I <3 Cali por… Victor Bernardo, surfista profissional e promessa do surf mundial

NOVIDADE NO DESTINO CALIFORNIA!

I Cali por…  traz dicas e perspectivas  de outras pessoas, que assim como nós, tem a Califórnia  como um dos seus lugares preferidos no mundo. Surfistas profissionais, viajantes inveterados, skatistas e até nossos mais fiéis leitores respondem à um Bate-volta com tudo que você precisa saber para planejar sua viagem!

Na estréia o surfista profissional Victor Bernardo. Espero que gostem!

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Se você ainda não ouviu falar do surfista Victor Bernardo, não se preocupe! É só uma questão de tempo pra esse nome lhe soar tão familiar quando o de Gabriel Medina ou Felipe Toledo. Integrante da tão falada Brazilian Storm, Victor é considerado por publicações de peso, como a Surfing Magazine,o melhor surfista do globo com menos de 19 anos.

Surfing Magazine, 2015

Surfing Magazine, 2015

Quando conheci o Victor ele não tinha nem 10 anos e já arrasava nos aéreos. Naquela época Victor batia cartão na praia de Taguaíba no Guarujá, sempre acompanhado do seu pai que observava atentamente o desempenho do filho da areia.

O trabalho sério e focado fez de Victor o que muitos previam: um surfista completo, que quebra nas manobras aéreas e também manda muito bem no surf de linha.

Além disso, Victor tem como trunfo uma alegria contagiante, que leva estampada em um sorriso lindo e que fez dele querido pela grande maioria da comunidade do surf. Em uma de suas viagens pelo mundo – Tahiti, França, Indonésia, Austrália e México estão entres os países visitados por ele – conquistou o coração da família Marshall. Após morar por três meses com eles em Encinitas – San Diego em 2013, Victor ganhou de presente – além do primeiro lugar no Volcom VQS – uma segunda casa na Califórnia.

“Temos uma relação muito boa! Eles cuidaram e cuidam muito bem de mim no tempo que fiquei e sempre que venho pra Califa.”

Fazem parte da família os surfistas Jake (16), Nick (13) e Connor (11), grommets que tem mandado bem nos campeonatos e prometem dar trabalho para o próprio Victor no futuro.

 “Eles são super gente boa e estão sempre felizes e sorrindo. São o tipo de pessoa que gosto de ter por perto.”

Marshall FAmily and Victor

Foto: Instagram

A relação com a família faz de Victor praticamente um local “Acho que vou morar aqui um dia, (tenho vontade)!”, ele me confessou dias após ter perdido nas quartas do Volcom TCT 2015, em Trestles. Sobre o campeonato e o privilégio de surfar em Trestles com apenas mais alguns surfistas ele disse:

“Competir em Trestles foi muito irado! Pena que não consegui fazer mais baterias. Tive 2 baterias de 20 minutos e já consegui me divertir. É engraçado por que você já está tão acostumado com o crowd, que acaba ficando meio perdido no pico quando surfa praticamente sozinho.”

Sem problemas Victor! Nós, meros mortais, nunca vamos passar esse “perrengue”rs.

Victor Bernardo lost in the Quarters, but he forgot to stop being happy PhotoPeter Taras

Foto: Peter Taras

Confira nosso Bate-Volta e as dicas do Victor sobre a Califa:

Uma música que represente a Califórnia pra vc: All about U   – dê play no vídeo e curta o resto da entrevista ao som de 2pac.

Se fosse morar na Califórnia, moraria em: Encinitas, San Diego (clique aqui pra ver o mapa)
Se você for pra Califórnia não deixe de: Se for no inverno, levar umas roupas de frio. E se for no verão, leve umas roupas que usamos no Brasil.
Melhor surfista Californiano: Pergunta difícil!  Posso dizer que o Dane Reynolds é bem completo, mas têm vários que gosto muito de assistir surfando.
O que você leva no seu quiver: Pranchas maroleiras e prancha do dia-dia.
Perfect Wetsuit: No inverno, long 4.3. No verão, long 2.2.
Aonde você leva sua prancha pra arrumar: Ding King, em Encinitas (clique aqui para ver o site)
Melhor onda: Trestles, San Clemente (clique aqui para saber mais)
Melhor onda sem crowd: Seaside (clique aqui para ver o mapa)
A pista de skate mais irada é: Venice Skate Park, Venice Beach (clique aqui para saber mais)
Melhor praia pra ir com a galera: Cardiff (clique para ver o mapa)
Uma balada: Nunca fui.
California Girls are unforgettable? For sure!!!
Comida inesquecível: BURRITO!
O melhor da Califórnia é: Como você é recebido!
O pior da Califórnia é: O crowd  e o trânsito.

 

Siga o Victor nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/victor.bernardo.9?ref=ts&fref=ts

Instagram: https://instagram.com/victorbernard0

Twiiter: https://twitter.com/victorbernardo_

 

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Recebendo o prêmio no campeonato que o levou para a Califa. Foto: Instagram

Trestles, 2015.

Trestles, 2015. Foto: Gabriel Andre

Trestles in action, 2015

Trestles in action, 2015. Foto: Jon Phill Potts

Black's Beach, 2015.

Black’s Beach, 2015. Foto: Canavarro Photography

San Clemente, 2015

San Clemente, 2015. Foto: Canavarro Photography

 

 

CALIFORFUN, no canal OFF

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Um ótimo jeito de conhecer um pouco mais da cultura do skate e programar sua ida as melhores pistas e cenários para a prática do esporte na Califórnia é assistir aos episódios de Califorfun, no canal OFF.

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A série – que está na segunda temporada – tem formato de documentário e roda a costa oeste de norte a sul, mostrando a importância desse cenário para todas as gerações.  Depoimentos e performances de grandes ídolos do skate californiano – como Tony Alva, Tony Hawk e Steve Caballero – se juntam a perspectiva de um grupo de jovens brasileiros que se divertem pelas pistas, piscinas e ruas de cidades como Santa Cruz e Los Angeles.

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Um dos últimos da temporada, o episódio 12 foi sensacional e mostrou a sede da NHS, grupo que  fabrica marcas pioneiras no esporte como Santa Cruz, Independent e Road Ride Wheels, entre outras. Recentemente, a NHS criou um museu do Skate dentro da sua sede e o documentário gira em torno da história contada nele.

Vale a pena conferir o site da série que conta com teasers dos episódios e bastante informação bacana .

CALIFORFUN passa todas as quartas, as 21h, no canal OFF.

Chasing Mavericks (Tudo por um sonho), USA, 2013, 1h56min

Dias frios fazem a gente querer ficar em casa. E não tem coisa melhor para fazer do que assistir um bom filme acompanhado de um cobertor quentinho e de um balde de pipoca.

Essa semana, em um dia como esse, zapeando a TV em busca de algo interessante, o Gui se deparou com o titulo Chasing Mavericks. Como tudo que diz respeito a Califórnia nos interessa, ele leu a sipnopse e decidimos assistir, sem muita expectativa.

E é tão bom quando somos positivamente surpreendidos, não é?

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Chasing Mavericks – com o título em português Tudo por um Sonho (?) – conta a história verídica do surfista Jay Moriarity que no final dos anos 80, aos 15 anos, descobre Mavericks, uma onda gigante que fica a poucos minutos da sua casa em Santa Cruz. Com a ajuda do vizinho e veterano Frosty Hesson – interpretado por Gerard ButlerJay vai atrás do sonho de encarar e surfar o pico, que na época não passava de uma lenda.

A história é envolvente, Jay é carismático e logo já estamos torcendo para que ele consquiste seu objetivo.  A relação dele com Frosty cresce durante a trama e se trasforma em uma linda amizade, que toca o espectador. Há ainda a relação de sintonia do surfista com o mar – que para mim, uma surfista, é algo indescritivel e mágico – e que consegue ser passada de uma maneira real e significativa.

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As cenas de paisagem e surf são lindas e mostram além de Mavericks outros picos da area, como Steamer’s Lane.

Cenas dos bastidores.

Cenas dos bastidores.

O verdadeiro Frosty, acompanhou de perto as gravações.

O verdadeiro Frosty acompanhou de perto as gravações.

Tudo por um Sonho está disponivel nas locadoras, no Telecine Play e na programação do Telecine Pipoca desse mês.

Se você ama a Califórnia ou curte surf ou ainda está atrás de boas emoções, aproveite o feriado para conhecer essa história. Nós adoramos e ficamos ainda mais apaixonados por Santa Cruz, pelo oceano e pelo  #LiveLikeJay – que você vai entender melhor depois que assistir o filme.

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Curiosidades:

– Gerard Butler quase se afogou durante as filmagens, quando uma onda de 20 pés quebrou em cima dele, em Mavericks.

– Durante as filmagens em Mavericks, seis cameras do modelo Red Epics  – que custam cerca de R$35 mil cada – foram perdidas.

– Há uma versão literária da história. O livro Chasing Mavericks, escrito por Christine Peymani, está disponível na Amazon e custa $10.