Como evitar um ataque de tubarão na Califórnia

Domingo, 19 de junho, manhã no Brasil. Ao vivo na TV, a final de uma das etapas mais consistentes do tour mundial de surfe. Na água, dois dos principais surfistas da atualidade. Sentei com o Gui no sofá para assistir o que prometia ser um espetáculo. Julian Wilson deu inicio ao show, deslizando por uma onda onde completou mais de quatro manobras . A câmera então foca no quatro vezes campeão mundial Mick Fanning, sentado no outside, esperando pela série que vinha adiante. A partir daí, o espetáculo se transforma em um dos mais adrenalizantes, assustadores e históricos momentos da história do surfe. Por longos segundos, o atleta luta contra um tubarão enorme e sai ileso resgatado pelos jetskys.

O acontecimento mobilizou toda a comunidade do surfe e boa parte do mundo.

Vai ser difícil sentar no outside e não pensar na cena surreal. Ainda mais se esse outside pertencer a uma das praias da Califa, onde diversos casos de ataques já foram relatos.

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Segundo o pesquisador Ralph S. Collier, presidente da Shark Research Committee as estatísticas estão aí pára nos ajudar e evitar as praias onde os ataques são freqüentes, ajuda e muito. Vamos à elas então:

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– 114 ataques de tubarão ocorreram na Califórnia de 1926 a 2014, 10 sendo fatais;
– Das vítimas, 46% eram mergulhadores, 38%surfistas, 11% nadadores e 5% estavam em kayaks;
– A maioria dos ataques ocorreu entre os meses de agosto a outubro;
– O grande vilão da Califórnia é o Tubarão Branco, responsável por 87% dos ataques;
– As cidades com casos de ataques são: San Diego (17), Humboldt (15), Monterey (11), Santa Barbara (11, incluindo o mais recente em 2012), Marin (10), San Luis Obispo (10), San Mateo (9), Sonoma (8), Santa Cruz (7), Los Angeles (6), San Francisco (5), Del Norte (2), Mendoncino (1), Alameda (1), Orange (1).

 

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Mas se cair na  na água for inevitável, aí vão algumas dicas sobre como evitar um ataque:

Surf Beach, em Santa Barbara.

Surf Beach, em Santa Barbara.

– Evite roupas com cores fortes ou contrastantes, que são facilmente vistas pelos tubarões em baixo da água.  Lycras ou wetsuits amarelos, brancos ou vermelhos são os mais visíveis, sendo cinza e azul escuro as melhores opções de cores.
– Joias, relógios e qualquer material que reflita luz também devem ser evitados;
– Se você avistar um tubarão na água, primeiramente, fique calmo (como se fosse possível);
– Caso o tubarão não tenha te visto, não nade ou reme rapidamente, para não chamar ainda mais a atenção (como se isso fosse possível também);
– Acompanhe e tente entender se o animal está nadando ao seu redor e preparando um ataque (alguém aí tem essa habilidade?)
– Tente chegar à obstáculos, cantos, encostas, pedras, barcos ou águas rasas pra se proteger (mas lembre-se, sem nadar rápido);
– Se estiver mergulhando de cilindro, faça bolhas de ar. Tubarões não gostam de bolhas; (?)
– Se o tubarão atacar defenda-se atingindo o animal na aérea dos olhos e nariz. Eles são fortes, mas podem ser derrotados, como no caso de Mick Fannig (aprendemos que usar as quilhas da prancha é uma ótima ideia);
– Se mesmo assim o tubarão conseguir te pegar, nade até a praia e estanque os sangramentos com roupas e tecidos até que a ajuda chegue.

 

Seja responsável e consciente, mas não paranoico. A chance de um surfista ser atacado é de uma em 11 milhões. Estaticamente é muito mais perigoso andar de carro, se afogar, morrer devido a um desastre natural, ser atingido por um raio ou ainda andando de bicicleta.

 

O surfe vale o risco, sem dúvida!

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

Fonte: http://www.flmnh.ufl.edu/fish/sharks/statistics/gattack/mapca.htm
http://news.nationalgeographic.com/2015/07/shark-attacks-in-the-us/
http://www.sharkresearchcommittee.com/

 

 

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