Kitesurf: a gente quer velejar também – Aulas de Kite na Taíba – Parte II

Como prometido, vou relatar a minha experiência de aprendizado no Kitesurf mais detalhadamente, para que os iniciantes possam sentir o que vem pela frente. Eu amei velejar, a evolução é bem rápida e a sensação é incrível. Se você almeja praticar algum esporte nautico que envolva prancha e teve dificuldade ou frustrações anteriores (com surfe ou windsurf por exemplo), o kite é o caminho. É mais fácil e exige menos resistência física e força do que ambos e muitas mulheres praticam com excelência. É imprescindível contratar um bom professor para explicar toda a técnica e garantir a segurança nas primeiras vezes. Como já disse no post anterior meu professor foi o Roberto Rocha, da Taíba Kiteboarding School. Ele é fera e ajudou muito no meu aprendizado. Valeu Betinho!!!

Taíba 2013 (844)

Dia 1 – No primeiro dia de aula fiz duas horas seguidas. Usei um kite 8, já que o vento não estava tão forte. Primeiramente trabalhamos um pouco do comando do Kite na areia. Fiz questão de colocar capacete, colete e todos os equipamentos de segurança que eu tinha direito – é meio mico mesmo, mas segurança em primeiro lugar. Depois fomos pra água praticar o que eles chamam de Body Drag. O Body Drag nada mais é do que velejar sem prancha. A vantagem é que o instrutor vai junto, segurando no seu trapézio e passando as instruções. Pratiquei para os dois lados com o Beto e depois ele me deixou fazer sozinha por mais algum tempo. O próximo passo foi o Beach Start. Da areia você pratica a saída, o comando que tem que dar para o Kite te levantar e você sair deslizando sobre a prancha. E o negócio cansa viu… Depois dessas duas horas o que eu mais queria era ficar mergulhada na lagoa, apreciando o por do sol.

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Dia 2 – O vento não estava dos mais fortes e mesmo assim, pelo menos para os padrões de SP, usei um kite pequeno, 7. Começamos relembrando um pouco da aula anterior, fazendo o Beach Start. Depois de 15 min, fui para água já com a prancha, porém com o instrutor me segurando pelo laish, para treinar o start da água. Em 15 min eu sai velejando pela primeira vez. Eu sou Goofy, o que significa que a minha base boa é para a direita. Por isso, nesse dia, fiquei treinando só ir para esse lado. Ia velejando, voltava andando e trazendo a pipa. Muitas vezes. E cansa. Sem contar os diversos arrastos e capotes que levei ao tentar sair com a prancha e dar o comando muito forte, ou embicar ou dar outro comando forte no meio do velejo. O bom é que a lagoa é rasa, e tudo fica mais fácil quando você pode ficar de pé. Mas é dificl aguentar essa maratona por horas seguidas, apesar de ser muito divertido. Por isso nesse dia, fiz uma hora de manhã e mais uma hora depois do almoço.

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Dia 3 – Infelizmente, depois de um dia inteiro debaixo de sol, com o vento forte batendo, minha imunidade caiu e eu fiquei com uma dor de garganta daquelas, com febre alta e tudo mais. Aproveitamos esse dia para fazer algo mais leve e fomos a Fortaleza, conhecer o Beach Park. Conto tudo depois, em outro post.

Dia 4 – O dia no Beach Park não foi suficientemente leve para minha recuperação, por isso, tirei a manhã desse dia para ficar em casa e tentar me recuperar. A tarde fui para a lagoa e fiz uma hora de aula, que apesar de não ter sido tão proveitosa rendeu boas pernadas para a direita.

Dia 5 – O dia amanheceu com o vento mais fraco. Fiz uma hora de aula, com kite 12. Foi o melhor dia pra mim, aproveitei muito. Comecei a dar o start para esquerda e tentar velejar para os dois lados. A tarde, fomos para Paracuru, que também vai ficar para outro post.

Kitesurf TAiba

Dia 6 – Fomos cedo para lagoa para tentar aproveitar o ultimo dia. Fiz 1h 30 min de aula e consegui velejar um pouco mais para a esquerda e atravessar a lagoa. Comecei com um kite 12, mas na última meia hora o vento aumentou muito e trocamos para um kite 6. O vento ficou bem forte e mais rajado e achamos que a melhor opção era parar por ali. A Taíba mostrou seu potencial e com aquela vontade de quero mais fomos embora. Era hora de partir rumo a Fortaleza.

Fiz o total de 7 horas e meia de aula. O fato de eu ter ficado doente atrapalhou bastante o meu rendimento nas últimas aulas e acredito que o total de dez horas aula é o mínimo mesmo para quem quer começar a praticar o esporte sozinho. Voltando da viagem, eu não me senti segura pra velejar sozinha no canal de são Sebastião – como comentei em um dos posts anteriores, o velejo aqui é mais dificil e precisa de bote de apoio. Fiz uma aula desde então, comprei meu equipamento e não vejo a hora de voltar para a Taíba para velejar na lagoa rasa de aguas doces, com o vento constante e lá dominar minha base contraria e aprender a orçar. (Sei que muitos vão me chamar de preguiçosa… e acho que sou. Mas por que ir pelo caminho mais complicado?rs). Aí quem sabe vou parar de morrer de vontade quando o vento entra e os kites colorem o céu da minha cidade. By the way, o Gui ajuda no colorido… sempre que pode ele coloca a pipa vermelha dele no ar.

Mais informações:
Taíba Kitebording – Roberto Rocha
Rua Capitão Inácio Prata – SN, Taíba, Ceara, Brazil (0xx85) 9127-6708
https://www.facebook.com/pages/Ta%C3%ADba-Kiteboardingcom-Kiteboarding-School/132439880265214 

 

No próximo post: Aonde comer na Taíba

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