Dia 4 em SF – Haight & Ashbury

O clima por aqui é de paz e amor, mas estacionar pela primeira vez de carro em SF não foi tão paz assim. É meio complicado entender os parquímetros e as faixas coloridas pintadas no chão. Depois de um pouco de confusão e de continuar não entendendo nada, estacionamos, colocamos moedinhas no parquímetro que dizia que o máximo que podíamos ficar ali era uma hora e não pretendendo mesmo fazer isso, saímos para uma volta no bairro.

O cruzamento da Haight com a Ashbury, no bairro chamado The Upper Haight, fica entre o Castro e o Golden Gate Park – motivo pelo qual deixamos o passeio para ser feito de carro.

O bairro surgiu na primavera de 1967, quando grupos de universitários começaram a ir passar as férias por ali em meios a drogas e rock’n roll. As autoridades locais, com o intuito de parar o fluxo de estudantes que migravam para o bairro, começaram a chamar a atenção dos meios de comunicação para o número crescente de hippies que estavam se instalando por ali.  Como resposta as criticas os membros da comunidade criaram o “Concil of the Summer of Love”. O movimento chamou a atenção dos jovens de toda a America e a fama do bairro atingiu seu pico com apresentações de rock psicodélico e grandes astros como Janis Joplin morando próximo ao famoso cruzamento. Nesse mesmo ano a cena do bairro rapidamente se deteriorou – superlotação, número elevado de sem tetos, fome, problemas com drogas e a criminalidade atingiram o lugar. No outono vários dos estudantes simplesmente voltaram para reassumir seus compromissos, e os que ficaram realizaram até mesmo um funeral intitulado “The Death of the Hippie”.

Parece que o funeral não conseguiu matar o espírito do Woodstock. A atmosfera boêmia continua a mesma. Entre vários restaurantes, bares, lojas de discos, boutiques de roupas descoladas, livrarias e smoke shops, circulam pessoas das mais diferentes tribos em um ambiente que mistura um pouco do new age dos anos 60, com a cultura punk rock dos anos 90 e a tecnologia nerd dos últimos tempos.

 

Adoramos! Adoramos mais ainda o nosso almoço, no Menphis Minnies, um restaurante especializado em churrasco de porco. Apesar de pesado, comemos o melhor sanduíche da viagem toda aqui. Não lembramos qual sanduíche pedimos exatamente – acho que o Gui pediu o The Minnies Maxi Burger e eu pedi algum de costela – mas acreditamos que qualquer coisa que você peça ali será realmente incrível. Na dúvida peça ajuda ao dono do local, que fica no caixa e é super solicito.

Há vários desenhos de porquinhos nas mesas. Eu fiz o meu! Se for lá procure por um da Carolina-Brasil. Que pena que esqueci de tirar uma foto do desenho, esse a cima já estava lá!!

Saímos do Haight – depois de correr varias vezes para colocar mais moedas no parquímetro – com algumas comprinhas bacanas, tipo essa camiseta que eu adorei!

Dica: Se você quiser aproveite para ir vistar a Alamo Square e o Twin Peaks, que são bem pertinho daqui.

Fomos direto pro Hotel buscar nossas coisas que estavam no lock room para começar a nova etapa da viagem: nossa tão esperada Road Trip pela Hwy 1!!!

Uma ideia sobre “Dia 4 em SF – Haight & Ashbury

  1. Este foi o único bairro que decidimos conhecer, devido a falta de tempo… Mas que lugar pitoresco!! kkk Descemos a pé na praça e de lá fomos caminhando até a Alamo Square, passando por todo o bairro. No início ficamos um pouco receosos, o povo e beeeem alternativo , tipo sem sapato, sem banho, sem roupa. Mas cada um na sua. Valeu demais, o clima woodstock permanece no lugar…e os bares? Nunca vi tanta diversidade em um só lugar! Os vozinhos e vozinhas de cabelos brancos totalmente maluquetes!! Infelizmente esqueci da dica do Menphis Minnies e acabamos só tomando uma cerveja…
    Caminhamos até a Alamo Square para a foto clássica e depois voltamos de ônibus…

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