Carta de Amor à Fernando de Noronha

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Recife, 04/11/14 – 17:02, hora local

Boing 737 Gol – Voo 1291

Após sete dias no paraíso estou nesse momento regressando a minha cidade natal, São Paulo.  A sensação é de um aperto no peito. Estou sem chão, sem ar e sinto como se não fosse mais conseguir viver sem estar ali. A ideia de não saber quando voltarei a vê-lo, senti-lo é devastadora e os pensamentos só giram em torno de um possível retorno.

Pois é, me apaixonei louca e compulsivamente por Fernando de Noronha!

Nunca vi tanta beleza em tão pequeno território, tão natural, tão selvagem e preservada. Para cada canto que se olha, cada lugar novo que se vai a sensação é de estar vivendo um devaneio. Conheci tantas paisagens e lugares surreias que a cada manhã a sensação era de que o dia anterior tinha sido um sonho dos bons.

Da suite mais cara no hotel mais luxuoso da ilha à simplicidade de uma pousada domiciliar; da barraca da Regina em um domingo no Porto ao lado dos Ilhéus ao farto festival gastronômico ao lado das celebridades; da superfície do oceano nas ondas tubulares da cacimba as profundezas da caverna da sapata em uma imensidão azul anil. Não houve um momento que não considero inesquecível.

Volto uma pessoa diferente. Primeiramente impressionada com a destreza do Criador. E em consequência muito decepcionada com o poder de destruição do homem. Levei menos de dois dias para entender e mudar dentro de mim algumas atitudes simples, mas essenciais para a preservação de lugares como esse. Essa consciência que já existia dentro de mim tomou forma e força em Noronha. Estar em uma joia lapidada no meio do oceano, com apenas 17 km quadrados me deu  ideia concreta de como a manutenção do Planeta está em nossas mãos. Lixo, poluição, escassez de reservas de água potável, urbanização e seus impactos: com pequenas ações podemos minimizar e muito esses problemas . Aprendi a tomar banhos mais rápidos, usar menos louça e lavar menos roupa para economizar água. Me doía toda vez que jogava algo no lixo e passei a apoiar a campanha para a extinção das garrafas Pets de água de 500 ml. Mas sobretudo entendi que precisamos de muito pouco para sermos felizes.

Obrigada Deus por ter criado Fernando de Noronha! Eu amo você!

Eu amo Noronha!

Kitesurf: a gente quer velejar também – Peixe ao Luar

Durante nossa viagem para Taíba nós conhecemos vários restaurantes. Comemos lagosta, camarão, peixe, carne seca, cozinhamos em casa, fizemos churrasco. Mas nenhuma delas chegou aos pés da nossa melhor e mais inesquecível refeição: o Peixe ao Luar.

Tradição no povoado, o peixe ao luar é assado na praia à luz da lua cheia em uma fogueira de cocos secos, acompanhado de tapioca caseira. Você pode contratar esse serviço ligando para a Associação dos Pescadores da Taíba. O nosso Peixe ao Luar foi ainda mais especial, pois foi um presente de um dos locais, o John Lenon.

O John fez questão de nos ensinar a tradição: fomos com ele colher os cocos, compramos os peixes, limpamos, fizemos os espetos e acendemos a fogueira na beira da lagoa.

A lua estava tão cheia e iluminada que os meninos puderam velejar de kite a noite.

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Esse foi com certeza nosso momento mais incrível  e inesquecível. Aquele que vamos contar para nossos filhos!

Valeu John!!

Para contratar o Peixe ao Luar  ligue para a Associação dos Pescadores da Taíba: (85) 9615-6096.

 

Kitesurf: a gente quer velejar também – Aonde comer em Taíba

Quem acompanha o blog sabe que durante nossa passagem pela Taíba ficamos hospedados em um apartamento. Por esse motivo, acabamos fazendo muitas refeições em casa.

Mas não podiamos deixar de conhecer alguns bons restaurantes da região que mesclam a culinária local com influências da culinária francesa e européia, mistura essa feita graças ao grande número de extrangeiros que visitam o local. Taíba tem inclusive durante os meses de agosto e setembro um Festival dedicado a uma iguaria francesa pouco apreciada no Brasil, o Escargot – http://www.festivaldoescargot.com.br/. Infelizmente não estávamos lá nessa época, mas mesmo assim tivemos boas experiências gastronômicas.

Creole Beach – O primeiro restaurante que escolhemos para conhecer foi o mais francês de todos. O Creole Beach é comandado pelo chef Jean P. Baptiste, francês residente da Taíba a mais de dez anos. O ambiente rústico tem toques charmosos, como as mesas em cima de jangadas na areia. Estávamos em uma mesa grande, acredito que por isso os pedidos demoraram para chegar a mesa, já que o chef estava sozinho. Uma simpática porção de amendoim foi servida junto com a cerveja e ajudou a segurar a fome, juntamente ao Camarão ao Alho e Óleo que pedimos de entrada, que estava ótimo, apesar da porção pequena. Alguns pediram as saladas e gostaram muito das folhas acompanhas de peixe e castanha de caju e de um molho delicioso. De prato principal a maioria foi de peixe, variando no molho: maracujá, frutos do mar, curry ou limão. Todos muito bons. O acompanhamento também variava entre batata frita, purê de batata e purê de batata doce. A média de preço dos pratos gira em torno de R$25,00/R$30,00.

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Mais informações: Creole Beach – Av. Capitão Inácio Prata – Praia da Pesqueira- Taíba-(85) 86263862 – 33156189

Restaurante Volta Ao Mundo – O Volta ao Mundo é um dos mais tradicionais restaurantes da praia. Fica dentro de uma pousada e também é comandado por chefs Europeus. Estavamos em uma mesa bem grande e os pratos demoraram bastante. Pedimos casquinhas de siri e de marisco de entrada. De prato principal eu fui de peixe com arroz integral e legumes e de sobremesa crepe de doce de leite. Gastamos cerca de R$50,00 por pessoa.

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Mais informações: 
R. Cap. Inácio Prata, 8 – Taiba, São Gonçalo do Amarante – CE, 62677-000
Telefone: (85) 3315-6053

 

Saravah – O bar fica na beira da praia e só abre das 11 as 17h. Por isso não consegui conhecer. Sempre que saímos da lagoa já era tarde de mais. Algumas das meninas foram e gostaram bastante da comida, principalmente da porção de mini acarajés.

 

Mais informações: Rua Capitão Inácio Prata, s/n. Taíba. Telefone: (85) 8791.3668.

Todas nossas refeições foram ótimas, mas a mais inesquecível vou deixar pra contar no próximo post. Aguardem!

Kitesurf: a gente quer velejar também – Aulas de Kite na Taíba – Parte II

Como prometido, vou relatar a minha experiência de aprendizado no Kitesurf mais detalhadamente, para que os iniciantes possam sentir o que vem pela frente. Eu amei velejar, a evolução é bem rápida e a sensação é incrível. Se você almeja praticar algum esporte nautico que envolva prancha e teve dificuldade ou frustrações anteriores (com surfe ou windsurf por exemplo), o kite é o caminho. É mais fácil e exige menos resistência física e força do que ambos e muitas mulheres praticam com excelência. É imprescindível contratar um bom professor para explicar toda a técnica e garantir a segurança nas primeiras vezes. Como já disse no post anterior meu professor foi o Roberto Rocha, da Taíba Kiteboarding School. Ele é fera e ajudou muito no meu aprendizado. Valeu Betinho!!!

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Dia 1 – No primeiro dia de aula fiz duas horas seguidas. Usei um kite 8, já que o vento não estava tão forte. Primeiramente trabalhamos um pouco do comando do Kite na areia. Fiz questão de colocar capacete, colete e todos os equipamentos de segurança que eu tinha direito – é meio mico mesmo, mas segurança em primeiro lugar. Depois fomos pra água praticar o que eles chamam de Body Drag. O Body Drag nada mais é do que velejar sem prancha. A vantagem é que o instrutor vai junto, segurando no seu trapézio e passando as instruções. Pratiquei para os dois lados com o Beto e depois ele me deixou fazer sozinha por mais algum tempo. O próximo passo foi o Beach Start. Da areia você pratica a saída, o comando que tem que dar para o Kite te levantar e você sair deslizando sobre a prancha. E o negócio cansa viu… Depois dessas duas horas o que eu mais queria era ficar mergulhada na lagoa, apreciando o por do sol.

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Dia 2 – O vento não estava dos mais fortes e mesmo assim, pelo menos para os padrões de SP, usei um kite pequeno, 7. Começamos relembrando um pouco da aula anterior, fazendo o Beach Start. Depois de 15 min, fui para água já com a prancha, porém com o instrutor me segurando pelo laish, para treinar o start da água. Em 15 min eu sai velejando pela primeira vez. Eu sou Goofy, o que significa que a minha base boa é para a direita. Por isso, nesse dia, fiquei treinando só ir para esse lado. Ia velejando, voltava andando e trazendo a pipa. Muitas vezes. E cansa. Sem contar os diversos arrastos e capotes que levei ao tentar sair com a prancha e dar o comando muito forte, ou embicar ou dar outro comando forte no meio do velejo. O bom é que a lagoa é rasa, e tudo fica mais fácil quando você pode ficar de pé. Mas é dificl aguentar essa maratona por horas seguidas, apesar de ser muito divertido. Por isso nesse dia, fiz uma hora de manhã e mais uma hora depois do almoço.

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Dia 3 – Infelizmente, depois de um dia inteiro debaixo de sol, com o vento forte batendo, minha imunidade caiu e eu fiquei com uma dor de garganta daquelas, com febre alta e tudo mais. Aproveitamos esse dia para fazer algo mais leve e fomos a Fortaleza, conhecer o Beach Park. Conto tudo depois, em outro post.

Dia 4 – O dia no Beach Park não foi suficientemente leve para minha recuperação, por isso, tirei a manhã desse dia para ficar em casa e tentar me recuperar. A tarde fui para a lagoa e fiz uma hora de aula, que apesar de não ter sido tão proveitosa rendeu boas pernadas para a direita.

Dia 5 – O dia amanheceu com o vento mais fraco. Fiz uma hora de aula, com kite 12. Foi o melhor dia pra mim, aproveitei muito. Comecei a dar o start para esquerda e tentar velejar para os dois lados. A tarde, fomos para Paracuru, que também vai ficar para outro post.

Kitesurf TAiba

Dia 6 – Fomos cedo para lagoa para tentar aproveitar o ultimo dia. Fiz 1h 30 min de aula e consegui velejar um pouco mais para a esquerda e atravessar a lagoa. Comecei com um kite 12, mas na última meia hora o vento aumentou muito e trocamos para um kite 6. O vento ficou bem forte e mais rajado e achamos que a melhor opção era parar por ali. A Taíba mostrou seu potencial e com aquela vontade de quero mais fomos embora. Era hora de partir rumo a Fortaleza.

Fiz o total de 7 horas e meia de aula. O fato de eu ter ficado doente atrapalhou bastante o meu rendimento nas últimas aulas e acredito que o total de dez horas aula é o mínimo mesmo para quem quer começar a praticar o esporte sozinho. Voltando da viagem, eu não me senti segura pra velejar sozinha no canal de são Sebastião – como comentei em um dos posts anteriores, o velejo aqui é mais dificil e precisa de bote de apoio. Fiz uma aula desde então, comprei meu equipamento e não vejo a hora de voltar para a Taíba para velejar na lagoa rasa de aguas doces, com o vento constante e lá dominar minha base contraria e aprender a orçar. (Sei que muitos vão me chamar de preguiçosa… e acho que sou. Mas por que ir pelo caminho mais complicado?rs). Aí quem sabe vou parar de morrer de vontade quando o vento entra e os kites colorem o céu da minha cidade. By the way, o Gui ajuda no colorido… sempre que pode ele coloca a pipa vermelha dele no ar.

Mais informações:
Taíba Kitebording – Roberto Rocha
Rua Capitão Inácio Prata – SN, Taíba, Ceara, Brazil (0xx85) 9127-6708
https://www.facebook.com/pages/Ta%C3%ADba-Kiteboardingcom-Kiteboarding-School/132439880265214 

 

No próximo post: Aonde comer na Taíba

Kitesurf: a gente quer velejar também – Aulas de Kite na Taíba

Diferente do que acontece em outros esportes, você não pode simplesmente pegar o seu equipamento de Kite e sair “tentando” velejar por aí. Primeiramente por que é um pouco perigoso, não só para o praticante, como para os que estão em volta – no dia que chegamos o Gui passou por um perrengue por tentar velejar sozinho – mas principalmente por que não é algo simples. É mais ou menos como dirigir, depois de receber instruções e de entender os principios de comando e funcionamento, fica fácil. Porém sem esses principios, você não vai saber nem por onde começar!

O Gui foi parar nas pedras no primeiro dia de velejo. Graças a Deus deu tudo certo e só o Kite saiu ferido!

O Gui foi parar nas pedras no primeiro dia de velejo. Graças a Deus deu tudo certo e só o Kite saiu ferido!

Nosso amigos mais experientes no Kite já conheciam a praia e os locais e nos indicaram como professor o Roberto Rocha. Atleta da Best Kitesurf, ele é um dos feras da cidade e dá aulas de Kite para os turistas, além de incentivar e dar suporte a mulecada local para a pratica do esporte.

Nos encontramos com ele na nossa primeira noite na Taíba, no bar em que ele faz caipirinhas e reúne a galera no centrinho do vilarejo. Combinamos mais ou menos qual seria o esquema e os horários da semana, demos uma olhada na previsão do vento e nos equipamentos.

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Nossa galera no bar do Beto, no centrinho da Taíba.

Para quem não sabe nada, o ideal é fazer no mínimo dez horas de aula. Nos valores já está incluso todo o equipamento, o preço é super justo e vale muito a pena para o resultado final.

Como iríamos ficar sete dias, e já possuímos um pequeno conhecimento prévio optamos por fechar inicialmente seis aulas para mim – duas horas por dia para os próximos três dias – e quatro para o Gui.

O Gui foi super bem. Já saiu velejando para os dois lados na primeira aula, orçou, e no fim das quarto aulas já foi dispensado pelo professor.

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A minha experiência vou relatar mais detalhadamente. Mas isso fica pro próximo post.

Mais informações:
Taíba Kitebording – Roberto Rocha
Rua Capitão Inácio Prata – SN, Taíba, Ceara, Brazil
(0xx85) 9127-6708
https://www.facebook.com/pages/Ta%C3%ADba-Kiteboardingcom-Kiteboarding-School/132439880265214

Kitesurf: a gente quer velejar também – A lagoa de Taíba

Taíba não seria o paraíso do Kitesurf sem a lagoa que fica na ponta esquerda da praia. Conhecida também como lagoa Barra Mares, tem águas doces e refrescantes, na maior parte rasas.

Lagoa Taíba

As condições são excelentes para quem está aprendendo. Não consegue redecolar o kite? É só ficar de pé e os perigos da correnteza vão embora. Sem falar no vento constante e “uniforme”, que facilita muito a vida dos iniciantes.

Para os mais experientes a lagoa também garante espaço e vento para praticar manobras e saltos com segurança.

O maior perigo do local é ser arrastado em direção as pedras que formam uma espécie de funil que levam para o outro lado da lagoa, esse mais raso ainda e com um fundo de pedras cortantes.  Por isso, é bom manter uma distância segura desse ponto. Fora isso é só aproveitar e se jogar.

O tamanho da lagoa varia conforme o volume das chuvas, e se a época for de seca vale ressaltar que ela pode ficar pequena demais para o velejo.

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A lagoa fica longe de tudo. Não há pousadas nem hotéis próximos. A única construção é uma casa com o maior muro que eu já vi na vida – dizem por lá que a casa já foi de Renato Aragão, Xuxa e que atualmente pertence a um português.

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Do Taiba Beach Resort, o trajeto até a lagoa demora cerca de 10 min se feito pela Estrada e um pouco menos que isso quando você vai pela praia de bugue.

Existe um pequeno quiosque na beira da lagoa que nos finais de semana e dias de maior movimento serve pequenas porções, água, refrigerante, coco e uma sombrinha esperta – essa última disponível diariamente. Se ele não estiver aberto é essencial levar algum lanchinho e principalmente água, pois o sol e o calor são fortíssimos e o risco de insolação e desidratação é constante.

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Nas horas de descanso a gente ficava mesmo era mergulhado na lagoa, conversando com os amigos e babando nas manobras de kite feitas muitas vezes por cima da gente. Estender até o por do sol também garante boas fotos.

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No próximo post: Mão na massa, ou melhor, na barra! Nossas aulas de Kitesurf!

Kitesurf: a gente quer velejar também – Surf na Taíba

O objetivo principal da viagem era o Kitesurf, mas se o pico tivesse umas ondinhas não seria nada mal. E na Taíba tem. Se você der sorte pode se deparar com ótimas condições – o que eu já adianto, não foi o nosso caso – e pegar ondas realmente boas.  Os  dois picos principais – Morro do Chapéu e Taibinha – costumam ser palco de competições amadoras e profissionais e deixam os cearences orgulhosos da sua terra.

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Taíba tem potencial para o surf e é palco de diversos campeonatos.

O Morro do Chapéu fica no canto direito, bem em frente ao Taíba Beach Resort, onde estávamos hospedado.

As ondas quebram em cima de uma bancada de corais – é bom tomar cuidado na hora da vaca –  e ficam melhores na maré baixa. Se estiver ventando – o que acontce 99% do tempo – a melhor opção é surfar bem cedo ou no fim da tarde quando o vento está mais fraco, pois apesar de ser terral pode dar uma segurada nas ondas.  Nós não pegamos um bom swell, e as ondas estavam bem pequenas, mas o pico tem potencial para receber ondulações de até um metro e meio e proporcionar um bom surf para quem der sorte.

O Waves tem uma câmera ao vivo que mostra as condições do mar.

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Lívia e Mau: primeiro em ondas separadas e depois quase trombando e atropelando a Janine.

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Caru e Gui Saindo do mar. Janine em uma das muitas ondas do dia.

Taibinha fica no meio da praia. As ondas também quebram numa bancada de corais e funcionam melhor do que o Morro do Chapéu na maré cheia. O pico é ótimo para prática de Kitewave pois além das boas ondas, a direção do vento em relação à praia é excelente.

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Os meninos até tentaram fazer um Kitewave, mas as condições realmente não ajudaram.

Nossa rotina durante a semana que passamos lá era surf de manhã e kitesurf depois do meio dia. Quando a gente volta pra lá mesmo?

*** Algumas das fotos desse post não são de autoria do blog. Se você detém os direitos autorais de alguma das imagens e deseja que ela seja creditada ou retirada por favor contate-nos.

Kite Surf: a gente quer velejar também – Hospedagem na Taíba

Apesar de ser uma cidade pequena a praia é bem extensa e é legal ficar atento a localização na hora de escolher a hospedagem. Como nosso foco principal era o Kite, nossa intenção era ficar o mais próximo da lagoa possível. Porém, após um pouco de pesquisa percebi – e confirmei pessoalmente depois –  que não há nada realmente perto da lagoa. De nenhuma pousada você vai conseguir ir a pé até ela, portanto, optamos por ficar de frente para o pico de surf,o Morro do Chapéu, que fica exatamente na ponta oposta da praia.


Visualizar Sem título em um mapa maior

Estávamos em dúvida entre alugar uma casa e ficar em uma pousada – já que estávamos em sete pessoas. Por fim achamos um lugar que unia os pontos positivos de cada uma dessas opções.

O Taíba Beach Resort é um condomínio de casas e pequenos apartamentos. De frente para a praia conta com uma ótima estrutura – tem segurança, estacionamento, wi-fi, restaurante que serve aperitivos e refeições e uma piscina linda. A maioria das propriedades pertencem a holandeses e talvez por isso, nós eramos praticamente os únicos por ali.

page recepção page piscina page externas

Ficamos em um apartamento que eu achei pelo site Alugue Temporada com uma diária super justa. (O apartamento que nós ficamos não está mais disponível no site. Tentei contato com os proprietários e não obtive retorno. Porém outras unidades do mesmo resort estão disponíveis no site e também através de contato direto com o condomínio.)

Os proprietários, foram bem atenciosos com a gente. Nos deram várias dicas e levaram os meninos para dar uma volta pela cidade, mostrando como fazíamos para chegar até a lagoa, os principais restaurantes e comércio.

Os dois quartos – com ar condicionado e Tv –  e o mezanino,  acomodaram-nos muito bem. O único inconveniente é que os banheiros – são dois no total – ficam no interior dos quartos e se alguém for dormir no mezanino vai ter que de qualquer jeito, entrar nos quartos para usa-los. Democraticamente nos dividimos e combinamos que iríamos sempre dormir de porta aberta, pra ninguém ficar constrangido de entrar.

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A cozinha tem todos os utensílios: cafeteria, bebedouro quente e frio, maquina de lavar louça e até uma máquina de lavar roupa que nós usamos bastante. A sala é grande e tem uma Tv com vários canais. As duas varandas  com rede, super gostosas, foram o lugar que ficávamos a maior parte do tempo.

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A escolha de ficar lá não podia ter sido mais assertiva. Taíba possui poucos restaurantes e foi ótimo poder fazer algumas refeições em casa. Além disso a área comum do apartamento nos permitiu uma socialização maior com nossos companheiros de viagem.

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Fora a área do condomínio que é incrível e o restaurante com preço justo e comida gostosa. Se soubéssemos dele antes, teríamos nos programado para cozinhar menos.

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Além da diária você paga uma taxa de limpeza, que acontece no dia do check out. Nós contratamos a faxineira mais um dia, no meio da nossa estadia, para dar uma ajeitadinha em tudo.

Para quem vai em menos pessoas, ou simplesmente prefere ficar numa pousada, há algumas opções. Nós conhecemos duas delas.

A Pousada Taiba Blauset – onde os amigos que vieram só passar o fim de semana ficaram – é ok e tem bom preço, mas as fotos do site valorizam bastante a realidade.

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A Vila Marola é um pouco mais cara, mas mais bonita e bem mantida, além de ser de frente pra praia e possuir uma escola de kite própria.

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Mais informações:

Pousada Taiba Blauset
http://www.pousada-taiba-blauset.com/en/index.html
Rua Barra Mar, nº1
pousadablauset@gmail.com
Telefone:  55 (85) 87087512
Diárias a partir de R$85,00

 

Pousada Vila Marola
http://www.vilamarola.com.br/
+55 85 33156392
+55 85 33156357
+55 85 91817734
Diárias a partir de R$200,00

 

Taiba Beach Resort
http://taibabeachresort.com/

Kitesurf: a gente quer velejar também – Bugue ou Carro?

Essa foi uma dúvida que permeou meus pensamentos por muitos e muitos dias durante o planejamento da viagem.

No fim nós optamos por alugar carros, mas acredito que ambos tem seus prós e contras.

De carro pudemos dispensar o transfer entre as cidades e asssim conseguimos ir ao  supermercado em Fortaleza. Pudemos também nos locomover para outras cidades livremente, além do ar condicionado e a segurança no caso de uma chuva repentina. A desvantagem é que tínhamos que parar um pouco longe da lagoa e carregar todos os equipamentos.

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estacionamento lagoa

De bugue poderíamos chegar até a beira da lagoa e ainda poderíamos andar pela praia fazendo o trajeto da nossa casa até a lagoa, ou ainda até outras praias, como Paracuru. A brisa no rosto, a diversão e despretensão do buggy também são algo a se considerar.

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As diárias variam bastante entre as locadoras, mas em sua maioria são bem similares para as duas opções.

Alugamos nossos carros em uma locadora próxima ao Aeroporto em Fortaleza. Como estávamos em sete, mais os equipamentos, optamos por alugar Doblo com Rec e um carro econômico.

Já ouvi dizer que eles pegam no pé de quem leva pranchas ou equipamentos no rec, por isso faça o possível para pegar e entregar o carro sem a sua bagagem

Mesmo tomando essa precaução, tivemos alguns problemas.

Para começar o funcionário que deveria estar nos esperando no aeroporto chegou atrasado. Quando nos entregaram os carros reclamamos dos pneus estarem um pouco carecas, mas fomos ignorados. O carregador do GPS não estava funcionando, e só percebemos isso no meio da viagem.

Depois de três dias com o carro o pneu furou – ou melhor, se estraçalhou!rs

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Nós trocamos pelo estepe sem problemas, mas quando entregamos o carro  a locadora nos fez pagar um pneu novo, dizendo que a culpa era nossa. Conseguimos negociar um pouco o pagamento, mas mesmo assim, foi um prejuízo grande.

Posteriormente a entrega  eles fizeram uma reclamação referente a um insulfilme riscado e cobraram mais um valor pela troca.

Eu não tenho muita experiência com aluguel de carros no Brasil, mas nunca aconteceram coisas parecidas com essa quando alugamos carros no exterior. Não sei se é a política do Brasil, ou se a locadora foi rígida demais, sei só que eu não achei isso muito correto não.

Não vou dizer o nome da locadora por que não quero prejudica-los, já que não sei se toda essa cobrança é comum por aqui. Mas da próxima vez vamos alugar o carro em uma locadora mais conhecida.

No próximo post: Nossa hospedagem na Taíba

Kitesurf: a gente quer velejar também – Como chegar no paraíso chamado Taíba

A 76km de Fortaleza, capital do Ceara, fica Taíba, uma vila de Pescadores que soube preservar suas raízes e seus atrativos naturais.  Com uma população de pouco mais de 3.500 habitantes, a pequena cidade tem praias lindas, poucas pousadas e restaurantes, uma lagoa e ventos contantes na maior parte do ano – a temporada de ventos vai de  julho a dezembro, mas mesmo fora desse período é possível pegar ótimas condições. Cada vez mais o lugar é procurado por Kitesurfistas e o turismo em torno desse esporte cresce massivamente.

Nós partimos de São Paulo em um voo da Tam direto para Fortaleza. A franquia de bagagem  é de 23kg para volumes a serem despachados e 5kg para bagagem de mão por passageiro. Para não pagar excesso despachamos os sarcófagos que levavam as prancha de surf, as pranchas do kite, os kites e os trapézios e fizemos uma mala bem pequena com as roupas, que levamos como bagagem de mão.

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O trajeto de São Paulo a Fortaleza demorou cerca de três horas.

O aeroporto Pinto Martins é relativamente bem estruturado, possui diversas locadoras de carro, lanchonetes e caixas eletrônicos de vários bancos. Esse post do blog Diário de Mochileiro, explica detalhadamente a estrutura.

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Nós optamos por alugar um carro – vou falar melhor sobre isso no próximo post –  com uma locadora fora do aeroporto e o funcionário deveria estar nos esperando na área do desembarque. Após um certo atraso ele chegou e o processo de preenchimento das fichas e pagamentos demorou um pouco.

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Pegamos nossos dois carros e saímos dali com direção ao supermercado mais próximo para fazer compras. Nós optamos por alugar uma casa e por isso queríamos ir para Taíba abastecidos, já que a cidade conta apenas com pequenas mercearias.

O Extra Parangaba fica a cerca de 5km do aeroporto,e foi lá que  fizemos nossas compras e aproveitamos para fazer uma lanche. Os preços são bem parecidos com os de São Paulo – as vezes menores –  e a variedade de produtos um pouco menor.




Ver mapa maior

Do supermercado, já a noite, seguimos para Taíba. Nós levamos um GPS, mas o carregador do carro não estava funcionando. Tínhamos também o GPS  do celular, mas vale lembrar que o sinal do 3G é bem inconstante e é melhor ter outra opção para não ficar na mão. Eu sempre levo o caminho impresso do Google Maps e procure anotar o maior número de informações possíveis e foi isso que nos salvou.

A Estrada que leva a Taíba é a CE-085, mais conhecida como Rodovia do Sol Poente. Há placas por todo o caminho e nós conseguimos chegar sem maiores problemas – mesmo sem o GPS. O trajeto é simples e a Estrada na maior parte boa, excluindo talvez a entrada para a cidade.

Demoramos menos de uma hora e meia e chegamos a nossa casa.

No próximo post vamos falar sobre aluguel de carro.

Mais informações:

 

Aeroporto Pinto Martins

Av. Sen. Carlos Jereissati, 3000 – Aeroporto

Fortaleza – CE, 60741-900

Extra Supermercado – Parangaba 

Av. Sen. Fernandes Távora, 44

Parangaba , Fortaleza – CE, 60510-290