CALIFORFUN, no canal OFF

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Um ótimo jeito de conhecer um pouco mais da cultura do skate e programar sua ida as melhores pistas e cenários para a prática do esporte na Califórnia é assistir aos episódios de Califorfun, no canal OFF.

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A série – que está na segunda temporada – tem formato de documentário e roda a costa oeste de norte a sul, mostrando a importância desse cenário para todas as gerações.  Depoimentos e performances de grandes ídolos do skate californiano – como Tony Alva, Tony Hawk e Steve Caballero – se juntam a perspectiva de um grupo de jovens brasileiros que se divertem pelas pistas, piscinas e ruas de cidades como Santa Cruz e Los Angeles.

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Um dos últimos da temporada, o episódio 12 foi sensacional e mostrou a sede da NHS, grupo que  fabrica marcas pioneiras no esporte como Santa Cruz, Independent e Road Ride Wheels, entre outras. Recentemente, a NHS criou um museu do Skate dentro da sua sede e o documentário gira em torno da história contada nele.

Vale a pena conferir o site da série que conta com teasers dos episódios e bastante informação bacana .

CALIFORFUN passa todas as quartas, as 21h, no canal OFF.

Venice Skate Park – Insano!

Depois de contar a história de Venice Beach e de como os locais do lugar revolucionaram o skate nos 70 no post passado, nada mais apropriado do que falar sobre o Venice Skate Park, a pista que fica nas areias da praia.


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Na tarde que passamos lá – contei mais detalhes aqui – gastamos pelo menos uma hora e meia observando o vai e vem de skatistas pelo chão de concreto liso da pista, praticamente hipnotizados. A área mais bacana é o Snake, aonde os skatistas deslizam pelas linhas curvas e orgânicas, de maneira suave e rápida, fazendo parecer fácil surfar no concreto. Além do Snake, a pista possui um bowl grande e fundo, um menor e mais raso e uma área de street com várias transições.

Vistas de cima da pista.

Vistas de cima da pista.

Construído em 2009, o Skate Park possui cerca de 17 mil pés quadrados. Foi desenhado pela empresa Wormhoudt Inc. e custou mais de 3 milhões. O Oceano Pacifico ao fundo e as palmeiras ao redor completam o projeto, fazendo do lugar um point perfeito.

Gui e Caru

Gui e Caru

Os arredores do parque e o snake run.

Os arredores do parque e o snake run.

Diariamente skatistas renomados vão até lá e o show é garantido. A galera fica envolta e aplaude as melhores manobras.

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Voadores.

Bowl e Street.

 

Um filme com jovens talentos estava sendo filmado quando visitamos o skate park, e as crianças deixaram a gente de queixo caído.

Meninas e crianças são bem vindas.

Meninas e crianças são bem vindas.

Esse vídeo do you tube mostra uma dessas crianças:

http://youtu.be/7PZoePOZdUU

Se você mandar bem no skate e tiver acostumado com Snakes, não vai ter maiores problemas em se juntar aos locais.  Só tenha certeza de respeitar a fila, evitar colisões – já que o lugar fica meio pequeno para tanta gente – e respeitar as regras: a pista funciona das 9am até o por do sol; não são permitidas bicicletas; capacetes, cotoveleiras e joelheiras não são itens obrigatórios, mas sempre bem vindos; são proibidos: equipamentos e obstáculos, garrafas de vidro, grafite, tags e adesivos, uso de drogas, bebidas ou cigarro, andar molhado, lanches ou qualquer tipo de alimento no interior da pista, caixas de som e animais na área da pista.

Se você está pensando em se aventurar, vale a pena assistir o vídeo abaixo, com um review completo da pista:

http://youtu.be/eXVkun-KH1A

Esse site tem mais informações e uma câmera que transmite imagens ao vivo: http://www.veniceskatepark.com/

Esse foi nosso último passeio em Los Angeles. Passamos a noite na casa do George e saímos cedo no dia seguinte com direção ao OC. Nos próximos post vou passar pra vocês o que faltou fazer e o nosso Roteiro da região de praias de LA . Depois vamos começar a contar nossa passagem pelo Orange County.

Venice – A história

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Permeada por altos e baixos, a história de Venice Beach é uma das mais interessantes da Califórnia. Entre barões do tabaco, mega parques de diversão, artistas da contracultura e skatistas undegrounds, o bairro construiu sua personalidade única e se tornou um ícone mundial. Tão interessante que eu achei essa história merecedora de um post inteiro e exclusivo, talvez meio longo para alguns, mas com certeza apaixonante para quem conseguir lê-lo até o final.

A criação

No final do século XIX o lugar onde hoje está Venice não passava de um pedaço de terra a beira mar, 23 km a oeste da cidade de Los Angeles. Até que em 1891, Abbot Kinney, milionário da indústria do Tabaco, resolveu comprar 2 milhas dessa propriedade e tranformá-la na “Veneza da América”.

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A idéia do milionário era transformar a área em uma “Beach Resort Town” e para isso ele construiu canais aonde a população se locomovia, salões de baile, auditórios e um enorme píer com um grande parque de diversões.  Em 1905, Venice foi inaugurada e em menos de cinco anos a população saltou de 3 para 10 mil habitantes. Nos finais de semana a cidade chegava a receber mais de 150 mil turistas e Kinney, agora governador da cidade parecia muito satisfeito com seu empreendimento.

No alto, Venice sendo construída. Abaixo os canais, e ainda um dos piers com uma grande parque de diversões!

Venice sendo construída, os canais,  a avenida principal e ainda um dos piers com o grande parque de diversões!

Com  morte de Abbot em novembro de 1920 e um grande incêndio que destruiu boa parte do píer seis semanas depois, Venice parecia já não ter um futuro tão bom assim. O grande crescimento da população tornou necessário o aumento da rede de esgoto e das ruas de circulação e Venice foi então anexada a Los Angeles em 1926.

O Declínio

Los Angeles passou então a refazer Venice a sua maneira. A maioria dos canais foi pavimentada em 1929, após três anos de uma longa batalha judicial com os moradores. Nessa mesma época foram descobertos poços de petróleo no subsolo e em dois anos, 450 deles cobriam a área e resíduos das perfurações obstruíram os canais restantes.  O governo decidiu então fechar os piers, mas tiveram que esperar até que a licença de funcionamento fosse expirada, em 1946. O boom do petróleo foi curto e durou até o fim dos anos 60.

Poços de petroleo na orla de Venice.

Poços de petroleo na orla de Venice em 1952.

Por volta dos anos 50, Venice já estava completamente largada e era conhecida como a “Slum by de Sea” – algo como a “Favela a beira-mar”. O preço baixo dos aluguéis atraiu predominantemente imigrantes europeus – a maioria vitimas do Holocausto – e jovens artistas da contra cultura, poetas e escritores – que faziam parte da conhecida “Beat Generation” .

A recuperação

Em julho de 1958 um novo parque foi aberto entre Venice e Santa Monica e trouxe novas perspectivas ao lugar. Feito para concorrer com a Disney o Pacific Ocean Park, mais conhecido como P.O.P., tinha montanhas russas e mais de trinta atrações temáticas com temas marítimos distribuídos por seus 110 mil metros quadrados.

O parque visto de cima; a entrada e suas atrações.

O parque visto de cima; a entrada e suas atrações.

O POP era também conhecido como "pay one price.

O POP era também conhecido como “pay one price.

 

No link, um mapa bem bacana com todas as atrações. É só clicar no pontinho vermelho para ver uma foto:

http://www.westland.net/venicehistory/mapsdocs/poppier-map.htm

O vídeo mostra bem a grandeza do parque:

http://www.youtube.com/watch?v=SJ7yugaQF-0&feature=share&list=PLOT8noFgRIFU30_QGQu17MIuZaw8lq_j4

O novo declínio

Em 1965, o bairro de Ocean Park, que circundava o parque, sofreu um grande projeto de reurbanização. Os prédios da área foram demolidos fechando ruas e estacionamentos o que dificultou o acesso ao parque. A visitação caiu pela metade em 1966 e no ano seguinte o parque foi fechado. Algumas das atrações foram vendidas para pagamento de dividas e o restante ficou abandonado. As ruínas do píer se tornaram a área de surf preferida de uma turma de surfistas que apelidaram o local de Dogtown. Depois de muitos incêndios suspeitos, o píer foi demolido em 1975. Nada resta do parque hoje, a não ser o carrossel, que atualmente está exposto no parque do Pier de Santa Mônica, algumas milhas ao norte.

As ruínas do pier.

As ruínas do pier.

As ondas que rolam ali e o incêncio de 74 que deu fim ao lugar.

As ondas que rolam ali e o incêncio de 74 que deu fim ao lugar.

Dogtown e os Z Boys

Essa turma de surfistas que gostava de pegar as ondas das ruínas do P.O.P. ficou mais conhecida como os Z-Boys. O nome veio da Surf Shop Zephyr, aberta em 1971 por Jeff Ho e Skip Engblom, na esquina da Main x Bay St.

Esquina aonde a Zephyr funcionava:


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Jeff e Skip.

Jeff e Skip, fundadores da marca.

O primeiro membro da equipe – que representava a marca nas competições de surf – foi Natham Pratt, que com 14 anos começou a  trabalhar na loja como faxineiro. Em 1974 se juntaram ao grupo Allen Sarlo, Jay Adams, Tony Alva, Chris Cahill, Stacy Peralta e Hamish Albany.

Z Boys:

Os membros da equipe de surfe da Zephyr: Nathan Pratt, Allem Sarlo, Jay Adams, Tony Alva, Chris Cahill e Stacy Peralta.

Os Z–Boys passavam a maior parte do tempo surfando no píer do antigo parque, apelidado pelos locais de Dogtown. Com estacas pontiagudas dentro da água e pouco espaço, o píer era um lugar muito perigoso para surfar. Os meninos dominavam o pico e tratavam com hostilidade qualquer estranho que tentasse se aproximar – segundo Alva eles chegavam a atacar com pedras quem ousasse surfar no pico.

The Cove: As ruínas do parque aonde rolavam as ondas.

The Cove: As ruínas do parque aonde rolavam as ondas.

Z Boys.

Z Boys e Jeff Ho, antes de uma seção de surf.

A maioria deles tinha uma estrutura familiar problemática e ir pra casa era a última coisa que queriam. Quando as ondas não estavam boas eles iam para loja ajudar Jeff e Skip e no tempo que sobrava curtiam também andar de skate, o que para eles não passava de um hobby.

Durante um período sem ondas em 1975, Cahill, Pratt, Adams, Sarlo, Peralta e Alva começaram a ver no skate um pouco mais que isso e propuseram pra Jeff e Skip montar uma equipe do esporte. A eles se juntaram Bob Biniak, Paul Constantineau, Jim Muir, Shogo Kobu, Wentzle Ruml e Peggy Oki, a única menina do grupo de 12 membros. O estilo para os Z-Boys era tudo e a principal inspiração vinha do surf.

Os membros que se juntaram ao time:

Os membros que se juntaram ao time: Bob Biniak, Paul Constantineau, Jim Muir, Shogo Kobu, Wentzle Ruml e Peggy Oki.

O estilo único dos atletas.

O estilo único dos atletas.

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Surfando no asfalto.

O esporte estava meio adormecido desde os anos 60, mas uma revolução nas rodinhas deu uma força para que o skate se levantasse de novo. Em março de 75, depois de quase dez anos, uma grande competição de skate foi realizada. Metade dos finalistas do Del Mar Nationals eram membros dos Z-Boys.

Os Z Boys surpreenderam os juizes e o publico na Del Mar Nationals com suas manobras inéditas e estilo ousado.

Os Z Boys surpreenderam os juizes e o publico na Del Mar Nationals com suas manobras inéditas e estilo ousado.

Nesse mesmo período uma escassez de água obrigou muitas pessoas a esvaziarem suas piscinas. Os Z-Boys viram o problema como oportunidade e passaram a sair pelos bairros em busca das piscinas vazias para tentar um novo jeito de andar de skate. Nasceu aí o Skate Vertical. Tony Alva deu o primeiro aéreo da história em uma dessas piscinas em 77 e muitas manobras novas foram criadas, revolucionando o esporte e fazendo dele o que é hoje.

As piscinas

As piscinas

Não demorou muito para os meninos começarem a receber propostas de patrocínio tentadoras, com as quais a Zephyr Shop não conseguia competir. A equipe se separou e cada um seguiu seu caminho individualmente. Jeff Ho se mudou para o Havai e montou uma loja de pranchas em Honolulu. Recentemente ele voltou pra Venice e reabriu a Zephyr em uma esquina da Abbot Kinney Blv.

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Z Boys ontem e hoje (clique para ver maior)

Stacy Peralta sabia do potencial da história e participou de dois projetos super bacanas para divulgá-la. O primeiro é o documentário “Dogtown and Z-Boys”, dirigido por ele em 2001. O filme conta detalhes da vida da equipe, com fotos e vídeos reais, além de depoimentos atuais dos Z-Boys, de Jeff e Skip. Se você gosta de skate, é imperdível.

http://youtu.be/C78BQFDq6hM

O segundo é o filme “Lords of Dogtown”, escrito pelo próprio Peralta e lançado em 2005. A história se foca em três, dos doze membros do time – Tony Alva, Stacy Peralta e Jay Adams –  e retrata como a fama chegou repentinamente a esses três meninos de vida dura, que viram suas histórias transformadas e viraram lendas, através do que amavam fazer. Mesmo se você não é muito fã do esporte, vale a pena assistir para conhecer um pouco mais da história de Venice.

http://youtu.be/E0K6lUm5ynw

Esses anos ficaram marcados na história do bairro e fizeram de Venice este lugar multicultural, artístico e ainda um pouco underground de hoje. Uma volta no calçadão da praia – que hoje em dia tem uma bela ciclovia, quadras de basquete da onde saíram muitos astros da NBA, uma área de musculação que costumava ser freqüentada por Arnold Schwarzenegger e ainda uma pista de skate insana – te leva para uma viagem bem doida. Tem quem não goste, a gente adorou.

Pra saber mais:

Westland – Venice History: A História de Venice detalhada e cheia de mapas.

Rip P.O.P.: Propriedade de um cara fascinado pelo Pacific Ocean Park, o site tem muitas fotos das ruínas do parque.

Pacific Ocean Park: Mantido pelo mesmo cara que o site de cima, esse possui mais fotos e informações da época em que o parque estava em funcionamento.

Venice Pix: Arquivo de fotos vintage de Venice com mais de 1000 imagens. Dá pra perder muito tempo.

No próximo post: Venice Skate Park – insano!

* As fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor contate-nos.

Fontes: http://www.westland.net/venicehistory/; www.rippo.com; http://pacificoceanpark.tripod.com/; www.wikipedia.com; Dogtown and Z-Boys, 2001.

Venice Beach – Nossa experiência

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Venice Beach fica cerca de 5 minutos de carro ao sul de Santa Monica. O bairro é  uma das partes mais loucas e curiosas de Los Angeles e tem grande importância na história do Surf e principalmente do Skate – vou fazer um post sobre isso depois.

Venice: ao sul de Santa Mônica.

Venice: ao sul de Santa Mônica.

Palmeiras em Venice!

Palmeiras em Venice!

Por do sol....

Por do sol….

Tivemos bastante dificuldade para estacionar o carro por lá: a maioria dos parkimetros permite estacionar por no máximo uma hora e não achávamos lugar para ficar mais que isso. O jeito foi parar em uma dessas vagas mesmo – na Windward Ave, a pricipal entrada da praia – e se programar pra trocar o carro de lugar dali uma hora! 


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Começamos nosso passeio por um dos meus maiores desejos: patinar pela orla de Venice. Vi isso em tantos filmes e seriados que não ia ser feliz se passasse pela Califórnia sem essa.

Alugamos meus patins em uma lojinha na esquina da Windward Ave, um quarteirão antes da praia. Eles tinham também bicicletas, skates, bodyboarsd, sups e pranchas. O aluguel do patins por uma hora saiu $6.

Patins, skates, sups e pranchas!

Patins, bikes, skates, sups e pranchas!

 
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Eu de patins e o Gui de skate – que ele comprou em Sta Cruz – seguimos sentido sul pela ciclovia até o píer. Voltamos, devolvemos os patins e trocamos o carro de lugar.

A ciclovia vista de cima:


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Patins

O inicio do trajeto, bem cheio!

Patins

Chegando no pier tudo fica mais tranquilo.

Descobrimos que o barato de Venice está em circular e ir se surpeendendo com as coisas que vão aparecendo na sua frente. Existe todo tipo de gente, todo mesmo: são hare krishnas, mexicanos, musculosos, tatuados, rappers, rasta faris, skatistas, surfistas, hippies… Até um tal de Doctor Marijuana encontramos.

Crazy people

A diversidade do povo de Venice!

crazy peolpe

Hare Krishnas, roqueiros e até um Papai Noel.

Marijuana

A maconha é legalizada para uso medicinal na Califórnia e pela orla encontramos vários “médicos” querendo nos examinar para verificar se tinhamos problemas como insônia, ansiedade, ou qualquer outra coisa que nos desse um atestado para comprar a droga legalmente!rs

Fazendo um alerta: andando pela orla passamos por uma situação desagradável. Um cara parou a gente e começou a falar sobre o seu trabalho, disse que era jogador de basquete e rapper e que estava promovendo seu CD. Pergunto o nome do Guilherme e da onde ele era, sacou um Cd do bolso, autografou colocando o nome do Gui e do país e disse que custava $15. O Gui disse que não queria o Cd e que não havia pedido para ele autografar. O cara começou a fingir estar muito bravo, queria nos obrigar a comprar e ficou nos ameaçando. Veio atrás de nós por um bom tempo e começou a gritar dizendo que ia juntar uma galera para bater na gente. Percebemos que era um golpe e que essa prática não agradava muito os outros comerciantes, visto que ninguém dava bola pra ele. Eu morri de medo e serviu para aprendermos a não falar com estranhos! É sempre bom estar atento.

Há também muitos artistas fazendo performances das mais variadas – procure no YouTube e você vai ver.

Gostamos muito da apresentação que vimos do Style proz Crew, seis caras de Chicago que dançam, cantam e fazem piadas com o público – eles participaram da quinta temporada do reality show America’s Got Talent em 2010.

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Style Proz Crew: super divertidos.

Você também vai encontrar muitos graffitis por toda a área que traduzem o espírito underground e urbano da praia.

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Grafittis de Venice.

Mas, pelo menos para nós, o ponto alto da praia é o Venice Beach Skate Park, uma das pistas de skate mais legais do mundo – vou fazer um post só sobre ela depois. Perdemos mais de uma hora só olhando a galera andar.

Venice Skate Park.

Venice Skate Park.

 

Venice tem também um shopping a céu aberto, aonde vc pode encontar presentes ecléticos e cools. O Abbot Kinney Boulevard  fica atrás da rua da praia, mas nós não tivemos pique pra ir até ele. 


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Pra fechar o post, esse clipe do Red Hot Chilli Peppers foi gravado de surpresa na praia – alguns dias antes da nossa passagem (droga!). Os caras simplesmente começaram a tocar no alto de um dos prédios e surpreenderam a galera que estava por ali.

http://youtu.be/RtBbinpK5XI 

No próximo post vamos contar um pouco da história de Venice e da importância do lugar para o Skate e o Surf.

Depois ainda tem mais um post pra falar só sobre o Venice Beach Skate Park

O Skate em Santa Cruz

Com certeza você já viu esse símbolo e muito provavelmente é por causa dele que o nome Santa Cruz lhe soa tão familiar.

A Santa Cruz nasceu nos anos 70 e foi fundada por 3 surfistas locais – Rich Novak, Doug Haut and Jay Shuirman – originalmente como uma  marca de surfboards. Nessa época houve um “boom” de skatistas e aproveitando o nicho no mercado a marca se subdividiu e passou a produzir shapes (Santa Cruz e Creature), trucks (Independent), rolamentos e rodas (Bullet, OJ e Road Rider). Rapidamente se consolidou e nos anos 80 já estava entre as melhores na indústria do skate.

Um dos vídeos de maior sucesso da época , Wheels of Fire, foi produzido pela marca e é um marco na hisória do esporte.

http://www.youtube.com/watch?v=xK3WPeg3WxU

Chegamos então a conclusão de  que estávamos no lugar certo para comprar um skate dos bons.

Começamos nossa busca pela Pacific Avenue, a principal rua de compras da cidade (vou falar mais sobre ela depois).

Praticamente todas as lojas tem Skates! Você vai achar de todos os estilos e marcas.

Você vai encontrar todos os tipos de skate em Santa Cruz. Dá só uma olhada no shape do Homer!

O Gui estava de olho em um Mini Cruise, um skate meio old school, que tem o shape menor do que o comum. As rodas são maiores e o truck mais estreito o que ajuda a fazer curvas mais fechadas. Parece um pouco mais com surf, lembra os longboards, só que em um tamanho bem mais prático.

Ele escolheu o Sector 9 Raglan. O Skate é feito de bambu e segundo a descrição da própria marca  foi feito para manter os movimentos do surf e saciar a vontade quando o mar estiver flat. Não é ideal para andar em pistas, mas dá para se arriscar. Pagamos uns $100. E valeu muito a pena!

Sector 9 Raglan – Mini Series Bamboo

Fizemos um filminho da primeira vez que andamos com ele aqui no Brasil. Dá pra ter uma noção dos movimentos e do “jeito do skate”. Não reparem que eu não sei andar direito e morro de medo de cair sem equipamento hem!! rs

http://youtu.be/rnFT46IjJ-U

No próximo Post: Mais um pico de surf em Santa Cruz,  Pleasure Point.

Santa Cruz Skate Park

Nossa próxima parada foi mais radical. Decidimos ir conhecer o Santa Cruz Skate Park que fica na 299 San Lorenzo Boulevard, uns 3 minutinhos de carro da Mission Santa Cruz.

Painel com desenhos dos próprios skatistas no Skate Park de Santa Cruz!

A pista foi inaugurada na primavera de 2006 e foi desenhada pelo renomado skate designer Zach Wormhoudt, local de Santa Cruz.

Com cerca de mil metros quadradros, dois bolws e uma área de street, o diferencial da pista é um looping que simula uma onda.

Dá até pra entubar no Skate Park de Santa Cruz!

A área de Street.

O dois bowls.

Pelo Google Street View dá pra ter uma boa noção do local:


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Infelizmente ainda não tínhamos skate e ficamos só na vontade. Se você quiser se aventurar lembre-se de levar seu capacete, pois atualmente é proibido andar sem essa proteção. Se você não tiver nenhum dos dois você acha as melhores marcas nas lojas de lá.

No próximo post vou contar um pouco da história do Skate na cidade e da nossa busca por um.