Dia de Turista em Hollywood: Calçada da Fama, Chinese Theatre e etc

Era nosso quarto e último dia em LA e eu sentia que não tinha conhecido nada da cidade. Havíamos passado os últimos dois dias enfurnados – no bom sentido –  em parques de diversão e ainda faltava muito para conhecer. Infelizmente tínhamos poucas horas –íamos pegar a estrada para Vegas na parte da tarde – e muitas opções.

Escolhemos fazer o programa mais turístico e mais furado de todos, mas sem o qual você não pode dizer que conheceu Los Angeles – afinal você é um turista ou não é?  Percorrer os arredores da Hollywood Boulevard em busca das estrelas da calçada da fama, conhecer o Chinese e o Kodak Theatre e comprar suvenirs com temática da indústria do cinema foi nosso último passeio na cidade da fama.


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Saímos de casa por volta das nove e fomos direto para Hollywood Boulevard. Estacionamos o carro em uma das ruas paralelas – que tem parquímetros que permitem estacionar por até duas horas. A pé saímos para o famoso o “tour”.

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Calçada da Fama se estende pela Hollywood Blvd entre a La Brea Ave e a Gower St, e pela Vine St entre a Hollywood Freeway e a Sunset AveNesse artigo da Wikipedia  há uma lista com todas as estrelas e seus respectivos endereços – já leve anotado aonde a estrela do seu artista preferido está pra facilitar.

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No caminho aproveite para conhecer o Chinese Theatre . Construído em meados de 1927 o local foi palco de muitas estreias de filmes consagrados e de três cerimônias do Oscar. É na calçada do aclamado espaço que você vai encontrar as placas de cimento com as marcas das mãos, pés e assinaturas das mais famosas celebridades – na minha opinião, bem mais legal do que as estrelas da calçada da fama. É possível fazer um tour de 20 minutos pelo interior e conhecer um pouco mais da história do cinema americano por menos de $14. No site é possível checar também as datas das estreias e quem sabe coincidir a sua visita com a do astro dos seus sonhos.

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No mesmo quarteirão está o Kodak Theatre, que desde que foi aberto em 2001, recebe a cerimônia do Oscar anualmente. Além do tradicional evento, o palco do lugar costuma receber shows dos melhores artistas do mundo. O tour pelo interior dura cerca de 30 min e custa $17. Nele você vai ver uma estatueta original, sentar nas mesmas cadeiras que as estrelas de Hollywood se sentam e descobrir histórias interessantes sobre a cerimônia do Oscar.

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Nós não tivemos interesse em fazer nenhum dos Tours e nos contentamos em ver só a fachada de ambos.

Esse site apresenta as datas dos principais eventos da região e se você quiser encontrar uma celebridade essa é sua melhor chance. Passando pela rua você vai encontrar também diversas ofertas de excursões que levam para conhecer as casas dos famosos. Dizem que não dá pra ver muita coisa e que a maioria das casas são protegidas por altos muros, mas deve ser no mínimo divertido.

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Para finalizar nosso “tour” passamos na The Hollywood Land Experience, uma das maiores lojas de souvenirs da região. Com canecas, canetas, porta retratos e imãs em forma de claquete saímos de lá de volta para o nosso apartamento para fazer as malas e deixar a Califórnia.

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Old Town, um pedacinho do México na Califórnia

Depois de descansarmos um pouco no hotel saímos para buscar a Ana e seguir em direção ao que posso afirmar ser a minha parte preferida de San Diego, Old Town.

Localizado próximo a intersecção das rodovias Interestaduais 5 e 8 o bairro reúne em poucos quarteirões diversos museus e prédios históricos, restaurantes, hotéis e lojas que transbordam cultura mexicana.

mapa

Não tem como falar do bairro e não contar um pouco da sua história. Aliás esse é o passeio mais bacana se você gosta do assunto.

A Old Town é considerada o berço da Califórnia. Ocupada originalmente por índios, as terras, descobertas por volta de 1532 pela Espanha, permaneceram intactas por muitos anos. Até que em 1768, após ameaças do governo russo, o governo espanhol decidiu ocupar o território. O Rei Carlos III da Espanha enviou ordens para a Nova Espanha –  atual México – de que expedições deviam ser enviadas para Alta California com o objetivo de estabelecer o dominio espanhol. Era um movimento politico, mas o rei queria que parecesse religioso e por isso enviou junto ao exército uma comitiva de padres e religiosos Franciscanos, liderada pelo Padre Junipero Serra. Em 1769, o Padre estabeleceu a primeira, das vinte e uma missões espalhadas pela costa Oeste dos Eua – já falamos sobre algumas das missões aqui – a Mission San Diego de Alcata.

A missão passou por altos e baixos – tendo até um padre assassinado pelos índios em 1775. Em 1821 o México conquistou a independência da Espanha e em 1834 tirou a administração da missão da mão dos Franciscanos e passou-a para Santiago Arguello. Nesse período o lugar onde hoje está a Old Town se estabeleceu como ‘El Pueblo de San Diego’.  Em 1846 o exército americano ocupou as terras e levantou a bandeira dos Estados Unidos na praça central, fazendo de San Diego, parte do território americano. Apesar disso, a cidade não abandonou suas raízes e traços fortes da cultura mexicana podem ser vistos até hoje por toda a cidade e mais ainda na Old Town, que desde 1968 é considerado um State Historic Park.

Imagens da Old Town de 1800'.

Imagens da Old Town de 1800′.

O parque reúne mais de 28 construções históricas que se dividem entre museus, restaurantes, hotéis e pousadas, igrejas e capelas – aqui você encontra a lista. A maioria delas teve que ser parcialmente ou totalmente reconstruída, já que um grande incêndio destruiu boa parte do bairro em 1872.

Principais atrações turísticas:


Visualizar Old Town, SD em um mapa maior

Nós fizemos a visita a noite, mas essa não é a melhor opção. Você mal consegue enxergar as casas e os museus não estavam abertos. O ideal é ir no meio da tarde e esticar até a noite para jantar em um dos ótimos restaurantes.

A noite fica mais difícil enxergar a beleza das construções de adobe.

A noite fica mais difícil enxergar a beleza das construções de adobe.

Além das construções históricas o bairro possui muitas lojas e dois bazares – o Bazaar Del Mundo e o Old Town Market – que vendem artesanatos mexicanos. Eu, que adoro a arte de lá, fiquei maluca com as caveiras, azulejos, cerâmicas e tudo que enchia os nossos olhos de cores vibrantes e formas.

Bazaar del Mundo.

Bazaar del Mundo.

Old Town Market.

Old Town Market.

Ana e Gui.

Ana e Gui.

Algumas das peças.

Algumas das peças.

Barbies Mexicanas, não é o máximo?

Barbies mexicanas, não é o máximo?

 

Nós.

Nós, as caveiras e algumas bonecas trajadas como indios.

Pra quem gosta de produzir bijus, vale a pena conferir a Lost Cities Beads, a maior loja de contas de San Diego. Eles tem pedras de todos os tipos, além de perólas, pratas e cristais (não consegui ir, estava fechada).

Lost Cities (Fotos: site oficial)

Lost Cities (Fotos: site oficial)

Pra finalizar o passeio a melhor opção é sentar em um dos muitos restaurantes mexicanos da área e se deliciar com a comida. Ouvi falar muito bem – e achei lindo – o Casa Guadalajara, mas havia espera.

Casa Guadalajara (Fotos: Site oficial)

Casa Guadalajara (Fotos: Site oficial)

Outras opções de restaurantes.

Outras opções de restaurantes.

Mudamos de planos e fomos para o Fred’s Mexican Café – que tem mais 5 unidades espalhadas pela SoCal. Além da Ana, encontramos um outro amigo em San Diego e ele veio também jantar com a gente. O Lukas estava passando um mês na California enquanto fazia um curso de inglês.

Interior do restaurante.

Interior do restaurante.

Tudo muito colorido.

Tudo muito colorido.

Confesso que até o momento não tinha morrido de amores pela comida mexicana, então fiquei um pouco na dúvida do que pedir. Todos fomos de combos, que reúnem em um único prato taco, enchilada, arroz mexicano e feijão, variando os sabores dos recheios.  Eu fui no #12 Southwest – um taco de frango com molho apimentado, uma quesadilla de carne com molho barbecue e uma enchilada de carne assada servida com arroz mexicano e feijão preto. Todos os pratos estavam de-li-ci-o-sos! Mesmo! O serviço também foi excelente e a garçonete da Austrália, que tinha lindos olhos azuis, super simpática e paciente.

Combos.

Combos.

Lucas, Ana, Caru, Gui e o Koala da garçonete australiana.

Lucas, Ana, Caru, Gui e o Koala da garçonete australiana.

Faltou só a Tequila, mas os meninos estavam dirigindo e não quisemos deixa-los com vontade. Gastamos menos de $20 por pessoa.

Eu voltaria na Old Town todos os dias da nossa estadia em San Diego, pena que estavamos longe.

Dá pra se hospedar lá, e não é em um hotel comum não. Algumas são as opções, mas eu achei bem interessante o Cosmopolitan Hotel – que funciona em um dos prédios históricos – e o Hacienda Hotel – que com certeza vai fazer você se sentir no México.

Cosmopolitan Hotel.

Cosmopolitan Hotel (Fotos: Site oficia).

Hacienda Hotel.

Hacienda Hotel (Fotos: Site oficial).

Quem vai pra lá no mês de maio não pode perder uma das maiores festas da Cultura Mexicana, o Cinco de Mayo  e que acho só não ser melhor do que o Dia de Los Muertos – que acontece nos dias 1 e 2 de novembro.

Festa de Cinco de Mayo.

Festa de Cinco de Mayo.

Caveiras do dia dos mortos.

Caveiras do dia dos mortos.

 

Mais informações:

Guia completo de museus, prédios históricos, eventos e estabelecimentos: http://www.oldtownsandiegoguide.com/

Um post bem bacana com muitas fotos: http://mauoscar.com/2011/09/21/san-diego-old-town/

Venice Beach – Nossa experiência

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Venice Beach fica cerca de 5 minutos de carro ao sul de Santa Monica. O bairro é  uma das partes mais loucas e curiosas de Los Angeles e tem grande importância na história do Surf e principalmente do Skate – vou fazer um post sobre isso depois.

Venice: ao sul de Santa Mônica.

Venice: ao sul de Santa Mônica.

Palmeiras em Venice!

Palmeiras em Venice!

Por do sol....

Por do sol….

Tivemos bastante dificuldade para estacionar o carro por lá: a maioria dos parkimetros permite estacionar por no máximo uma hora e não achávamos lugar para ficar mais que isso. O jeito foi parar em uma dessas vagas mesmo – na Windward Ave, a pricipal entrada da praia – e se programar pra trocar o carro de lugar dali uma hora! 


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Começamos nosso passeio por um dos meus maiores desejos: patinar pela orla de Venice. Vi isso em tantos filmes e seriados que não ia ser feliz se passasse pela Califórnia sem essa.

Alugamos meus patins em uma lojinha na esquina da Windward Ave, um quarteirão antes da praia. Eles tinham também bicicletas, skates, bodyboarsd, sups e pranchas. O aluguel do patins por uma hora saiu $6.

Patins, skates, sups e pranchas!

Patins, bikes, skates, sups e pranchas!

 
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Eu de patins e o Gui de skate – que ele comprou em Sta Cruz – seguimos sentido sul pela ciclovia até o píer. Voltamos, devolvemos os patins e trocamos o carro de lugar.

A ciclovia vista de cima:


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Patins

O inicio do trajeto, bem cheio!

Patins

Chegando no pier tudo fica mais tranquilo.

Descobrimos que o barato de Venice está em circular e ir se surpeendendo com as coisas que vão aparecendo na sua frente. Existe todo tipo de gente, todo mesmo: são hare krishnas, mexicanos, musculosos, tatuados, rappers, rasta faris, skatistas, surfistas, hippies… Até um tal de Doctor Marijuana encontramos.

Crazy people

A diversidade do povo de Venice!

crazy peolpe

Hare Krishnas, roqueiros e até um Papai Noel.

Marijuana

A maconha é legalizada para uso medicinal na Califórnia e pela orla encontramos vários “médicos” querendo nos examinar para verificar se tinhamos problemas como insônia, ansiedade, ou qualquer outra coisa que nos desse um atestado para comprar a droga legalmente!rs

Fazendo um alerta: andando pela orla passamos por uma situação desagradável. Um cara parou a gente e começou a falar sobre o seu trabalho, disse que era jogador de basquete e rapper e que estava promovendo seu CD. Pergunto o nome do Guilherme e da onde ele era, sacou um Cd do bolso, autografou colocando o nome do Gui e do país e disse que custava $15. O Gui disse que não queria o Cd e que não havia pedido para ele autografar. O cara começou a fingir estar muito bravo, queria nos obrigar a comprar e ficou nos ameaçando. Veio atrás de nós por um bom tempo e começou a gritar dizendo que ia juntar uma galera para bater na gente. Percebemos que era um golpe e que essa prática não agradava muito os outros comerciantes, visto que ninguém dava bola pra ele. Eu morri de medo e serviu para aprendermos a não falar com estranhos! É sempre bom estar atento.

Há também muitos artistas fazendo performances das mais variadas – procure no YouTube e você vai ver.

Gostamos muito da apresentação que vimos do Style proz Crew, seis caras de Chicago que dançam, cantam e fazem piadas com o público – eles participaram da quinta temporada do reality show America’s Got Talent em 2010.

Spspsps

Style Proz Crew: super divertidos.

Você também vai encontrar muitos graffitis por toda a área que traduzem o espírito underground e urbano da praia.

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Grafittis de Venice.

Mas, pelo menos para nós, o ponto alto da praia é o Venice Beach Skate Park, uma das pistas de skate mais legais do mundo – vou fazer um post só sobre ela depois. Perdemos mais de uma hora só olhando a galera andar.

Venice Skate Park.

Venice Skate Park.

 

Venice tem também um shopping a céu aberto, aonde vc pode encontar presentes ecléticos e cools. O Abbot Kinney Boulevard  fica atrás da rua da praia, mas nós não tivemos pique pra ir até ele. 


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Pra fechar o post, esse clipe do Red Hot Chilli Peppers foi gravado de surpresa na praia – alguns dias antes da nossa passagem (droga!). Os caras simplesmente começaram a tocar no alto de um dos prédios e surpreenderam a galera que estava por ali.

http://youtu.be/RtBbinpK5XI 

No próximo post vamos contar um pouco da história de Venice e da importância do lugar para o Skate e o Surf.

Depois ainda tem mais um post pra falar só sobre o Venice Beach Skate Park

Half Moon Bay Downtown

Não podíamos deixar Half Moon Bay sem antes conhecer o centro da cidade e a ruazinha principal que pelo que tínhamos visto, parecia ser muito charmosa e acolhedora.

Não sei se pelo fato de ser uma segunda-feira de manhã, mas eu nunca vi um lugar tão calmo e silencioso. Parecia que estávamos em um cenário de filme e que ninguém morava por ali. Tudo perfeitamente limpo e impecável, lojas lindas e super charmosas, livrarias, restaurantes e mercearias, além de mosaicos lindos por toda a parte.

As ruas da cidade são impecáveis.

Em toda parte você encontra cantinhos lindos!

Essa loja vende luminárias de todos os tipos.

Mosaicos estão por toda a parte.

Esse restaurante japonês é indicação da Maryanne, do blog Hotel Califórnia.

As frutas e verduras são lindas, principalmente as alcachofras que saem direto das plantações da cidade.

Mais mosaicos.

Antiquário.

O surf também está presente.

Mercearia.

Só em uma cidadezinha você encontra esse tipo de coisa.

Até a loja de produtos para jardinagem é fofa!

Pra variar eu fiquei encantada com as placas, uma mais linda que a outra. Até a do consultório do dentista é linda.

Consultório odontológico, loja de elétrica ou empório de queijos e vinhos: não importa, as plaquinhas são sempre um charme.

Amei também essa boutique de produtos vintage franceses, a The Posh Moon. Ficaria horas lá dentro brincando de me fantasiar.

Produtos vindos diretamente da França.

E essa loja de conchas? Meu sonho ter uma dessas por aqui!

Reparem na foto do meio o jogo americano de bolachas do mar…tudo lindo!

Quem passar por aqui não pode deixar de visitar a parte antiga da cidade, aonde fica a capela e a antiga cadeia ao melhor estilo velho oeste americano.

Fiquei apaixonada pela porta da igreja.

No próximo post vou contar sobre nosso almoço de despedida em Half Moon Bay e qual foi o nosso próximo destino.

Dia 4 em SF – Haight & Ashbury

O clima por aqui é de paz e amor, mas estacionar pela primeira vez de carro em SF não foi tão paz assim. É meio complicado entender os parquímetros e as faixas coloridas pintadas no chão. Depois de um pouco de confusão e de continuar não entendendo nada, estacionamos, colocamos moedinhas no parquímetro que dizia que o máximo que podíamos ficar ali era uma hora e não pretendendo mesmo fazer isso, saímos para uma volta no bairro.

O cruzamento da Haight com a Ashbury, no bairro chamado The Upper Haight, fica entre o Castro e o Golden Gate Park – motivo pelo qual deixamos o passeio para ser feito de carro.

O bairro surgiu na primavera de 1967, quando grupos de universitários começaram a ir passar as férias por ali em meios a drogas e rock’n roll. As autoridades locais, com o intuito de parar o fluxo de estudantes que migravam para o bairro, começaram a chamar a atenção dos meios de comunicação para o número crescente de hippies que estavam se instalando por ali.  Como resposta as criticas os membros da comunidade criaram o “Concil of the Summer of Love”. O movimento chamou a atenção dos jovens de toda a America e a fama do bairro atingiu seu pico com apresentações de rock psicodélico e grandes astros como Janis Joplin morando próximo ao famoso cruzamento. Nesse mesmo ano a cena do bairro rapidamente se deteriorou – superlotação, número elevado de sem tetos, fome, problemas com drogas e a criminalidade atingiram o lugar. No outono vários dos estudantes simplesmente voltaram para reassumir seus compromissos, e os que ficaram realizaram até mesmo um funeral intitulado “The Death of the Hippie”.

Parece que o funeral não conseguiu matar o espírito do Woodstock. A atmosfera boêmia continua a mesma. Entre vários restaurantes, bares, lojas de discos, boutiques de roupas descoladas, livrarias e smoke shops, circulam pessoas das mais diferentes tribos em um ambiente que mistura um pouco do new age dos anos 60, com a cultura punk rock dos anos 90 e a tecnologia nerd dos últimos tempos.

 

Adoramos! Adoramos mais ainda o nosso almoço, no Menphis Minnies, um restaurante especializado em churrasco de porco. Apesar de pesado, comemos o melhor sanduíche da viagem toda aqui. Não lembramos qual sanduíche pedimos exatamente – acho que o Gui pediu o The Minnies Maxi Burger e eu pedi algum de costela – mas acreditamos que qualquer coisa que você peça ali será realmente incrível. Na dúvida peça ajuda ao dono do local, que fica no caixa e é super solicito.

Há vários desenhos de porquinhos nas mesas. Eu fiz o meu! Se for lá procure por um da Carolina-Brasil. Que pena que esqueci de tirar uma foto do desenho, esse a cima já estava lá!!

Saímos do Haight – depois de correr varias vezes para colocar mais moedas no parquímetro – com algumas comprinhas bacanas, tipo essa camiseta que eu adorei!

Dica: Se você quiser aproveite para ir vistar a Alamo Square e o Twin Peaks, que são bem pertinho daqui.

Fomos direto pro Hotel buscar nossas coisas que estavam no lock room para começar a nova etapa da viagem: nossa tão esperada Road Trip pela Hwy 1!!!

Dia 2 SF – Parte III Chinatown

O que escrever da Chinatown???

A não ser que você goste de comida chinesa – dizem que os Dim Sums de lá são os melhores fora da China – e consiga ir lá para almoçar ou jantar achamos que não vale a pena. A Caru ama comida chinesa, mas o Gui odeia, portanto não foi dessa vez que conseguimos curtir a Chinatown.

Apesar de o visual ser melhor do que o da Liberdade, as lojinhas não valem a pena – qualquer voltinha na 25 de março aqui em São Paulo garante melhores achados! Os suvenirs do Pier 39 e do Fisherman’s Wharf eram mais legais e os preços eram iguais.

Ainda bem que era do ladinho do hotel e não perdemos muito tempo.

E vocês, tem alguma dica bacana sobre a Chinatown de San Francisco?

Dia 2 em SF – Parte II – Castro

Não dá pra esquecer que se está no Castro, o famoso bairro GLS de San Francisco.As cores vibrantes, as vitrines malucas e as bandeiras de Arco Iris estão por toda parte.

Almoçamos por aqui num restaurante mexicano não menos colorido – restaurante é o que não falta, principalmente na Church Street. O La Tortilla oferece tacos e burritos preparados na hora e com os ingredientes que você escolher. Os preços da comida mexicana em toda a Califórnia são bem bacanas, nós não conseguimos comer tudo que pedimos e gastamos menos de $15 cada um.

Comidinha mexicana: opção boa e barata por toda a cidade.

Atenção: a não ser que você seja realmente aficcionadissimo por pimenta, ao te perguntarem se você quer apimentado ou não, diga não. Eu gosto bastante de pimenta e achei que ia agüentar o tranco, mas nem na metade do meu burrito de camarões eu já estava literalmente chorando de tanto que minha boca ardia. Mesmo que você peça sem pimenta, o prato vem apimentado, mas na medida do suportável!!!

Saímos do restaurante e seguimos pela Castro Street. Encontramos muita coisa legal e diferente nas lojas, além de cartazes e outras coisas que não costumamos ver por aqui.

No início da Castro St fica o Castro Theater, o cinema da região. Imagina que divertido ir a um sing a long do Grease?

Vitrines inusitadas e uma barbearia retro na Castro St.

Cartazes e convites pra festas estão em toda parte.

Moradores do bairro e cartões bem divertidos e democráticos!

Muito bacana as pessoas terem liberdade de expressarem seus sentimentos e idéias, sem terem que se preocupar se a sua opção sexual é certa. Não é preciso morrer de amores pelo que é diferente, mas é imprescindível respeitar. E lá os gays tem seu espaço! Thanks Harvey Milk!

É no Castro que fica o Ponto final do bondinho F e é legal ver eles virarem o bonde pra ele seguir no sentido contrário.

Os bondes de SF vieram de todo o país e foram restaurados para volterem a ativa. Esse que pegamos era de Nova Yorque.

No bondinho F de New York seguimos rumo ao hotel para de lá seguir para a China Town, que fica pro próximo post!

Dia 2 em SF – Parte I Mission District

O Mission District é o bairro latino de San Francisco. O objetivo principal da nossa visita era conhecer os murais que estão por toda a parte do bairro e começaram a aparecer durante o “Chicano Art Mural Movement” na década de 70, inspirados pelas tradicionais pinturas do artista mexicano Diego Rivera. Além disso, lá também está localizada a mais antiga construção da cidade – a Mission Dolores – o Dolores Park e inúmeros restaurantes e bares com influência da cultura latina.

Saimos cedo do hotel e pegamos o Muni L na Market St com a Montegomery St. O bonde seguiu pela Market St em linha reta e nós decemos na Church St. Dali até a Mission Dolores foram apenas dois quarteirões.

A história das missões é muito importante para colonização da Califórnia – veja mais aqui. Inicialmente chamada de Mission of San Francisco de Assis, essa missão foi a sexta a ser construída de um total de 21, e é a mais antiga intacta, além de ser a construção mais antiga da cidade, datada de 1791.

A missão e a basílica de San Francisco, a construção mais recente aonde são celebradas as missas.

A entrada para a missão custa $5 e você ganha um folheto com informações. Nós optamos por não entrar e tiramos fotos apenas do lado de fora.

Confesso que de inicio me senti um pouco intimidada em tirar a minha câmera da bolsa, por que como já falei por aqui, San Francisco tem uma política diferente com relação aos homeless e usuários de drogas. Ainda era bem cedo, estava tudo meio vazio e algumas pessoas meio suspeitas rondavam a missão, o que me deixou meio desconfiada. Porém conforme fomos caminhando, percebi que era um pouco de encanação e ficamos mais a vontade.

Dali seguimos em direção ao Dolores Park. Ouvi dizer que o Parque é um dos melhores lugares para se observar a diversidade dos habitantes de San Francisco. Dentre artistas fazendo performances, travestis, crianças, hippies, cachorros e idosos você pode relaxar no gramado curtindo uma bela vista. Deve ser um bom programa no fim de semana, por que no dia que fomos estava completamente vazio…rs.

O centro de San Francisco visto do Dolores Park.

Continuamos seguindo em direção a Valencia Street e o objetivo era chegar até o Balmy Alley, que fica na 24th.

Nosso trajeto: do ponto de ônibus (A) até a missão (B); da missão até o parque(C); do parque pro "Women's Building" (D); e dali, pela Valencia St (E) até o Balmy Alley(F).

Logo nos deparamos com o “Edificio de La Mujer” ou “Women’s Building”. As fotos falam por si.

Fachada do edificio.

Porta de entrada.

Detalhe das pinturas.

Mais um detalhe.

Entramos então na Valencia e a cada quarteirão tínhamos ótimas surpresas.

Casa Victoria recolorida.

Restaurante Colombiano.

Colagens.

Mais uma casa.

Até o Mc Donalds era inteiro pintado, assim como o posto de gasolina abandonado.

Viramos na 24th St e chegamos ao Balmy Alley, um beco inteiro cheio de murais, dá pra perder horas ali.

Os murais do Mission tem uma organização chamada Precita Eyes Muralists, que promove Tours informativos todo final de semana. Fiquei louca para fazer! Se você também não conseguir conciliar a data, vale a pena entrar no site, conhecer um pouco da história e tentar descobrir a localização dos seus murais preferidos. Uma dica é entrar no Google Street View e dar uma volta virtual, vai facilitar na hora do passeio real, por que o bairro é grande e nós andamos pra caramba!

A idéia era almoçar em um restaurante mexicano do bairro, e pelas nossas pesquisas, a Taqueria Vallarta era uma das melhores da região. Com cerca de 350 reviews no Yelp, a maioria dá entre 5 e 4 estrelas ao local. Eu não costumo ser fresca, mas quando entrei, vi que não ia conseguir comer ali. Não sei se é falta de costume com a comida mexicana, mas achei o lugar meio sujo… não sei!!! Demos meia volta e decidimos almoçar na nossa próxima parada, o Castro, famoso bairro GLS, vizinho do Mission.

Taqueria Vallarta: tinha vontade, mas faltou coragem!

Mission Dolores
16th Street x Dolores Street
Abre diariamente das 9h as 4h da tarde.
Women’s Building
3453 18th Street
Balmy Alley
Balmy Street ( Uma travessa da 24th St entre a Folsom St e a Harrison St)