Como evitar um ataque de tubarão na Califórnia

Domingo, 19 de junho, manhã no Brasil. Ao vivo na TV, a final de uma das etapas mais consistentes do tour mundial de surfe. Na água, dois dos principais surfistas da atualidade. Sentei com o Gui no sofá para assistir o que prometia ser um espetáculo. Julian Wilson deu inicio ao show, deslizando por uma onda onde completou mais de quatro manobras . A câmera então foca no quatro vezes campeão mundial Mick Fanning, sentado no outside, esperando pela série que vinha adiante. A partir daí, o espetáculo se transforma em um dos mais adrenalizantes, assustadores e históricos momentos da história do surfe. Por longos segundos, o atleta luta contra um tubarão enorme e sai ileso resgatado pelos jetskys.

O acontecimento mobilizou toda a comunidade do surfe e boa parte do mundo.

Vai ser difícil sentar no outside e não pensar na cena surreal. Ainda mais se esse outside pertencer a uma das praias da Califa, onde diversos casos de ataques já foram relatos.

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Segundo o pesquisador Ralph S. Collier, presidente da Shark Research Committee as estatísticas estão aí pára nos ajudar e evitar as praias onde os ataques são freqüentes, ajuda e muito. Vamos à elas então:

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– 114 ataques de tubarão ocorreram na Califórnia de 1926 a 2014, 10 sendo fatais;
– Das vítimas, 46% eram mergulhadores, 38%surfistas, 11% nadadores e 5% estavam em kayaks;
– A maioria dos ataques ocorreu entre os meses de agosto a outubro;
– O grande vilão da Califórnia é o Tubarão Branco, responsável por 87% dos ataques;
– As cidades com casos de ataques são: San Diego (17), Humboldt (15), Monterey (11), Santa Barbara (11, incluindo o mais recente em 2012), Marin (10), San Luis Obispo (10), San Mateo (9), Sonoma (8), Santa Cruz (7), Los Angeles (6), San Francisco (5), Del Norte (2), Mendoncino (1), Alameda (1), Orange (1).

 

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Mas se cair na  na água for inevitável, aí vão algumas dicas sobre como evitar um ataque:

Surf Beach, em Santa Barbara.

Surf Beach, em Santa Barbara.

– Evite roupas com cores fortes ou contrastantes, que são facilmente vistas pelos tubarões em baixo da água.  Lycras ou wetsuits amarelos, brancos ou vermelhos são os mais visíveis, sendo cinza e azul escuro as melhores opções de cores.
– Joias, relógios e qualquer material que reflita luz também devem ser evitados;
– Se você avistar um tubarão na água, primeiramente, fique calmo (como se fosse possível);
– Caso o tubarão não tenha te visto, não nade ou reme rapidamente, para não chamar ainda mais a atenção (como se isso fosse possível também);
– Acompanhe e tente entender se o animal está nadando ao seu redor e preparando um ataque (alguém aí tem essa habilidade?)
– Tente chegar à obstáculos, cantos, encostas, pedras, barcos ou águas rasas pra se proteger (mas lembre-se, sem nadar rápido);
– Se estiver mergulhando de cilindro, faça bolhas de ar. Tubarões não gostam de bolhas; (?)
– Se o tubarão atacar defenda-se atingindo o animal na aérea dos olhos e nariz. Eles são fortes, mas podem ser derrotados, como no caso de Mick Fannig (aprendemos que usar as quilhas da prancha é uma ótima ideia);
– Se mesmo assim o tubarão conseguir te pegar, nade até a praia e estanque os sangramentos com roupas e tecidos até que a ajuda chegue.

 

Seja responsável e consciente, mas não paranoico. A chance de um surfista ser atacado é de uma em 11 milhões. Estaticamente é muito mais perigoso andar de carro, se afogar, morrer devido a um desastre natural, ser atingido por um raio ou ainda andando de bicicleta.

 

O surfe vale o risco, sem dúvida!

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

Fonte: http://www.flmnh.ufl.edu/fish/sharks/statistics/gattack/mapca.htm
http://news.nationalgeographic.com/2015/07/shark-attacks-in-the-us/
http://www.sharkresearchcommittee.com/

 

 

I <3 Cali por… Victor Bernardo, surfista profissional e promessa do surf mundial

NOVIDADE NO DESTINO CALIFORNIA!

I Cali por…  traz dicas e perspectivas  de outras pessoas, que assim como nós, tem a Califórnia  como um dos seus lugares preferidos no mundo. Surfistas profissionais, viajantes inveterados, skatistas e até nossos mais fiéis leitores respondem à um Bate-volta com tudo que você precisa saber para planejar sua viagem!

Na estréia o surfista profissional Victor Bernardo. Espero que gostem!

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Se você ainda não ouviu falar do surfista Victor Bernardo, não se preocupe! É só uma questão de tempo pra esse nome lhe soar tão familiar quando o de Gabriel Medina ou Felipe Toledo. Integrante da tão falada Brazilian Storm, Victor é considerado por publicações de peso, como a Surfing Magazine,o melhor surfista do globo com menos de 19 anos.

Surfing Magazine, 2015

Surfing Magazine, 2015

Quando conheci o Victor ele não tinha nem 10 anos e já arrasava nos aéreos. Naquela época Victor batia cartão na praia de Taguaíba no Guarujá, sempre acompanhado do seu pai que observava atentamente o desempenho do filho da areia.

O trabalho sério e focado fez de Victor o que muitos previam: um surfista completo, que quebra nas manobras aéreas e também manda muito bem no surf de linha.

Além disso, Victor tem como trunfo uma alegria contagiante, que leva estampada em um sorriso lindo e que fez dele querido pela grande maioria da comunidade do surf. Em uma de suas viagens pelo mundo – Tahiti, França, Indonésia, Austrália e México estão entres os países visitados por ele – conquistou o coração da família Marshall. Após morar por três meses com eles em Encinitas – San Diego em 2013, Victor ganhou de presente – além do primeiro lugar no Volcom VQS – uma segunda casa na Califórnia.

“Temos uma relação muito boa! Eles cuidaram e cuidam muito bem de mim no tempo que fiquei e sempre que venho pra Califa.”

Fazem parte da família os surfistas Jake (16), Nick (13) e Connor (11), grommets que tem mandado bem nos campeonatos e prometem dar trabalho para o próprio Victor no futuro.

 “Eles são super gente boa e estão sempre felizes e sorrindo. São o tipo de pessoa que gosto de ter por perto.”

Marshall FAmily and Victor

Foto: Instagram

A relação com a família faz de Victor praticamente um local “Acho que vou morar aqui um dia, (tenho vontade)!”, ele me confessou dias após ter perdido nas quartas do Volcom TCT 2015, em Trestles. Sobre o campeonato e o privilégio de surfar em Trestles com apenas mais alguns surfistas ele disse:

“Competir em Trestles foi muito irado! Pena que não consegui fazer mais baterias. Tive 2 baterias de 20 minutos e já consegui me divertir. É engraçado por que você já está tão acostumado com o crowd, que acaba ficando meio perdido no pico quando surfa praticamente sozinho.”

Sem problemas Victor! Nós, meros mortais, nunca vamos passar esse “perrengue”rs.

Victor Bernardo lost in the Quarters, but he forgot to stop being happy PhotoPeter Taras

Foto: Peter Taras

Confira nosso Bate-Volta e as dicas do Victor sobre a Califa:

Uma música que represente a Califórnia pra vc: All about U   – dê play no vídeo e curta o resto da entrevista ao som de 2pac.

Se fosse morar na Califórnia, moraria em: Encinitas, San Diego (clique aqui pra ver o mapa)
Se você for pra Califórnia não deixe de: Se for no inverno, levar umas roupas de frio. E se for no verão, leve umas roupas que usamos no Brasil.
Melhor surfista Californiano: Pergunta difícil!  Posso dizer que o Dane Reynolds é bem completo, mas têm vários que gosto muito de assistir surfando.
O que você leva no seu quiver: Pranchas maroleiras e prancha do dia-dia.
Perfect Wetsuit: No inverno, long 4.3. No verão, long 2.2.
Aonde você leva sua prancha pra arrumar: Ding King, em Encinitas (clique aqui para ver o site)
Melhor onda: Trestles, San Clemente (clique aqui para saber mais)
Melhor onda sem crowd: Seaside (clique aqui para ver o mapa)
A pista de skate mais irada é: Venice Skate Park, Venice Beach (clique aqui para saber mais)
Melhor praia pra ir com a galera: Cardiff (clique para ver o mapa)
Uma balada: Nunca fui.
California Girls are unforgettable? For sure!!!
Comida inesquecível: BURRITO!
O melhor da Califórnia é: Como você é recebido!
O pior da Califórnia é: O crowd  e o trânsito.

 

Siga o Victor nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/victor.bernardo.9?ref=ts&fref=ts

Instagram: https://instagram.com/victorbernard0

Twiiter: https://twitter.com/victorbernardo_

 

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Recebendo o prêmio no campeonato que o levou para a Califa. Foto: Instagram

Trestles, 2015.

Trestles, 2015. Foto: Gabriel Andre

Trestles in action, 2015

Trestles in action, 2015. Foto: Jon Phill Potts

Black's Beach, 2015.

Black’s Beach, 2015. Foto: Canavarro Photography

San Clemente, 2015

San Clemente, 2015. Foto: Canavarro Photography

 

 

California Historical Landmarks: o que são e como encontra-las

Vira e mexe, andando pelas ruas da Califórnia e pontos turísticos, você vai se deparar com placas como essa:

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O que me chamou a atenção é que além das informações sobre o local, elas seguem um padrão e tem uma numeração, no exemplo “Historical Landmark n°844”. Logo já entendi que isso deveria ser um tipo de organização, classificação dos pontos importantes para a história do estado, mas quis ir mais a fundo e entender quais exatamente seriam os critérios para a escolha desses pontos, quantos seriam e aonde se localizavam.

Atualmente existem 1.111 “Califonia Historical LandMarks”, e esse número muda constantemente, conforme novos locais são adicionados a lista – ou seja, nem adianta querer conhecer uma por uma. A não ser que você seja meio louco, como o americano David que fez isso e ainda criou um site chamado Landmark Quest, aonde ele faz uma breve descrição de cada uma que visitou, com direito a fotos e mapa. Para vocês terem noção, ele começou a “busca” em 1997 e conseguiu visitar até agora 917, tendo ainda 194 para encontrar. Não satisfeito ele criou uma outra lista, a California County High Points, aonde estão os picos mais altos de cada County e também quer visitar um por um.

Tem louco pra tudo nesse mundo!

Mas, voltando as California Historical Landmarks

O programa é uma iniciativa do governo americano e visa resgatar as raízes históricas do país. Especificamente na California, a idéia é expressar a diversidade do patrimônio e herança cultural do estado, incluindo os períodos pré-colombiano, espanhol e mexicano, além da atividade da Marinha e a exploração do espaço. São classificados prédios, estruturas e lugares que tem uma significância histórica para o estado como um todo e que seguem ao menos um dos seguintes critérios:

– o primeiro, último, único ou mais significante do seu tipo no estado ou região (norte, centro ou sul).

– associado a um individuo ou grupo que teve profunda influência na história da Califórnia.

– um protótipo ou um perfeito exemplo de um período, estilo, movimento arquitetônico ou construtivo, ou o melhor trabalho remanescente na região de um arquiteto ou designer pioneiro.

Portanto, você irá encontrar na lista desde píers à igrejas, de barcos à pontes e hotéis. Abaixo cito as que considero mais relevantes e que estão dentro do eixo turístico:

San Francisco – 48 landmarks:

#327  Mission San Francisco – Já falamos sobre as missões aqui e aqui e sobre essa especificamente aqui. Erguida em 1776, foi a sexta a ser construída e a primeira da região.

#623  Union Square – Nosso post sobre o local está aqui. Atualmente centro de compras já foi o local usado para reuniões decisivas para a cidade.

#974 Golden Gate – Dispensa apresentações.

Entre SF e LA

# 930 Pigeon Point Lighthouse – O maior farol da costa oeste, contruído em 1872. Post aqui.

# 1037 Santa Barbara Couthouse – Está na nossa lista sobre “O que faltou fazer em Santa Barbara”. Construída em 1929, representa com maestria o período espanhol, cheia de detalhes lindos.

Los Angeles – 105 landmarks

# 658 Western Hotel – Construído em 1876,era considerado centro da atividade social no ínicio da cidade.

#1041 Childhood Home of the Beast Boys – Local aonde os meninos da famosa banda cresceram e gravaram suas primeiras músicas.

# 1018 Manhattan Beach State Pier – O mais antigo da Califórnia, construído em 1917.

Orange County – 26 Landmarks

# 189 Dana Point – A praia era o principal porto da região em 1835.

# 959 Balboa Pavilion – O prédio é lindo e fica em Balboa Island, que vale super a pena conhecer.

#1050 Crystal Cove Historic District – O post sobre o local está aqui. Na minha opnião uma das mais incríveis Landmarks.

San Diego – 74 Landmarks

#830 Old Town – Também fizemos um post sobre o local aqui. Mais incrível ainda do que a última. Visita obrigatória.

#844 Hotel Del Coronado – Construído em 1887, era o preferido de celebridades e pessoas importantes. Vale a visita, post aqui.

#1030 Star of India – A mais antiga fragata em operação, foi construída em 1863 e faz parte do Maritime Museum, com post aqui.

#1031 Ferryboat Berkeley – A balsa, construída em 1898, fazia a travessia entre a baia de San Francisco e o continente. Também está no acervo do Maritime Museum e até casamentos podem ser realizados nela.

No fim, achei bem legal toda essa história e que o objetivo do projeto foi totalmente alcançado. Quem sai ganhando é o turista que passa a compreender melhor a história do local que está visitando, de uma forma organizada e didática!

A lista completa como todas as informações está aqui: http://www.landmarkquest.com/tally.htm.

Leve a sua listinha e de seus checks!

E se você já passou pela Califa, qual das Landmarks você já visitou? Tem alguma imperdível que não foi para a lista acima?

Roteiro do Jairo com dicas fresquinhas

Sempre deixo claro para quem comenta aqui no blog que a coisa que me deixa mais feliz de todas é quando vocês voltam para contar como foi a viagem, o que mais gostaram e agradecer a ajuda do Destino Califórnia. Quando esse relato vem cheio de dicas para os outros leitores  então, dá vontade de sair dando pulinhos por aí!

O Jairo foi um leitor super bacana, fez várias perguntas durante a sua fase de planejamento, sempre trazendo assuntos relevantes e que com certeza ajudaram outras pessoas que passaram por aqui. Ele voltou a menos de um mês e me enviou esse texto, que compartilho com vocês.

Aproveitem as dicas fresquinhas do Jairo!

DICAS GERAIS ANTES DE VIAJAR:

– POR ONDE COMEÇAR?

Há tanta fonte de informação que você pode passar dias lendo tudo o que encontrar na internet e em guias de viagens e se perder no meio de tantas dicas e sugestões de roteiros. Para se ter uma ideia mais abrangente do roteiro, sugiro começar pelo link abaixo do “Viaje na Viagem”, do Ricardo Freire. 

http://www.viajenaviagem.com/2012/03/california-las-vegas-yosemite-grand-canyon/ 

Esse é pra mim o “marco zero” ideal de quem quer planejar a viagem pela costa da Califórnia e tomar pé das distancias a percorrer e cidades a visitar. Não compre sua passagem aérea antes de acessar esse link!

Já para dicas mais específicas, achei o “Destino California” o blog mais completo de todos (Caru falando: “Uuuuhuuuu! Que orgulho!”). Mesmo que você não goste de surf, os inúmeros relatos, recheados de fotos, ajudaram muito na escolha dos meus roteiros. A dona do blog, Caru Valverde, responde rapidamente qualquer dúvida que você tenha. Dê uma olhada no link abaixo: 

http://destinocalifornia.com/nosso-roteiro/

Vale ainda conferir as dicas dos seguintes sites: 

http://www.voali.com.br/
http://hotelcaliforniablog.com/
http://www.topensandoemviajar.com/
http://ideiasnamala.com
http://www.spicyvanilla.com.br/
http://www.aprendizdeviajante.com/ 

 

Sugiro baixar no seu celular o App City Guides do Trip Advisor e ai selecionar os Apps específicos das cidades de Los Angeles, San Francisco e Las Vegas. A grande vantagem desse App pros demais similares é que ele funciona off-line – sendo muito útil para escolher um restaurante quando bater a fome, embora ele possua também informações sobre os pontos turísticos da região (nota: dicas de restaurantes dependem muito do gosto de cada um e de certa sorte na escolha dos pratos, então peguem essas e demais dicas que receberem com ressalvas).

Além das atrações fixas de Las Vegas, você pode aproveitar a sua passagem pelos EUA para assistir a algum show. Cheque o calendário de eventos nos links a seguir e já compre os que quiser (diretamente nos sites oficiais dos eventos escolhidos):

http://www.pollstar.com/
http://www.lasvegas.com/shows-and-events/live-music/
http://sanfrancisco.eventful.com/concerts
http://eventchimp.co/losangeles/concerts

 

– QUANDO FAZER, QUANTOS DIAS, POR ONDE COMEÇAR E COMO FAZER O TRAJETO?

– Na internet é muito comum achar diversos roteiros “fechados” e sugestões de números de noites em cada cidade visitada para essa viagem pela costa da Califórnia. Na minha opinião, isso depende muito do que cada um gosta de ver, de como gosta de fazer as coisas, se tem disposição para andar muito, etc. Eu fiz a viagem em 16 noites, assim distribuídas: 5 em San Francisco, 2 em Carmel, 1 em San Luis Obispo, 1 em Santa Barbara, 3 em Los Angeles, e por fim 4 em Las Vegas. Uma viagem um pouco maior permite incluir San Diego, Yosemite e/ou Lake Tahoe, que eu acabei não fazendo mas tinha vontade de conhecer. Fica para uma próxima! Eu não faria tudo isso em menos que 15 dias se você incluir Las Vegas nesse roteiro. Diz-se ainda que a melhor época para ir é entre setembro e outubro (fiz minha viagem de 22/10 a 07/11 e peguei temperaturas da ordem de 20 graus). Sempre faça a costa de carro, descendo no sentido San Francisco a Los Angeles (e não Los Angeles a San Francisco), porque desta forma você dirige acompanhando o lado da costa (que fica à sua direita) e não perde nenhum dos inúmeros mirantes que existem pelo caminho. Isso impacta na escolha dos voos e no aluguel do carro, o que discuto mais pra frente. Vai por mim, independente de suas outras escolhas, faça a costa neste sentido, ou seja, pegue a Highway 1 South! 

– Em geral, quem faz a costa acaba aproveitando a proximidade para ir a Las Vegas na mesma viagem, e fica a questão de deixa-la pro começo ou pro final. O que há para se considerar nessa escolha:

1- preço das passagens aéreas na época da sua viagem, considerando as diferentes opções de rota e as eventuais promoções para um certo trecho (monitore pelo site “Melhores Destinos” alguns meses antes).

2- o trajeto Las Vegas – San Francisco é mais longo para ser feito de carro. Já o trajeto Los Angeles – Las Vegas é um pouco menor, aproximadamente 450km, e cruzar o deserto com sua paisagem árida é uma experiência que eu achei interessante e não tão cansativa.

3- Os voos domésticos entre cidades dos EUA por aquelas companhias aéreas menores são baratos mas cobram um valor extra por mala. Como eu aproveitei a viagem para fazer compras, já sai do Brasil com as 4 malas que tinha direito, o que ia diminuir a eventual economia dessa opção. Em termos de tempo, considerando as perdas que se têm no processo de check in, retirada de malas, ida e volta dos aeroportos, etc., o ganho indo de avião não é grande coisa.

4- imagine que você comprou voos separados, por exemplo a ida São Paulo – Los Angeles pela United e um voo baratinho Los Angeles – Las Vegas pela Virgin America. Se o voo da United atrasar muito e você perder a conexão, o problema será todo seu. Comprar trechos fechados pela mesma companhia, já com todas as escalas (opção “multi-ponto” nos buscadores), ajuda num eventual problema desses (a companhia passa a ser responsável por te encaixar num voo subsequente).

 5- defina onde você pretende fazer suas compras, se no Outlet Camarillo (o melhor deles, entre Santa Barbara e LA), em Las Vegas (há 2, o Outlet Premium North dizem ser o melhor desses), ou em ambos (ou seja, avalie com quantas malas você estará ao pegar o avião). 

Considerando tudo isso, deixei Las Vegas para o fim e fiz Los Angeles – Las Vegas de carro, em umas 4h30min, e comprei ida São Paulo – São Francisco (via Houston, duração de aprox. 15hs no total, sem contar a diferença de fuso) e volta Las Vegas – São Paulo (novamente via Houston, com as mesmas 15hs), pela United.

– COMO ESCOLHER A HOSPEDAGEM?

Para a escolha dos hotéis, nada é mais confiável que o Trip Advisor. Além de acompanhar a opinião de centenas de hóspedes, existe uma ferramenta interessante que poucos usam (e que me ajudou bastante) que é a possibilidade de você mandar uma mensagem para quem escreveu o comentário (troca direta de informações de forma privada). Como durante a escolha dos hotéis fiquei na dúvida entre alguns, mandava uma mensagem para alguns dos autores dos comentários mais recentes perguntando itens específicos, como limpeza do quarto, eventual custo do estacionamento, como é a vizinhança do hotel, se é seguro andar à noite na região, etc.

– VALE A PENA ALUGAR CARRO?

Seguindo a ordem do roteiro que eu fiz (San Francisco – Los Angeles – Las Vegas) optei por alugar o carro no dia que estava de saída de San Francisco (os estacionamentos são caros e o transporte público funciona, por isso você pode dispensar o carro no começo). Mantive o carro em Las Vegas e o devolvi no aeroporto, no dia do embarque pro Brasil – não me arrependi, mas tem aqueles que preferem ficar em Las Vegas sem carro.

Cotei o aluguel do carro no site: https://www.americacarrental.com/ e também tentei uma cotação “personalizada” via e-mail, com o consultor deles, Jill Renton: jill@drive-usa.co.uk (consegui uma boa economia).

Muitas locadoras cobram uma taxa de deslocamento se você alugar o carro numa cidade (no meu caso, San Francisco) e devolver em outra (Las Vegas, ou Los Angeles). Por essa cotação supra, consegui isenção dessa taxa com a Dollar e marquei a retirada do carro numa loja perto da Union Square, do lado do meu hotel.

Além dos seguros obrigatórios, contratei o “Road Assistance“ , já que ia rodar muito de carro (só na costa da California são quase 800 km). Dispensei o GPS pois comprei um chip da T-Mobile em San Francisco (USD 60 te dão direito a 3Gb de dados e ligação ilimitada para telefones fixos, inclusive os do Brasil) e usei o Waze via celular. Em alguns pontos o sinal da internet falha, mas alguns mapas impressos me salvaram nessas situações. Dica: tente ver antes se o seu carro tem entrada USB para carregar o celular/iPad. Não passei por nenhum pedágio a viagem toda, então caso te ofereçam, não compre a versão deles do “Sem Parar”.

Dirigir nos EUA não tem nenhuma dificuldade, mas para os que não estão acostumados, é bom avisar de 3 regras no trânsito que funcionam um pouco diferentes daqui:
1) O pedestre tem sempre prioridade, e muitos deles atravessam a faixa sem se preocupar com os carros admitindo que eles irão parar. Tome cuidado!
2) Conversões à direita estão sempre liberadas (inclusive em cruzamentos com semáforo), exceto quando há uma placa indicando o contrário.
3) Pare completamente o carro ao ver uma placa ou sinalização de “STOP” pintada no asfalto, mesmo que você consiga ver que não tem nenhum carro vindo na outra direção do cruzamento.

 

ROTEIRO:                 

– SAN FRANCISCO

HOSPEDAGEM – Existe uma dúvida geral de qual o melhor local para ficar: perto da Union Square ou do Fishermans Wharf. Apesar de ser um pouco mais caro, optei por ficar perto da Union Square, pois é uma região mais central para todas as atividades que eu pretendia fazer.Fiquei no Hotel Mayflower, que tem excelente custo/benefício para a região. O hotel é antigo, mas bem localizado e com um quarto espaçoso. Detalhe: não faz reservas online pelo site ou por algum parceiro: você precisa mandar um e-mail, eles te passam a cotação dos quartos (preços variam para quartos com vista para a cidade, recém-reformados, com cama king ou queen, etc.) e a confirmação é feita por e-mail mesmo, sem a necessidade de pagamento prévio ou informação do nº de seu cartão de crédito – paga-se somente no momento do check in.

TRANSPORTE – Comprei um passe de transporte público na  Walgreens por USD23 que me deu direito a usar sem limites, por 3 dias (a partir do 1º uso), o Cable Car (o famoso bondinho) e os ônibus comuns. Tenho lá minhas dúvidas se valeu a pena. Para mim, financeiramente compensou porque, como já tinha comprado o passe, usei muito o bondinho (USD 6 por viagem) ao invés dos ônibus (por volta de USD 2).Para se ter uma ideia das distancias e o que é atendido pelo transporte público, veja o mapa da cidade em: http://www.sanfrancisco.net/bus (no seu hotel certamente haverá um similar disponível na recepção).

 Dia 1: Chegada no Hotel + Union Square + City Hall e arredores: 

– Antes de sair para conhecer a cidade note que existe uma área específica de San Francisco não recomendada para turistas, por ser superpovoada de mendigos (veja mais em http://hotelcaliforniablog.com/2012/06/06/onde-nao-ficar-em-sao-francisco/). Peça no hotel para te indicarem no mapa esses bairros. Apesar da cidade ter de fato muitos moradores de rua, não há sensação de insegurança.

– A Union Square nada mais é que um praça (não muito grande) rodeada de lojas e restaurantes de tudo o que é tipo e preço. Você pode fazer nos fins de tarde/noite com facilidade. E ainda sobram algumas outras opções para encaixar no roteiro, como conhecer Chinatown. Pelo menos em um dia, vá comer no Cheesecake Factory, que fica no último andar da Macy´s na Union Square (mesmo que você não queira o famoso cheesecake).

Dia 2:  Fishermans Wharf + Embarcadero + Alcatraz:

– Saindo da região da Union Square, descemos a pé até a Market St e fomos em direção ao Ferry Building (para a esquerda). De lá, andamos pelo Embarcadero, conhecendo os Piers, até chegar em Fishermans Wharf. O Pier mais famoso é o 39, e é onde vimos os leões marinhos. É uma longa caminhada, mas bem agradável.

– Optamos por fazer o tour noturno de Alcatraz (saída do píer 33 por volta das 18hs). Além de ser mais sombrio, acho que é o melhor jeito para otimizar o dia, já que o passeio demora um tempo razoável. Peguamos o áudio em inglês (os fones já estão incluídos no preço) para ouvir as explicações diretamente dos ex-carcereiros da prisão. Tem que comprar com boa antecedência pela internet (aqui no Brasil!), no site oficial.

-Voltamos de Alcatraz para o hotel de bondinho. Andamos pelo Embarcadero do píer 33 até a Bay St. e o ponto de saída do Cable Car fica na Taylor St., a umas 5 quadras de distância. A Bay St. nessa hora é uma rua praticamente deserta e não muito bem iluminada; convém ficar atento.

Dia 3: Marina + Golden Gate + Sausalito:

– Pegamos o Cable Car e descemos na parada da Lombard Street, que é aquela famosa rua sinuosa. De lá, andamos até o Fishermans Wharf e conhecemos a fábrica de chocolates Ghirardelli.

– Alugamos uma bike para cruzar a Golden Gate e ir para Sausalito, passando pelo agradável bairro da Marina. Andamos no trecho final da Chesnut Street, que é cheio de lojas e bons restaurantes. Almoçamos no excelente Pacific Catch.

 – Em Sausalito, fizemos um wine tasting (5 tipos de vinho por uns USD 20) e na sequencia jantamos no Copita (um bom mexicano) antes de retornar de Ferry para SF (fique atento aos horários de volta).

Dia 4: Berkley:

– Pegamos o Bart (Metrô) da Union Square e fomos direto à estação Berkley Downtown. O Bart não faz parte do passe de transporte que citei antes e pagamos o trecho (veja mais em: http://www.sanfrancisco.net/bart).

– Diferente daqui de SP, trens com destinos diferentes passam pela mesma plataforma, ou seja, antes de embarcar, certifique-se que o trem que chegou é o com destino correto (veja painel luminoso quando o trem se aproxima).

– Em Berkley, tentei almoçar no Chez Panisse, famoso restaurante de lá. Sem reserva, a espera era enorme e acabei indo no Thai Delight Cousine, um dos poucos sem grandes filas: bom, mas nada de especial.

– O passeio se resume a uma rua principal de comércio, bem agradável, e a visita à bela universidade, tudo logo na saída da estação do Bart (faz-se à pé sem dificuldades). Gostei, mas não achei nada demais. Se você tem um roteiro apertado, por mim pode cortar Berkley sem grandes problemas.

Dia 5: Mission + Castro + Golden Gate Park + Alamo Square:

– Comecei indo direto para a Balmy Alley, rua onde os muros são todos grafitados (http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g60713-d2155273-Reviews-Balmy_Alley_Murals-San_Francisco_California.html#photos). Apesar de ter o passe, achei mais fácil e bem mais rápido pegar o Bart da Union Square e ir até a estação 24th St (comprei só a ida, por volta de USD 2).

– De lá, segui direto para o “Women´s Building”, que não fica muito longe (http://www.womensbuilding.org/twb/). O bairro Mission em si não me agradou tanto, então me restringi a esses dois locais que valem a visita, e na sequencia fui conhecer o bairro Castro, tudo a pé.

– No Castro, tinha a dica de almoçar um sanduiche no Ike´s Place, mas o lugar não tem mesas, você pega a comida pra viagem. Resolvi então ir no restaurante vizinho, Kitchen Story, que apesar da fila enorme, era bem fraquinho (provavelmente nossa pior refeição durante a viagem).

– Saindo de Castro, fizemos todos os trechos subsequentes de ônibus: primeiro para o Golden Gate Park (é um parque enorme, com muita coisa para se ver. Não confunda com a ponte, é bem longe dela!), onde visitei o jardim japonês (entrada paga). Para chegar de Castro, peguei a linha 24 e depois a 71.

-De lá, fomos para a Alamo Square (é só pegar na saída do parque a linha 71 no outro sentido), e no fim do dia voltamos ao hotel (pela linha 24 até a Sutter e depois linha 2/3 até a Powell) para mais um passeio pela Union Square.

– COSTA PELA HIGHWAY 1 – PARTE 1: SAN FRANCISCO A CARMEL 

DICAS GERAIS: 

– Como já citei, sugiro não usar um GPS tipo Garmin e sim o App do Waze no celular, comprando antes um chip americano na T-Mobile e um bom pacote de dados. A agilidade na entrada de dados e as informações em tempo real são incomparáveis. O Waze vai tentar sempre te levar pela auto-estrada, o caminho mais rápido, então é importante dar alguns pontos de parada intermediários para dirigir o seu caminho.

– Em muitos locais da Highway 1 o celular fica sem sinal, mas estando nela, é quase impossível errar a rota. É só tomar cuidado com as paradas que você pretende fazer, pois muitas delas são mal sinalizadas.

– Como uma alternativa ao Waze, para você ter uma referência caso esteja sem sinal, sugiro marcar as paradas que pretende fazer ao longo da Highway 1 no Google Maps, marcando as distancias entre os pontos. Imprima esses mapas trecho a trecho, deixe no carro e fique atento às quilometragens.

– Evite abastecer ao longo da Highway 1, os preços são muito abusivos. Ao alugar o carro, pergunte sobre a capacidade do tanque e mais ou menos quantas milhas seu carro faz com tanque cheio para se programar, tentando sempre abastecer nas paradas principais. 

PARADAS: 

– Half Moon Bay
–  Pigeon Point Lighthouse (o farol em si está fechado para visitação, mas a vista da costa é bacana)
– Davenport
– Santa Cruz (foi onde almocei: El Palomar, mexicano, bom)
– Moss Landing.

                 

CARMEL

Existe uma dúvida geral ao planejar a viagem de onde ficar (Carmel ou Monterey) e quantas noites ficar (1 ou 2). Apesar de ser um pouco mais caro, optei por ficar em Carmel. Pra mim, apenas 1 noite é pouco, já que você aproveita a estada para também conhecer Monterey e o dia em que você chega é em boa parte sacrificado pelas inúmeras paradas que você fez na Highway 1 depois de sair de SF.

– Fiquei num B&B chamado Green Lantern, super bem localizado e excelente. Nada de luxo, obviamente, mas serviço super cortês, café da manhã gostoso e clima intimista.

– Jantei no Dametra Café e no Flying Fish Grill, ambos em Carmel. Ambos excepcionais e próximos do hotel. Se precisar escolher só 1, vá no Dametra.

 – Em Monterey, cheguamos cedo e paramos num estacionamento perto do aquário (algo por volta de USD 10 pelo dia todo), a principal atração do local. Saindo do aquário, almoçamos no First Awakenings, em Pacific Groove (apenas razoável). Conhecemos também a Cannery Row e o Píer.

 – Depois disso, pegamos o carro e fomos até o Lovers Point (há vagas próximas na rua mesmo), que é uma pracinha bem bonita, junto da praia. Na sequência, você fomos direto para a 17-Mile, que é uma estrada paga (USD 10) com uma vista incrível da costa, e de lá voltamos pro hotel (tente ver o pôr do sol estando na praia em Carmel).

– COSTA PELA HIGHWAY 1 – PARTE 2: CARMEL A SAN LUIS OBISPO

– O trecho entre Carmel e San Luis Obispo tem a paisagem mais bonita (Big Sur) e com a pior sinalização dos pontos que você deve visitar. É nesse trecho que aquele mapa do Google Maps que eu citei com a distância em km entre cada parada vai ser muito útil para evitar que você passe lotado por algum lugar.

– Torça para pegar tempo aberto, com sol nos dias que fizer a Highway 1 de San Fransciso a Carmel e de Carmel a San Luis Obispo. O reflexo do sol na água é um bônus na paisagem que não tem preço.

– Saindo de Carmel, marcamos a Highway 1 no Waze (referência: Point Lobos) e seguimos pelas seguintes paradas:

a) Bixby Creek Bridge: não há sinalização antes da ponte, então se você não estiver atento, vai passar sobre ela sem parar num mirante que existe um pouco antes, e que permite uma bela vista de sua estrutura. 
b) Pfeiffer Big Sur State Park: é um parque, pra mim sem grandes atrativos, e a entrada fica à sua esquerda, ou seja, você precisa cruzar a rodovia (a costa está sempre à sua direita, por onde você trafega). Não se perde muita coisa caso resolva passar lotado, mas fique atento à sinalização deste parque porque você já estará muito próximo da Pfeiffer Beach, sua próxima parada!
c) Pfeiffer Beach: Praia espetacular, onde a água passa por dentro de “fendas” nas pedras. Paga-se USD 10 para ter acesso, e a saída que você pega da Highway 1, a mais ou menos 1 km do parque acima, não é sinalizada! A placa que consta na estrada é a da foto abaixo, e a entrada é uma curva bem fechada à direita. Repare que essa será a única foto que coloco no meu texto, para que você se lembre disso e não perca essa parada)

 

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d) Sierra Mar: eventual pausa para um almoço no restaurante no hotel de luxo Post Ranch Inn (bela vista lá de cima; comida boa, preços salgados)
e) Julia Pfeiffer Burns State Park: é onde se vê uma cachoeira que cai nas areias de uma praia. Infelizmente a praia não tem acesso para os turistas e você se limita a uma vista de longe. Observação: cuidado com a confusão de nomes “Pfeiffer”!
f) Seguindo pela Highway 1, antes de San Simeon tem um mirante para observação de dezenas de leões marinhos na areia (com um amplo estacionamento, mas não muito bem sinalizado). Preste atenção na estrada!
g) San Simeon (é onde fica o Hearst Castel. Não me animei a conhecer)
h) Morro Bay

Passamos  por Morro Bay já no fim do dia, e a maioria das vinícolas que estão perto de San Luis Obispo fecham por volta das 17hs. Assim, não consegui visitar nenhuma. Caso pretendam visita-las, se tiverem oportunidade, pense em adicionar uma noite em Passo Robles, Cambria ou outra cidadezinha. Ou então façam a visita no dia seguinte. 

Em San Luis Obispo não há praticamente nada para se fazer, e chegamos um pouco cansado da viagem. Jantamos no Ciopinot, excelente restaurante de frutos do mar indicado pelo hotel.

Fiquei hospedado no Avenue Inn, um motel super em conta mas com quarto enorme, TV grande de LCD e bem equipado, café da manhã simples e com um pequeno problema de barulho de encanamentos e dos carros da avenida ao lado (nada de muito alarmante). Para apenas dormir, não se precisa mais do que isso. 

Para quem tiver disposição ou tempo mais apertado, pode pular a estada em San Luis Obispo e ir direto para Santa Barbara.              

– COSTA PELA HIGHWAY 1 – PARTE 3: SAN LUIS OBISPO A SANTA BÁRBARA

Cogite parar em Los Olivos e em Solvang. Esta última é uma cidade com motivação dinamarquesa na arquitetura e que possui a famosa panqueca do Paula´s Pancake House (boa, mas nada de excepcional). É uma parada que não leva mais de 1h. 

Visitar uma vinícula dessa região vai depender de como você quer passar pelo Outlet Camarillo conforme já mencionei. O que eu fiz foi sair cedo de SLO para chegar o quanto antes em Santa Barbara e curtir a cidade já nesse primeiro dia, uma vez que pretendia sair cedo no dia seguinte com destino ao Outlet.

Em Santa Barbara fiquei no Eagle Inn, outro B&B com excelente custo-benefício e localização privilegiada (rua calma próxima da praia, pier e da rua principal da cidade). 

Também dei sorte com restaurantes lá: almocei no C´est Cheese (sanduiches) e jantei no Toma (faça reserva). Próximo ao píer existe uma região onde vinícolas instalaram lojas nas quais se pode fazer um wine tasting bem barato (da ordem de USD 10-15), sem a necessidade de pegar carro para ir até uma vinícola.                 

– COSTA PELA HIGHWAY 1 – PARTE 4: SANTA BÁRBARA A LOS ANGELES 

Dia de compras! No caminho para Los Angeles tem o Outlet Camarillo (funciona das 10-21hs) com todas as lojas que você possa pensar num Outlet, dividido em 3 grandes blocos ao ar livre. É um dos maiores da região, então nem cogitei ir por exemplo para o Outlet Gilroy que fica na saída de San Francisco e ia me roubar um tempo precioso da Highway. Para almoçar, como padrão de Outlets, as opções são ruins (o melhor lugar é o Johnny Rockets) 

Algumas dicas sobre o Outlet: 

– no site http://www.couponsherpa.com/printable-coupons/ tem vários cupons legais, até de comida (Olive Garden, etc.). É ir navegando pelas seções e ver o que interessa, caso a data esteja boa para a sua viagem, e imprimir. 

– todo Outlet tem o seu “livrinho de descontos”: você paga em geral USD 5,00 e ganha um livrinho cheio de cupons de desconto (a maioria é de 10%). Antes de viajar, entre no site do Premium Outlets (https://www.premiumoutlets.com/), cadastre-se e imprima os cupons de desconto que deseja usar na viagem, porque os descontos que constam no site em geral não são os mesmos do livrinho – alguns são bem maiores!!! (além disso você ganha um voucher para pegar esse livrinho de graça)

– cadastre-se também nos sites da Gap, Carters e etc. para receber cupons via e-mail antes da viagem. Às vezes essas promoções da loja que você recebe no seu e-mail são melhores que as do próprio Outlet. 

– é bom passar depois num supermercado (em Los Angeles ou Las Vegas) para comprar plástico bolha, fita adesiva, tesoura e aqueles sacos organizadores à vácuo (pegue emprestado o aspirador de pó no hotel) para embalar todas as suas compras. 

– a Disney Store de outlets não é grande coisa. Para quem tem filhos pequenos e quer voltar com roupas, pratos, talheres, bonecas e etc. (principalmente se tiver pedidos específicos), sugiro passar também nas lojas Disney Store da Union Square (San Francisco) e Santa Monica (no piso superior de um mini-shopping no começo da 3rs St. Promenade).

– é comum que, após uma compra, conste na nota fiscal um pedido para que você preencha uma pesquisa de satisfação online para ganhar descontos de 10 a 15% em compras futuras. Fique de olho!

Como sai tarde da noite do Outlet, dispensei o trecho final da Highway 1 e fui direto pela auto-estrada para o hotel em Los Angeles.

– LOS ANGELES 

Ai é onde os roteiros divergem mais. Uns odeiam, uns adoram. O fato é que há sim o que se fazer em LA (e arredores) e você consegue se ocupar ficando de 3 a 5 noites sem problemas (lembre-se que há muitos parques na região, como Disney, Six Flags e Universal). De novo, depende muito do seu gosto…

O que eu mais gostei foi Santa Monica e o Getty Museum. Em Santa Monica, se gosta de frutos do mar, vá comer no Blue Plate Oysterette. 

Fiquei no Hollywood Orchid Suites, numa rua sem saída (e portanto bem tranquila) atrás da caçada da fama. É uma opção barata pra quem busca bom custo/benefício. Numa próxima viagem, avaliaria com mais carinho a opção de gastar um pouco mais e ficar em Santa Monica perto do píer / 3rd St. Promenade.            

– LOS ANGELES A LAS VEGAS

Para quem estiver disposto a dirigir de uma vez 450km (como referência, na costa da CA, parando em SLO como eu fiz, o maior trecho diário é da ordem de 200km, e você ainda faz paradas no caminho), recomendo muito fazer esse trecho da viagem de carro.

Fui na dica do “Destino California” e não me arrependo…as paisagens ao longo do caminho são espetaculares (mas, claro, tem momentos que você não vê a hora de chegar e não aguenta mais ver as montanhas e aquela vegetação árida característica de deserto).

Para um descanso, há 2 paradas opcionais no caminho: a cidade fantasma Calico Ghost Town e a saída pra famosa Rout 66. Como em parte da estrada o sinal do celular cai, caso queira fazer uma pausa na Calico (eu não fiz), por garantia adicione a parada no Waze quando for sair de Los Angeles. A saída pra Rout 66 é super bem sinalizada, não tem como errar caso queira ir por lá. 

Não se preocupe quanto a abastecimento de gasolina. Há postos em número suficiente pelo caminho, mas em alguns pontos da estrada você chega a umas 50 milhas sem pontos de abastecimento. Saia de LA com tanque cheio e acompanhe o seu consumo!

Para chegar com a vista dos hotéis e passar pela famosa placa “Welcome to Las Vegas”, programei no Waze uma parada na “Las Vegas Blvd” antes do endereço do hotel. O Waze nos tirou da auto-estrada (que passa por trás dos hotéis), mas cuidado: logo depois ele tentou nos jogar de volta pra ela! Assim, a partir dai seguimos ignorando-o e fomos direto pela Las Vegas Blvd até passar pela tal placa (que ficará à sua esquerda), e só então voltamos a seguir as instruções do Waze para chegar no hotel.          

– LAS VEGAS 

Fui em 3 shows: Le Revê – The Dream, Rod Stewart e o Cique du Soleil Michael Jackson. Os 3 foram espetaculares, com a ressalva que o Michael Jackson é mais um espetáculo musical que um circo.

Compramos todos os shows aqui no Brasil para garantir o nosso lugar. Você pode deixar para comprar em Las Vegas, correndo o risco de não conseguir o evento ou o setor desejado, mas com a vantagem de talvez conseguir um desconto nos ingressos que não foram vendidos para o dia nos stands do Tix4Tonight ou similares.

Com disposição para enfrentar mais uma longa viagem de carro, decidimos ir conhecer o Death Valley (paga-se USD 20 para ter direito a andar de carro no parque). 

Colocamos no Waze “Furnace Creek Visitor Center” (é onde você pega o mapa da região e as dicas do que fazer por lá) e encaramos 2h30 de viagem (uns 200km de Las Vegas) para encontrar uma série de paisagens espetaculares (Zabriskie Point, Badwater Basin, Devil´s Golf Course, Artist´s Palette, etc.). Saímos cedo, pois o programa é longo – e levamos muita água porque o calor também é forte. O Waze perde o sinal em boa parte do caminho, tanto para chegar no parque, quanto dentro dele.

Depois de tanto dirigir, eu já estava muito cansado para ir pro Canyon, e ai acabei visitando só a Hoover Dam, que fica a 50km de Las Vegas. Existe no local um estacionamento pago (USD 10), mas sugiro seguir adiante pois existem pontos de parada gratuitos, logo mais à frente (é o que a maioria dos visitantes faz). Não fui no tour que visita a represa – veja mais informações nesse link: http://www.usbr.gov/lc/hooverdam/service/index.html

Novamente, questão de gosto, tem gente que acha o passeio de helicóptero sobre o Canyon o melhor programa de Las Vegas…Para quem não leu nada a respeito, sugiro consultar o Viaje na Viagem para entender as diferenças entre o South Rim (o melhor trecho do Canyon, mas bem mais longe de Las Vegas) e o Grand Canyon West (onde está a passarela de vidro) no link: http://www.viajenaviagem.com/2011/07/vai-por-mim-grand-canyon/

De resto, vai de cada um quanto tempo quer passar conhecendo os hotéis (pra mim, de marcantes mesmo, o Bellagio e sua fonte, Paris, New York New York, Wynn e o Venetian) e/ou curtir a estrutura do seu hotel (cheguei em Las Vegas em novembro e peguei temperaturas da casa de 20 graus, o que não me animou a curtir uma piscina). 

Para a escolha do hotel em Las Vegas, consideramos o quanto queriamos aproveitar o hotel e se queriamos um hotel com ou sem Cassino. Há opções para todos os gostos e bolsos, e Las Vegas é o local onde talvez se pague mais barato por um hotel 5 estrelas. 

Fiquei no Signature MGM. O hotel é composto por 3 torres e é anexo ao MGM. Não tem cassino, fica a duas quadras (uns 15 min andando) da Strip – indo por dentro do MGM demora até mais. É portanto mais reservado, longe do agito, o que parecia ser bom para o meu perfil de viagem (li muito antes de viajar sobre o cheiro de cigarro nos hotéis que tem cassino), mas no final das contas achei que não foi uma boa decisão…Apesar do Signature ser um bom hotel, recomendo ficar em outro. 

Detalhe: cobraram no mínimo USD 7 (dependendo do peso) para receber encomendas (não sei se é um padrão da cidade). Fique atento caso faça algum pedido na Amazon ou outra loja virtual! 

Uma coisa inesperada foi descobrir que grande parte dos restaurantes fecham cedo, a maioria por volta das 23hs. Fui em 2 shows às 21:30 (que duram em média 1h30) e na saída foi um sufoco para achar onde comer (depois do 1º show, consegui reservar o PF Chang no Planet Hollywood para as 23:30; e no outro dia, já comprei à tarde comida num Whole Foods e jantei no quarto do hotel).

Todos hotéis, shoppings e etc. tem serviço de vallet gratuito para visitantes, e espera-se que você dê alguma gorjeta ao retirar o carro na saída (algo a partir de USD 2). Assim, para quem pretende fazer os passeios citados e/ou ir pro Outlet de Las Vegas (dizem que o North é melhor), manter o carro confirma-se ser uma ótima opção (em termos de praticidade e custo). 

DÚVIDAS? Mande um e-mail para jgarten@uol.com.br

Muito obrigada Jairo por todo o cuidado, paciência e dedicação ao descrever sua viagem. Tenho certeza que os leitores do Destino Califórnia vão aproveitar muito suas dicas!

Hurley Pro At Trestles e as reais chances de Gabriel Medina trazer o primeiro Titulo Mundial de Surf para o Brasil

hurley trestles 2014

Começa amanhã a próxima etapa do WCT que será realizada na nossa onda preferida da Califórnia, Trestles. O pico fica em San Clemente, cidade ao sul de Los Angeles e norte de San Diego. Já fizemos um post sobre o lugar aqui.

A etapa será super importante e decisiva para o futuro do surfista Gabriel Medina no tour. Após derrotar o veterano e onze vezes campeão mundial Kelly Slater durante uma final emocionante em Teahupoo, Gabriel – que já estava em primeiro colocado na classificação geral – passou a ter chances reais de conquistar o título mundial, inédito para o esporte no Brasil.

medina 3

medina 2

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Restam apenas quatro etapas para o fim do circuito: Trestles, na Califórnia; Hossegor, na França; Peniche, em Portugal e Pipeline, no Havaí. Gabriel tem um bom histórico nas ondas  desde que entrou para o WCT em 2011, com 17 anos.

Hurley Pró At Trestles – San Clemente, Califórnia, USA
2011 – 13° lugar – Derrotado no round 3 por Josh Kerr. (Kelly Slater venceu a etapa)
2012 – 9° lugar – Desclassificado no round 4, em uma disputa contra Joel Parkinson e Josh Kerr.(Kelly Slater foi campeão novamente).
2013 – 13° lugar – Perdeu no round 3 para C.J. Hobgood.

 

Quicksilver Pró France – Hossegor, França
2011 – 1° lugar – Venceu após uma final polêmica contra o australiano Julian Wilson.
2012 – 5° lugar – Foi derrotado nas quartas de final por Joel Parkinson.
2013 – 2° lugar – Perdeu o primeiro lugar para Mick Fanning.

 

Moche Rip Curl Pro Portugal – Peniche, Portugal
2011 – 13° lugar – Derrotado no round 3 por Chris Davidson.
2012 – 2° lugar – Em mais uma final polêmica, Gabriel foi derrotado por Julian Wilson.
2013 – 25° lugar – Perdeu para o também brasileiro Alejo Muniz no round 2.

 

Billabong Pipe Masters – Haleiwa, Hawai, USA
2011 – 5° lugar – Derrotado na quartas de final por Kierren Perrow, vencedor da etapa.
2012 – 9° lugar – Eliminado no round 5 por Yadin Nicol.
2013 – 13° lugar – Derrotado no round 3 por John John Florence, que enfrentou Kelly Slater na final, perdendo para o veterano.

 

Apesar de não ter sido nas etapas principais, Gabriel já venceu em Trestles. A conquista aconteceu em 2012, durante o Nike Lowers Pro, uma etapa complementar do tour. Em contrapartida, Kelly Slater – a maior ameaça ao título de Medina –  tem no currículo sete vitórias na onda que ele chama de “casa”.

Na semana da vitória de Gabril em Teahuppo, Kelly publicou no seu Instagram: “(…)Ele é o cara mais perigoso no mundo do surf. Por que? Só esse ano ele ganhou em Snapper, uma onda dominada por Regulares a mais de 10 anos. Ele ganhou em Fiji, uma das ondas clássicas do tour. E agora ele ganhou o Billabong Pro Tahiti em ondas gigantes. (…)Mesmo que eu vá fazer de tudo para para-lo esse ano, sou grande fã do seu surf e ele é realmente um ótimo cara.(…)”.

gabriel kelly

Pois é Kelly, mas a missão de pará-lo não está das mais fáceis. Matematicamente falando as chances de Medina alcançar seu objetivo são enormes.

Sem título

Para ultrapassar Gabriel nessa próxima etapa, Kelly precisa ficar em primeiro – o que somará 10 mil pontos a seu placar – e Medina precisa deixar a competição no máximo no Round 3 – ficando em 13° lugar e somando apenas 1750 pontos. Se Kelly ficar em segundo –  mesmo que Gabriel não participe da prova por ter se machucado – pé de pato, mangalô, 3 vezes – o fenômeno do surf brasileiro mantém seu lugar no topo. O mesmo acontece caso Joel Parkinson – 3° colocado e atual Campeão Mundial –fique em 1° lugar.

Logo, a possibilidade de Gabriel Medina se manter no topo até a próxima etapa é praticamente certa.

O ideal é que ele pontue bem nas próximas três etapas e chegue ao Pipe Masters – uma das ondas mais temidas do circuito – com folga suficiente para se permitir não ir tão bem. É muito cedo ainda para fazermos todas as previsões, mas é claro que se Slater e Parko não forem tão bem nessas mesmas etapas, a gente fica ainda mais pertinho do título.

Vamos torcer, vibrar e enviar muita energia positiva! As baterias serão transmitidas ao vivo no site a partir do dia 09/09/14. Acompanhe nossa página no Facebook para atualizações.

Vai com tudo Gabriel! O Brasil está com você!

SoCal SS Swell “Hurricane Marie”– August, 2014

Os últimos dias foram intensos no sul da Califórnia em termos de surf. Tubos enormes. Caldos gigantes. Centenas de espectadores entusiasmados em um calor de trinta graus.

O fenômeno climático chamado de “Hurricane Marie” começou como um furacão de categoria 5 no meio do Oceano Pacífico gerando previsões de ondulações  gigantes e expectativa do que viria a ser o melhor swell do verão californiano. As previões estavam certas.

Picos como The Wedge, Newport e Malibu apresentaram condições épicas na última terça e quarta feira. Outros picos menos expostos também tiveram seus momentos e nós, do Destino Califórnia, reunimos as melhores fotos e vídeos que circularam pela rede nas últimas horas.

E fiquem atentos, as previsões indicam que vem mais por aí. Santa Barbara e Ventura são apontadas como as próximas paradas do sweel. Ta de bobeira? Ainda dá tempo de pegar o avião.

The Wedge, Newport - Pic: Charmaine Rosa

The Wedge, Newport – Pic: Charmaine Rosa

Zuma Beach, Malibu - Pic: Peter de Simone

Zuma Beach, Malibu – Pic: Peter de Simone

The Wedge, Newport - Pic: Unknown

The Wedge, Newport – Pic: Unknown

The Wedge, Newport - Pic: RS Peer

The Wedge, Newport – Pic: RS Peer

The Wedge, Newport - Pic: Duglass Duqette

The Wedge, Newport – Pic: Duglass Duqette

The Wedge, Newport - Pic: Jin Kruse

The Wedge, Newport – Pic: Jin Kruse

The Wedge, Newport - Pic: RJ Fenwick

The Wedge, Newport – Pic: RJ Fenwick

Somewhere btw 15th and 56th St, Newport - Pic: Tad Collister

Somewhere btw 15th and 56th St, Newport – Pic: Tad Collister

Pier SS, Malibu - Pic: Unknown

Pier SS, Malibu – Pic: Unknown

Sandbar, Pismo Beach - Pic: Zack Brown

Sandbar, Pismo Beach – Pic: Zack Brown

Oceanside Pier SS, San Diego- PIc: Fred Tracey

Oceanside Pier SS, San Diego- PIc: Fred Tracey

15th Street, Newport Beach - Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach – Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach - Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach – Pic: Charmaine Rosa

15th Street, Newport Beach - Pic: Sea Laca

15th Street, Newport Beach – Pic: Sea Laca

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach -Pic: Drift Wood

15th Street, Newport Beach - Pic: Unknown

15th Street, Newport Beach – Pic: Unknown

North San Diego - Pic: Cat Gregory

North San Diego – Pic: Cat Gregory

Malibu Pier NS, Malibu- Pic: Blake Richards

Malibu Pier NS, Malibu- Pic: Blake Richards

Lower Trestles, San Clemente -Pic: Dan Jensen

Lower Trestles, San Clemente -Pic: Dan Jensen

Lower Trestles, San Clemente - Pic: Steven Dillon

Lower Trestles, San Clemente – Pic: Steven Dillon

The Wedge, Newport - Pic: Linda Wood

The Wedge, Newport – Pic: Linda Wood

Malibu Pier NS, Malibu - Pic: Unknown

Malibu Pier NS, Malibu – Pic: Unknown

15th Street, Newport Beach - Pic: Unknown

15th Street, Newport Beach – Pic: Unknown

The Wedge, Newport - Pic: Unknown

The Wedge, Newport – Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach - Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach – Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach - Pic: Unknown

Pier NS, Huntington Beach – Pic: Unknown

Cottons, San Clemente - Pic: Dan Jensen

Cottons, San Clemente – Pic: Dan Jensen

Corona Del Mar,  Newport - Pic: RJ Fenwick

Corona Del Mar, Newport – Pic: RJ Fenwick

15th Street, Newport Beach - Pic: RJ Fenwick

15th Street, Newport Beach – Pic: RJ Fenwick

 

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Tem alguma foto do swell provocado pelo Hurricane Marie na costa da Califórnia? Envie para nós  que adicionamos a nossa galeria.

Deu sorte e estava lá durante o swell? Conta como foi nos comentários.

 

Como usar o Google Maps para planejar sua próxima viagem

Entre as perguntas mais freqüentes que recebemos aqui no blog estão sempre as referentes a localização. “Quanto tempo demoro para ir de carro de San Francisco a Santa Cruz?”, ou “Qual a ordem das cidades que devo parar no trajeto pela costa?” e ainda “Meu hotel em San Diego fica perto do Gaslamp Quarter?”.

Para essas e outras perguntas a melhor resposta está sempre no Google Maps.

A ferramenta é companheira inseparável de quem vai viajar para qualquer parte do mundo. É à ela que você deve recorrer desde o inicio do planejamento quando quer decidir por qual cidade chegar ou partir, verificar se o seu hotel é bem localizado ou se vai precisar ou não alugar um carro. Na hora de fechar o roteiro o Google Maps também ajuda mostrando o tempo que você demora para percorrer os trajetos, que restaurantes ficam próximos das atrações que você vai visitar e por aí vai.

E ele não vai te abandonar tão cedo: chegando no seu destino, ele é ótimo para indicar caminhos e opções de transporte público.

Portanto, posso afirmar que na minha humilde opinião o Google Maps é uma das melhores coisas que a tecnologia trouxe para o mundo das viagens.

I <3 Google Maps!

I love Google Maps

Apesar de já existirem muitos posts por aí falando sobre a ferramenta decidi escrever a minha versão, porque parece que ainda há muita gente que não usa essa maravilha da tecnologia.

Não vou ficar explicando como você usa tecnicamente os mapas, pois isso o Google já faz por você aqui. Vou apenas mostrar em que situações e como eu me beneficio dele para planejar minhas viagens, dando exemplos específicos para a Califórnia, mas que podem e devem, ser utilizadas para qualquer parte do mundo.

AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DO GOOGLE MAPS PARA PLANEJAR SUA VIAGEM PARA CALIFÓRNIA

1. Ser um Mapa

A função mais primitiva e básica do Google Maps é SER UM MAPA. Parece óbvio, mas com tantas funcionalidades sinto que muita gente esquece disso.

Quando uma viagem envolve múltiplas cidades ou países a primeira coisa que você deve fazer é olhar o mapa do seu destino. Esse é o caso da Califórnia. Você não consegue montar um roteiro sem conhecer a localização de cada cidade. De maneira geral explore a região:

– Comece digitando a palavra Califórnia na caixa de busca.

Digite California

– Altere os modos de visualização entre satélite e mapa e observe de que lado fica o oceano, quais são as fronteiras, o que fica no norte e o que fica no sul.

Satelite

Modo mapa

– Dê zoom nas cidades e veja quais são próximas umas das outras. Clique nos nomes de cada uma e veja informações na barra lateral esquerda.

Clique no nome da cidade para obter mais informações

Teste agora:

2. Traçar Rotas Ponto a Ponto

A função de rotas não se limita à de um GPS. Não se esqueça que uma viagem para Califórnia é por vocação uma “Road Trip”, o que significa que você irá passar um bom tempo no carro, percorrendo estradas e passando por diferentes cidades. Logo, essa função irá ajuda-lo muito no planejamento e vai ser primordial na hora de tomar diversas decisões.

– Estude as possíveis rotas para saber como escolher o melhor caminho. Ninguém que está visitando a Califórnia quer ir de San Francisco para Los Angeles sem passar pelo Big Sur, mas a primeira opção de trajeto envia você pela I-5, uma estrada mais rápida e sem graça. Você só vai saber como programar seu GPS se conhecer o mapa e as alternativas. Note que é possível alterar a rota no Google Maps, arrastando a linha azul.

– Anote quanto tempo você vai levar do aeroporto ao hotel, do hotel para seus pontos de interesse ou de uma cidade a outra. Esses dados são essenciais para deixar sua programação redondinha.

É possível traçar uma rota com múltiplos pontos.

É possível traçar uma rota com múltiplos pontos.

– Descubra se o seu hotel é bem localizado simulando o trajeto entre ele e os locais que você pretende visitar.

– Você pode ainda trocar o seu meio de transporte do carro para diversas outras opções. Se pretende ir a pé altere para o ícone do pedestre e o Google te diz quantos quilômetros e o tempo médio que você irá gastar até o seu destino. Se quiser ir de bicicleta ele indica onde há ciclovias e quais rotas apresentam menos inclinação. Uma nova função permite até que você cheque os vôos disponíveis entre os locais e cote os preços através do Google Travel. Ainda há a opção dos transportes públicos, o que nos leva ao próximo tópico.

Na barra lateral é possível acompanhar a inclinação do trajeto de bicicleta.

Na barra lateral é possível acompanhar a inclinação do trajeto de bicicleta.

3. Informar Itinerários

Para quem não vai estar de carro essa é a função que substitui a anterior. Através dela é possível obter itinerários de transporte público dentro e entre as cidades.

Eu já levo boa parte deles anotados no meu roteiro para não perder tempo pesquisando isso no destino. Por exemplo: meus planos são sair do hotel em San Francisco para ir ao Golden Gate Park, de lá ir para China Town e retornar ao hotel. Simulo a rota no Google e anoto aonde tenho que pegar os ônibus, os nomes das linhas, horários e em que pontos descer.

Itinerário

Sei que nem todos tem essa paciência, mas garanto que é extremamente recompensador acordar de manhã e não ter essa preocupação. Também é ótimo não precisar ficar perguntando para as pessoas na rua em uma língua que não é a sua.

Mas se você não é muito dado a planejamentos, ou ainda se algo saiu diferente do planejado – o que acontece sempre, tá gente?! – o app do Google Maps para celular está aí para te salvar.

É possível ainda traçar itinerários entre cidades e verificar as opções entre trêns e ônibus.

4. Mostrar como o lugar é

Uma das funções que eu mais gosto no Google Maps é o Google Street View.

Com ela é possível “caminhar pela rua” e ver tudo da perspectiva de um pedestre. É só arrastar o bonequinho amarelo no canto inferior esquerdo para o ponto desejado. A funcionalidade desse recurso é infinita e a cada dia descubro novas utilidades para ele.

– Verifique se o seu hotel é bem localizado: caminhe pelo quarteirão, veja a fachada, o tamanho das janelas… enfim! É como estar lá, vendo tudo da rua.

Vista da rua - Hotel

Vista da rua - rua

– Conheça a aparência dos lugares que deseja visitar. Se você quer, por exemplo, ir ao restaurante x, veja como ele é visto da rua. Na hora que você chegar lá não vai ter duvidas que chegou ao seu destino.

Memorize partes importantes de trajetos como saídas de Freeways ou entradas de ruas. Por exemplo: virar duas ruas depois do prédio azul.

– Verifique se há vagas de estacionamento, se é permitido estacionar ou ainda se há parquímetros.

– Veja como é o ponto de ônibus ou estação de metro que está no seu itinerário. Dá pra imaginar se é seguro durante a noite, se há bastante comércio próximo, etc.

5. Localizar serviços específicos dentro de uma região

Para utilizar esse recurso é só digitar o nome do serviço na caixa de busca. Pode ser algo genérico como “Drug Store”, ou “Restaurant” ou ainda algo mais específico como o nome de uma loja. Assim que você der “enter” irão aparecer diversos pontinhos no mapa que representam locais aonde oferecem o serviço buscado.

Captura de Tela 2014-08-01 às 18.27.19

Essa função é útil para:

– Verificar se há e quais são os serviços próximos ao seu hotel.

– Descobrir se aquela loja ou restaurante específico tem uma unidade na região selecionada.

– Escolher um restaurante para almoçar ou jantar que seja perto de uma atração ou ponto turístico que você irá visitar. Lembrando que ao clicar no nome do restaurante, um menu se abre a esquerda com mais informações, incluindo reviews de clientes e fotos do local.

6. Montar um mapa personalizado

Depois de coletar tantas informações seria perfeito poder salva-las e isso é possível através dos mapas personalizados.

Para criar seu mapa você deve estar logado com uma conta Google e acessar o Maps Engine https://mapsengine.google.com. Clique em “Criar novo mapa”.

Maps Engine

Nesse mapa você vai poder adicionar todos os seus pontos de interesse, rotas e observações. Depois, é possível compartilha-lo através das redes sociais ou e-mail, imprimi-lo ou incorpora-lo ao seu site, como eu fiz aqui.

Para planejar uma viagem eu normalmente faço um mapa geral, com as rotas entre cidades e paradas.

Depois faço um de cada região marcando todos os lugares que pretendo visitar. Como mencionei no post “Como planejar sua viagem para a Califórnia em 10 passos”, é importante agrupar as atividades por bairro ou região para otimizar o tempo. Com esse mapa fica bem fácil de visualizar o que fica perto do que e assim organizar o seu roteiro dia-a-dia.

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Depois de hoje não quero ver mais ninguém perguntando quanto tempo demora pra ir de Los Angeles pra San Diego, se o hotel y é perto do lugar x ou se dá pra ir a pé de Hollywood pra Santa Mônica hem?

Adoro quando vocês fazem comentários e amo ajudá-los no planejamento de tantas viagens, mas com o blog crescendo a cada dia e enquanto ele ainda for só um hobby, preciso da ajuda de vocês para essas questões mais simples.

Falando em ajuda…

Alguém tem alguma outra dica para o planejamento de viagens através do Google Maps? Compartilhe com a gente.

Você fez seu mapa personalizado e ele foi super útil no planejamento? Compartilhe com a gente.

Tem alguma dúvida com relação a utilização do Google Maps que não foi respondida acima? Compartilhe com a gente também.

E se você achou esse post útil e interessante, compartilhe com seus amigos.

Obrigada e até o próximo,

Caru

Como planejar sua viagem para a Califórnia em 10 passos

Uma das minhas partes preferidas em uma viagem começa muito antes da chegada ao aeroporto. O planejamento é o momento aonde descobrimos os lugares maravilhosos que iremos visitar e criamos o desejo e expectativa que irá permear todo o momento mágico e inesquecível que é viajar.

Se você está lendo esse blog é muito provável que você esteja vivendo essa fase. Começando pela escolha do destino, passando pela compra de passagens e reserva de hotéis, até a escolha dos passeios e lugares que você vai visitar, o planejamento é, ao menos para mim, fator determinante no sucesso e aproveitamento da viagem.

Não estou dizendo que isso precisa virar uma obsessão e que você deve planejar tudo hora a hora, mas o mínimo de programação e conhecimento sobre o lugar otmiza o tempo, evita gastos desnecessários, perrengues, estresses e decisões de última hora. Esse planejamento já foi motivo de muita discussão aqui em casa, mas depois da segunda vez, o Gui se convenceu que as viagens ficaram bem mais legais e proveitosas assim.

Segue abaixo minhas dicas para como planejar sua viagem para Califórnia em 10 passos, baseada nas perguntas mais freqüentes que recebo por aqui.

1. Decida quantos dias vai durar sua viagem

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Vamos partir do principio que quanto mais dias melhor, mas a realidade as vezes não condiz com a nossa vontade. Se você tem até 5 dias de viagem, se restrinja a uma região  – San Francisco, Los Angeles, San Diego ou Las Vegas. Se você tem de 7 a 10 dias dá para combinar duas regiões próximas  – San Francisco e litoral até o Big Sur, Los Angeles e Las Vegas, San Diego e O.C., Los Angeles e O.C., Los Angeles e San Diego. Entre 10 e 15 dias dá para fazer uma boa parte da costa, como o trajeto de San Francisco a Los Angeles, mas eu ainda acho que fica apertado descer até San Diego. Com mais dias que isso dá pra conhecer de tudo um pouco e o trabalho vai ser só decidir quantos dias passar em cada lugar.

2. Compre as passagens de avião pensando no seu roteiro

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A California é um estado grande e quando você decide fazer uma viagem para lá tem que ter uma coisa em mente: não é como ir para Nova Iorque que você chega e vai embora pelo mesmo aeroporto. Se você pretende ir para SF, LA e LV e comprar passagens de ida e volta para LA, vai gastar bastante tempo e dinheiro tendo que “voltar” a cidade de origem. O ideal é chegar numa ponta do seu trajeto e ir embora pela cidade final. Se você pretende percorrer a HWY 1, a minha dica é chegar pela cidade mais ao norte -normalmente SF – e ir embora pela cidade mais ao sul – que de maneira geral é San Diego, mas vai depender do seu roteiro. Isso porque se você descer a costa, vai ter o Oceano Pacifico do seu lado na estrada e isso além de proporcionar uma melhor visão, facilita bastante na hora das paradas. Se você pretende ir também para Las Vegas, precisa decidir se vai fazer isso no começo ou no fim da viagem – não é muito inteligente sair da California, ir para Vegas – que diga-se de passagem fica em outro estado – e voltar para California de novo.

3. Decida quais cidades vai visitar e quantos dias vai passar em cada uma delas

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Agora que você já sabe quantos dias tem para viajar e por onde vai chegar e partir falta decidir quais cidades vai conhecer. É nesse ponto que entra o SEU planejamento, extremamente pessoal e único. Recebo muitas perguntas referentes a esse tópico e sempre dou a mesma resposta: “Essa decisão só cabe a você.” Porém não é uma decisão fácil. Primeiro você precisa pesquisar quais são essas cidades e o que há de interessante para se fazer em cada uma delas – eu tinha um caderninho divido por regiões (San Francisco e arredores, Monterrey e Carmel, Big Sur, Santa Barbara, Los Angeles, OC, San Diego e Las Vegas) aonde eu anotava cada informação interessante que eu achava. De modo geral, recomendo entre 3 e 5 dias para as cidades maiores – SF, LA, SD e LV – e o restante vai do interesse de cada um.

4. Conheça o mapa da Califórnia

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Você precisa conhecer o mapa da California para planejar com excelência a viagem – no próximo post vou dar dicas de como usar o Google Maps. Não tem como planejar uma Road Trip se você não sabe a localização dos lugares que deseja parar, ou quanto tempo demora para ir de uma cidade para outra. Passe umas duas horas olhando para o mapa que você vai ver como fica mais fácil. San Francisco, Half Moon Bay, Santa Cruz, Monterrey, Carmel, Big Sur, San Simeon, San Luis Obispo, Santa Barbara, Ventura, Morro Bay, Los Angeles, O.C. (Anaheim (Disney), Huntington Beach, Newport Beach, Laguna Beach, San Clemente (Trestles)), San Diego: essa é a ordem das cidades de norte a sul. Mas você precisa saber mais do que isso para montar o roteiro.

5. Reserve os hotéis

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Muitas pessoas me perguntam se reservamos nossos hotéis com antecedência ou se deixamos para decidir lá e fazer uma viagem mais livre. Ficamos com essa dúvida também e acabamos optando pela primeira opção. Acho que reservar os hotéis com antecedência garante opções com melhor custo beneficio, além da economia de tempo durante a viagem. E tempo na viagem é o nosso bem mais precioso. Quem já ouviu alguém falar “Dormir? Não, dormir em dólar é muito caro!” ? O mesmo fale para tomar decisões e procurar hotéis. Atualmente existem centenas de opções para efetuar as reservas: agencias on-line, o Trip Advisor com centenas de reviews, o Air BNB aonde você pode alugar quartos e apartamentos inteiros, além dos sites dos próprios hotéis – a melhor opção para finalizar suas reservas sempre que possível, já que contam com mais flexibilidade nos preços, datas e escolha do quarto.

6. Pesquise por restaurantes

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Como disse em um dos tópicos acima, criei um caderno, dividido por regiões, aonde eu anotava todas as informações bacanas que conseguia, e isso incluía os restaurantes. Depois que você já sabe a região que irá se hospedar é legal pesquisar por restaurantes próximos. Seu hotel serve Café da manhã? Se não, procure opções pela região. Anote opções de almoço próximo aos pontos que você pretende visitar e também restaurantes bacanas para o jantar. É sempre bom já ter essas cartas na manga na hora de decidir aonde ir. Se quer visitar restaurantes concorridos, baixe o app do Open Table no celular e se programe para fazer a reserva com pelo menos um dia de antecedência, assim você não amarra sua programação.

 

7. Faça uma lista com os pontos de interesse e passeios

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Nessa fase do planejamento você já tem quase tudo decidido e chegou a hora de curtir. Pesquise os lugares que você gostaria de visitar e reserve os passeios mais concorridos – como shows em Las Vegas e o tour de Alcatraz em SF. Veja quais os possíveis Outlets a serem visitados e imprima os cupons de descontos disponíveis nos sites. Monte seu roteiro dia a dia e tenha em mente que não é preciso segui-lo minuciosamente durante a viagem, mas é muito bom acordar e já ter idéia do que fazer. Lembre-se de agrupar os passeios por região: se você vai para o bairro x, tente fazer o que há por lá de uma só vez.

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8. Decida como você vai se locomover por cada cidade

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Em San Francisco por exemplo, não vale a pena alugar um carro, pois o transporte público é excelente e os estacionamentos muito caros. Em Los Angeles, é praticamente impossível ficar sem carro. Depois de pesquisar e decidir quais serão suas opções reserve o carro e os shuttles.

9. Pesquise os itinerários e trajetos

Depois de decidir como se locomover em cada cidade é hora pesquisar os itinerários e trajetos. Se a opção for transporte público, pesquise se é melhor ir de ônibus, metro, taxi. Anote cada informação como o ponto, a linha e o tempo de viagem estimado. No caso de aluguel de carro, fique mais tranqüilo, já que o GPS vai fazer o trabalho. Porém, de uma olhada no trajeto, tempo de viagem e no caso das viagens mais longas, como a da costa, qual a melhor opção de trajeto. Se você quer ir de San Francisco direto pra Santa Barbara por exemplo e colocar isso no GPS, ele ira te mostrar o caminho pela I-5, e você vai perder todo o Big Sur e as paissagens lindas das praias. Você tem que armar uma estratégia para “enganar”seu GPS e fazer o trajeto que você quer e é mais interessante.


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10. Monte o seu próprio Guia

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Com todas as informações já coletadas, monte um livrinho com o seu roteiro final. Nele coloque informações dos vôos, reservas de hotéis e alugueis de carro. Monte o roteiro dia a dia, separe os pontos de interesse e restaurantes por cidade ou região. Anote as opções de itinerários do transporte público para cada lugar e dicas de como programar o GPS para cada trajeto. Imprima seu guia num formato reduzido, de maneira que fique fácil você carrega-lo pra cima e pra baixo, anexe os cupons de descontos e vouchers a ele.

BOA PLANEJAMENTO e BOA VIAGEM!

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Os 25 melhores Apps para quem vai viajar para a Califórnia

Todo mundo já está acostumado a usar os aplicativos para facilitar tarefas simples do dia-a-dia. Mas quando viajamos esquecemos que a tecnologia pode tornar mais simples algumas coisas que fora do nosso país não são tão simples assim.

Fizemos uma seleção de alguns apps que vão ajudar você a tornar sua viagem para a Califórnia ainda mais gostosa. A maioria deles é para Iphone – já que esse é o meu aparelho – mas muitos funcionam também para Android.

Outra dica bacana quando se trata de app é que alguns estão disponíveis somente na Apple Store USA e por isso é bom fazer um login da Apple americana para ter acesso a eles.

1. Tripadvisor City Guides – GRÁTIS –  São mais de 80 cidades disponíveis, entre elas Las Vegas, San Diego e San Francisco. A maior vantagem é que você baixa o Guia que escolher e depois tem acesso a todas as informações – dicas de restaurantes, atrações e hotéis com reviews, mapas e fotos –  mesmo off line. Como eu sempre consulto as opniões no site, acho esse app ótimo tanto para planejar, quanto para resolver algo de última hora.

App Trip Advisor

2. Rove  Diary – GRÁTIS – Se você é daqueles que nunca lembra o que fez nas viagens esse é o app certo pra você. É só deixar o GPS ligado que o Rove memoriza os pontos que você visitou e liga as fotos aos lugares e datas. Você pode ainda adicionar notas e compartilhar as informações nas redes sociais.  E você fica aí se perguntando como que a Caru lembra tudo com tantos detalhes né?

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3. Waze – GRÁTIS – Velho conhecido dos moradores das metropoles brasileiras, o Waze funciona como um GPS mais inteligente, que dá alternativas de rotas para fugir do trânsito. Você sabia que ele funciona no mundo todo? Então pode consultar o Waze na Califa também.

Waze

4. Maps With Me – GRÁTIS – Quem nunca ficou desesperado em perder a conexão com a internet e ficar perdido em meio a uma cidade completamente desconhecida? Esse app permite que você baixe mapas do mundo todo e utilize-os offline. Ele não dá o trajeto, mas mostra a sua localização através do GPS.

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5. Taxi Magic – GRÁTIS – Funciona mais ou menos como os já conhecidos por aqui Easy Taxi e Taxi Beat. Você pede o taxi, indica o destino, acompanha o trajeto pelo GPS e ainda pode fazer o pagamento com o cartão de crédito direto pelo celular! Disponível para mais de 60 cidades nos EUA e alguns lugares do México e Canadá.

taxi magic

6. Routesy Free Bay Area – GRÁTIS – Funciona para o Muni e Bart da cidade de San Francisco. É só indicar a linha que ele dirá qual o ponto mais próximo, tempo de espera e horário de chegada do próximo veículo.

Routesy

7. Around Me – GRÁTIS –  Identifica sua posição rapidamente e permite que você escolha o Banco, o Bar, Posto de Gasolina, Hospital, Hotel, Cinema, Restaurante, Supermercado, Teatro ou Ponto de Táxi mais próximos.  Mostra uma lista completa de todos comércios na categoria que em que você tocou junto com a distância de onde você está.

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8. Gas Buddy – GRÁTIS – Com esse app você localiza os postos mais próximos e compara o preço da gasolina. Muito útil para quem vai fazer a Road Trip pela costa.

Gas Buddy

9. Cheap Eats in San Francisco – GRÁTIS –  Reúne restaurantes de San Francisco com preços acessíveis divididos por categoria e tipo de cozinha, listando os que estão próximos a você. Mostra comentários de outros usuários, fotos, menu e preços.

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10. Trux Map – GRÁTIS – Funciona para 34 cidades americanas (entre elas Los Angeles, Las Vegas, Santa Barbara, San Diego, San Francisco e Sacramento). Mostra o mapa das redondezas com a localização e o horário de funcionamento dos Food Trucks – a nova moda gastronômica nos EUA. Você vai encontrar também reviews, fotos dos pratos e o trajeto para chegar até os caminhões.

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11. Open Table – GRÁTIS – Indispensável para quem pretende visitar um restaurante concorrido, o site de reservas on line tem a versão em aplicativo. A vantagem é que ele utiliza a localização para indicar restaurantes próximos com mesas disponíveis.

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12. Domino’s USA – GRÁTIS – Com versão em Inglês e Espanhol, o app da Domino’s Pizza salva qualquer pessoa naquele dia em que você chega acabado no hotel e não tem forças nem para fazer uma ligação telefônica. Monte e faça seu pedido para retirada ou delivery de forma fácil e interativa. Depois é só se deliciar.

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13. Yelp – GRÁTIS – O já conhecido site traz um ótimo app que reúne todas as informações aliadas a localização e busca pelo GPS. Através dele é fácil descobrir restaurantes e bares próximos. Cada lista vem com fotos, numero de telefone, endereço e reviews de clientes. Você pode ainda adicionar suas próprias fotos e fazer sua avaliação.

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14. EveryTrail Pro – 3,99 – Ideal para quem pretende fazer caminhas e trilhas o app permite que você procure por trajetos próximos a sua localização ou baixe tours por cidades como San Francisco e Los Angeles.

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15. Chef’s Fedd – GRÁTIS –  Quer saber aonde os chefs mais famosos do mundo fazem suas refeições? O app indica quais restaurantes indicados por chefs como Wolfgang Puck estão próximos a você e mostra as opiniões e fotos.

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16. Tipulator – GRÁTIS –  Ótimo para quem sempre fica confuso na hora de pagar a gorjeta, o app faz o calculo das taxas, tips e ainda divide pelo número de pessoas. Nâo tem mais desculpa para não pagar a caixinha que é tão comum por lá e que os brasileiros insistem em não entender!

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17. Postale – $1,99 – O aplicativo permite que você produza seu próprio cartão postal, com foto, selo e mensagem personalizada. Pode ser enviado por e-mail, facebook ou Twitter. Ótimo jeito de surpreender alguém que a gente ama né?

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18. San Francisco Travel and Photo Guide – GRÁTIS –  O app indica quais os lugares para conseguir os melhores ângulos fotográficos da cidade mais fotogênica da América. Divide os pontos por categorias interessantes como “As 10 Top fotos”, “Luz Baixa”, “Natureza” e “Pontos Turísticos”.pagesftravel

19. California Photo Scout – $6,99 – Lista os melhores pontos de norte a sul da California para se fotografar. Indica o local, melhor hora para fotografar, equipamento ideal, lentes e até se é necessário repelente para mosquitos. Atualização: O App foi retirado do ar, mas todas as informações estão disponíveis no site http://ca.myphotoscout.com.

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20. CalParks – GRÁTIS – O App official da  California State Parks Foundation’s , com mapas das trilhas, pontos de interesse e fotos.

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21. Right Size – $1,99 – O aplicativo Right Size converte os tamanhos das roupas e sapatos para o padrão brasileiro e ainda armazena as informações de amigos e parentes.

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22. Outlet Finder – $1,99 – Todos os outlets dos Eua reunidos com lista de lojas e outras informações utéis.

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23. Surfline – GRÁTIS –  O app official do site Surfline traz previsões e cameras ao vivo de mais de 140 picos nos EUA e Havai.

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24. Shralp Tide  – GRÁTIS – Cheque a maré antes de ir surfar em Trestles, ir explorar as Low Tide Pools da Fitzgerald Marine Reserve, ou caminhar até Black’s Beach pelas pedras. Não é necessária conexão com a internet.

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25. California Surf Way – $3,99 – Não sabe as condições climáticas? Primeira vez em um lugar e não faz idéia dos melhores picos para surfar? Ou não quer perder tempo pensando em qual o point mais perto de você? Esse app resolve todos esse problemas. Além disso ele ainda informa qual dos 200 picos ao longo da costa californiana está mais perto de você  e apresenta as melhores condições do dia, a direção do swell e as condições do vento. Eu não testei, mas se esse app fizer tudo isso mesmo, ele é indispensável para quem quer surfar!!

California Surf Way

CALIFORFUN, no canal OFF

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Um ótimo jeito de conhecer um pouco mais da cultura do skate e programar sua ida as melhores pistas e cenários para a prática do esporte na Califórnia é assistir aos episódios de Califorfun, no canal OFF.

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A série – que está na segunda temporada – tem formato de documentário e roda a costa oeste de norte a sul, mostrando a importância desse cenário para todas as gerações.  Depoimentos e performances de grandes ídolos do skate californiano – como Tony Alva, Tony Hawk e Steve Caballero – se juntam a perspectiva de um grupo de jovens brasileiros que se divertem pelas pistas, piscinas e ruas de cidades como Santa Cruz e Los Angeles.

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Um dos últimos da temporada, o episódio 12 foi sensacional e mostrou a sede da NHS, grupo que  fabrica marcas pioneiras no esporte como Santa Cruz, Independent e Road Ride Wheels, entre outras. Recentemente, a NHS criou um museu do Skate dentro da sua sede e o documentário gira em torno da história contada nele.

Vale a pena conferir o site da série que conta com teasers dos episódios e bastante informação bacana .

CALIFORFUN passa todas as quartas, as 21h, no canal OFF.