O’Neill Coldwater Classic em Steamer Lane: começa hoje

Depois de 12 anos sem fazer parte do Tour, Steamer Lane – em Santa Cruz – volta a sediar uma das etapas do campeonato de Surf mais importante do mundo.

O pico clássico aonde os 34 melhores surfistas do mundo irão competir.

O O’Neill Coldwater Classic começa hoje e faz parte de uma série de eventos que homenageiam os 60 anos da marca, criada por Jack O’neill em 1952.

Jack, o pirata da Califórnia!

A gente já contou aqui no blog que a lenda do surf é local de Santa Cruz e mora em Pleasure Point. Graças a ele os surfistas de hoje surfam suas ondas mais confortáveis e com uma maior segurança já que ele é o inventor cordinha e das roupas de neoprene.

As fotos fazem parte de uma exposição que homenageia a marca. A primeira mostra um mini campeonato de Surf próximo a loja. A segunda a Surf Shop em si. A terceira, a lenda do Surf e a última o primeiro modelo de cordinha comercializado pela marca.

Aqui você assiste o Trailer do evento:

http://youtu.be/R5Z-Bjh5GAk

E nesse outro vídeo pode conhecer um pouco mais da história do Jack:

http://youtu.be/bnK-QUZFxjs

A penúltima etapa do campeonato é decisiva para o tour e tem entre os favoritos Miguel Pupo – que ganhou a etapa no ano passado competindo pelo WQS, John John Florence e Jordy Smith – que conhecem bem o lugar e são patrocinados pela marca, Kelly Slater – como sempre e Joel Parkinson – atualmente o primeiro do ranking.

Qual o seu palpite?

Mais informações e a transmissão ao vivo: http://www.oneill.com/cwc/

Roteiro Resumido Santa Cruz

Como combinamos aqui segue o roteiro resumido da nossa estada em Santa Cruz. Ele é a continuação do Roteirinho de Half Moon Bay.

Dia 6  – 15/08 – Segunda-feira

– Saída depois do almoço de Half Moon Bay. Parada no farol de Pescadero e em Waddel Creek.

– Chegada a Santa Cruz e compras no Outlet da Rip Curl.

–  Check in na casa da Noreen.

– Passeio pela Boardwalk e jantar no Ideal Bar and Grill no píer.

Dia 7 – 16/08 – Terça Feira

– Ida a Steamer Lane e tentativa de conhecer o Museu do Surf(não abre as terças).

– Visita a Mission Santa Cruz.

Santa Cruz Skate Park.

– Passeio pela Pacific Av para comprar um skate.

– Ida a Steamer Lane novamente pra ver se tinha onda.

– Fim de tarde em Pleasure Point.

– Noite de compras na Pacific Av.

Dia 8 – 17/08 – quarta-feira

Saída cedo com direção a Monterey.

No próximo post: De Santa Cruz a Monterey

O que faltou fazer em Santa Cruz

Eu não sei se Santa Cruz estaria no nosso roteiro se fossemos de novo pra Califórnia.

Mas para uma primeira vez na região, acho que vale a visita, principalmente se você curte skate e surf. A cidade faz parte da história desses dois esportes e deixa uma sensação de que você passou a fazer um pouquinho de parte também.

Mas quem sabe na próxima vez bata uma vontade súbita de ir pra lá e o que não pode faltar é motivo. Vamos lá então, o que faltou fazer em Santa Cruz:

– Visitar o Surfing Museum:  O museu fica em um farol, em cima de Steamer Lane. Pequenininho e muito charmoso o museu foi aberto em 1986 e foi o primeiro do mundo dedicado unicamente ao esporte. Só vimos de fora e ficamos cheios de curiosidade para ver por dentro.

O Surfing Museum em cima dos Cliffs que rodeiam Steamer Lane.

– Realmente conhecer a Santa Cruz Beach Boardwalk, o famoso parque de diversões na beira da praia. Aí você vai dizer: Mas vocês não foram? Sim, fisicamente. Mas nosso espírito não chegou até lá. Para realmente aproveitar a Boardwalk deixe as frescuras de lado e se jogue nos brinquedos e nas comidas gordurosas. Aposto que vai ser muito divertido e é isso que a gente pretende fazer se um dia voltar lá. Ai a gente conta como foi dar uma volta na montanha russa olhando pro Oceano Pacífico, comer maçã do amor e jogar tiro ao alvo igual a gente vê nos filmes.

A Boardwalk no por do sol: vale ou não a pena se jogar?

No próximo Post: Roteiro Resumido de Santa Cruz

Surf Points em Santa Cruz

A surf city da NoCAl, Santa Cruz, tem alguns points bacanas, mas pense bem se a onda é boa o suficiente para valer a pena arriscar a sorte em um mar deserto e cheio de tubarões. As histórias são muitas por isso recomendo cair nos picos aonde há mais gente como Waddell Creek, Steamer Lane e Pleasure Point. A lista completa você encontra aqui, devidamente acompanhada dos casos de ataque.

Principais points de Santa Cruz: Waddell Creek ao norte, Mitchels Cove, Steamer Lane, Pleasure Point e Manresa.

Waddell Creek Passamos por aqui em um dia de vento, mas dizem que quanto ele não aparece as ondas podem ficar boas. Tem várias histórias de tubarão envolvendo o lugar.

Miguel Pupo surfando no pico.

Mitchells Cove Inclui o pico na lista por ele ser considerado seguro em termos de tubarão para a região. Mas só rola quando o swell está bem grande e storm na maioria das praias.

Se aqui estava desse tamanho imaginem nos outros lugares!

Steamer Lane Pico clássico e que teve um post só pra ele.

Foto: Thiago Portes

Pleasure Point  Outro point clássico que também teve um post dedicado a ele.

Ondas boas para LongBoards.

Manresa O pico recebe a maioria dos swells, portanto pode ser uma boa opção para quando o resto de Santa Cruz está flat. Nunca houve ataques nessa praia.

Ondas tubulares e cavadas.

 No próximo post: O que faltou fazer em Santa Cruz

Santa Cruz: Compras na Pacific Ave

Para terminar nossa estada em Santa Cruz fomos as compras!

E temos duas dicas bacanas para passar pra vocês:

A primeira é o Outlet da Rip Curl que fica na Mission St esquina com a Bay St. Descobrimos ele por um acaso passando por ali. O outlet é ótimo, tem bastante variedade de peças de roupa, mochilas Dakine, quilhas e wet suits.  Quando passamos por lá, além dos preços incríveis, a cada duas peças que você comprava, levava uma grátis. Minha compra preferida foi um moletom inteirinho forrado por dentro, uma delícia. E sabe por quanto? $25.


Ver mapa maior

A segunda é a Pacific Ave. A maioria das lojas da cidade fica aqui, inclusive as de marcas de surf e skate. Tem também várias lojas de marcas menos conhecidas, mas que garantem ótimos achados. Além de camisetinhas a $5, comprei um casaco maravilho e quentinho por $50 que eu não largo mais!

Pra terminar a noite jantamos pizza na janelinha do Rockers Pizza Kitchen!rs Meia fatia de peperoni por $1, uma fatia de Muzzarela por $1,5, um refri por mais $1 e assim foi a refeição mais barata e divertida de toda a viagem.

Rockers Pizza Kitchen: Pizza na janela por preços incriveis!

Não é que a cara era boa?

Um pouquinho de pimenta e queijo ralado…

E sem cerimonia comer ali mesmo!

Nos despedimos de Santa Cruz na manhã seguinte e partimos com direção a Monterey para ver um dos mais lindos aquários do mundo!

Pleasure Point: mais um pico de surf em Santa Cruz

Depois de passearmos pela Pacific Avenue decidimos que era hora de voltar pra praia para passar o final de tarde. Voltamos a Steamer Lane e lá conhecemos uma brasileira residente de Santa Cruz a 10 anos. Ela nos aconselhou a visitarmos uma praia mais ao sul, aonde costumavam rolar algumas ondas. Pleasure Point fica a cerca de 20 min de carro do centro e foi pra lá que fomos então ver o por do sol!

De Steamer Lane a Pleasure Point levamos cerca de 20 minutos.

O trajeto até o lugar é bem gostoso, você atravessa marinas e bairros super charmosos.

Santa Cruz Harbor e os veleiros.

Casas no caminho.

Chegando na praia.

Chegando na praia.

Pleaure Point é uma comunidade bem ao estilo Beachside da Califórnia, cheia de lojinhas e restaurantes. Como quase tudo em Santa Cruz, a praia tem um papel importante na história do surf: é lá que Jack O’Neill, o percursor do wetsuit mora e pega suas ondas de todo dia. Pleasure Point lembra bastante as praias do litoral norte de São Paulo e é bem popular entre os locais, por isso fica crowd quando está bom. Nesse dia o mar não estava lá essas coisas, só estava rolando uns caixotinhos pra boadboards e o pessoal de sonrisal também brincava por ali.  As ondas são ideais para long boards e sups e rolam abaixo dos cliffs. O ideal para quem vai surfar é parar por ali e descer para o mar por uma das escadas. Como não tinha onda nós ficamos na areia mesmo.

Um surfista tentando a sorte nas merrecas.

De boadboard dava para se divertir.

E com um Sonrisal também..

O vídeo mostra alguns longboards em um dia clássico.

http://www.youtube.com/watch?v=pfs11UCxlps

Uma coisa que eu fui percebendo pela viagem e que eu achei o máximo na Califórnia é que a maioria das praias é amiga dos cachorros. Aqui no Brasil me irrita: você não pode levar seu cachorro que é vacinado e bem cuidado a praia, enquanto um monte de vira-latas faz a festa. Nada contra eles, mas acho que todo cachorrinho tem direito de se divertir!

Em quase todas as praias você vê cachorros se divertindo.

Pra fechar a tarde esse bando de pássaros resolveu passar por ali e tiramos algumas fotos lindas.

Pleasure Point fica na E Cliff Drive e tem estacionamentos por toda a parte. Deve ser gostoso se hospedar aqui.

No próximo post vamos falar sobre Compras em Santa Cruz!

O Skate em Santa Cruz

Com certeza você já viu esse símbolo e muito provavelmente é por causa dele que o nome Santa Cruz lhe soa tão familiar.

A Santa Cruz nasceu nos anos 70 e foi fundada por 3 surfistas locais – Rich Novak, Doug Haut and Jay Shuirman – originalmente como uma  marca de surfboards. Nessa época houve um “boom” de skatistas e aproveitando o nicho no mercado a marca se subdividiu e passou a produzir shapes (Santa Cruz e Creature), trucks (Independent), rolamentos e rodas (Bullet, OJ e Road Rider). Rapidamente se consolidou e nos anos 80 já estava entre as melhores na indústria do skate.

Um dos vídeos de maior sucesso da época , Wheels of Fire, foi produzido pela marca e é um marco na hisória do esporte.

http://www.youtube.com/watch?v=xK3WPeg3WxU

Chegamos então a conclusão de  que estávamos no lugar certo para comprar um skate dos bons.

Começamos nossa busca pela Pacific Avenue, a principal rua de compras da cidade (vou falar mais sobre ela depois).

Praticamente todas as lojas tem Skates! Você vai achar de todos os estilos e marcas.

Você vai encontrar todos os tipos de skate em Santa Cruz. Dá só uma olhada no shape do Homer!

O Gui estava de olho em um Mini Cruise, um skate meio old school, que tem o shape menor do que o comum. As rodas são maiores e o truck mais estreito o que ajuda a fazer curvas mais fechadas. Parece um pouco mais com surf, lembra os longboards, só que em um tamanho bem mais prático.

Ele escolheu o Sector 9 Raglan. O Skate é feito de bambu e segundo a descrição da própria marca  foi feito para manter os movimentos do surf e saciar a vontade quando o mar estiver flat. Não é ideal para andar em pistas, mas dá para se arriscar. Pagamos uns $100. E valeu muito a pena!

Sector 9 Raglan – Mini Series Bamboo

Fizemos um filminho da primeira vez que andamos com ele aqui no Brasil. Dá pra ter uma noção dos movimentos e do “jeito do skate”. Não reparem que eu não sei andar direito e morro de medo de cair sem equipamento hem!! rs

http://youtu.be/rnFT46IjJ-U

No próximo Post: Mais um pico de surf em Santa Cruz,  Pleasure Point.

Santa Cruz Skate Park

Nossa próxima parada foi mais radical. Decidimos ir conhecer o Santa Cruz Skate Park que fica na 299 San Lorenzo Boulevard, uns 3 minutinhos de carro da Mission Santa Cruz.

Painel com desenhos dos próprios skatistas no Skate Park de Santa Cruz!

A pista foi inaugurada na primavera de 2006 e foi desenhada pelo renomado skate designer Zach Wormhoudt, local de Santa Cruz.

Com cerca de mil metros quadradros, dois bolws e uma área de street, o diferencial da pista é um looping que simula uma onda.

Dá até pra entubar no Skate Park de Santa Cruz!

A área de Street.

O dois bowls.

Pelo Google Street View dá pra ter uma boa noção do local:


Ver mapa maior

 

Infelizmente ainda não tínhamos skate e ficamos só na vontade. Se você quiser se aventurar lembre-se de levar seu capacete, pois atualmente é proibido andar sem essa proteção. Se você não tiver nenhum dos dois você acha as melhores marcas nas lojas de lá.

No próximo post vou contar um pouco da história do Skate na cidade e da nossa busca por um.

Mission Santa Cruz

Como Steamer Lane estava mais do que flat e o Surfing Museum estava fechado resolvemos dar uma voltinha pela cidade e conhecer alguns pontos interessantes.

O primeiro deles foi a Mission Santa Cruz.

Como já comentei aqui as missões são muito importantes na história da Califórnia. De San Diego a Sonoma, 21 missões formam o chamado “Caminho Real”. Em 1979, sob domínio espanhol, expedições partindo do México chegaram a San Diego aonde o primeiro forte e missão foram construídos. O rei então enviou tropas e missionários franciscanos para colonizar a nova terra e catequizar os índios que viviam por ali. Elas foram construídas a distância umas das outras de um dia a cavalo. Assim, eles podiam percorrer toda a extensão seu território sempre tendo um lugar para se abrigar.

As 21 missões que se espalham ao longo da Costa.

A Mission Santa Cruz foi a décima segunda missão, fundada em 1791. Como sofreu dois fortes terremotos e uma inundação, a Missão teve de ser reconstruída em 1931 e o que visitamos é na verdade uma réplica em menor escala da Missão original.

Um pouco da história do lugar e a fachada da Missão.

Os jardins da missão são uma delicia.

No interior da missão aproveitamos para acender uma velinha muito especial!

A entrada na Missão é grátis!

Mission Santa Cruz: 126 High Street, Santa Cruz, CA 95060

Para saber mais: http://en.wikipedia.org/wiki/Mission_Santa_Cruz

No próximo post: Santa Cruz Skate Park

Santa Cruz Surf City: Steamer Lane

Nosso segundo dia em Santa Cruz começou bem cedinho, afinal estávamos ávidos para conhecer os picos de surf do lugar aonde tudo começou na Califórnia. Disputando o título Surf City, USA  com Huntington Beach – que legalmente detém os direitos do nome – a cidade respira a história do surf.

As primeiras ondas surfadas no continente americano foram percorridas em Santa Cruz pelos irmãos Jonah, David, e Edward Kawananakoa em 1885, príncipes havaianos que estavam passando férias na costa do pacifico. Desde então a cidade tomou o esporte e o modo de vida dos surfistas como um estilo e nunca mais foi a mesma.

Homenagem a família havaiana que levou o surf a Santa Cruz.

Em 2009 a cidade foi eleita pela Surfer magazine como a melhor Surf Town dos Estados Unidos e um artigo bem legal conta o porque disso: http://www.surfermag.com/features/best-surf-towns-no-1/.

Steamer Lane é o pico mais clássico e foi lá que escolhemos como nossa primeira parada. As ondas rolam  próximas aos cliffs que servem quase de arquibancada para expectadores. Infelizmente – e para variar – estava bem flat.

Mapa de localização.

O mar de manhã estava bem flat, só um corajoso encarou a água gelada pra ficar lá boiando.

Não tinha lugar melhor para se instalar o Surfing Museum – um farol bem acima do pico – mas que infelizmente também estava fechado – não estávamos com sorte nesse dia rsrsrs. Restou-nos então ir embora e tentar voltar mais tarde pra ver se rolava alguma coisa.

Surfing Museum.

No meio da tarde as ondas estavam um pouquinho maiores e alguns surfistas com Longboards e Sups se divertiam. O pico é mesmo bem interessante e quando o swell entra deve ser um ótimo lugar para conseguir boas fotos e filmagens. As direitas parecem ser relativamente fáceis, meio gordinhas e longas. O único porém é que a água é congelante, além é claro do local estar dentro do Red Triangle, zona repleta de tubarões brancos. Mas pela quantidade de pessoas que entram na água, acredito que a cadeia alimentar deva ser bem regulada e que eles não atacam humanos normalmente.

No meio da tarde as ondas aumentaram um pouquinho.

Alguns dias depois da nossa passagem um pequeno swell entrou e eu achei esse vídeo no You tube que mostra um pouco do potencial do pico.

http://youtu.be/Q9HzCz6KHWA

Esse outro vídeo, filmado com uma Go Pro dá uma noção de como é estar lá dentro.

http://youtu.be/op17x6SxqWU

Já esse dá uma idéia do que pode rolar quando o swell entra de verdade. Quem encara?

http://youtu.be/mhUOv5Pd1yc

Independente do tamanho das ondas – lembrando que no inverno os swells são mais constantes e a probabilidade de você ver o pico funcionando é maior – Steamer Lane vale a visita pela história. Se você é surfista e vai pra Califa tem que visitar o lugar onde tudo começou né?

A história está por toda a parte: homenagem a alguns surfistas que já se foram e as regras no mar.

Estatua em homenagem aos surfistas havaianos.

De preferência não vá as terças-feiras, para conseguir visitar o Museu que de fora já é uma graça.

Você encontra a previsão das ondas aqui: http://www.surfline.com/surf-report/steamer-lane_4188/

No próximo post: Mission santa cruz – mais um pedacinho da história da Califórnia