 2011 e Gabriel Medina em 2012 – o que faz dessa etapa uma das minhas preferidas também.

Na nossa próxima ida à Califórnia vamos reservar mais dias para San Clemente e quem sabe se hospedar próximo a praia. A gente acha que vale a pena!

No próximo post: Compras em San Clemente – Outlet Rip Curl

The Wedge – as bombas do O.C.

Depois do nosso almoço em Crystal Cove, pegamos o carro e fomos voltando em direção a Balboa Island. Entramos no bairro de Corona Del Mar e fomos conhecendo um pouco da vida de Newport. As casas são lindas, as ruas limpas e organizadas. Tudo como nos filmes e seriados da TV.

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As lindas ruas de Newport.

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Corona del mar: uma das praias mais populares da região.

Optamos por seguir um pouco mais pra frente e chegamos até o The Wedge – um dos mais famosos picos de bodysurfing do mundo – que fica no final da península de Balboa, quase em frente a balsa que atravessa para a Ilha, no Jetty View Park.


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O lugar tem ondas impressionantes, que rendem muitas vacas e diversão garantida, pelo menos para a platéia. Funciona assim: a primeira onda da série vem e se choca com o paredão de pedras artificiais do lado esquerdo da praia e volta como uma nova onda que se junta com a próxima da série formando um estilingue com força suficiente para mandar muita coisa pelos ares. Para que isso aconteça é necessário um bom swell de sul e o período certo para que o time do encontro das ondas seja perfeito – um período maior ou menor causa um desencontro.

Apesar da aonda ser tradicionalmente para bodyboards, nos últimos anos prós como Strider Wasilewski, os gêmeos Hobgood, Jamie O’brien  e mais uma longa lista de corajosos tem desbravado o pico. Os skinboads também são presença constante e para eles o melhor é pegar a onda que bate no paredão antes dela se encontrar com a próxima, o que resulta em aéreos insanos, tubos mostruosos e caldos inacreditáveis.

Mas o pico não é pra qualquer um. Todo verão alguém é noticia por ter sido lançado contra as areias e se machucado feio. Por isso, é bom lembrar que apesar da onda ser possível para pranchas, ela é bem mais adequada para bodyboards.

Segundo o surfline “se você está se sentindo suicida ou só quer presenciar surfistas e bodyboars se jogando em dos espetáculos mai  deslumbrantes do sul da Califórnia, esse é o melhor lugar para visitar.”

Como nenhum de nós dois estávamos com intenção suicida, nos limitamos a sentar na areia e ficar observando os surfistas. O swell não estava dos maiores, mas já deu pra imaginar as belas vacas que podem ser precensiadas no pico.

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Assim que chegamos não haviam ondas e aproveitamos para dar um mergulho no mar.

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Mas logo alguns bodyboards entraram na água e garantiram nossa diversão.

Foi um final de tarde super gostoso, a galera na praia era bem bacana e o por do sol estava lindo.

Alguns dias depois o swell entrou um pouco maior e Linda – nossa anfitriã – tirou algumas boas fotos das ondas. Pelas fotos dela, fiquei impressionada com a quantidade de espectadores e imprensa que vão até lá para registrar o que sem dúvida é um espetáculo que vale a pena ser visto.

Por isso achei que o lugar merece uma galeria de fotos e vídeos.

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A onda é perfeita para bodyboards que gostam de fortes emoções.

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alguns surfistas se arriscam nos caixotes.

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As vacas são a grande atração, pelo menos para quem está fora da água.

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Que pode também não ser tão segura assim.

Saímos da praia e seguimos para Huntington para fazer umas comprinhas e jantar. Voltamos cedo, por que no dia seguinte o surf ia ser em uma das ondas mais esperadas da viagem. E é sobre Trestels que eu vou falar no próximo post.

Mais informações e previsão das ondas: http://www.surfline.com/surf-report/the-wedge-southern-california_4232/travel/

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

Huntington Beach – a Surf City, USA

Antes de chegar ao local que escolhemos como base no OC, decidimos fazer uma parada em Huntington Beach, a Surf City USA.  O local disputa com Santa Cruz esse título, mas ganhou oficialmente  em 2008 o direito de usar a marca.

Vista aérea da Surf City.

Vista aérea da Surf City.

Assim como na maior parte do sul da Califórnia, foi Duke Kahanamoku que trouxe o esporte para cidade em 1925 – nós já contamos a história dele aqui.  Em 1959 o primeiro U.S. Surfing Championship foi cediado na praia.  Hoje, esse campeonato, o U.S. Open of Surfing, é o maior do mundo e acontece anualmente durante verão. A cidade recebe mais de 500 mil visitantes durante o evento que além de surf, promove competições de Skate.

A multidão que domina a praia durante o U.S. Open.

O cartaz do evento do ano passado e a multidão que domina a praia durante o U.S. Open.

Se você quiser saber mais sobre a história do surf na cidade vale a pena visitar o Internacional Surfing Museum que fica na esquina da 5th com a Olive Street. Nós infelizmente, não tivemos tempo de ir.


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Chegando lá, estacionamos o carro no estacionamento público no lado sul do píer, fomos pegar um sol e fazer um surf na tão famosa praia.

Chegando na praia, o lado sul do pier, sem ondas.

Chegando na praia, o lado sul do pier, sem ondas.

Os locais.

Os locais.

O lugar tem três picos de surf: a 17th Street, o HB Pier North Side e o HB Pier South side, aonde normalmente acontece o U.S Open. As ondas estavam melhores no lado norte.

Os tres picos da praias:  17th St, HB Pier North Side e HB Pier South Side.

Os tres picos da praias: 17th St, HB Pier North Side e HB Pier South Side. Fotos: Surfline

O Gui caiu e eu fiquei tirando fotos da areia. O dia estava quente e ensolarado, mas mesmo assim a água é muito gelada. O Gui disse que perto do píer tinham vários leões marinhos que ficavam boiando e brincando nas ondas.

Se preparando pra enfretar a água gelada.

Se preparando pra enfretar a água gelada.

Foto clássica.

Foto clássica.

Apesar do mar poequeno, deu pra se divertir.

Apesar do mar pequeno, deu pra se divertir.

Depois de quase duas horas na água, a fome já estava grande. No próximo post vou contar sobre nosso almoço no Ruby’s Diner, em cima do píer.