Passeio a pé pela Strip

Uma ótima opção para um primeiro passeio em Vegas é dar uma volta a pé pela Strip. Para quem não sabe, Strip é como a Las Vegas Boulevard – a principal avenida da cidade – é chamada. É lá que se concentram a maior parte dos hotéis, shoppings e restaurantes. As luzes durante a noite são surreais, mas durante o dia a Strip também tem sua beleza.


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Apesar de parecer, os hotéis não ficam tão próximos uns dos outros e se a ideia for adentrar cada um deles, o melhor é ir de carro ou pelo interior dos shoppings -principalmente se o calor estiver forte – pois quase todos os hotéis são ligados interiormente.

Já se a proposta é ver as fachadas e se divertir com performances na rua, uma caminhada pela calçada é um programa bem bacana e te leva a entender um pouco mais a localização dos lugares. Há algumas lojas pelo caminho e nós paramos em várias delas para fazer compras.

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Fomos desde o Planet Hollywood até o Wynn, uma caminhada longa de 5km no total, e quase que eu quis voltar de Monorail. Aliás, essa é uma ótima opção para se locomover pela Strip para quem não está de carro. O sistema de trens suspensos tem estações interligadas a quase todos os hotéis da região e é possível comprar passes com duração de 1 a 3 dias. Como nós não utilizamos o sistema indico esse post aqui e esse outro aqui para quem quiser saber mais detalhes. Já esse post do Viaje na Viagem aponta os prós de alugar um carro ou não.

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Depois de cerca de duas horas voltamos ao hotel para pegar ao carro e seguir para um dos outlets, mas isso fica pro próximo post.

Dia de Turista em Hollywood: Calçada da Fama, Chinese Theatre e etc

Era nosso quarto e último dia em LA e eu sentia que não tinha conhecido nada da cidade. Havíamos passado os últimos dois dias enfurnados – no bom sentido –  em parques de diversão e ainda faltava muito para conhecer. Infelizmente tínhamos poucas horas –íamos pegar a estrada para Vegas na parte da tarde – e muitas opções.

Escolhemos fazer o programa mais turístico e mais furado de todos, mas sem o qual você não pode dizer que conheceu Los Angeles – afinal você é um turista ou não é?  Percorrer os arredores da Hollywood Boulevard em busca das estrelas da calçada da fama, conhecer o Chinese e o Kodak Theatre e comprar suvenirs com temática da indústria do cinema foi nosso último passeio na cidade da fama.


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Saímos de casa por volta das nove e fomos direto para Hollywood Boulevard. Estacionamos o carro em uma das ruas paralelas – que tem parquímetros que permitem estacionar por até duas horas. A pé saímos para o famoso o “tour”.

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Calçada da Fama se estende pela Hollywood Blvd entre a La Brea Ave e a Gower St, e pela Vine St entre a Hollywood Freeway e a Sunset AveNesse artigo da Wikipedia  há uma lista com todas as estrelas e seus respectivos endereços – já leve anotado aonde a estrela do seu artista preferido está pra facilitar.

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No caminho aproveite para conhecer o Chinese Theatre . Construído em meados de 1927 o local foi palco de muitas estreias de filmes consagrados e de três cerimônias do Oscar. É na calçada do aclamado espaço que você vai encontrar as placas de cimento com as marcas das mãos, pés e assinaturas das mais famosas celebridades – na minha opinião, bem mais legal do que as estrelas da calçada da fama. É possível fazer um tour de 20 minutos pelo interior e conhecer um pouco mais da história do cinema americano por menos de $14. No site é possível checar também as datas das estreias e quem sabe coincidir a sua visita com a do astro dos seus sonhos.

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No mesmo quarteirão está o Kodak Theatre, que desde que foi aberto em 2001, recebe a cerimônia do Oscar anualmente. Além do tradicional evento, o palco do lugar costuma receber shows dos melhores artistas do mundo. O tour pelo interior dura cerca de 30 min e custa $17. Nele você vai ver uma estatueta original, sentar nas mesmas cadeiras que as estrelas de Hollywood se sentam e descobrir histórias interessantes sobre a cerimônia do Oscar.

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Nós não tivemos interesse em fazer nenhum dos Tours e nos contentamos em ver só a fachada de ambos.

Esse site apresenta as datas dos principais eventos da região e se você quiser encontrar uma celebridade essa é sua melhor chance. Passando pela rua você vai encontrar também diversas ofertas de excursões que levam para conhecer as casas dos famosos. Dizem que não dá pra ver muita coisa e que a maioria das casas são protegidas por altos muros, mas deve ser no mínimo divertido.

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Para finalizar nosso “tour” passamos na The Hollywood Land Experience, uma das maiores lojas de souvenirs da região. Com canecas, canetas, porta retratos e imãs em forma de claquete saímos de lá de volta para o nosso apartamento para fazer as malas e deixar a Califórnia.

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Six Flags: pra quem gosta de Montanha Russa

No nosso terceiro dia em LA, optamos por ir a mais um parque, mas dessa vez radicalizamos um pouco mais. O Six Flags é a maior rede de parques do mundo e possui 19 unidades – 13 parques de diversão e 6 parques aquáticos – espalhadas pelos Estados Unidos e com unidades no México e no Canadá. Os parques de diversão possuem somente montanhas russas e por isso já digo: se essa não é a sua praia, nem pense em ir até um deles. Agora se você gosta da emoção de andar em um carrinho sobre, e muitas vezes sob, trilhos esse é um lugar que você não pode deixar de visitar. Lá você vai encontrar com certeza algumas das melhores montanhas russas do mundo.

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A unidade mais  próxima a Los Angeles é o Six Flags Magic Mountain e fica em Valencia, a cerca de 35 milhas – ou 45 minutos – do nosso apartamento em Beverlly Hills. Para quem tiver interesse, ao lado do Magic Mountain fica o Six Flags Hurricane Harbor, com atrações aquáticas.


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Tente sair antes da hora do rush para evitar o trânsito e você não terá maiores problemas em chegar até lá.

O estacionamento é grande e custa $18 por dia. Marque bem o local aonde você parou, nós ficamos quase meia hora procurando nosso carro na volta.

O ingresso para o parque custa $66,99, mas a melhor opção é comprar on line e ganhar um desconto de $20 por ingresso, que aumenta para $25 se for comprado com pelo menos três dias de antecedência. De quebra, você ainda vai evitar as filas nos guichês e pode ir direto para a fila da entrada.

O horário de funcionamento do parque varia conforme o mês e dia – no nosso caso o parque funcionou entre 10:30am e 8:00pm e mesmo assim não foi suficiente para que conseguíssemos ver tudo. Escolhemos um dia não muito bom para nossa visita, um sábado de sol  no meio das férias de verão. Além disso havia uma excursão gigantesca de muçulmanos que lotaram o parque. Pegamos filas enormes em todas as principais montanhas russas e isso fez do nosso dia bem mais cansativo do que havíamos planejado.

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Nesse caso valeria a pena ter comprador o The Flash Pass, que permite reservar horários na maioria das atrações. Existem três opções de Flash Pass: o Regular – que permite fazer a reserva para o mesmo tempo da fila (Ex: São 70 minutos de espera. Você vai poder embarcar dali 70 minutos, só quem sem ter que ficar na fila), o Gold – que reduz em 50% o tempo de espera – e o Platinum – que reduz o tempo em 90% e ainda permite que você vá a mesma montanha duas vezes. O preço do Flash Pass varia conforme o número de pessoas e a data da visita – você consegue simular tudo no site – e no nosso caso sairia $75, $127 e $187 respectivamente.

Quando gostávamos muito de uma montanha russa, tentávamos esperar por uma vaga de Single Ride: normalmente os carrinhos são triplos e a maioria das pessoas está em número par e querem ir juntas, por isso sempre sobra um lugarzinho. Não é organizado como nos parques da Disney – que muitas vezes possuem uma fila exclusiva para Single Riders – mas se você for esperto, consegue um lugar vago. Aproveitamos essa oportunidade em várias atrações e conseguimos ir até quarto vezes seguidas em atrações bem concorridas como  a Tatsu.

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Com relação a refeições, existem alguns pacotes, mas eu não acho que valem a pena.  Nós optamos por comer novamente no Johnny Rockets que possui duas unidades dentro do parque, com um preço bem superior as lojas de rua. A comida também não estava tão boa, mas nada que fuja dos padrões de parques. Vale a pena comprar uma “Suvenir Bottle”, que sai por $14,99 e permite você beber quanto refrigerante ou água quiser.

Na maioria das atrações, não é possível embarcar com nenhum objeto, por isso é melhor deixar tudo em um armário ou no próprio carro e levar somente o necessário, que você poderá colocar em nichos cada vez que embarca.

São 35 montanhas russas no total, sendo 12 para crianças, 15 de nível médio e 18 com maior intensidade de adrenalina. Nós não conseguimos ir em todas e priorizamos as 18 mais intensas.

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Não vou falar de cada uma pois achei um canal no Youtube que tem videos de boa parte das melhores montanhas russas dos Eua – clique aqui para ver todos. Vou postar aqui os das minhas preferidas:

Super Man: Escape from Krypton

Tatsu

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Green Lantern

Goliah

Scream

Viper

Nós saímos do parque as 8 da noite muito cansados. Chegando em Los Angeles paramos em uma Pizza Hut, pedimos uma daquelas pizzas gigantes e fomos comer em casa. No dia seguinte nossa missão era tentar conhecer o que faltava de Los Angeles e pegar a estrada com direção a Las Vegas, nosso ultimo destino.

Mais informações:

Six Flags Magic Mountain 

26101 Magic Mountain Parkway
Valencia, CA 91355

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

 

Hollywood Sign

Nove letras brancas em tamanho gigante repousam sobre uma das montanhas de Los Angeles. Nelas  é possível ler uma palavra que é, nada mais, do que o nome da cidade na qual você se encontra ao vislumbrar o monumento: H-O-L-L-Y-W-O-O-D.

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Essas letras, construídas ali em 1923, tornaram-se um dos maiores ícones da atualidade. Lê-se Hollywood, mas o que vem a mente é fama, sucesso, glamour e ambição. E é o poder desse simbolismo que me atrai e faz esse mero conjunto de letras me parecer tão fascinante.

Nada mais apropriado do que escolher o famoso símbolo como nosso primeiro destino  em LA. Nada faria-me sentir tão em Los Angeles como chegar perto dessas nove letras.

O Hollywood Sign pode ser visto de vários pontos em West Hollywood e Hollywood. Caminhando entre as ruas você irá avistar-lo diversas vezes.

Esquina da Hollywood Blvd com a Gower Blvd:

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Esquina da Hollywood Blvd com a Highland Ave:

Highland Ave

Infelizmente, não é mais permitido entrar na área aonde fica o Hollywood Sign. Há muitos anos atrás era possível tocar nas letras, mas devido a ação de vândalos o local foi fechado e conta hoje com um esquema de segurança moderno e bem equipado. O jeito mais fácil, rápido e eficiente de chegar a ele (ou quase) é seguindo de carro para o seguinte endereço: 3000 Canyon Lake Drive.


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Saindo da Hollywood Blvd o trajeto demorou cerca de 20 minutos. Depois de percorrer alguns metros pela Beachwood Drive você tem a primeira visão que te acompanha por boa parte do caminho. Ao entrar em Hollywood Hills o caminho fica estreito e sinuoso e você poderá ver fragmentos cada vez mais próximos do letreiro. Até que ao entrar na Mulholand Drive a visão é total , porém, não é permitido estacionar nesse trecho. Desça um pouco mais e estacione próximo a um gramado.


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Além de uma bela vista do Hollywood Sign, você também terá uma boa vista da cidade. Já estava quase anoitecendo quando chegamos , que pena que não podíamos ficar mais e ver as luzes da cidade se acendendo.

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Outros lugares para observação: http://www.pachd.com/free-images/hollywood-sign.html

História e mais informações: http://www.hollywoodsign.org/

Em busca de ondas por La Jolla, SD

Saímos de Black´s mortos de fome. Decidimos almoçar na mesma Deli que havíamos visitado no dia anterior e que eu contei nesse post aqui.

Estávamos acompanhados além do Lukinhas, por um amigo dele, brasileiro, mas morador de San Diego a muitos anos, o João Paulo. Como um bom local, o João levou a gente para dar um check nas praias de La Jolla e tentar achar a melhor opção de onda para a segunda queda do dia.


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Começamos pelos points de fundo de pedra que ficam ao sul da La Jolla Children’s Pool.

Existem vários points nessa região com nomes diferentes, sendo os mais famosos Hospitals – que quebra nos swells de oeste e noroeste – e Horseshoe – uma esquerda que quebra graças ao fundo em forma de ferradura. De onde estávamos conseguíamos ter uma visão dos dois picos e percebemos que enfim o swell tinha chegado. As ondas estavam grandes e ficamos mais de uma hora observando o mar. Ambas são difíceis e perigosas e até mesmo os locais exitam em cair por ali quando as condições não estão perfeitas. Haviam dois surfistas na água e eles remavam muito para fugir da correnteza e estavam com dificuldades em ficar no pico para conseguir dropar.


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Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquerda forte quebrando nos reefs de pedra.

Esquilos.

Enquanto as ondas rolavam dois esquilinhos tentavam se esconder da gaivota que queria roubar a comida deles.

Decidimos então descer mais um pouco e o João nos levou para a Marina Street Beach. A pequena praia fica meio escondida e por isso não é destino comum de turistas. O bairro é bem residencial e é possível estacionar o carro pelas ruas próximas. A onda, tubular e cavada, é famosa entre os bodyboards, e os meninos acharam que dava pra encarar de prancha.


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A praia.

Marina Street Beach.

Gui

Lukas Paris.

Gui

Gui Assis.

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Lá foi a primeira vez que vi Bodyboards praticando o Drop-Knee –   com um pé e um dos joelhos na prancha – e achei incrível.

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Praticamente todos bodyboards na água dropavam as ondas assim.

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E faziam coisas que eu nunca imaginei serem possíveis nesse tipo de prancha.

aaaa

É bom pra galera que tem preconceito contra o esporte mudar de opinião.

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As pranchinhas e funs também aproveitaram as ondas.

aaaa

Havia um certo crowd na água.

aaaa

Do lado de fora, eu estava adorando! Consegui algumas imagens bacanas!

Ficamos por ali até anoitecer, mas se você tiver a oportunidade check também os dois pointbreaks mais ao sul – Little Point e Rockpile – tão perigosos e difíceis quanto os do norte.

No próximo post: nossa despedida da Ana no PB Shore Club

Black’s Beach: a melhor praia de SD

Pra gente aqui do Destino California, não restam dúvidas! Black’s Beach é a melhor praia de San Diego!

Ela é linda! São mais de 7km de areias que se espremem entre as falésias e o mar.

As ondas estão entre as melhores do sul da California!

É super tranquila e relativamente vazia, já que o acesso não é dos mais fáceis.

E por último é permitido – na parte norte gerenciada pelo Torrey Pines State Beach – ficar peladão em meio a tudo isso! Uhuuuu!

Brincadeiras a parte, Black’s é sim uma praia incrível. A paisagem deslumbrante fica melhor ainda diante das ótimas ondas no mar e a tranquilidade que só uma praia de difícil acesso pode proporcionar. E não se preocupe, caso o nudismo não seja sua praia, fique restrito a parte sul e você não terá maiores surpresas.

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Nudistas em Black’s nos anos 70.

Esse paraíso californiano fica a cerca de três milhas ao norte de La Jolla e o acesso a ela pode ser feito por três pontos diferentes.


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O mais popular deles fica no meio da praia, próximo a um campo de saltos de asa deltas e paragliders e de um estacionamento público. Essa trilha é bem acidentada e íngreme – há inclusive um sinal dizendo para não utiliza-la em dias de chuva – e chega à praia na área de nudismo.

O mais popular acesso a Black's é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O mais popular acesso a Black’s é feito por uma trilha ingrime e pelo visto, perigosa.

O segundo ponto fica mais ao sul. A trilha asfaltada tem cerca de 3km e início na La Jolla Farms Road. Você pode estacionar o carro por ali mesmo, sempre ficando atento ao limite de horário nas placas.

A nossa opção de acesso.

A nossa opção de acesso.

O terceiro acesso é através de La Jolla Shores. É só seguir caminhando pela praia sentido norte e atravessar pelas pedras quando a maré estiver baixa. Se a maré subir o acesso é bloqueado, por isso, não acho uma boa opção pra quem quer ficar um tempo em Black’s.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

O acesso pela praia só é possível durante a maré baixa.

Nós utilizamos a segunda opção. Estacionamos o carro na La Jolla Farms Rd e seguimos pela trilha: para descer o trajeto é tranquilo, já na volta a subida íngreme complica um pouco a situação.

Black´s é considerado a melhor onda de San Diego e todos sabem disso. O que salva um pouco o pico do crowd é o tempo necessário para se chegar lá. Para uma terça feira o crowd estava razoável, mas acredito que nos fins de semana deve aumentar consideravelmente.  O swell estava marcado para entrar nesse dia, mas atrasou um pouco e as ondas ainda não estavam grandes, mesmo assim os meninos saíram do mar satisfeitos.

Guilherme Assis.

Guilherme Assis.

João Paulo.

João Paulo Oliveira.

Lukas Paris.

Lukas Paris.

Pegando onda juntos.

Pegando onda juntos.

Gui.

Gui.

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Haviam vários surfistas na água.

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E na terra também.

 

aaaaa

O mar de Black´s tem uma corrente super forte e perigosa para banhistas. Por isso há sempre Salva Vidas na praia. Eles chegam de carro pela mesma trilha que utilizamos, mas tem a chave do cadeado do portão!!rsrsr

aaaa

Mesmo estando do lado aonde ficar pelado não é permitido, nos deparamos com um pessoal mais liberal!

Não há nenhum tipo de comércio na praia, por isso leve pelo menos uma água. Também não há banheiros (nem moitas), por isso, se a bexiga apertar se prepare para ter que entrar na água gelada!

Ah, e várias placas alertam: não coloque sua cadeira ou canga muito próximas aos paredões rochosos, existe risco de queda!

Se você quiser se encantar com o lugar, acesse a galeria de fotos do site Surfline: são as fotos mais lindas de Black’s – e de surf no geral – que eu já vi. Luz surreal, ângulos incríveis, ondas perfeitas e uma linda paisagem.

Fotos: Surfline

Fotos: Surfline

No próximo post: Em busca de ondas por La Jolla

Hotel del Coronado

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Do Maritime Museum seguimos em direção a mais uma parte da história de San Diego: o Hotel Del Coronado. Para chegar a ele é necessário percorrer a Coronado Bridge, que atravessa a baia de San Diego até a península que abriga a pequena cidade que dá nome a ponte. Charmosa e tranquila, a comunidade é possuidora daquela beleza típica das cidades de praia da Califórnia: ruas arborizadas, quintais floridos e o azul do mar completando a paisagem.


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No inicio da ponte vale a pena dar uma paradinha, ou ao menos dedicar os olhares, ao Chicano Park. O parque, que ocupa uma área de 8 acres em baixo da ponte, surgiu nos anos 70, depois de uma revitalização da área. A influência da cultura do povo mexicano, que ocupava o lugar em massa,  trouxe para o parque o que é hoje o seu maior trunfo, os murais. O movimento muralista teve inicio em 1910 no México e foi um dos mais importantes movimentos da arte popular do século, tendo como um de seus maiores expoentes o famoso pintor Diego Rivera. Hoje o parque abriga a maior coleção do país de murais ao ar livre – são 72 no total, entre antigos e novos – e você vai poder ver claramente a influência do movimento no graffiti dos dias de hoje.

Centenas de murais tomam conta da área conhecida como Chicanos Park.

Centenas de murais tomam conta da área conhecida como Chicano Park.

Não tem como não se encantar com as cores.

Não tem como não se encantar com as cores.

A vista de cima da Coronado Bridge – que é super alta para que os navios possam passar por baixo entre os pilares – também merece atenção. A esquerda você tem a visão do porto de San Diego, a sua frente a península cheia de pequenas baías e a direita o skyline da cidade.

Coronado Bridge.

Coronado Bridge.

O Hotel Del Coronado fica bem próximo a ponte, no canto esquerdo da Coronado Beach, eleita uma das mais bonitas da Califórnia.


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Quando foi aberto em 1888, o hotel era considerado o maior resort do mundo, ocupando uma propriedade de 28 acres. Passados mais de cem anos, o lugar mantém o luxo e o requinte, que aliados a aura única criada por sua história, fazem do hotel uma parada obrigatória para quem visita San Diego.

O Hotel, desde 1977, é considerado patrimônio histórico da Califórnia

O Hotel, desde 1977, é considerado patrimônio histórico da Califórnia.

A construção de madeira ao estilo Vitoriano tinha instalações extremamente luxuosas e modernas para época. Todas as dependências eram iluminadas com luz elétrica, havia uma máquina de gelo artificial, um salão de baile amplo e lindamente decorado além de suítes espaçosas e com vista para o mar. Tudo isso chamou a atenção de muitos ricos e famosos e o hotel ficou conhecido por receber hospedes notórios. Dezoito dos quarenta e quatro presidentes do Estados Unidos já hospedaram lá, entre eles Franklin D. RooseveltJohn F. KennedyRichard Nixon,  Jimmy CarterRonald ReaganGeorge H. W. BushBill ClintonGeorge W. Bush, e Barack Obama. Entre os famosos desde Thomas Edson e Charles Chaplin até Madonna, Brad Pitty e Oprah.

O Hotel em 1888, ano de sua inauguração. Foi lá, que a primeira árvore de natal com luzinhas externas foi montada.

O Hotel em 1888, ano de sua inauguração. Foi lá, que a primeira árvore de natal externa com luzinhas foi montada.

Chegando no hotel.

Chegando no hotel.

A famosa fachada.

A famosa fachada.

 

No interior, o luxo é o mesmo. Há restaurantes, uma 'padaria' e uma sorveteria. A aparência dos doces estava ótima.

No interior, o luxo é o mesmo. Há restaurantes, uma ‘padaria’ e uma sorveteria. A aparência dos doces estava ótima.

O hotel foi também cenário de diversos filmes e conquistou boa parte da sua fama através do filme Some Like it Hot (‘Quanto mais quente melhor’), rodado em 1958 e lançado no ano seguinte. Com estrelas como Jack Lemon, Tony Curtis e Marilyn Monroe no elenco, a comédia romântica foi um sucesso de crítica e bilheteria, se tornando um dos maiores clássicos do cinema.

Marilyn e seus companheiros de set.

Marilyn e seus companheiros de set.

Confesso que o fato do filme ter sido rodado lá foi o que mais impulsionou minha vontade de visitar o Hotel. Sou super fã de divas, e a Marilyn está entre as minhas preferidas. Por isso simplesmente AMEI a lojinha de souvenires do Hotel, que entre muitos objetos antigos interessantes, tinha centenas de itens ‘Marilyn Monroe’: desde livros com fotos, porta copos estampados, bolsas, relógios, lenços, esculturas… enfim, uma infinidade de coisas. Eu escolhi um livro de bonecas de papel – sabe aquele em que você recorta a roupa e veste no manequim? – com os figurinos mais lindos, importantes e conhecidos da diva.

Gift Store: Cheia de itens Marilyn!

Gift Store: Cheia de itens Marilyn!

A praia do hotel, a Coronado Beach, é bem bonita e rolam até umas ondinhas para iniciantes. Para quem estiver a fim de se hospedar lá prepare o bolso: as diárias não saem por menos de $270,00.

Coronado Beach: longa, com areia clara e mar azul.

Coronado Beach: longa, com areia clara, mar azul e algumas ondinhas.

Mais informações:

Hotel Del Coronado  – http://hoteldel.com/
1500 Orange Ave
Coronado, CA 92118

Mount Soledad, a vista 360° de San Diego

Depois do almoço decidimos fazer um passeio mais tranqüilo e relaxante: subir o Mount Soledad para ver a vista 360° de San Diego.

Chegar lá de carro é fácil e rápido – demoramos cerca de 10 minutos e não tivemos problemas em encontrar o caminho.


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O monte fica dentro do Soledad Park e de cima dos seus 250 metros de altura é possível ver boa parte da costa de San Diego e dependendo da visibilidade enxergar até a fronteira com o México. Acho que é legal consultar um mapa para tentar entender os 360° de vista.

Vista 360° de San Diego. É nessa direção que fica a fronteira.

Vista 360° de San Diego. É nessa direção que fica a fronteira.

No alto do monte fica a Soledad Cross, uma cruz construída pela primeira vez em 1913 e reconstruída duas vezes desde então. A cruz representa um memorial de guerra e por isso foi motivo de muita controvérsia, já que ligar religião a questões do estado é ilegal nos Eua.

Soledad Cross.

Soledad Cross.

Sentamos nos banquinhos que ficam ao redor da cruz e relaxamos curtindo a vista e o sol. Vale a pena subir até lá em um dia aberto e sem fog, já se estiver nublado é melhor optar por outro passeio.

O dia estava perfeito.

O dia estava perfeito.

A vista a noite também deve ser bem bacana.

A vista a noite também deve ser bem bacana.

No próximo post: Old Town, um pedacinho do México na Califórnia.

* Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos de alguma das imagens e quiser que a mesma seja retirada ou creditada, por favor, contate-nos.

La Jolla Shores

Tiramos o nosso primeiro dia em San Diego para explorar o bairro em que estávamos hospedados. La Jolla é conhecido por suas mansões e restaurantes requintados que trazem ao lugar um ar de balneário elegante. Considerada a comunidade mais rica de San Diego, possui o metro quadrado mais caro da cidade. Tudo isso tem um motivo e sem dúvida foi a natureza quem trouxe toda a atenção inicial para o bairro.

Os 11 km de costa são permeados por rochedos e falésias que juntos ao oceano Pacífico deixam a paissagem arrebatadora e única. As construções se aproveitam desses atributos e se encaixam entre as formações do relevo, tendo o azul do mar como plano de fundo. Nenhum dos lugares que visitamos na viagem se parecem com o litoral de La Jolla – talvez Laguna Beach se aproxime um pouco por também ter praias pequenas e protegida. Nós ficamos realmente impressionados com a beleza das praias e concluímos que nome La Jolla, que significa ‘A Jóia’ em português, foi uma escolha muito apropriada para batizar o bairro.

Percorra o mapa para observar a vista aérea das casas construídas a beira das falésias e rochedos:


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As principais praias do bairro são Windansea – onde ficava nosso hotel, La Jolla Children’s Pool – mais conhecida como a praia das focas, La Jolla Cove – a mais linda e protegida de todas, La Jolla Shores – a maior e mais freqüentada e Black’s Beach – a que tem as melhores ondas.

Mapa das praias

Decidimos começar conhecendo a praia de La Jolla Shores, a mais freqüentada da região.  A praia é longa – para os padrões do lugar – e possui uma areia branca e macia. As ondas são pequenas e com boa formação, ótimas para iniciantes.  Estacionamos no espaçoso Parking Lot e fomos curtir o sol.


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A praia é relativamente longa e tem clima família.

A praia é relativamente longa e tem clima família.

As ondas são ótimas para iniciantes.

As ondas são ótimas para iniciantes.

Diferente das praias do Brasil, não é permitido consumir bebidas alcólicas nas praias americanas. Você também não vai encontrar nenhum tipo de quiosque ou barraquinha e muito menos ambulantes vendendo qualquer produto. Por isso é importante levar pelo menos uma garrafinha de água.

A praia estava relativamente cheia – mesmo sendo uma segunda feira – e o clima era bem família. A água, como não podia ser diferente, estava bem gelada, apesar do sol e do clima quente.

Passamos cerca de três horas por ali e saímos em busca de um lugar pra almoçar. Mas isso fica pro próximo post.

P.B.

Eu estava morrendo de ansiedade para chegar a San Diego. Queria muito conhecer a cidade e etc, mas o que eu queria mesmo era encontrar minha amiga querida, a Ana Banana.

Ela estava morando lá havia 3 meses, saiu do Brasil para trabalhar como Au Pair na casa de uma família moradora da cidade.  Além do trabalho, a Ana estava também fazendo um curso e logicamente usando seu tempo livre para se divertir e conhecer um pouco mais do estilo de vida da Califórnia.

O primeiro lugar que ela quis nos apresentar foi  Pacific Beach, mais conhecido pelos locais como P.B. Segundo a própria Ana o lugar é algo como “a Vila Madalena com praia”: cheio de barzinhos e restaurantes a área vive cheia de jovens e gente bonita circulando. A P.B. fica ao sul de La Jolla e é considerada a praia mais badalada e com a melhor vida noturna de San Diego.


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Nos escontramos em um restaurante aonde ela e as amigas – uma alemã, uma grega e até uma finlandesa, todas Au Pairs – almoçavam naquela tarde de domingo e compartilhavam os acontecimentos da balada na noite anterior. Nos já havíamos almoçado e ficamos ali só conversando, impressionados com a evolução do inglês da Ana.

Ela contou que queria nos levar a uma balada de frente para a praia, sempre lotada nos fins de semana e na qual ela estava a fim de ir a muito tempo.  A balada, só pra maiores de 21 anos, ficava sempre pra depois, já que uma das meninas era menor e  elas sempre optavam por ir a outros lugares juntas.

Depois de um passeio pelo calçadão, super empolgadas, fomos para o tal lugar e nos posicionamos na fila. Mas a sorte não estava com a Ana Banana. Eu estava só com meu Rg, sem o meu passaporte e acabamos sendo barrados. Apesar de tentarmos explicar para o segurança que a data do meu nascimento era aquela ali, ele não nos deixou entrar. Por isso fica a dica: faça uma cópia do seu passaporte em tamanho reduzido e leve-a para onde você for. Eu não imaginava precisar dela naquele dia e acabamos perdendo o que seria nossa primeira balada na California.

Acabamos ficando só na fila.

Acabamos ficando só na fila.

O jeito foi ir para a praia, assistir o por do sol e colocar o papo em dia. Nada muito diferente do que a gente costumava fazer por aqui, não é mesmo Aninha?

Por do sol em Pacific Beach, SD.

Por do sol em Pacific Beach, SD.

OBS: Me impressionei bastante com cartazes que encontramos nos restaurantes e estabelecimentos da praia. Eles alertavam para o alto índice de estupros ocorridos na região, aconselhando as mulheres a não andarem sozinhas ou tarde da noite pelo bairro. Não esperava isso por aqui.

 

Levamos a Ana pra casa e retornamos ao nosso Hotel. Jantamos uma pizza gigante de Peperonni da Domino’s.

No próximo post: La Jolla Shores